Notas iniciais
Oi morangolinas, aqui é a morangochan. Eu realmente fiquei MUITO feliz com as recomendações das morangolinas

“Que porra é essa?” – pensei.

Ao ver as coisas me aproximei abrindo rapidamente a porta. Eram flores novamente, mas desta vez elas vinham em uma comprida caixa que tinha uma tela transparente. Vi uma duas caixas de bombons em formato de coração.
Ao entrar em casa, coloquei as coisas em cima da cama e comecei a abrir. Comecei com as flores, logo que as peguei vi algo entre elas.

– Ai meu Deus! – coloquei a mão no peito quase tendo um troço. – Um rifle.

Passei a mão pelo rifle, já tinha usado um daqueles, tinha alta precisão.

– É um rifle automático? – perguntei a mim mesma. – Já não uso rifles há muito tempo, não tenho certeza. – suspirei.

Fui olhar as caixas de bombons, dentro delas tinham um pente de balas.

“Quem está me mandando isso?” – pensei.

Ao abrir a outra caixa, tinha bombons de chocolate e um bilhete.

– Me encontre no domingo, vamos ir ao treino de tiro. – li o bilhete em voz alta, logo me irritei ao ler o resto. – ASSINADO: CASTIEL! – quase gritei de raiva. – Esse filha da puta... – falei entrei os dentes. – Eu posso ser expulsa do prédio por causa dessas coisas que ele me manda.

“Por outro lado”. – olhei pela mira do mesmo. – Adorei isso aqui.

Assim que cheguei à escola, me chamaram na diretoria.

– A estudante Ambre veio se queixar de uma agressão que você fez a ela ontem. – a diretora cruzou os braços.

– O que? – arqueei a sobrancelha. – Não chamo aquilo de agressão.

– Como não? – a diretora questionou. – Ela tinha machucados por todo o corpo.

“A vagabunda armou pra mim?” – pensei.

– Não fiz isso. – me levantei.

– Devo puni-la. – ela falou tirando os óculos e limpando-os.

– Você é uma hipócrita incompetente! – gritei feito uma maluca batendo as mãos na mesa. – Quando eu fui massacrada pelo F4 você não fez droga nenhuma, mas quando aquela vaca vem fazer uma reclamação sobre mim, você quer vir me punir?

A diretora gritou comigo, disse que por aquela falta de respeito eu poderia até ser expulsa. Logo ouvi batidas na porta, ao me virar vi que era Armin.

– Ela está comigo. – ele falou colocando a mão no meu ombro.

– Devo lhe informar que ela vai ser punida. – a diretora falou se acalmando novamente.

– Devo lhe informar que se fizer isso eu falo com o Castiel pra te demitir. – ao falar isso ele me puxou pelo braço até a porta.

Ao sair da sala da diretora avistei Alexy contente, ele me abraçou.

– Valeu, Armin. – ele agradeceu me puxando para o lado.

Fomos para um lado e Armin para o outro.

– O que foi isso? – perguntei.

– Pedi pra ele ir te salvar da cobra da diretora. – ele piscou para mim. – Era o mínimo que eu poderia fazer.

– Ué, por que teve que pedir pra Armin ir? – perguntei.

– Talvez ela não levasse a sério um “membro honorário” do F4. – ele fez bico e aspas com os dedos. – Eu vi o que você fez com a Ambre. Aquela inglesa que apareceu é engraçada. – Alexy deu risada.

– A Iris? É, ela é uma boa menina. – sorri. – Fiquei feliz por ela me ajudar, apesar de que eu não precisava de ajuda.

– Não precisava naquele momento, mas agora você escapou por um fio. – Alexy falou com as mãos atrás da cabeça. – Eu ouvi seus gritos, você é do tipo de pessoa bem sincera. – Alexy sorriu.

– Sou... – olhei para o chão sorrindo. – Oh! É mesmo! Você sabe como Ambre conseguiu os machucados para dizer que fui eu?

– Eu soube que ela caiu ontem. – Alexy fez bico. – Mas olhando para os machucados, acho que foram feitos de propósito pra te incriminar.

– Aquele filhote de desgraça chegou a esse ponto?! – falei nervosa, logo me lembrei da arma. – Depois eu cuido dela. – dei um sorriso maldoso. – Se me der licença. Tenho que ir falar com o Castiel.

– Oh! Claro. – Alexy sorriu. – Eu vou dar uma volta por aí, talvez fique ouvindo música.

Fui até a sala do F4 ao encontro de Castiel. Dei leves batidas na porta, logo em seguida ele mandou entrar.

– Por que me mandou aquelas coisas? – perguntei.

– Oi pra você também. – ele me deu um sorriso sarcástico. – Não gosta?

– São boas armas, mas... – cocei a cabeça, o que eu diria?

– Mas o que? – ele perguntou. – Por que não gosta das coisas que eu te mando?

– Porque eu não preciso delas. – cruzei os braços e fiz bico. – É gentileza sua, mas está exagerando.

Castiel corou, seu olhar se desviou do meu.

– Virá conosco? – ele mudou de assunto.

– Já que eu tenho a arma... – falei colocando a mão no queixo. – Quando?

– Domingo. – ele sorriu ao ver que eu concordei em ir.

– Tenho que trabalhar. – questionei.

– Já falei com a dona do restaurante. Deixo uma das minhas empregadas no seu lugar. – ele cruzou os braços. – Eu insisto que vá.

“Como ele sabe onde eu trabalho?” – pensei.

– Tá bom, eu desisto. – suspirei. – Onde é?

– É em um local conhecido por mim, talvez você nem conheça. – ele falou. – Esteja lá no restaurante, eu vou buscar você.

No dia seguinte...

– Tchau Lynn, divirta-se. – Lana sorriu e acenou da porta do restaurante.

Partimos em uma limousine branca que estava sendo dirigida pelo motorista de Castiel.

– Todo mundo com o rifle? – ele perguntou.

– Sim. – respondemos todos juntos.

Ao olhar para o rifle dos outros, vi que era igual ao meu.

– Você sabe atirar, não é? – Kentin olhou para mim. – Vamos ver se você ganha de mim.

– Como é? – perguntei sem entender.

– A gente sempre joga o desafio do tiro ao alvo. – Armin explicou enquanto jogava no PSP. – O Kentin sempre ganha.

– Eu te desafio. – ele falou dando um sorriso provocante.

– Pois eu aceito. – respondi na hora com total atrevimento.

– Chegamos. – Lysandre anunciou olhando pela janela.

Quando eu olhei para a janela da limousine quase morri do coração, engoli a saliva e senti minhas mãos suarem.

“Ferrou”. – pensei. – “A base de treinamento da escola militar”.

Notas finais
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