A vila oculta

1 Capítulo 1 - A chegada do Sannin de vidro


Notas iniciais
Sannins - Ninjas lendários.Estudantes - Estudantes para virarem ninjas.Shinobi - Ninja.Kunai - Faca de arremesso usada por ninjas.Kage - Chefe de uma vila ninja.Jutsu - Poder conjurado por um ninja.Chunnin - Primeira graduação ninjaShuryken - Estrela ninja de arremesso.

Uma tarde ensolarada, nenhuma nuvem no céu e uma aconchegante brisa fazia a copa das arvores se movimentarem suavemente. Na frente dos portões da vila, um grupo de estudantes e seu professor observam o jardim e a horta, o professor se levanta e começa a falar.

– Crianças, olhem essa planta aqui, sabiam se vocês tirarem uma folha e mastigarem, ela pode ser usada para tratar pequenos ferimentos e aliviar a dor do paci...

Um reflexo bate no rosto do professor que reclama com seus alunos.

– Quem foi o responsável pela brincadeira? Quem está com espelho?

Um aluno olhando para a direção da estrada que é caminho para fora da vila, estica o braço e aponta para uma figura masculina, com vestes pretas e um espelho na altura da cintura.

– Crianças para trás. — as crianças correm para trás do professor.

Não era comum a vila receber visitas, todos sempre sabiam quando alguém de fora ia chegar e aquela figura que tinha seu rosto tapada por uma sombra, não parecia ser confiável.

– Alto! Quem se aproxima. — usando as mãos para tentar tapar o sol que vinha brilhando atrás do homem estranho.

O homem cada vez mais perto, até que a sombra que tava seu rosto desaparece, uma expressão cansada revela. Todos começam a sussurrar — Koy? Sannin? Será que é ele?

– Koy? É você? — diz o professor Shiroi dando dois passos a frente.

– Ué!? Eu saiu por um tempinho e Akuma Kuro(Negro, fazendo uma brincadeira por que Shiroi significa Branco) não me reconhece mais?

Akuma Shiroi está chorando agarrado nas pernas do Sannin-fundador. As crianças impressionadas correm em direção da vila, para contar a novidade.

– Shiroi, levanta, me leva até o Mukage — diz Koy com uma voz suave.

Os dois andam pela vila, as pessoas impressionadas param e observam incrédulas, é como um fantasma estivesse andando na rua. Shiroi fala sem parar, contando cada novidade de cada pedacinho da vila.

Algumas ruas depois, eles sobem a montanha central da vila onde está localizada a residência oficial do Mukage. Um casa de dois andares onde, se tem vista para todo território ninja.

Chegando na porta da sala do Mukage, Garasu detêm Akuma de abrir a porta.

– Deixa eu brincar um pouco — Pegando uma tarja explosiva — Garasu Shuryuudan!.

Uma espera de vidro se forma em volta da tarja explosiva. Ele abre uma fresta da porta e atira o objeto criado para dentro da sala, segundos depois uma pequena explosão.

Shiroi está espantando, ele abre a porta, vê estilhaços de vidro grudados e uma espessa fuma misturada com um ar muito úmido. Nenhum sinal do Mukage. Segundos depois, Koy desvia a cabeça pro lado e uma Kunai se prende a parede logo em cima da cabeça de Akuma Shiroi, que fica branco e totalmente paralizado.

– HA HA HA! Você ainda está vivo? — diz a voz do Mukage sem um corpo presente.

– Seu velho! Esperto, se escondendo na umidade do ar. Gênio! — elogia Koy.

A figura do Mukage aparece, um homem de no máximo 35 anos, com vestes brancas e azuis.

– Como você tem coragem de aparecer depois de 4 anos, como nada tivesse acontecido! Anos atrás de anos, mandando os melhores atrás de você e nada. — Mukage nega o elogio e já repreende Koy com sua voz autoritária de líder da vida.

– Você não tem ideia do que eu estive fazendo... para proteger o meu lar! — reluta Koy.

– Nosso lar. Protegendo de que? De um ninja viciado em bebida e mulheres? — ainda autoritário.

–Ren, acho que tu se esqueceu, mas o nosso problema se chama...

Uma explosão atrapalha a conversa, os dois vão até a varanda, Shiroi aparece logo em seguida, a explosão fez ele acordar do estado de terror. A explosão vem do norte, não longe de onde eles estavam, o fogo consome algumas casas rapidamente. Antes de ir até lá, o líder da vila exclama algumas palavras para Koy.

– Incrível, as coisas ruins começam acontecer, assim que tu chega...

– Tu não tem ideia de como eu já ouvi isso... — Cabisbaixo.