A vila oculta

2 Capítulo 2 - O Sannin solitário.


As casas pegavam fogo rapidamente, as tentativas dos moradores de tentar apagar as chamas foram inúteis. Os ninjas que já estavam no local retiravam crianças, idosos e mulheres da proximidade, mas o fogo parecia impossível de se extinguir, agora atingia outro conjunto de apartamentos. Mukage, Koy e Shiroi chegam e a barulheira de pessoas trabalhando se silenciam.

– Todos afastem-se! Shinobis, ajudem os moradores! — A voz do Mukage reverbera pela rua.

Os ninjas da vila oculta do bolinho obedecem e quase que imediatamente a rua esta deserta. Garasu no Koy e Haydaan Ren, ficam olhando para a tragédia a sua frente.

– Koy cuide da parte leste e eu cuido da parte oeste, ok?

– Ok.

Haydann Ren realiza alguns movimentos com as mãos.

– Goou no Jutsu!

Uma chuva torrencial localizada paira sobre as casas. Na direção oeste, Koy pula em direção das chamas, invocando um pilar de areia em sua volta que quebra como uma onda por todas as casas. Fogo controlado. Shinobis aparecem e cuidam de pequenas focos que não se apagaram.

A população comemora e o Mukage ordena a imediata reconstrução das casas. Koy é cercado de curiosos que jamais haviam visto o Sannin legendário de perto. Ao longe um homem está parado em uma formação rochosa e observa tudo tranquilamente.

– Ren? Por acaso é o Toruh? — questiona o ninja da bandana de vidro.

– Sim — uma resposta tão seca que fez Koy engolir em seco.

Matuke Toruh é uma dos Sannins-Fundadores que a muito tempo construiu a vila oculta do bolinho. Um ninja recluso e que medita a maior parte do tempo. Depois do sumiço de Garasu no Koy, é visto na vila somente nas reuniões do conselho da cidade, mas permanece a maior parte do tempo em silêncio e é responsável pelo comércio exterior.

Koy tenta passar pelas pessoas que o cercam, mas quando olha novamente para a onde Matuke Toruh estava, ele não se encontra mais. Fica surpreso e olhando de um lado para outro e não o enxerga, resolve então comer algo. Senta na mesa do restaurante e faz um pedido de almoço, um tempo depois sua comida chega.

– Acho que você deveria comer menos — Uma voz surge ao pé do ouvido.

– Caramba. Toruh que susto — Koy fica da cor de um papel.

– Eu sei por que você voltou, vamos manter segredo por enquanto. Não abre essa sua boca enorme. — com a fala serena.

Koy olha desconfiado, fica pensando como seria possível que Toruh soubesse o que tinha acontecido, se ninguém estava lá. Matuke sempre foi um ninja cheio de mistérios, mesmo quando eles eram "normais".

– Koy, venha, temos um compromisso anual a ser cumprido e caso tenha esquecido, tu é fundamental — Puxando Garasu pelo braço, que se debate tentando aproveitar ao máximo a sua alimentação.

Os três sannins fundadores estão na porta de uma grande porta, com um letreiro em letras bem grandes: ESCOLA FUNDAMENTAL HAYDAAN.

– O que estamos fazendo aqui? — Pergunta Koy.

– O que aconteceu contigo em quatro anos? — Mukage Ren com impaciência.

– Uma semana antes do festival anual do chá, viemos a escola falar sobre a fundação da nossa vila. — Toruh com uma voz didática.

A professora da sala 23A da um passo a frente e diz para a turma ficar em silêncio e receberem os Sannins lendários com todo o respeito. A porta se abre e Mukage e Toruh entram, a turma faz um sinal de reverência, quando Koy entra na sala, o caos toma conta.

– Crianças, sente-se. — Toruh ordena com uma voz suave. — Todos devem ter muitas perguntas para o senhor Koy, mas certamente depois vocês terão todo tempo do mundo para questiona-lo. Ele não vai mais embora.

Mukage olha para Koy e Toruh com aquela pulga na orelha. Toruh inicia uma harmonia em um violão e todas as crianças param e prestam atenção na poesia.

"Quando as nuvens formaram um desenho no céu, quando a luz que brilhava se apagaram. Eram três contra um, mas um podia mudar as formas das nuvens do céu. A força de todos foi capaz de mudar o fim. A força de todos foram capaz de continuar a sonhar"

– Koy, precisamos conversar... — Mukage falando baixinho.