Notas iniciais
{Voltei do pilates, peguem os chocolates e a pipoca, porque este tá tão fofo no final, no final *ri*}

~Mundo da Amy~

POV. Amy

Depois de Ian me levar para casa, ele falou algumas desculpas e foi embora. Me deixando sozinha com a minha dor.

Traída!

Traída pela minha melhor amiga. Traída pelo meu namorado. Traída por aqueles que realmente importavam para mim.

Traída!

A dor no meu peito era enorme, meus pensamentos viajavam sem saber ao certo para onde ir.

Meu coração doía, e ao mesmo tempo agradecia, a Ian, por estar ali. Por me tirar daquele lugar... Onde Sinead e Hamilton me traíram.

A vida de outra garota...

— Nós temos que conversar. — Digo assim que Hamilton abre a porta.

Depois de horas chorando, depois que as lágrimas se foram, depois que nada mais me restou além daquela irritante e constante sensação de vazio, consegui arrumar forças para ir até a casa de Hamilton.

— A-Amy... – ele parecia nervoso. Têm seus motivos, pensei. — O que faz aqui?

— Hammer... — disse o nome dele devagar, tentando acabar com o nó na minha garganta. — A última coisa que quero fazer em toda a minha vida é magoá-lo. Mas... — deixo a frase no ar atrás das palavras que não me viam naturalmente.

— Mas? — Ele insentiva.

— Mas não está dando certo! Você pode estar feliz ou não, mas eu estou me destruindo!

Ele suga o ar com força. Parecendo não acreditar nas minhas palavras.

— A-Amy... pode ser mais clara? Não estou entendendo nada.

— Hamilton, eu estou...eu estou terminado com você. — Respiro fundo e depois continuou. — Você foi o melhor namorado que uma garota poderia ter, mas é evidente que não nós amamos.... Quero dizer... Não do jeito que deveríamos nos amar, eu te amo como meu irmão Hammer, e espero que me ame assim, mas entendo se não quiser falar comigo e desculpa, eu realmente sinto muito.

Dito isso, sai correndo da casa dele, deixando finalmente as lágrimas correrem soltas pelas minhas faces, implorando perdão.

A vida de outra garota...

No dia seguinte, eu estava triste, nada me animava, andava com a cabeça para baixo, evitando qualquer olhar curioso.

Não vi Hammer, e nem Sinead, e bem de boa, não quero saber do romance deles. As pessoas me olhavam pelos corredores como se eu fosse alguém que merecia pena. Ninguém falava comigo, ninguém exceto Reg, Maddie e Nat, que não pararam um segundo de tentar levantar minha moral.

— Amy, sua roupa está tão lindo! — Nat disse, sorrindo. — Você está tão linda! Quer dizer, você é linda, mas hoje parece... ainda mais linda. — Ela se enrolou com as palavras, e eu nem liguei.

Reg e Maddie faziam comentários parecidos, todos superficiais até que Madison se irritou.

— Ah vamos, Amy! — Ela disse irritada. — Se vocês dois nem se amavam para que tanto drama?

Antes de eu poder responder Jonah chegou e me deu um abraço. Isso leram certo, Jonah me abraçou do nada, depois passou o braço por cima de mim e me levou um pouco para longe das meninas, dizendo que a gente já iria se encontrar na mesa.

Cansada demais para lutar, deixei ele me levar até um banco no Jardim Interno da escola, que agora estava deserto já que todos almoçavam.

— Amy, eu sei que nós mal nos falamos esses anos inteiros, mas você é minha amiga, ok? E se precisar de ajuda, quero que saiba que eu estou aqui para ser seu amigo e lhe ajudar, ok?

Balancei a cabeça, mas lágrimas me vieram aos olhos, por que eu sempre evitei esse menino? Ele é um amor.

— Ei! Shiu! — Ele disse me abraçando e eu não pude deixar de retribuir. — Você vai ficar bem ok? Quem me contar o que houve ?

Contei para ele, chorando sobre o dia anterior, sobre meus medos e sobre as dúvidas que eu tinha, de como me senti traída, de como me senti mal por ter deixado Hamilton mal, mas que eles haviam me deixado pior. Jonah ouviu e depois me abraçou mais forte:

— Você é muito forte Amy, vem. — Ele me ajudou a levantar. — Você vai entrar de cabeça erguida naquele refeitório, e vai mostrar que quem perdeu foi o Hammer, por te deixar escapar, certo?

— Obrigada, Jonah.

— Não por isso, gata.

— Não sério, muito obrigada! — Falei, minhas emoções à flor da pele. — Eu te julguei tão mal e agora você foi o único que conseguiu me consolar. Muito obrigada.

— Eu errei com você numa noite de bebedeira — ele riu, embora seus olhos estivessem sérios. — Nunca mais vai acontecer, eu quero que você me olhe como uma migo e não com nojo.

— Muito obrigada. — Falei, abrançando-o e deixando mais algumas lágrimas escaparem.

— Obrigada você, por conseguir me perdoar.

E nós andamos até o refeitório, lado a lado.

A vida de outra garota...

— Amélia Cahill! — Meu nome ecoou pelo refeitório, que ficou em silêncio no mesmo momento, olhando para a figura ruiva parada na porta, os olhos castanho transmitiam puro ódio.

Jonah apertou minha mão, e sussurrou:

— Se não quiser levantar, não precisa, ignora ela...

— Não. — Eu o cortei. — Eu quero ir! Está na hora de eu e Sinead termos uma séria conversa, e se ela quer que a escola inteira veja, que assim seja. — Me levantei, sentido raiva. Ódio. Ela me traiu, quem pensa que é para entrar assim me chamando?

— Sinead Starling! — Falei tão alto quanto ela, porém sendo mais educada.

— Amélia. — Ela disse me olhando com raiva e eu fui para a frente dela. Depois disso a única coisa que senti foi um tapa, e depois ouvi um arquejo geral. — Isso é pelo Hamilton. — Ela completou.

Levantei meus olhos com calma, mas a raiva girava dentro de mim. Ao olhar nos meus olhos, ela recuou, provavelmente eu estava imanando raiva.

Antes de dizer qualquer coisa Jonah levantou, junto com Reg, Maddie, Nat e Dan, eles pararam alguns centímetros atrás de mim, e vi as meninas segurando os garotos para eles não brigarem com Sinead.

— Nunca mais! — Dan berrou. — Nunca mais ouse tocar na minha irmã sua vadia do inferno!

— Traidora! – Maddie disse.

— Teve um caso com o namorado da sua melhor amiga, que nojo! — Nat disse.

— Eu esperava mais de você Sinead. — Reg disse, lutando junto com a irmã para segurar Jonah.

— Pessoal. — Falei com a voz controlada, levantando uma das mãos em um gesto para eles pararem. — Calem-se. Isso é entre eu e ela. Entre as “irmãs vermelho” — disse o apelido com nojo. — Quem você acha que é, Sinead? — Perguntei dando um passo para frente, os insultos dos outros a pegaram desprevenida e ela parecia assustada.

— Você fez Hamilton sofrer!

— Para de pensar só em vocês dois e olhe em volta! — Berrei irritada. — Eu, Sinead, sou, ou era, sua melhor amiga, e você pode imaginar como eu me senti? Traída pelas duas pessoas que eu mais considerava! Vocês me jogaram no chão e pisaram em mim, e querem o que? Que eu me desculpe por fazê-los sofrer? O mundo não gira somente ao redor de vocês, cresça garota! Chega de ser essa menininha mimada que consegue tudo o que quer de mão beijada e só reclama!

Sinead recuou, com os olhos marejados...

— Você deveria ter mais carinho pelas pessoas, Amélia. — Ela proferiu, abalada. — Suas palavras podem machucar tanto quanto nossos gestos.

A vida de outra garota...

Me encontrava perto da piscina da escola.

Na verdade na piscina, só que não dentro, já que estava frio. O lugar onde ela fica é fechado, e mesmo a piscina sendo térmica eu sou muito friolenta.

As palavras de Sinead não paravam de voltar a minha mente...

Como assim minhas palavras machucam? Mais que os gestos deles?

E o meu coração como fica?

Sentei na borda, tirei minhas botas cinzas, coloquei meus pés na água morna e respirei fundo.

Estava tão confusa, as vezes tinha quase certeza que estava sonhando, que ia acordar e alguém ia me abraçar, chorar comigo, ia ouvir esse terrível sonho e ia ser gentil, dizendo que tudo estava bem, que tudo isso não passou de um sonho ruim, mas... Eu nunca acordaria. Essa era a minha vida mesmo. Não há nada para fazer.

— Estou começando a achar que tenho uma... Sorte em sempre escolher os lugares que você está para ir pensar... — Ouvi uma voz, que agora já era bem familiar para mim.

— Olá para você também, sr. Kabra. — Comprimentei, sem me virar

Salut, Srt.Cahill. — Ele disse, sentando-se ao meu lado.

Sorri com a menção ao francês, minha língua favorita, mas...

— Por favor, não iremos falar em francês hoje, estou sem cabeça para isso...

— Pensei que para falar você não precisasse de cabeça. — Ele riu, porém parou alguns segundos depois e suspirou. — Eu vi o que aconteceu hoje no almoço... Sinto muito por você.

— Sabe de uma coisa, eu não. Realmente, se aquela era a minha melhor amiga, fico muito melhor sem ela não acha? Eu só não entendo... Aquela parte do: “suas palavras machucam mais do que nossos gestos”... Eu realmente não entendi.

Ian me olhou, durante um bom tempo nossos olhos estavam nos olhos do outro. Eu me perdendo no mar âmbar, e ele no labirinto jade.

— Você... realmente não entendeu? — Ele pergunta por fim, e eu suspiro voltando meu olhar para água

Claro que não, se não nem estaria aqui...

— Não.

— Vou tentar explicar para você, o que uma garota como você, faz com as pessoas a sua volta ok? Você é muito esperta, Amy, suas respostas são bem calculadas, e você sabe ser gentil e doce. Mas quando quer, você atinge a pessoa onde mais doí. Garanto que o tapa que Sinead lhe deu não doeu tanto quando as suas palavras para ela. — Ele sorriu, passando as costas da mão delicadamente pela minha bochecha, onde Sinead desferiu seu tapa. — Além disso, você é linda, o que lhe ajuda a conseguir o que quer. Você pisca seus olhinhos lindos, e metade das pessoas se mataria por você.

Fico confusa, como assim, se mataria por mim?

— Não compreendo.

— Certamente que não. — Ian ri, deixando sua mão cair perto da minha. — Você certamente não sabe o efeito que causa nas pessoas a sua volta.

Sorri corando.

— Obrigada — Digo, abraçando-o. Não só pelo o que ele disse, mas também por me ajudar. Afinal, ele que me tirou daquele lugar maldito.

— Sem ressentimentos?

— Sem.

Ele sorri e passa a mão sobre meus ombros. Depois puxou meu rosto para cima e ficou olhando ele. Por muito tempo, mas eu não me importei, pois assim pode olhá-lo também.

— Adorável. — Ele disse por fim, como quem conclui algo após um longo tempo de pesquisa.

Notas finais
{Lembrei da música da Taylor, *ri* "We are never ever never getting back together, oh oh! Never ever never... Getting back together!" Ok, depois dessa ataque de loucura...: Ele disse adorável! Anw!! Lovely is you, Ian! *suspira*} [corrigido e revisado com muito carinho] [Palavras: 1.739]