Notas iniciais
Oi morangolinas, aqui é a morangochan. Me desculpem mesmo por não ter postado esses dois dias. Eu to arrumando as coisas aqui na casa do meu pai, eu vou viajar dia 18 e estava no oculista ontem e hoje. Por isso não postei. Mas continuarei postando

Todos os dias antes de dormir, fico pensando e fazendo planos, imaginando as coisas que eu gostaria que acontecessem comigo ou até mesmo imaginando como seria as coisas se eu tomasse determinadas decisões. Naquela noite eu me imaginei com Castiel, corava só de pensar em tal possibilidade. Por que eu pensei nele? Bem... Já estava na hora de pensar nisso, não é? Ele disse que gosta de mim, e nem pensar nisso eu não tinha pensado...

Estava me sentindo mal quando comecei a pensar em Castiel. Beijei os dois melhores amigos dele... Mas a culpa não era só minha, certo? Eu não me joguei para eles, apesar de que eu retribuí ambos. Se Castiel descobrisse, seria uma catástrofe. E se Kentin descobrisse ele ia querer dar porrada nos dois e talvez em mim, acabaríamos brigando feio mesmo.

Lembrei-me da foto que tinha visto no quarto de Kentin junto com os óculos fundo de garrafa, agora entendia por que Lety e outras mocreias o zoavam... Depois de pensar e pensar havia uma incógnita em toda essa história. A tia disse que nunca tinha se casado... Como teve Kentin então? Logo me lembrei do “Diário dos sonhos”, tia Mika já chegou a ficar grávida... Mas por que Kentin veio para essa casa há pouco tempo? Será que ela não queria que ele soubesse sobre a Miki? Talvez fosse isso, certo? Miki disse que a primeira que viu Kentin, percebeu que Tia Mika não havia contado nada para ele, hoje ele sabe, como? Obvio Lynn, ela contou para ele, até porque não teria como explicar que uma porta foi arrombada ou que o papel de parede foi rasgado sozinho. A pergunta foi: Por que ela esperou todo esse tempo para trazê-lo? Esse era o X da questão.

Continuei a pensar em Castiel e admito que chorei pensando nele, eu estou fresca ultimamente, deve ser o contato em excesso com Kentin. Os pais de Castiel NÃO são as melhores pessoas do mundo, principalmente a mãe dele, acho que quem dá mais atenção a ele é a Rosalya... Mas ela nem aqui mora. De fato eu concluí que Castiel era uma pessoa solitária. Será por isso que ele era arrogante daquele jeito? Para chamar atenção? Armin comentou sobre isso, claro.

Sabe quando você pensa em algo e termina pensando em outra coisa diferente? Comecei a pensar em Castiel, em Kentin, na safadeza que eu tinha feito, na festa e voltei ao mesmo pensamento que me perseguia, a armação e a minha fama de puta. Tem tanta puta ali, por que eu que tenho que levar toda a fama por causa de fotos? E ainda mais que nem aconteceu nada. O que me angustiava era não saber quem fez isso comigo. Eu tinha inimigos na Sweet Amoris com esse nível de crueldade? Se era da Sweet Amoris... Mas de que outro lugar seria?

Bem... Além dos meus pensamentos, houve uma coisa inesperada também. A Tia Mika veio a meu quarto conversar comigo, ela veio tarde. Para se despedir de mim? Mas ela nem passou muito tempo em casa...

– Querida? – ela sentou-se na ponta da cama e passou a mão em meus cabelos tentando me despertar, mas eu estava acordada.

– Sim? – afastei as cobertas.

– Por que entrou no meu quarto? – ela indagou ainda com um olhar calmo, olhares calmos e perguntas duras me assustam.

Ela havia percebido? Como ela havia percebido? Estava nervosa, ela me daria uma bronca por isso, não daria?

– Seja sincera, por favor. O Kentin mentiu quando eu perguntei a ele, não minta também. – ela soltou um suspiro.

“O que ele foi fazer lá?” – pensei.

– A Miki escreveu no diário? – perguntei.

– Você leu tudo? – ela jogou outra interrogação por cima da minha.

– Não. – respondi, era verdade, não tinha lido tudo. – Fiquei com medo quando ela apareceu para mim.

– Ela apareceu para você?! Isso nunca aconteceu comigo... – ela desviou o olhar, era meio triste. – Desculpe por não te contar... Você tinha acabado de chegar... Eu não queria que você soubesse de uma coisa tão complexa.

– Entendo. – foi o que eu disse quando tentei explicar isso a Miki na primeira vez que falei com ela.

– Faça o favor de não entrar mais lá, ok? – ela sorriu docemente. – Não percebi por causa do diário, foi porque algumas coisas minhas sumiram. Foi você?

– Coisas? – arqueei a sobrancelha. – O que sumiu?

– Bem... – ela corou. – Nada, nada! Volte a dormir. – ela beijou a minha testa.

– Tenho que estar amanhã em Londres. – ela levantou-se e deu alguns passos.

– Por que não o trouxe o Kentin aqui quando ele nasceu? – perguntei, ela parou os passos e um silêncio se instalou.

– Estava confusa, só isso. – ela deu um breve resumo, aposto que teria muita coisa para explicar sobre aquilo... Eu queria saber, mas... – Queria protegê-lo. – ela concluiu e continuou os passos indo até a porta, a abrindo. – A propósito. – ela virou-se para mim me lançando um sorriso. – Obrigado por cuidar dele, desculpe-me, ele sempre foi trabalhoso assim.

A semana passou super rápido com Castiel me ignorando e eu sem praticamente nenhum contato com o F4. A tia tinha viajado e não tinha dado noticias ainda, não para mim pelo menos. Era uma manhã de sábado, havia trabalhado muito no dia anterior. Meu dia já não estava começado bem, aquele mala entrou no meu quarto me acordando cedo numa manhã de sábado, pode isso?

– Hei Lynn! – ele exclamou bem alto abrindo a porta bruscamente. – Tem alguma coisa aqui? – ele perguntou de costas para mim.

– Não. – respondi em um tom seco me cobrindo da cabeça aos pés e virando para o outro lado.

– Acorda! Tem muita coisa pra fazer. – ele falou animado, que bom que estava de bom humor, mas que fosse com o bom humor para outro lado e me deixasse dormir!

– Vai você. – resmunguei debaixo das cobertas.

– Acorda! – ele puxou minhas cobertas.

Foi um erro, sim, foi um erro enorme usar a camisola que a tia me deu antes de ir para Londres. O aquecedor sempre estava ligado nos dando liberdade de ficar com pouca roupa em casa. Eu usei aquela camisola transparente com uma calcinha branca de flores rosadas. Mas a questão não era essa, meu jovem. Era simplesmente porque a camisola estava levantada mais ou menos a altura da minha cintura quando aquele bocó tirou as minhas cobertas. Ele corou, eu corei, no lugar dele desviar o olhar, nãaao. FICOU OLHANDO PARADO FEITO UM RETARDADO. Puxei a barra da camisola para baixo, cobrindo o que estava descoberto.

– SAI DAQUI! – trovejei pegando o travesseiro e batendo em Kentin.

– Eu não sabia que você tava com essa roupa de motel. – ele tentou explicar enquanto defendia o rosto das travesseiradas.

Eu o bati até ele sair do meu quarto, assim que ele saiu eu fechei a porta com tanta força que o estrondo ecoou no corredor. Fui trocar aquela roupa, não estava de mau humor, mas também não estava de bom humor. Queria mais era sair, por sorte, eu ainda tinha o trabalho, se não tivesse aquele mala ia querer me trancar em casa.

“Espera...” – pensei. – “Será que ele sai enquanto eu trabalho?”.

Ele seria muito burro se fizesse isso, ainda mais porque ele estava doente no momento. Será que ele já fez isso alguma vez? De qualquer forma eu não tinha muito tempo para pensar nele. A tarde logo chegou e eu a passei no Culinária Mágica. Lana como sempre, me deu apoio emocional sobre as fotos e o que tinha acontecido na festa.

Não sei se estava ficando paranoica, mas uma vez ou outra eu suspeitei que Jade não agiu sozinho, claro que foi ele quem fez aquilo de me drogar e tudo... Mas me drogar, me levar para um hotel de luxo e depois não fazer nada era algo estranho, ainda por cima por que tiraram as fotos. E como Lysandre disse, havia uma terceira pessoa que foi a que tirou as fotos. As fotos eram prova de que tinham armado para mim. Mas a pergunta que ficava era “Por que armaram para mim? E quem foi?”. Outra paranoia que eu tinha é que eu achava que não armaram só para mim, acho que esse falso arrombamento no restaurante foram obra das mesmas pessoas, claro que não era só uma. Ou seria, poderia ser uma simples coincidência, mas minha cabeça sempre voltava atrás, não existem coincidências desse nível. Jade era só um comparsa, um peão no meio de tudo aquilo, daquilo eu sabia muito bem. Deve ter sido pago para fazer aquilo. Os outros que eu imaginava, também.

– Eu não precisei de provas e nem de perceber nada para saber que você estava falando a verdade, Lynn. – Lana suspirou enquanto andava até a cozinha. – Eu confio em você de qualquer jeito, sei que tem juízo, jamais iria sair com um estranho.

E ela sabia disso mesmo. Esses caras que pagam bebidas para as mulheres e depois transam com elas, com toda certeza eu mesma é que não cairia na laia de um cara sem vergonha desses. Eu compraria uma bazuca e atiraria nele, isso sim!

– Lynn, você não é obrigada a aguentar isso sozinha! – Lana exclamou colocando a mão no meu ombro. – Eu não posso fazer muita coisa por você, eu admito... – ela pausou um pouco baixando o olhar, mas logo o levantou e ficou firme. – Conta para o Kentin e pede ajuda! É a única solução!

Lana sempre foi uma pessoa ajuizada, mas naquele dia a vendo falar aquilo eu tive lá minhas duvidas. Kentin iria surtar! Daquilo eu tinha certeza como ninguém mais tinha. Ele sempre quis me proteger, imagina só se ele descobre que isso aconteceu quando ele virou as costas. Eu não tive culpa, claro! Comecei a ficar tão paranoica que também achei que a saída de Kentin também foi planejada pela pessoa que armou para mim. Queria construir uma máquina do tempo para ter impedido Lana de ir e para ficar em casa para impedir Kentin de sair. Pensei bem sobre o que Lana disse. Eu não tinha mesmo que aguentar tudo aquilo sozinha, ainda mais porque aquele acontecimento perturbava minha mente toda hora que eu passava pelos corredores da escola e escutava as pessoas cochichando e rindo de mim, parecia até os meus tempos ruins na escola militar. Não, isso era bem pior que os tempos ruins da escola militar!

Cheguei em casa pelo menos querendo falar com Kentin e pensar se talvez falaria com ele sobre esse acontecimento na festa, se eu estava com fé? Quem sabe... Talvez houvesse uma probabilidade, uma esperança de ele me ajudar a resolver isso. Eu juro que vasculhei tudo que tinha na minha cabeça para tentar contornar isso, mas eu simplesmente não conseguia e aquilo me destruía. Sempre me sinto destruída quando tento algo e não consigo, eu sempre tento me levantar e fazer tudo de novo, mas tem certas horas que isso não dá certo e você fica no chão a espreita de uma ajuda que talvez nunca chegue.

– Kentin? – o chamei assim que passei pela porta.

Ele estava na sala, sentado no sofá de pernas cruzadas com os olhos vidrados na TV. Eu tentei falar algo, mas ele fazia sinal com a mão para que eu ficasse em silêncio. Ao olhar para a TV eu quase tive um troço.

– AI MEU DEUS! – bradei arregalando os olhos, coloquei a mão no rosto tentando manter a calma, louca para surrar Kentin. – Está assistindo pornô? COMO VOCÊ ASSISTE PORNÔ NA SALA QUANDO TEM UMA MULHER EM CASA?

– Não tem problema, pode assistir comigo. – ele falou qualquer coisa sem nem ao menos me olhar, também não deveria ter pensado antes de me falar aquilo.

– Onde arrumou isso? – perguntei sentando no braço do sofá enquanto fazia uma careta de nojo para a TV.

– No quarto da mamãe. – ele respondeu.

“Então foi isso que sumiu do quarto dela?” – pensei. – “Poxa, como a Tia é carente para guardar esse tipo de coisa”.

– Espera... – o olhei assustada. – A tia não está nisso aí, está?

– Eca! – ele fez careta, finalmente me olhando. – Se ela estivesse você acha mesmo que eu estaria assistindo isso?

– Eu não sei. – dei de ombros. – Não sei a que nível chega a sua doença mental. – revirei os olhos, logo observei algo. – Por que não tem som?

– Eu não preciso ouvir nada. – ele deu um sorriso pervertido olhando para a TV, fiz cara de nojo olhando para ele. – Você precisa?

– Não! – exclamei rapidamente saindo de perto do sofá.

Meu cérebro resolveu me sabotar outra vez, olhei sem querer para um lugar que não devia e notei certo volume que me fez corar.

“Eu vou sair daqui”. – pensei subindo rapidamente os degraus da escada até o corredor onde ficavam os quartos.

Fui até o quarto de Kentin e peguei a mesma Katana que eu usei quando achei que Lysandre era um estranho, que tinha invadido a casa. Tranquei-me no meu quarto, queria ver se ele fosse tentar entrar, apesar de que eu acho que ele nunca faria isso já que agora eu não sou mais uma menina, sou irmã dele. Mas por outro lado, os hormônios fazem os homens agirem como estúpidos. E se homens agem como estúpidos perto de mim, eles morrem.

Na segunda de manhã Kentin já havia se recuperado e havia ido à aula comigo. No intervalo eu pensei em fazer algo para falar sobre o assunto com ele, as fotos não estavam mais na TV da cantina, mas as fofocas estavam se espalhando mais rápido do que a Dengue no Brasil. Até porque passou-se quase duas semana, todo mundo estava sabendo, até os surdos.

Segui para a sala do F4 com alguma esperança de conversar com Kentin e tentar chegar a um acordo. Quando cheguei perto da porta da sala eu só escutei os gritos, e aparentavam ser de Kentin e Castiel.

– Fala sério! Vai tomar no cu! – ouvi Kentin gritar.

– Você é um pervertido, com certeza faria. De qualquer forma, se não fez, alguém acabou fazendo. – Castiel bradou mais alto que Kentin.

– Ta pensando o que? – ouvi um estrondo. – Ta achando que eu comi a minha irmã? Você come a sua por acaso?

– Ela não é sua irmã! – ele exclamou.

– É SIM! CALA A BOCA! – ouvi um estrondo maior.

Abri a porta bruscamente, a sala estava virada de cabeça para baixo. Os outros meninos estavam lá, mas Armin impedia qualquer movimento que Lysandre ou Alexy fossem fazer para apartar a briga, notava-se um sorriso muito estranho no rosto de Armin. Era o sorriso de quem estava vendo o circo pegar fogo. Kentin estava com a mão na gola da camisa de Castiel com o punho cerrado pronto para soca-lo. Quando eu entrei tudo e todos pararam e olharam para mim, ficou aquele clima tenso de quando você chega atrasado na aula e todo mundo te olha como se você fosse um vagabundo.

– Quero falar com você, Kentin. – apenas disse isso, ele soltou Castiel e deu passos em minha direção.

– Eu já contei tudo que ele precisava saber, sua fingida! – Castiel exclamou desamassando a roupa.

– Não sou fingida, não pedi que acreditasse em mim. Você disse que gostava tanto de mim, onde está o amor que disse que tinha? – indaguei, fiquei sem resposta. – O único fingido aqui é você.

Virei de costas e saí da sala, nenhuma palavra foi dita do caminho da sala até o jardim. Era o local mais calmo que havia, entendia agora o porquê se Kentin gostar de tocar violino naquele local, era tranquilo... Bem... Era tranquilo antes de eu chegar.

– Não foi nada do que ele falou, eu juro. – me adiantei sentando no banco.

– Sabe ao menos o que ele falou? – Kentin suspirou, parecia tentar manter o controle.

– Foi tudo um acidente. – encarei o chão. – Eu juro.

– Não deveria ter saído. – já estava sentindo o cheiro de sermão vindo.

– Você saiu também! E voltou depois de mim! Posso saber o que estava fazendo? – arqueei a sobrancelha, Kentin parecia procurar resposta. – Você não é santo.

– E por acaso eu disse que era? – ele retrucou. – Foi você quem colocou os grilos no meu quarto, não foi? Queria tanto sair assim? Você saiu e olha o que aconteceu. – pronto, a sessão de sermões estava só começando. – Foi só eu virar as costas e puf! Você ficou com fama de puta.

– Acha que eu queria isso? – bradei. – Você acha que eu queria que isso acontecesse? Acha que eu acho isso legal?

– A vida é sua, você estraga como quiser! – ele exclamou, logo continuou. – Mas é tendo a consciência de que você vai acabar com a vida da mamãe. Sabe o que vai acontecer se isso vazar pra imprensa?

– Acha que eu não sei disso? Sabe quantos dias eu fiquei acordada chorando, tentando achar uma solução só para não ter que te contar e ter que ouvir toda essa baboseira? – alterei o tom da voz, não estava dando chance para ele argumentar. – Eu quis achar uma solução, eu não consegui. Eu quis contar pra você ontem, mas você tava vendo putaria na TV e nem deu atenção no que eu quis falar.

– Fala sério! Achasse uma hora mais conveniente. – ele desviou o olhar corando um pouco. Ele não parecia nada envergonhado quando me mandou sentar do lado dele para assistir. – O Castiel é a pessoa mais teimosa do mundo, mas ele também é a pessoa com maior influencia na Sweet Amoris, isso é um fato que eu simplesmente não posso ignorar.

– Você só falou com ele? – perguntei.

– Não, o Lysandre e o Alexy explicaram o ponto de vista deles antes da briga começar. – Kentin contou o que havia acontecido.

Aquele gritos e toda aquela putaria, tinha sido por causa de algo que Castiel falou. Castiel já teve dois surtos comigo, não suspeitava que ele sentia algo por mim, na verdade ele nem deveria sentir algo por mim na primeira vez que ele surtou, e foi tudo naquele mesmo jardim. Quando eu estava indo nadar e ele mandou eu me afastar de Kentin, dizendo que Kentin gostava de outra pessoa e dizendo que não queria que eu me envolvesse com o F4 porque eu iria deixa-los com má reputação. Ele é tão burro que não percebeu que se eu tivesse ficado com Kentin (o que seria impossível) ele teria a Angela toda só para ele.

O segundo surto foi lá em casa, ele meteu o nome do Kentin no meio, ciúmes do Kentin? Que burrice. Que menino mais burro! Era isso que ele era, um burro! Não passava disso!

– Eu acho que eu só escapei por causa deles. – suspirei. – Aposto como se eles não tivessem falado, você teria me matado na sala do F4.

– Os argumentos que aqueles dois usaram foram bem mais convincentes do que os de Castiel e o resto da escola. – ele desabafou. – Ainda mais que Lysandre fez o teste de drogas em você e deu positivo para o “boa noite cinderela”.

“Uma hora perfeita para perguntar sobre o teste”. – pensei.

– Por que ele anda com aquilo? – perguntei, tentei disfarçar a curiosidade o máximo que eu pude.

– Não é da sua conta! – Kentin exclamou de uma vez com um tom rude. – Não fique querendo fofocar da vida dele quando ele salvou a sua pele!

Fiz uma cara emburrada. Kentin explicou que alguém teria de convencer a Castiel a tentar ajudar a descobrir quem fez aquilo comigo. Poderia até demorar, mas se de uma coisa que eu certeza é que as máscaras caem.