A touch of fire

2 Um tempo com Adrian, meu Deus ele cheira bem!


Notas iniciais
Novelinha! Mais um capitulo, não sou muito regular em postar por isso estou tentando manter os capitulos grandes, kisses kisses

CAPITULO II


Trabalho em uma loja cupcakes já faz dois anos e adoro. Nas muitas vezes que Lia me deixou por suas aventuras, esse emprego foi minha salvação, o dinheiro dava para eu comer e pelo menos pegar as contas de casa, as básicas, enquanto fingia que trabalhava apenas por prazer, o que não era difícil aqui.

São quinze minutos da minha casa até o trabalho.

As pessoas são incríveis, e a loja é uma coisinha bem instagramavel, bem movimentada e certamente vende os melhores doces da cidade.

— Boa tarde Sofia!

— Boa tarde Nina! – Nina é a recepcionista. Uma amiga. Aos vinte e dois anos, cursa gastronomia na faculdade, tem um famoso Instagram onde ela fala sobre comida e ainda trabalha aqui pra pagar as consta, como se diz.

Uma linda pixie de cabelo roxo, rosto redondo. Algumas tatuagens espalhadas em sua pele.

Ela mesma é uma obra de arte.

— Tô pensando em testar algumas coisas hoje.

— Sério? Amo seus surtos criativos.

— Quero fazer um cupcake inspirado no meu chocolate favorito.

— Laka com oreo. – Dizemos em uníssono por que esse é um gosto que nós compartilhamos.

— Vamos para a cozinha, tenho tanto para te contar.

-Deixa só eu pegar o corante lilás no estoque. — eu rio. Se ela pudesse pintava o mundo em tons de roxo e lilás.

Depois de várias horas e muitas tentativas de massa e recheio e meu desabafo total sobre Lia e sua nova “aventura”, estou coberta irremediavelmente de farinha, mas na minha frente está um perfeito cupcake com massa de baunilha (lilás) e cookies e recheio de ganache de oreo e laka , uma cobertura fofa de mouse de chocolate branco e oreo.

E sim, é a perfeição em forma de um bolinho pequeno.

— Isso é perfeito. – Diz Nina mordendo um pedaço de um cupcake.

— Sim, é como ir para o céu.

— Eu poderia comer toneladas.

Rimos.

Apesar de ser trabalho, me sinto melhor ali.

Passa das seis no relógio. Vou ao pequeno vestiário e coloco jeans rasgados e uma camisa preta, e tênis brancos. Meu cabelo preto é totalmente ondulado e cheio demais, solto e ele cai até os meus quadris, o que me faz lembrar que eu preciso realmente cortar um pouco. Quando saio Adrian está ali.

Ele é bonito. Suspiro internamente só de ver ele. E aquelas benditas borboletas que falam nos filmes voam na minha barriga.

Seu cabelo loiro está metodicamente bagunçado e captura os últimos momentos do sol. Seus olhos azuis brilham e ele está certamente cheiroso. Adrian é alto e tem que abaixar para me abraçar.


— Que tal você deixar sua moto ai e irmos de carro? Eu trago você pra buscar depois.

— Tudo bem.

— Então Lia chamou você pra ser madrinha?

— Como você adivinhou? – pergunto. Ele tem um sorriso bonito no rosto e eu me derreto.

— Por que é a cara dela. – ele diz quando entramos no carro.

— Bem, ela vai me levar pra jantar com o cara no sábado. Você podia vir. – digo esperançosa.

— Ah... – ele limpa a garganta. – Eu tinha dito pra Alex que eu ia com ele em uma festa. – Escondo minha decepção, por que Aléxis é um idiota e por que eu sei o que uma festa representa, muitas mulheres se jogando em cima de Adrian e Adrian pegando uma ou várias delas pra brincar. Isso faz meu coração murcho.

— Tudo bem. Eu tenho que enfrentar isso de qualquer forma.

— Sinto muito Sofia

— Não se preocupe.

Quando paramos no food truck de Mike, que nos conhece de longa data peço o de sempre, um delicioso burrito de carne de porco apimentado..

Quando chegamos ao píer, o sol está quase se pondo, é tao lindo, vejo ele lentamente deixar o céu, seu brilho enfraquecendo pouco a pouco. A cor alaranjada mancha o horizonte, as montanhas são apenas sombras. Sempre penso no quão longe essas montanhas estão e se eu conseguiria me esconder lá .

Costumamos fazer isso desde que tínhamos oito anos de idade. Adrian e eu. Começou despretensiosamente em uma das vezes que Lia partiu por alguns dias.

Virou um rolê nosso. Sempre que um de nós se sente sobrecarregado demais.

— Minha mãe quer que você vá lá jantar na semana que vem. Você sabe, é o aniversário do meu pai. – ele diz. Uma das únicas coisas que invejo nele é que ele tem uma família maravilhosa.

Sua mãe é um pessoa doce e gentil, compreensiva, amorosa. Do tipo que se descreveria como uma galinha chocando seus pintinhos, assim como seu pai. Desde que conheço ele, nunca ouvi dizer que eles tinham brigado sério demais. Sua irmã é uns anos mais velha e já tem dois filhos lindos. Os meninos mais fofos que já vi na vida.

A família dele é como essas famílias de comerciais. Sinto um aperto no meio do meu peito. Era algo que queria tanto, com tanta força que era quase uma dor física pra mim.

— Sim, eu não esqueci, diga ela que eu vou levar a sobremesa.

— Ah! Ela vai amar. E é melhor que você inclua alguns cupcakes de framboesa com chocolate. É o preferido do meu pai.

— Eu não me esqueceria. – Claro que não. – Então vai ser uma festa?

— Não, só um jantar mesmo. Você conhece o meu pai. Ele quer ficar na frente da churrasqueira e beber algumas cervejas. Nada de mais.

— Isso parece bom, ele faz um churrasco incrível.

— Não diga isso para ele. – Ele ri. – Ele já tem o ego bastante inchado.

— Bem, ele merece.

— Sim. — ele ri — Mas ainda não diga a ele.

Está escuro quando me dou conta. A companhia dele é como um mar calmo. Poderia ficar horas, horas e horas e não me cansaria.

Ficamos em um silencio confortável. As estrelas começam a brilhar e nos deitamos na grama.

— Você quer ir ver o homem aranha no cinema qualquer dia ?

— Sim, eu não perderia a chance de ver o Tom Holand.

— Uh, esse é seu tipo? — ele pergunta. — Meio baixinho não acha?

— Adrian sério, qualquer pessoa é alta pra mim.

—Quando você coloca nesses termos eu não tenho como discordar. — ele ri. — Eu sei que o Alexis te zoa tanto com isso, que eu tento nem tocar no assunto.

— Me recuso a falar nele, principalmente quando eu estou tão relaxada.

— Você quer falar do que ? Do Tom Holand ? Ele é casado mulher. – nós rimos. Por que estamos acostumados a ter todo o tipo de conversa tosca.

É tarde quando volto pra casa. Lia não está lá, que novidade não é? Mas é um alivio. Ainda sinto aquela sensação quentinha que sempre me acompanha depois que eu e Adrian saímos. Quero curtir isso. E eu não quero ter que ouvir seus planos de casamento.