Notas iniciais
Oi morangolinas, aqui é a morangochan. çaliencia à vista. Com quem? Vocês vão ver xD Eu sei que tem mina que vai detestar, mas ainda tem muita fanfic e muita çaliencia por vir. Boa leitura.

Que ele GOSTASSE? Como assim que ele gostasse? Comecei a pensar no que Armin havia falado comigo no observatório. Oh Céus! Ele falou sobre a possibilidade de outro membro do F4 além do Castiel que está afim de mim. Meu Deus... Eles dois... Ah meu Deus! Vai ser como Lana disse, vai haver o nazismo e a guerra fria tudo por minha culpa.

Fiquei calada, corada, com a mão de Lysandre sobre a minha. Ele silenciou, estava esperando que eu falasse algo? Que esperasse sentado, eu não tinha o que falar. Tanto não tinha quanto não tinha a mínima ideia do que falar. Então pensei em algo, pensava em contornar a situação.

– Ficou zangado com Armin? – perguntei, ele fez que não com a cabeça. – O que quis dizer quando falou sobre... Uma pessoa que... Você gostasse...? – perguntei entre pausas, receosa.

Por quê? Nem tinha certeza do que ele falou. Na verdade tinha medo de pagar mico entendendo errado. Lysandre era um menino muito fofo... Castiel foi muito grosso, histérico... Mas não mudava o fato de que ele também gostava de mim. Ao encerrar minha pergunta, Lysandre esboçou um sorriso nos lábios e afastou a mão dele da minha.

– Você não me parecia ser tão tímida assim. – ele brincou.

– Não sou tímida, sou lenta. – fiz bico.

– Poderíamos continuar essa conversa depois? – ele perguntou. – Acho que seria melhor ir para casa e cuidar de Kentin.

– Certo... – pausei um pouco, pensando. – Espera. Como sabe que ele está doente?

– Todos os dias nós falamos com ele. – explicou. – Não sabia?

Congelei, minha respiração parou. Desde quando eles se falavam? E se Castiel falasse com Kentin? Seria o fim com toda certeza.

– Desde quando? – perguntei, respirei fundo tentando manter a calma.

– Não sei. – ele olhou para o teto, pensativo.

Levantou-se indo em direção a saída da cafeteria, o segui, rápida para pergunta-lhe mais sobre isso. Nevava lá fora, maldita previsão do tempo!

– Hei! – o segui dando uns passinhos rápidos.

– Sim? – Lysandre cessou os passos e me olhou com as mãos dentro dos bolsos.

– Você... – baixei a cabeça, corada. – Poderia continuar o que ia dizer na cafeteria...

Lysandre segurou meu braço e me puxou contra ele, sua mão deslizou até minha cintura nos fazendo ficar colados. A outra mão ele levou até meu queixo onde segurou calmamente, fiquei apenas imóvel, minha respiração parou por uns segundos. Eu o olhava espantada, ele também me encarava, ao vê-lo morder os lábios senti um arrepio total.

– Eu poderia te beijar aqui, agora, sem hesitar. – ele falou me encarando nos olhos, meu coração acelerava cada vez mais. – Mesmo que seu irmão e o Castiel descobrissem e acabassem conosco.

– Você... – deixei a frase sem continuação, não tinha o que falar, minha mente esvaziou geral, as palavras fugiam de mim.

– Você gosta do Castiel? – ele perguntou, o que eu responderia?

– Eu... – desviei o olhar. – Não sei o que dizer.

– Você não pensou mais sobre isso? – fiz que não com a cabeça. – Como uma pessoa se declara pra você e você nem pensa mais nisso?

– Aconteceu muita coisa, Lysandre. Não pense que eu sou uma insensível. – suspirei.

Ele me largou, por quê? Já estava para colar nele de novo. Droga de Castiel! Por que ele tinha que meter o Castiel no meio? Não tinha relação alguma com a nossa conversa, ou tinha?

– Sente ciúmes? – provoquei.

– Você não sabe o quanto. – ele brincou com um sorriso divertido. – Acho que aprendi a ter senso de humor de uns tempos para cá. Graças a você, claro.

– Graças a mim? – arqueei a sobrancelha, confusa.

– Fala sério! Você é engraçada. – Lysandre deu uma risada, e que risada doce.

– Primeiro você deu uma voadora no Castiel... – ele mal continuou, a risada ficou mais intensa.

Lysandre controlou a risada e apenas esboçou um sorriso no rosto.

– Se quiser podemos conversar mais tarde. – ele sugeriu.

Existem certos momentos na nossa vida em que seu corpo simplesmente se movimenta sozinho, o cérebro é responsável por enviar impulsos elétricos que coordenam os movimentos o corpo. Naquele momento eu percebi o quão meu cérebro quer me sabotar. Eu dei um passo à frente com o rosto levantado, acho que dentre os garotos do F4 Lysandre é o mais alto. Ele passou a mão no meu rosto calmamente, como a neve que repousava suavemente no chão.

– Você é uma garota indecisa. – Lysandre falou dando um sorriso tímido com o rosto levemente corado.

– Concordo com você. – falei em um tom mais baixo.

– Tem certeza? – fiz que sim com a cabeça.

Em um movimento brusco, Lysandre avançou seus lábios contra os meus. Encaixe perfeito, a neve já me fazia tremer um pouco com o frio. Mordidas nos lábios, língua pro lado, língua pro outro. Minha mente não se esvaziou totalmente, bateu um leve arrependimento, mas também deu vontade de jogar tudo para cima e que se foda o resto. Nossos lábios ganharam distancia e foram se separando lentamente. Avancei contra Lysandre novamente e corei mais ainda.

“PORRA, LYNN! NÃO ABUSA DA SORTE.” – pensei comigo.

Se Kentin descobrisse, eu morreria, mas até que eu morreria feliz. As outras se sentiriam honradas, eu não sou as “outras”, mas devo admitir que eu consegui muito mais com o F4 do que qualquer mocreia da escola. Pensei então, eu não sou as “outras”, mas estava agindo como elas. Afastei-me não muito depressa para não despertar perguntas das quais eu não saberia responder.

A distancia foi aumentando, já se dava para ver o rosto inteiro ele com clareza. Sacudi minha cabeça para retirar a neve que havia acumulado. Olhando para o cabelo de Lysandre, não dava para diferenciar o cabelo da neve, os dois tinham o mesmo tom.

Ele perguntou se queria que ele me acompanhasse até em casa. Certo, eu queria, mas tinha que pensar, tinha um Pit Bull em casa que me faria mil perguntas sobre Lysandre e por que ele voltou comigo. Às vezes era até bonito da parte de Kentin se preocupar comigo, mas tudo demais é veneno, já estava se tornando uma situação chata. Fiquei tão cansada disso, que eu resolvi dar o troco quando meio que o proibi de sair de casa naquele dia. Aposto que ele pegou catapora quando saiu. BEM FEITO!

Ao chegar a casa, tive que ouvir choramingo de Kentin de que a catapora coçava. Ele falava como se fosse uma novidade. Daí eu me lembrei de que Kentin estava falando com o F4, aquilo era uma ameaça, imagina só se um deles fizesse Kentin descobrir sobre as fotos. Tratei de esconder o celular dele quando ele estava no banho.

– LYNN! VEM CÁ! – ele gritou do banheiro.

– O que? – perguntei já na porta.

– Me ajuda aqui! – ele exclamou lá de dentro.

– O que quer? – perguntei. – Apesar de que eu não quero ajudar.

Certo, ele queria que eu passasse um dos remédios nas costas dele. Não! Eu não quero ter pesadelos com ele pelado na minha mente! Não mesmo!

– Eu to na banheira, me ajuda logo! – ele choramingou.

Deus que me perdoe, preferia levar outro tiro a ter que ficar cuidando desse moleque! Parecia uma criança de quatro anos que sai do troninho e fala: “Acabei mãe”.

– Não quero! – neguei cruzando os braços.

– Quer que eu vá aí pelado te convencer? – ele deu uma risada de dentro do banheiro.

– Ta. – entrei no banheiro com as mãos tapando os olhos. – Está seguro?

– Sim. – ele falou.

– Se não estiver, você vai se ver comigo! – exclamei. – E vai começar a fazer xixi sentado, me entendeu?

Kentin riu, será que Lysandre tinha razão sobre eu ser engraçada? Eu ameaço Kentin e ele acha engraçado? Ele tem problemas ou algo do tipo para rir disso. Tirei as mãos dos olhos, ele estava de costas para a porta, dentro da banheira. Daí eu notei que o Kentin é mais fresco que a Ambre. A catapora tinha espalhado muito pouco e ainda por cima já estava cicatrizando.

– Pega aí. – ele falou jogando o remédio para trás. – Espalha nas costas.

– Você é muito folgado. – reclamei. – O que eu ganho com isso?

– Diz o que você quer. – ele falou virando a cabeça de lado para me encarar.

– Não quero nada... – pausei um pouco. – Agora. – completei.

– Certo, então você diz depois. – ele ficou na posição que estava antes.

– Beleza. – falei. – Se pensar em fazer alguma gracinha eu mato você. – ameacei.

Kentin continuava a rir, eu sentia vontade de afoga-lo naquela banheira, juro por Deus. O remédio era como se fosse um creme bem fino que se passava na pele e esperava uns instantes para depois retirar o excesso na água. Era para espalhar o creme, eu praticamente esfregava as costas dele, com raiva.

– Hei! – Kentin se remexia de um lado para outro. – Ta doendo.

– Que? – fingi não ouvir.

– Hei, para com isso! – ele exclamou dando um grito de bicha no final. – Era para estar cuidando de mim!

– Eu to cansada de você, você não sabe fazer nada. Você já me acordou três horas da manhã pra coçar as suas costas.

– Você não coçou. – Kentin sorriu, estava me provocando e estava funcionando.

Eu me levantei pronta para quebrar um dente dele com um soco, já tinha passado tanto estresse naquela semana, ainda tinha que aguentar aquela praga ruim. Ele se mexeu na banheira e segurou na borda para levantar-se, na hora que ele levantou eu virei de costas gritando e tapando o rosto com as mãos.

– PERVERTIDO! PERVERTIDO! VOLTA PARA A BANHEIRA! VOLTA! VOLTA! – bradei rapidamente indo em direção à porta.

Assim que coloquei a mão na maçaneta, Kentin segurou meu braço. Gritei mais alto, tentando puxar meu braço tendo o cuidado de não olhar para trás. A maçaneta girou, a porta abriu, Kentin ainda agarrado ao meu braço.

– CHEGUEI! – Tia Mika falou levantando os braços totalmente animada, acho que nem tinha visto o que estava acontecendo. – Hein? – ela nos olhou, puxei meu braço, já pronta para explicar algo. – Estão tomando banho em família? Eu também vou! – ela sorriu.

A vi levar as mãos rapidamente para a barra da blusa, a blusa foi-se rápido juntamente com as outras peças de roupa. E eu ali, parada, morrendo de vergonha.

– Venha! – a Tia disse me puxando pelo braço.

– É Lynn, vem! – Kentin ria lá atrás, apenas estava provocando e ao mesmo tempo debochando de mim, aquilo me deixava mais irritada.

– Não, vão vocês. – abri a porta rapidamente e corri até meu quarto onde eu me tranquei lá.

O banheiro que estávamos era o do quarto de Kentin, fui para o banheiro principal da casa e tranquei a porta. Tomei banho e adormeci no ofurô. Eu tive um Déjà vu quando acordei e vi Kentin na minha frente no ofurô comigo.

– Ah, Qual é? Está me seguindo? – revirei os olhos. – Eu tranquei a porcaria da porta, como entrou?

– Eu tenho a chave. – a tia sorriu tocando meu ombro. – Não seja tão tímida.

Juro que isso pareceu como naquelas comédias japonesas de gente pervertida. Ela pegou nos meus seios, eu juro que ela pegou nos meus seios. Eu corei na hora vendo Kentin observar e rir. Estávamos submersos a água, por sorte não dava para ver muita coisa.

– Eles estão maiores. – com “eles” ela se referiu aos meus seios. – Na primeira vez que eu vi você, você era uma tábua.

– A primeira vez que viu ela foi há um mês? – Kentin provocou.

– Tia. – me aproximei dela forçando um sorriso nada amigável. – O que tinha na cabeça pra me colocar na banheira pelada com esse pervertido? – apontei para ele, ele fez careta e ela ficou sem jeito.

– Pensei que tinham ficado íntimos, quando eu entrei no banheiro eu... – ela quis continuar, mas daí eu já quis tomar a palavra sem avisos.

– Eu estava passando remédio nessa catapora nojenta dele e ele tentou me assediar. – bradei e apontei para ele quase com o dedo na cara do mesmo.

– Catapora? – ela olhou para ele. – Oh! Você está doente?

Bati a mão na testa, ela o viu pelado e nem percebeu nada? Fala sério! Que falta de atenção. Eu até pensei em falar aquilo, mas percebi que eu não havia notado que a Tia estava loira agora. O encarei, era para alguma sessão de fotos?

– Oh! – ela exclamou ao perceber que eu havia notado a nova coloração. – Eu uso tonalizantes, quando eles saem meu cabelo fica loiro. – explicou. – É para fazer a propaganda de uma tintura para cabelo, que no caso eu nem a pus em contato com meu cabelo. – ela deu risada e colocou os braços nas bordas do ofurô, relaxando.

Meu olhar se chocou com o de Kentin, ambos irritados. Ele mexeu os lábios como se estivesse falando, fiz uma expressão confusa, ele repetiu. Ao ler os lábios dele percebi o que ele falou. Ele me chamou de tábua ranzinza. A catapora dele já estava saindo, nem estava mais tão nojento assim. Era um milagre que em dez dias ele já estivesse praticamente curado. Ele ria, do que? Olhei para baixo, ele ainda ria de mim. Mostrei a língua para ele, ele devolvia com caras pervertidas, pelo menos era o que aparentava. Só tinha mais vontade era de acabar com a raça dele.

Parei de prestar atenção nele, encarei a tia que aparentava estar cochilando. Ainda lembrava-me do ocorrido na festa, já disseram duas vezes que isso foi uma armação, mas quem? Quem armou para mim?