Notas iniciais
Hello *O*
Cheguei mais rápido dessa vez vaaaai (:
Well aliens, primeiramente como de praxe quero dar as boas vindas as leitoras novas anacasali e rebecariker *OOOOOO* Bem vindas lindiias!
Agouurã sobre o capítulo, esperado ou não sei lá kkkk, a feesta *weeeeeba!*
NÃO DEIXEM DE LER SÓ PQ TÁ ENORME u.u kkk
Seguinte meu povo, pra que a emoção toda que EU senti escrevendo tbm role com vcs, há NECESSIDADE de que vcs escutem essa música: http://www.youtube.com/watch?v=3c924NWcl3o
Vai dar pra saber o momento certo que isso acontece, eu escrevi a musica ai pelo meio e tal... Maas é pra ouvir viu gente, senão fica meio no vácuo u.u UAHSUASH'
Tem um minutinho e pouco mais ou menos finais, que a musica muda (tá ai no vídeo) mas é só continuar curtindo pq eu tbm escrevi uma parte pensando na musica lenta ;) *acheilinds kkk*
Dá tudo certinho, pq eu li 2637248 vezes pra constatar
Ahhhnn... deixe-me pensar se tem mais recados...
Uppa tá grande o Cap hein *recado podre, mas fiquei feliz com o meu progresso kkkk*
Acho que é isso, mais blábláblá nas notas finais ^^
Boa Leitura flores, espero que gostem (:

Sexta-feira passou tão rápido quanto eu estava desejando que passasse esse Sábado. Sim. Já era Sábado e o dia da festa do Tom.

Minha animação estava abaixo de zero, e eu já não sabia mais o que fazer em casa pra me distrair dos pensamentos que me vinham toda a hora a mente.

Não sei como eu estava me sentindo naquele momento. Se triste, chateado ou nervoso. No fim acho que era um grande misto de tudo. Estava triste porque dessa vez, na minha mente, iria terminar tudo, que talvez nem tenha começado, entre eu e o Tom. Chateado de lembrar o que eu havia feito com Daniel e a mais remota lembrança de que ele pretendia conseguir algo a mais com o Tom na festa me deixava pior ainda. E ainda mais que isso, nervoso, de precisar pela última vez, de um momento sozinho com ele pra dizer que nada daquilo deveria prosseguir.

Era só isso que se passava na minha cabeça. O dia todo, a toda hora, nada diferente disso.

Agradeci a Deus quando descobri que não teria aula na Sexta e por isso ainda não tinha precisado olhar pra cara do Tom outra vez desde que ele estivera aqui.

Procurei me manter focado em qualquer outra coisa diferente dele o dia inteiro. Sai pra dar uma volta em qualquer lugar calmo e tranquilo, o que não era difícil de encontrar na Alemanha, embora isso não tenha ajudado muito porque, qualquer lugar bonito acabaria por me lembrar do Tom.

Resolvi entrar no salão que eu sempre ia pra cuidar dos meus cabelos, fazer meus cortes e afins. Eu só pretendia mesmo me distrair, fazer alguns aparos rápidos nas pontas dos meus cabelos, nada de mais, geralmente eu me entretia bastante em salões de beleza, visto que eu não parava de conversar com as mulheres que me atendiam.

Mesmo meio pensativo e distante pelo que estava acontecendo ainda fiquei um bom tempo lá, jogando conversa fora. Tempo suficiente para que aquelas cabeleireiras insistentes e malucas me convencessem a mudar de corte. No começo fiquei meio confuso com a sugestão delas: Um enorme moicano. Nunca tinha sequer pensado nessa possibilidade, mas depois de um tempo em frente ao espelho resolvi concordar. Aquele visual escorrido já estava mesmo me cansando.

No fim gostei bastante do resultado. O moicano realmente havia ficado enorme, mas eu ainda permanecia com uma franja longa na diagonal. Achei bem diferente, mas muito bem feito, só teria que dar a minha vida pra manter aquilo né.

Voltei pra casa e fiquei até altas horas fazendo trabalhos da escola. Decididamente aquilo não era divertido, e foi exatamente por isso que eu acabei esquecendo as horas que faltavam do dia, que acabaram passando rapidamente.

Hoje, no entanto não era igual.

Primeiro que tudo que havia para ser feito, eu fiz.

Depois que já era Sábado. Não tem como você esquecer algo que vai acontecer naquele mesmo dia.

Acordei relativamente cedo, levando-se em consideração que era final de semana, e não consegui mais nem ao menos cochilar no sofá assistindo TV. Simone não estava em casa. Saiu mais cedo para o trabalho e hoje eu nem sabia que horas chegaria. Sábado é sempre um dia de abandono em casa pra mim.

Posso dizer que eu estava acostumado com isso, e não via mais problema nenhum, às vezes eu chegava a adorar, exclusivamente naqueles momentos que você decide que quer ficar sozinho.

Mas hoje não. Eu queria ao menos a companhia da minha mãe! Acho que ela teria algumas palavras de incentivo pra me dizer nessa hora.

Ainda eram cinco horas da tarde e faltavam mais do que três horas pra que eu começasse a me arrumar. Comecei a me sentir a ponto de enlouquecer. Como eu queria que as horas passassem, como eu queria...

Estava sentando esparramado no sofá de dois lugares olhando para um grande monte de nada na minha frente e com a TV desligada. Depois de perceber que ruim com a televisão, mas pior ainda sem ela, liguei-a novamente mesmo que ainda não prestasse atenção na programação.

Decidi procurar um filme longo o suficiente pra me distrair até a hora certa. Claro não achei, porque comigo tudo tem uma pitada de dificuldade. Eu até já tinha me acostumado. Então tive que zapear por pelo menos mais uma duzentas vezes até que encontrasse algo que, em minha opinião, prestasse.

Encontrei um canal onde passavam uns clipes, não muito divertidos por sinal, mas era o que tinha e eu me contentei.

Acabei cochilando, pra minha felicidade, por um período, que pra mim ainda era curto demais, levando-se em conta que quando acordei o Sábado ainda não havia acabado.

A TV ainda estava ligada, claro, e agora a programação já tinha mudado. Nem prestei muita atenção, simplesmente me ergui do sofá meio preguiçoso e, torcendo pra que fosse mais de meia noite, peguei meu celular na mesa de centro para constatar as horas.

Óbvio que não era.

Ainda eram sete e meia. Talvez eu não tivesse necessariamente cochilado e sim dormido. Eu pretendia somente começar a pensar na possibilidade de tomar um banho e me arrumar depois das oito. Acabei tendo que frustrar meus planos, indo me arrumar meia hora antes.

Subi as escadas e fui para o banheiro tomar um banho. Fechei a porta e me despi entrando no Box direto na água quente. Demorei mais ou menos uma meia hora pra me ensaboar e lavar os cabelos, que agora já tinha em menor quantidade devido à falta deste nas laterais. Claro que eu consegui, com um pouquinho de força, ser mais devagar do que eu normalmente sou nessa hora.

Sai enxugando e enrolando os cabelos em uma toalha, e com outra enxuguei o corpo, depois amarrando-a na cintura e retornando para o quarto.

Parei em frente ao espelho do guarda-roupa pensando: “O que eu vou usar?”.

Eu não tinha comprado nada de diferente, também achava que eu não estivesse necessariamente precisando, mas não sabia o que colocar naquela situação.

Continuei durante belos minutos na mesma posição, com os braços apoiados na cintura, somente observando minha imagem refletida no espelho. Abri a porta do mesmo e comecei a vasculhar.

Algum tempo de busca e eu resolvi pegar uma calça jeans bem justa, uma regata e uma jaqueta de couro, todas na cor preta. Joguei as peças na cama e antes de vesti-las voltei para o banheiro. Primeiro me maquiaria e depois trataria das roupas e acessórios.

Fiz todos os passos que sempre fazia em todas as minhas maquiagens normalmente, mas posso dizer que eu caprichei muito mais nos olhos, como só fazia em ocasiões especiais. Passei uma boa camada de rímel, aumentando bastante o volume e espessura deles, sombra e delineador pretos. Sorri satisfeito para o espelho. Estava ótimo!

Depois resolvi tratar do cabelo.

Agora sim seria uma grande batalha. Não era mais tão simples como escová-lo deixando-o caído nos ombros. Precisava de um pouco mais de tempo.

Resumindo essa incrível saga, quase morri intoxicado de tanto spray fixador, e passei bem uns dez minutos nessa “missão”. Mas por fim consegui deixá-lo perfeitamente erguido e seguro. Arrumei minha franja impecavelmente no lugar e sai do banheiro.

Peguei uma boxer branca em uma das gavetas e logo após vesti as peças de roupa que eu tinha escolhido. Depois coloquei um dos meus coturnos pretos, cano médio.

Pus alguns poucos anéis nos dedos e por fim uma grossa corrente prata no pescoço. Retornei ao espelho do guarda-roupa olhando-me. É. Estava bom e pronto. Era isso mesmo. Talvez eu estivesse um pouco exótico demais, mas eu sempre fui assim mesmo, então qualquer pessoa que eu já conhecesse estava acostumada.

Olhei no meu relógio de pulso, aproveitando arregacei as mangas da minha jaqueta, e vi que já era quase nove e meia. É, meu ritual tinha demorado mesmo.

Ouvi meu celular tocar de alguma parte da casa. Corri o olhar pelo quarto e não o encontrei. Desci rápido as escadas e avistei-o jogado no sofá. Corri para pegá-lo e atendi.

– Alô.

– Bill tá pronto? – era a voz do Daniel, que eu nem sabia ainda, por não ter olhado no visor do celular.

– Já, pode vir.

– Ok, to a caminho, já sai de casa.

–Tá, to esperando. Tchau.

– Tchau.

Desliguei desgostoso.

Eu adorava me arrumar, em qualquer situação, por isso em alguns instantes tinha até me esquecido pra que. Quando atendi o celular me lembrei, por isso retornei a minha cara abatida de antes.

Passei um pouco de perfume antes de me jogar no sofá á espera do Daniel chegar. Já podia escutar da minha casa o som da música alta na casa ao lado. Se não fosse a atual circunstância eu adoraria ir a essa festa, afinal eu nunca recusei nenhuma, mas tratando-se daquela situação a coisa mudava de figura.

Não demorou muito mais que uns dez minutos e a campainha soou. Levantei-me e fui até a porta atender.

– Oi! – começou ele radiante ao me ver. Seu queixo caiu instantaneamente e eu sorri fraco sabendo o porquê. – Bill você... Nossa, ficou incrível... Você tá incrível! Quando você fez isso? – perguntou referindo-se ao meu novo corte de cabelo.

– Ontem... Fui ao salão rapidinho e aquelas mulheres acabaram me convencendo a mudar. – expliquei resumidamente. Também não pude deixar de reparar como Daniel estava bonito. Ele estava com uma calça em uma imitação de couro, uma blusa simples preta também com as mangas arregaçadas e uma sobreposição de coletes, em tecidos diferentes, ambos cinza escuro. Na calça havia algumas correntes penduradas.

Ele realmente estava incrível e, droga, por que eu tinha a impressão que seria praticamente impossível Tom recusar? – Você também está ótimo, sério... lindo.

Ele sorriu abertamente pra mim.

– Você acha? Ai, eu to tão ansioso. Mal consegui dormir essa noite sabia? – falou aparentando realmente um pouco de nervosismo.

– Acho. Dan relaxa... vai dar tudo certo. – disse a última frase com menos animação do que eu pretendia, mas também, já era querer demais de mim. Além de ir aquela festa, ainda tinha que ser animado e feliz?!

– Então vamos?

– Vamos. – tranquei a porta á minhas costas e nos direcionamos a casa vizinha.

Paramos a porta de entrada e Daniel parecia a ponto de explodir.

– Toca você. – pediu ele mencionando a campainha.

– Daniel, calma... Você vai acabar explodindo antes mesmo de entrar. — dei uma breve risada quando o vi respirando fundo e soltando o ar com calma pela boca. Toquei a campainha e ele apertou meu braço. Olhei para ele pedindo novamente pra que sossegasse e percebi a porta ser aberta no mesmo instante. Ergui o olhar encontrando o de Tom, que por sinal parecia estático á porta.

–... Oi. – começou ele meio devagar.

Daniel sorriu mecanicamente. Sorri de leve sem conseguir evitar ficar um pequeno período paralisado também.

Tom estava simplesmente perfeito. Por que hoje, Deus, por quê?

Estava com uma calça jeans escura, usualmente larga, uma blusa com alguns estampados e um casaco meio grande e branco por cima. Um tênis igualmente grande e claro e cobrindo parte de suas tranças uma faixa na mesma cor com um boné xadrez colorido. Um relógio dourado era o único acessório que adornava o visual.

– Oi – falei depois dessa pequena pausa que, caso eu estivesse de fora, acharia que foi total comprometedora. Daniel aparentemente nem se ligou, empolgado demais com a visão do Tom na nossa frente.

– Que bom que vocês vieram... – prosseguiu ele retomando sua normalidade. Antes que ele continuasse um garoto de cabelos longos e castanhos aproximou-se falando de algo que eu nem entendi muito bem o que era.

– Hein Tom os moleques... – parou ao lado do amigo cessando a fala ao ver eu e Daniel parados a porta. – Ual, Bill você ficou ótimo com esse cabelo! – disse sorrindo animado postando o braço direito no ombro do Tom que abaixou a cabeça parecendo um pouco envergonhado.

– Ahn... Obrigado. – agradeci sem nem ao menos saber de quem realmente se tratava.

Talvez notando minha pequena confusão ele estendeu a mão cumprimentando a mim depois ao Daniel.

– Georg, prazer.

– Prazer. – falei desejando entrar logo de uma vez e acabar com aquela cena constrangedora de porta.

– Bom, entrem. Fiquem á vontade.

Graças a Deus Tom acabou com aquilo nos dando ambos, ele e Georg, espaço para que passássemos.

Entramos recebendo alguns olhares que, eu sinceramente até imaginava o porquê.

Provavelmente todos, ou boa parte dos convidados já haviam chegado, visto que a casa parecia cheia e nós saímos de casa bem mais do que nove horas.

A casa não se encontrava com nenhum tipo de decoração nem nada, continuava linda, mas com muito mais espaço na sala pra acomodar aquelas pessoas. Algumas comidas e bebidas no balcão da cozinha, fora as que já estavam parcialmente “jogadas” pela casa. Era resumidamente aquela típica festa na casa de um adolescente.

– Bill, a casa dele é linda! – comentou comigo Daniel enquanto nos dirigíamos pra qualquer canto dela.

~~


Já deviam ter se passado umas duas horas desde que a festa havia começado, e eu já tinha bebido alguns copos pra me manter, ou pelo menos tentar me manter, calmo. Até agora a coragem de falar com o Tom ainda não tinha chegado. E pelo visto ia demorar bastante. Ele tentou por algumas vezes se aproximar de mim, mas eu procurava me manter afastado o suficiente sempre que ele se achegava. Ele estava bonito demais hoje pra que eu resistisse com força as suas investidas.

Daniel não estava do meu lado. Tinha ido pegar uma bebida e até agora não havia voltado. Sei lá o que ele andou fazendo pelo caminho.

Eu agora me encontrava sentado em um local um tanto mais afastado das pessoas que dançavam, com outro copo de tequila em mãos. Não estava bêbado. Talvez um pouco tonto, mas nada que me fizesse por um acaso fazer algo que eu não me lembrasse depois.

As músicas que tocavam me deixavam leve e meu corpo hora ou outra se movia conforme as batidas que eu escutava.

Ouvi uma música gostosa e meio diferente das que estavam tocando. A melodia me fez desistir de continuar sentado somente movendo a parte de cima do corpo.


I know I've been telling you not now,

But baby come and give it to me

Cause I can tell by the way that you move

That you're the one who could give it to me

Yeah

So come on let’s move through the crowd

So we can find ourselves some privacy

And when I get you all to myself

I promise it's gonna be hard to breathe

When you watch me…


Ergui-me e ainda com meu copo de bebida em mãos, caminhei lento até a concentração de pessoas começando a me balançar seguindo o ritmo que escutava. Fechei os olhos e somente curti a música que eu escutava, ora ou outra bebendo outro gole da minha tequila, me soltando mais a cada movimento.


Shake, wind, and roll

Let's lose control

Shake, wind, and roll

Let's lose control

Put your hands on my body, I

Love the way you make my body say iyiyi

Shake, wind, and roll

Let's lose control

Shake, wind and roll

Shake, wind and roll


Mesmo com os olhos fechados, eu podia sentir que algumas pessoas dançavam me olhando. Me mexia sensualmente mesmo sem perceber, e isso despertava a atenção. Balançava lentamente minha cabeça em todas as direções, sem em momento algum abrir os olhos e encarar ninguém. Não por vergonha, mas eu estava me sentindo bem assim. Era gostoso sentir estar sozinho, mas também ser observado.


Looking like you've seen a beautiful ghost

She must have been a sight to see.

As you got your mouth wide open

And you're sweating like a hundred degrees

But it's not a ghost

You're body can't handle you watching me

And one more move

Imma make you drop to your knees

When I…


Eu não notei, mas também havia despertado a atenção de um certo garoto de tranças que, sem que eu soubesse, encontrava-se encostado ao balcão da cozinha com uma garrafa da mesma bebida que eu em mãos, somente observando meus movimentos.

Senti alguém se movimentar atrás de mim, tão suavemente quanto eu. Imaginei que fosse qualquer uma daquelas pessoas que estavam dançando por perto, por isso nem me importei em abrir os olhos. De repente senti uma das mãos desse alguém se postar em minha cintura, juntando um pouco o corpo ao meu.

Senti um arrepio percorrer toda minha espinha e eu tive certeza de quem se tratava. Tom. Ninguém mais com esse simples toque me faria sentir essa sensação.

Me virei olhando-o intensamente nos olhos, sendo retribuído por ele.


Shake, wind, and roll

Let's lose control

Shake, wind, and roll

Let's lose control (show me how you want it)

Put your hands on my body, I

Love the way you make my body say iyiyi

Shake, wind, and roll

Let's lose control

Não que eu não tivesse certeza, mas assim que o encarei caiu a ficha de que eu estava dançando no meio daquelas pessoas com o Tom. Daniel também estava entre essas pessoas, embora eu não soubesse exatamente onde.

Pensei em me afastar, em mandá-lo se afastar. Mas não consegui. Pelo menos aquela música eu me permitiria dançar com ele. Então seria a última.

Ele sorriu de lado pra mim e eu somente me virei outra vez voltando a colar nossos corpos. Continuei me balançando levando-o junto, nos mesmos movimentos. Postei minha cabeça em seu ombro e direcionando o olhar pra cima voltei a fechar os olhos, enquanto somente o sentia acariciar minha cintura com a mão livre que não estava segurando a garrafa de tequila.


Baby, I'm loving how it feels

ooking in your eyes

Ooh it sends me chills

All down my spine

But now the song is done

You can have another one

But first you've got to pay to see me

Senti seus lábios gelados pela bebida em contato com a pele exposta do meu pescoço. Voltei a sentir o mesmo arrepio que passava em todo o meu corpo sempre que ele me tocava. Sorri de leve com a sensação.

Não estava me importando com as pessoas, com qualquer olhar diferente, nada estava me incomodando, e pelo visto pro Tom também. Eu nem conhecia aquelas pessoas direito, embora algumas fossem da mesma escola que eu, por isso o que elas pensariam ou não do que estava acontecendo não me importava. Me importava estar ali, naquele momento, com o Tom. E só. O resto se acertava depois.


Shake, wind, and roll

Let's lose control

Shake, wind, and roll

Let's lose control (show me how you want it)

Put your hands on my body, I

Love the way you make my body say iyiyi

Shake, wind, and roll

Let's lose control

Ele foi aos poucos nos guiando pra um canto mais separado de todos. Eu ainda estava meio vulnerável por isso segui o caminho que ele guiava.

Fui literalmente jogado na parede. Fui surpreendido com os dois braços do Tom me prendendo na parede deixando minha cabeça entre eles. Onde havia ido parar sua garrafa de tequila eu não fazia ideia.

Somente pude ouvir a música ficar mais lenta por perto e aquela aproximação toda estava me deixando mole.

– Eu senti sua falta...


Maybe you didn't really need my loving

Not the way I needed yours

I was only try to keep it open

How you gonna slam the door

Led me to believe we were together

You were on a different plan

Just when things were changing for the better

You became a different man

If I was you

I would have never left you in the cold

In the first place, oh baby


Senti minhas pernas tremerem e a pouca resistência que eu tinha acabar. Sem que eu notasse soltei o copo que ainda tinha em mãos no chão fazendo-o se quebrar em vários pedaços. Tom sequer saiu de sua posição ao perceber. Somente olhou rapidamente para o chão, assim como eu, por reflexo, mas retornou brevemente a atenção pra mim.

Aproximou-se um pouco mais sabendo que o que ele havia dito tinha seriamente me afetado, caso contrário não haveria feito aquele estrago.

Ainda olhando-o nos olhos, sem conseguir desviar por um minuto, afastei-o um pouco, mais pesaroso do que nunca, e tirei sua mão direita da parede dando espaço para que eu saísse de perto.

Ele ainda tentou me segurar, mas eu me afastei rapidamente mais tonto e confuso do que nunca.


And If I was you

I'd be really trying to make it

You turned down a one way

Oh babe, said you let me down

Said you let me, let me, let me, let me, let me down

Yeah, you let me, let me down

Yeah you let me, let me, let me, let me, let me down

Said you let me, let me down

Let me down…


Voltei para o mesmo lugar que antes eu estava me afundando em um puff branco ao lado da escada. A cabeça apoiada nas mãos, os cotovelos apoiados nos joelhos. Comecei a passar a mão por todo o rosto tentando me livrar das sensações que, naquele pequeno momento, Tom havia me causado.

Não ia dar pra conversar com ele. Não agora, não hoje.

Eu me encontrava totalmente mexido. Todas as coisas que eu já tinha planejado fazer e dizer caíram por terra em alguns minutos.

Olhei para os lados a procura do Daniel que, por um acaso, eu ainda não tinha encontrado. Mas que diabos ele estava fazendo? Se ele não tivesse ficado tanto tempo longe de mim aquilo não teria acontecido. A culpa era dele! Ou pelo menos eu fingia que era.

Voltei a afundar o rosto nas mãos pensativo, sendo surpreendido de repente.

– Bill, eu preciso falar com você.

Olhei pra cima encontrando Tom parado á minha frente olhando para baixo, me encarando.

– Agora não Tom. Depois a gente conversa. – voltei a abaixar o olhar.

Ele se abaixou na minha frente, apoiando as mãos nos meus joelhos. Olhei brevemente pra cena depois voltei a encará-lo.

– Não, tem que ser agora...

– Já falei que aqui não! – insisti cortando-o.

Tom se ergueu outra vez me mirando desafiador.

– Eu vou fazer um escândalo aqui e ai eu quero ver se “aqui não”. – disse irônico.

– Você não faria isso. – duvidei imediatamente. Óbvio que ele não faria.

– Você duvida? – continuou no mesmo tom.

Arqueei a sobrancelha fitando-o ainda mais descrente.

– BILL EU...

Puxei-o com força pra baixo outra vez, fazendo-o calar a boca.

– Tá bom, para com isso!

Sorriu vitorioso pra mim.

Me levantei, levando-o comigo, sentindo a cabeça latejar no mesmo instante. Talvez eu tivesse me erguido rápido demais.

– Vamos pro meu quarto... – ele começou a me guiar, mas eu o impedi.

– Espera! Eu vou primeiro, depois você vai... – falei subindo as escadas sozinho, deixando-o para trás.

Fui até o quarto do Tom, que eu por um acaso já sabia o caminho, e entrei fechando a porta. Sentei na cama esperando.

Agora a merda tava feita mesmo. Já que eu estava ali, era a hora de falar, embora eu soubesse que o quarto do Tom não era o melhor local pra fazer isso.

Esperei alguns minutos, sei lá quantos, até ouvir a porta ser aberta e o Tom adentrar.

Me ergui automaticamente, mesmo sem saber exatamente o porquê. Ele se aproximou breve me puxando pela cintura. Ele realmente devia estar pensando que tudo estava ótimo.

– Nem tive tempo de te dizer de dizer que você tá lindo hoje... – começou baixo me mirando depois descendo o olhar pra minha boca, que agora estava entreaberta, em busca de oxigênio que parecia estar em falta naquele ambiente.

Afastei-me rapidamente empurrando-o sem muita força me dirigindo a parede próxima a porta, cruzando os braços em frente ao corpo, na tentativa de impedi-lo de qualquer aproximação a mais.

– Era isso que você queria me dizer? – perguntei lacônico.

Ele voltou a chegar perto de mim parando á minha frente.

– Desculpa o que eu fiz agora pouco... Sei que tinha muita gente por perto e você, sei lá... Não vai mais acontecer... – ele terminou meio confuso, parecendo não saber muito bem como se desculpar.

– Não vai mesmo – decidi começar a falar mesmo incerto.

Ele novamente me prendeu entre seus braços na parede me impedindo de me mover pra qualquer lado. Senti minha cabeça latejar um pouquinho mais, talvez devido a toda aquela tensão, e outra vez tirei a mão dele saindo de perto.

Ele se virou para me encarar com uma expressão ligeiramente confusa.

– Que foi?

Permaneci um tempinho em silêncio e por fim disse desviando o olhar.

– Tom... O que aconteceu até agora, não vai acontecer mais... nunca mais... e você não vai mais tentar me beijar, entendeu?

Dessa vez quem ficou calado foi ele por alguns instantes tentando, imagino, entender o porquê da minha súbita resistência. Mantive-me impassível.

– Do que você está falando? – caminhou até mim meio que sorrindo achando que eu realmente não estava falando sério.

– Você sabe do que eu to falando, Tom. E é sério entendeu... – já comecei a ficar meio receoso. Aproximação demais, aproximação demais!

– Por que você tá falando isso agora? Não to entendendo.

– Não tem nada pra entender é só... ficar longe. – terminei achando muito simples a explicação, mas ao mesmo tempo muito dolorosa.

Ele quase arregalou os olhos e provavelmente agora havia notado que eu falava sério. Parou na minha frente esperando que eu continuasse.

– E só... – disse dando por fim aquela situação como acabada.

Eu sei que aquilo não era suficiente, mas eu não conseguiria falar mais nada pra ele. Meu coração começou a formar um aperto imediato só de vê-lo sem reação. Tom não era assim.

Prontamente desviei dele na intenção de sair do quarto, mas fui impedido por sua mão me segurando.

– Espera! Como assim você diz isso e vai embora? – questionou incrédulo.

Me soltei mas continuei parado, olhando-o.

Dessa vez minha voz saiu mais sentida do que eu pretendia que saísse.

– Tom não dá... é sério, eu... não posso. – falei olhando pra baixo. É, aquilo não estava nem um pouco convincente, mas querer que eu fosse rude era pedir demais de mim.

– Por quê?

– Eu não... – um nó se formou na minha garganta me impedindo até de continuar. – Você não ia entender.

– Tenta. — pediu Tom voltando a se aproximar. E dessa vez eu não me afastei.

–... Não posso. – falei baixo olhando firmemente em seus olhos. Senti-o ainda mais confuso, mas acima de tudo triste. Toquei seu rosto acariciando-o de leve, observando ao mesmo tempo cada movimento que minha mão fazia. Ele segurou-a também me mirando.

Afastei-me antes que ficasse impossível e deixei-o sozinho no quarto, sem olhar pra trás.

Desci rápido as escadas e nem sequer olhei para os lados antes de sair porta a fora deixando toda aquela festa pra trás e indo parar no conforto da minha casa.

Não vi o Daniel, e nem ao menos o procurei. Também não queria encontrá-lo. Não agora.

Subi correndo pro meu quarto e tranquei a porta sem nem me certificar se minha mãe já tinha chegado em casa. Embora eu esperasse sinceramente que não. Não queria dar explicações, não queria conversar. Queria chorar, sozinho e em paz.

Mesmo que eu nunca tenha sido o tipo do garoto totalmente sentimental que chorava por qualquer desilusão, naquele momento eu não me repreendi por chorar. Estava triste. Pra falar a verdade, quebrado por dentro, e precisava de pelo menos algum tempo sozinho, em silêncio.

Me joguei na cama de qualquer jeito e abraçando todos os travesseiros presentes nela afundei-me ali mesmo esperando ao menos um pouquinho daquela dor passar.


Notas finais
Uuuuuuh e ai, gostaram do Billéco com novo visu *OOOO*
Esperavam isso da festa? Não? Desabafem comigo *papel, caneta e óculos em mãos* kkkk
Sobre o look deles, bom o meu baby Bill tá do mesmo jeito que o avatar da minha fofa leitora Bikaulitz é O.o Sim, eu já tinha pensado nele assim kkkkk
O Tom, imagino que vcs já tenham visto ele desse jeito em alguma foto, não achei nenhuma assim, só coloquei pq lembrei que ele tava TESÃO desse jeito qndo vi em um video (666' kkkk
E o Daniel foi pura invenção minha mesmo *thanks, thanks* AUSHAUSH'
Creio que seja isso né
Me digam oque vcs acharam, meeeesmo, quero saber se gostaram desse cap, pq algumas partes nem eu gostei, mas enfim ninguem perguntou pra mim, e se estão gostando da fic *-*
Obrigada mesmo as minhas lindas que continuam comentando e lendo... mesmo, to muito feliz ^^
CAAARALHO QUASE ESQUEÇO o.O KKK
Só uma coisinha... O Lemon tá próximo HAHAHAHAHAH kkkkkk
Quero fazer uma pergunta e PRECISO que vcs respondam: Vocês preferem que o Lemon seja POV tbm do Bill, ooou seja na 3º pessoa pra vcs saberem o que se passa com os dois?! ESPERO RESPOSTAS HEEEEEIN senão ficam sem Lemon u.u kkkk
Mereço reviews? Recomendações quem sabe? *---* kkk
É isso minhas flores, até a próxima (:
Beeeeijo ♥