A Órfã Doce

23 O guarda-chuva no aeroporto


Notas iniciais
Oi morangolinas, aqui é a morangochan. Esse capítulo é bem curtinho, aqui no word deu duas folhas, mas enfim. É o que tem pra hoje, né -q De qualquer forma, tentarei postar mais capítulos. Boa leitura.

Estranhei, dei uns passos a frente.

– Veio se encontrar com ele? – a pessoa virou-se para mim. – Esse agora é o lugar onde vocês se encontram?

– O que? – interroguei confusa.

Não era ninguém menos do que Castiel, ele levantou o capuz do moletom e ficou me olhando, parecia irritado.

– Eu vi vocês... – ele pausou me olhando. – Ontem.

– Sim, e daí? – cruzei os braços.

– E daí que você não tem o direito. – ele segurou meu pulso com força.

– Do que está falando? – perguntei firme, sem me intimidar com o gesto dele.

– Você e Kentin estão saindo. – ele me lançou um olhar de desprezo. – Kentin realmente é um maluco por baixar o nível dele. Se afaste dele! Agora! Está sujando o nome do F4.

– Eu vou repetir a pergunta, sugiro que responda e também sugiro que me solte antes que eu resolva quebrar seu lindo pescocinho. – sorri forçadamente com uma veia pulsando na testa. – Do que está falando?!

– Eu só digo uma coisa. – ele soltou meu braço o empurrando para longe de si. – Se afaste dele, ele gosta de outra pessoa. Kentin não precisa de piranha para inflar o ego dele.

Castiel saiu rápido, tão rápido que nem deu tempo de eu lhe responder. Que maluquice! Só por que tinha me visto com Kentin? E de qualquer forma, eu não sairia com ele. Aliás, eu não sairia com ninguém do F4!

“O que é seu está guardado”. – pensei franzindo a testa.

Já que tinha combinado com Iris de ir nadar, fui dando passos em direção à piscina. Logo parei de andar, sentindo a brisa bagunçar meu cabelo.

“Aquela vagabunda vai estar lá...” – pensei mordendo o lábio inferior, a figura de Lety passava pela minha mente. – “Eu vou mesmo assim?”.

Decidi que sim, ao chegar lá vi que não tinha ninguém. Fiz uma careta, fiquei aborrecida. Iris disse que me encontraria.

“Se eu soubesse, tinha dado bolo nela”. – pensei.

No Culinária Mágica, estávamos eu e Lana. Contei a Lana sobre o ocorrido com Castiel.

– Eu comprava uma bazuca e atirava nele. – ela fez careta. – De onde ele tirou essa marra toda?

– Também estou querendo saber. – suspirei.

Para falar a verdade, o fato de Castiel me xingar era meio que peixe pequeno. Estava curiosa com outra coisa.

“Ele disse que Kentin gosta de outra pessoa”. – pensei. – “Será que... Não, não pode ser... Ou pode?” – a duvida me matava por dentro. – “Mas aquela foto... Não, não é possível...”.

– De qualquer modo, não pode deixar barato. Ou ele acaba acostumando. – Lana fez bico e fechou a mão a aproximando perto do queixo. – Você sempre foi uma pessoa forte, lembra quando bateu naqueles meninos pra me defender?

– Oh! Claro. – respondi corada meio sem jeito, realmente eu sempre fui uma pessoa de pavio curto.

– Você também sempre foi uma pessoa que defendeu sua própria honra. – Lana voltou a limpar uma das mesas.

– Lana. – pronunciei seu nome dando um leve suspiro no final. – Não precisa se preocupar.

No dia seguinte eu não tinha interesses de ir à sala do F4, muito menos de trocar alguma palavra com Castiel. Se ele dissesse uma sílaba para mim, seria capaz que eu o estrangulasse.

– Você sabe? – ouvi uma conversa de lado enquanto comprava um suco na máquina. – Aquela menina vai voltar.

– Aquela? – a segunda menina da conversa parecia surpresa. – Oh! Será que ela vai aparecer aqui com o F4?

As duas se afastaram. Sempre era assim, por onde eu andasse, por onde eu respirasse naquela escola. Sempre teria o nome do maldito F4 no meu ouvido. Mesmo que eu quisesse ocupar meus pensamentos com outras coisas, sempre tinham aquelas meninas estúpidas que insistiam em falar neles.

“Uns nem são tão ruins assim”. – pensei nos outros meninos. – “O problema é aquele ruivo de farmácia”.

Estava na cantina, tinha acabado de almoçar, me debrucei sobre a mesa. Cansada, com dor de cabeça, em modo TPM, querendo matar alguém. Esse alguém era Castiel, aquele grosso.

– Hei Lynn. – Alexy me chamou tocando no meu ombro.

– Quer ir conosco ao aeroporto? – Armin completou tocando meu outro ombro.

Olhei para um lado e para o outro, concordei. Disse que iria encontra-los na saída da escola.

Antes que o intervalo acabasse, fiquei por ali, rodando feito uma barata tonta.

– Hei, saia do meu caminho! – Ambre exclamou ao esbarrar em mim.

– Claro, passe com sua beleza para lá. – sorri sarcasticamente, ela é tão burra que achou que eu tinha a elogiado.

Revirei os olhos, passaram-se várias horas e quando dei por mim já era a hora da saída. Armin e Alexy me esperavam com um sorriso.

– Ela não vai comigo! – Castiel bradou quando me viu.

– Ela vai no MEU carro, ninguém está pedindo NADA a VOCÊ. – Alexy fez ênfase em algumas palavras quando um sorriso de vitória no final.

Fiz uma expressão de “Chupa Otário” antes de entrar no carro de Alexy. Seguimos para o aeroporto junto com Armin.

– Quem estamos esperando? – perguntei ao chegarmos.

– Uma amiga nossa. – Armin explicou e deu um sorriso. – Ela é amiga da Rosa também.

– Oh! Qual o nome dela? – perguntei.

– Ali está ela! – Alexy exclamou dando passos rápidos.

Estávamos esperando há quinze minutos. Assim que Alexy correu na direção dela, avistei uma loira que segurava um guarda-chuva e olhava para cima. Ela estava rodeada de seguranças e estava na área verde do aeroporto.

“Essa menina... Não, é possível”. – pensei boquiaberta.

Notas finais
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