A Única Exceção.
11 Convite.
Notas iniciais
É. Demorei, eu sei...
Maas vou ser sincera, esse cap estava pronto a muuuito tempo, mas tava meio foda de postar, e eu só consegui tempo meeeesmo hoje.
Agora sobre o capitulo hehe'
Vi que vcs estão na torcida ai pro Bill largar de ser besta e pegar logo o Tom de jeito, maaaaas sejamos pacientes, viiiiixi ainda tem muuuuito o que rolar =X UAHSAUSH'
E quanto ao Daniel, tbm to com pena dele gente... principalmente pq eu já fui uma "Daniel" nessa vida, e eu sei que não é nada legal --' mas a gente supera né *momento divã* kkkkk
Enfim, cheeeega!
Boa leitura flores
Nos vemos nas notinhas finais ^^
Mais uma vez eu me encontrava deitado na cama, me revirando de um lado para o outro, o sono simplesmente em qualquer parte do espaço que fosse suficientemente longe de mim.
Preferi não me delongar conversando sobre o Tom com minha mãe. Obviamente eu somente questionei-a sobre o Gordon, o divertido, como ela mesma tratou de falar, jantar, e acabamos por conversar um bom período. Agora, o real porque do Tom ter feito aquilo antes de sair, ou até mesmo como foi a sua longa estadia aqui em casa eu evitei comentar. Não queria depois de ter dito que contaria tudo ao Daniel, que ia esquecer o ocorrido, contá-la que nos beijamos novamente. Ela não fazia ideia do poder que as palavras e os gestos dele tinham sobre mim. Aliás, nem eu mesmo sabia do poder que essas tinham até aquele momento.
Nem imagino quanto tempo fiquei nessa na cama, mas com certeza fora o suficiente para me deixar duvidoso sobre ir ou não para a escola. Seria bom ao menos para que eu repensasse sobre o que eu ia realmente contar ao Daniel. Confesso que por diversas vezes repensei até mesmo se eu ia contar de fato.
Eu já chegava a ver o sol nascer pela pequena brecha deixada pela cortina do quarto e eu ainda conseguia me revirar.
Peguei meu celular na mesinha ao lado da cama e liguei-o procurando ver a hora. Já passava das cinco da manhã e eu sequer tinha pregado os olhos por um minuto. Tom não me causava só efeitos positivos, com toda a certeza.
Pra quem iria levantar as oito, três horas de sono não me pareciam proveitosas. Então me decidi por desistir de vez de dormir. Caso eu fosse fazê-lo, já teria feito obviamente, sendo assim continuar deitado estava me cansando.
Me levantei da cama e fui até as escadas, descendo-as e indo sentar novamente no sofá da sala.
Liguei a televisão, para não parecer um zumbi olhando para o nada no escuro, e, como havia feito mais cedo, fiquei focando-a sem prestar atenção em nada. Mudei algumas vezes de canal, mesmo que qualquer coisa que passe às cinco e meia da manhã não seja interessante, e por fim acabei deitando fitando o teto.
Nem bem vi o tempo passar, e só notei que já estava totalmente claro quando ouvi os passos da minha mãe descendo as escadas.
- Bill você já está acordado? – ela veio perguntando enquanto caminhava na minha direção sentando-se no braço do sofá.
- Eu nem dormi... – falei baixo meio distante ainda.
- Não dormiu por quê?
- Porque não consegui – respondi simples virando o rosto para ela.
- Pensando em que posso saber? – ela tirou meus pés de um dos lugares sentando-se para logo depois colocá-lo em cima de suas pernas.
- Em quem você quer dizer? – comentei sorrindo fraco e sem nenhum tipo de animação.
- Tom anda tirando mesmo o seu sono filho...?
Coloquei o antebraço no rosto cobrindo os olhos.
- Tom, Daniel, todo mundo. Por que será que pra mim as coisas têm que ser 400 mil vezes mais difíceis?!
- Porque senão ia ser tudo muito sem graça? – arriscou ela tentando me animar.
- Então eu prefiro sinceramente que seja sem graça nenhuma – respondi voltando a olhá-la sorrindo chocho.
- Hoje mesmo você resolve isso, e acaba de vez toda essa sua preocupação, filho.
Me controlei pra não soltar uma risada sarcástica depois que Simone disse isso. Hoje mesmo que começou a minha preocupação! Ela realmente não sabia o que havia acontecido ontem entre eu e o Tom, já que eu optei por não dizer, então ainda tinha certeza de que eu falaria com o Daniel, e que eu me desprenderia do Tom facilmente. Engano seu, e mal sabia eu, meu também.
- É. Acho que sim...
- Bom eu tenho que me arrumar pra trabalhar – ela disse se erguendo enquanto depositava um beijo rápido em minha testa – Você vai pra escola mesmo sem ter dormido?
- Hum... – não, eu não ia. Mas ainda quis demonstrar algum tipo de dúvida – Acho que não. Não que eu esteja cansado, mas eu devo estar com uma cara ótima de insônia agora. Fora que eu to uma péssima companhia pra qualquer um.
- É acho que sim. Mas vê se come alguma coisa! Eu sei que você nem tocou na lasanha que eu fiz ontem – começou ela meio acusatoriamente se dirigindo a cozinha – Não quero te ver passando fome!
Revirei os olhos sem que ela visse.
Sendo bem sincero: Eu ainda não estava com fome.
- Tá bom, eu não vou passar fome, relaxa – falei enquanto sumia embaixo do meu antebraço de novo.
Simone fez o café da manhã e acabou me obrigando a tomar também. O que fiz a muito contra gosto. Depois se arrumou, para em seguida sair rumo ao seu trabalho, me deixando sozinho em casa.
- To indo filho, qualquer coisa já sabe... – recomendou minha mãe enquanto pegava suas chaves e se dirigia a porta.
- Já... Qualquer coisa, eu ligo – retribui seu sorriso e ela abriu a porta, saindo.
Subi as escadas rapidamente me dirigindo ao banheiro. Me olhei no espelho e, realmente estava com uma cara péssima. Balancei a cabeça espantando qualquer pensamento inoportuno e resolvi tomar um banho pra me recompor.
Tirei a roupa e entrei na água fria do chuveiro, começando a tremer um pouco devido ao choque de temperaturas causado.
Lavei tranquilamente os cabelos e fiz toda a minha higiene sem pressa alguma. Ainda demorei mais uns quinze minutos embaixo d’agua, mesmo com tudo feito, para só depois sair.
Me enxuguei e fui para o quarto em busca de uma roupa. Peguei algumas peças aleatórias e vesti. Depois retornei ao banheiro para fazer uma maquiagem simples, mas que disfarçasse aquela minha cara de “não dormi pensando em você”.
Tudo certo desci novamente e me aconcheguei em uma poltrona ao lado do sofá. Nem me preocupei em olhar para a televisão e simplesmente peguei o notebook em cima da mesa começando a buscar qualquer coisa pra me distrair.
Já havia deixado de ser manhã e eu levei um pequeno susto ao ouvir a campainha tocar ecoando pela casa, me tirando do meu atual passatempo.
Levantei-me, deixando o aparelho que estava no meu colo de lado, e fui até a porta atender. Deparei-me com Daniel, assim que a abri.
- O que você está fazendo aqui, a aula já acabou? – perguntei surpreso. Estranhamente não percebi o tempo passar.
- Jáá! – ele foi entrando antes mesmo que eu desse espaço – Que horas você está pensando que são?
- Ahn sei lá, mais cedo – sentei na mesma poltrona que eu estava e ele no sofá ao meu lado – Mas que bom que você veio eu precisava...
- Bill você não podia ter faltado hoje... – ele começou todo animado cortando o que eu pretendia dizer – Aliás, por que você faltou? – fingiu rapidamente uma preocupação.
Arqueei a sobrancelha sem entender o porquê de toda essa animação.
- Acordei atrasado – menti – Mas Daniel eu...
Novamente fui cortado. Eu estava tentando. Me reuni de coragem por duas vezes, mas ele não estava ajudando nem um pouco.
- Ai você perdeu, sério, você precisava estar lá – ele gesticulava meio eufórico e eu estava começando a ficar preocupado.
- Tá bom Daniel, o que aconteceu?! – perguntei já desesperado.
- Tá... – começou uma preparação, não sei pra quê. Sorriu abertamente começando a contar – Se lembra daquela “famosa” festa do Tom que eu tanto queria que a gente fosse convidado?
- Óbvio. Você não me deixou esquecer.
- Então! – ele fez um gesto feliz com as mãos ciente de que eu já sabia. Infelizmente eu sabia.
- O QUE? – praticamente gritei me erguendo da poltrona. Daniel provavelmente pensou que eu estava achando tudo ótimo e sorriu ainda mais batendo palminhas em seguida. Arregalei os olhos, incrédulo.
- Ele me convidou hoje... E falou pra convidar você também.
Jura?! Que incrível. Minha vontade no momento era de matar o Tom.
- Eu não to acreditando nisso – falei mais para mim mesmo tornando a cair no acento, mas Daniel claramente escutou.
- É ótimo não é? Eu até já comprei a minha roupa.
- É péssimo! Daniel eu não vou – isso estava muito obvio na minha mente. Eu não podia ir. Ele instantaneamente murchou na minha frente.
- Como não?! – dessa vez ele que praticamente gritou – A gente estava sonhando com isso.
- Eu não estava sonhando com nada Daniel. – respondi imediatamente. Meu sonho de consumo não era necessariamente ir a uma festa do Tom. Eu ainda não pensava tão pequeno.
- Tá, mas, a gente começou tudo isso por causa dessa festa. Porque eu precisava de um tempo com o Tom.
- Tá então você vá e se divirta – me levantei indo até a cozinha. Daniel me seguiu.
- Eu não posso ir sozinho!
- Quando você estiver no seu “tempo” – fiz aspas no ar – com o Tom, você vai querer estar sozinho. – uma pontada de ciúmes começou a me irritar ao se manifestar dentro de mim.
- Mas até lá... Bill você não pode me deixar ir sozinho! — abri a geladeira pegando a lasanha e colocando na mesa.
- Quer? – ofereci tentando controlar o acesso de fúria que eu estava prestes a ter. Daniel revirou os olhos ignorando a minha educada pergunta.
- Bill!
- O que? Eu to com fome. – não estava não. Mas preferi me ocupar com alguma coisa. Peguei um prato e cortei um pedaço colocando no mesmo depois levando até o micro-ondas.
Ele respirou fundo pensando em mais argumentos possíveis para me convencer. Mas dessa vez não mesmo. Eu me recusava totalmente a ir a essa festa. O Daniel não era o tipo de pessoa que desistia no primeiro fracasso. Se ele queria o Tom nessa festa, ele provavelmente teria, e só seria diferente caso o mesmo não quisesse, o que eu duvidava pra falar a verdade. E eu não estaria lá pra ver isso.
- Bill você topou me ajudar no começo e não pode me abandonar agora.
Peguei o prato do micro-ondas e me sentei no balcão começando a comê-lo sem realmente nenhuma vontade.
- Bill! – ele chamou a minha atenção sentando-se á minha frente.
- Daniel... eu já fiz a minha parte. Já te ajudei, você foi convidado e pronto. Eu já não tenho mais nada a ver com isso – falei colocando um pedaço generoso, que me impedisse de falar por uns momentos, na boca e mastigando sem nenhum ânimo.
- O que eu vou fazer lá sem você? Eu nem falo com aquele povo que ele convidou, e mesmo que falasse você é meu melhor amigo e eu queria que você estivesse lá comigo.
Se já estava difícil engolir a comida sem fome, quem dirá com o nó na garganta que se formou depois do que ele disse.
Claro que a sua intenção não era me comover a ponto de chorar, mas com o peso que eu estava sentindo graças a tudo que vinha acontecendo foi inevitável não ficar chateado ao ouvi-lo me chamar de “melhor amigo”, afinal eu sabia que melhores amigos não faziam o que eu estava fazendo.
Terminei de comer e coloquei o prato na pia, ainda sem dizer nada, depois me virei novamente para ele que somente me encarava esperando uma resposta.
- Daniel...
- Olha só, se você achar que tá muito ruim a gente vai embora na hora – sugeriu me seguindo enquanto eu voltava pra sala outra vez.
Sentei-me na poltrona com as pernas cruzadas em cima da mesma.
- E se eu achar que está ruim assim que chegar...? – olhei pra ele a ponto de concordar. No fundo eu sabia que era o mínimo que eu deveria fazer.
- Ah Bill... Pelo menos faz uma forcinha né – Daniel se sentou no braço da poltrona em que eu me encontrava colocando os pés entre minhas pernas.
- Daniel isso não vai dar certo.
- Por que não daria? Não vai acontecer nada de mais.
“Pra mim né!”. Suspirei pensando sozinho.
- Tá.
- Bill, por favor...
- Eu disse tá!
- Mas... – ele me fitou surpreso – Tá? – abriu um sorriso enorme que até me fez ter vontade de fazer o mesmo.
- É.
Mesmo muito contrariado não consegui mais recusar o pedido dele, afinal eu nem podia contar o porquê da minha total falta de interesse em ir aquela festa. No fundo acho que aquilo me ajudaria a desistir dessa história louca com o Tom de vez e faria o Daniel se aproximar dele.
Ele me abraçou meio tortamente de onde estava demonstrando claramente a sua felicidade. Retribui ainda meio chateado com a situação.
- Ahnn, obrigado Bill. Você vai ver a partir dessa festa as coisas vão ser diferentes.
Sorri fraco imaginando o quanto seriam diferentes mesmo.
- Hun, e quando vai ser? – perguntei enquanto ele se desvencilhava do abraço.
- Esse fim de semana.
Arregalei os olhos surpreso.
- Mas você não tinha dito que era daqui a umas duas semanas?
- Informação errada. Essa eu obtive diretamente da fonte.
- Tá, mas o fim de semana começa amanhã!
- Sim! – ele se levantou feliz começando a passear pela sala – Eu não tenho muito tempo mais a esperar.
- É – abaixei a cabeça pensando.
Fui surpreendido com uma pergunta inesperada do Daniel.
- AH! O que você queria mesmo me dizer?
Encarei-o sem saber o que falar. Agora eu não pretendia mais contar nada. Não depois de toda a animação dele com essa festa. Minha ideia agora era outra, e só envolvia falar com o Tom e dar um basta nisso.
Mas o que eu ia inventar pro Daniel agora?
- Ah... era nada de mais. Só ia falar de como foi a aula – falei depois de um tempinho pensando. Ele voltou a se sentar.
- Mas você disse que era sem novidade.
- Hum era... é, quer dizer... mas você queria tanto saber...
- Tá, então fala – sua expressão voltou a se tornar afoita e eu comecei a falar, nada de mais, mas se tratando do Tom, qualquer informação era válida pra ele.
Ficamos um bom tempo conversando, não somente sobre o Tom, mas de outras coisas que surgiam aleatoriamente, até ele decidir que estava tarde e era hora de ir embora.
Confesso que fiquei aliviado, porque minha cabeça já estava latejando, e toda aquela situação me fez ter vontade de sumir, e ficava meio difícil com o Daniel por ali.
Assim que ele foi embora fui pro meu quarto e me joguei na cama, abatido.
Droga. Estava me sentindo um falso. Eu tinha sido fraco e traído a confiança do Daniel. Ele afinal havia me pedido para me aproximar do Tom, mas no intuito de ajudá-lo, não de me apaixonar por ele também.
É. Justamente quando eu passo a ter certeza do que eu sinto, chega a hora de me afastar.
Talvez quanto antes eu o fizesse mais fácil seria afinal.
Notas finais
Éééééé o pequeno Billy está em uma enrascada kkkk
E aiii o que vcs acham dessa festa? Tenho tudo planejado em mente, mas se quiserem ainda aceito palpites e sugestões ^^
Olha só gentem eu ACHO que o proximo cap vai ser um POV do Tom novamente, pq vi algumas leitoras perguntando se ainda teria... pretendo sim fazer mais alguns, mas como eu já expliquei pra uma leitora, eu me identifico tanto com o Bill que as vezes fica difícil escrever o Tom *A estranha* UAHSUAHASUH'
Mas caso seja mesmo outro POV ai a festa vai ser só no cap 14 ;D
Bom, mas vou ver aqui direitinho minhas lindas ^^
To indo...
Não esqueçam dos comentários que me fazem uma autora feliz *---*
Beeeeijo ♥
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