A te che sei il mio grande amore

5 E che a volte ti soffro...5


Fui ao meu quarto, resolvi então tomar um banho. Fiquei pensando em piero, no tempo que passou, mas a maior parte do tempo, lembrei dos bons momentos que tivemos.

Depois de tomar meu bom banho, vesti uma roupa mais levinha. Vesti um shorts, uma blusa e uma slipper.( look).

Ao sair do banheiro, vi que havia recebido uma mensagem.

“ Me deixa concertar as coisas. Quer jantar comigo hoje?” — Piero.

Respondi então:

“ Claro que sim? Aonde e que horas? –

“ vai ser um pouquinho diferente, me encontra na praia. Naquele lugar aonde costumávamos ir. Te encontro lá as 20:00h. “ –

“ok.” –

Olhei para o relógio e já eram 14:00h, como não havia dormido muito bem, resolvi tirar uma soneca.

Consegui dormir mais aliviada, adormeci ao som de e’ la mia vita.

Acordei cantarolando. Feliz da vida. Olhei no relógio, eram 19:00h, “droga! Estou atrasada” – pensei comigo mesma.

Corri para o chuveiro, tomei uma ducha, troquei de roupa, já que íamos a praia, resolvi que não iria usar salto ou algo do tipo.

Sequei meu cabelo, fiz uma maquiagem simples, passei perfume, etc..

Já eram 19:50h, e como a praia não ficava tão longe assim da minha casa. Fui a pé.

Sentia o vento entrecortando meu rosto, logo avistei a praia e piero sentado na areia, com uma cesta, e um castiçal de velas.

- Oi. – me sentei ao seu lado.

- ciao bella. – ele tentou me beijar.

- Olha Piero, não importa quantas vezes você faça isso, mas não irá apagar o sofrimento que você me provocou. –

- Eu sei, a culpa é toda minha, mas eu também sofri, não consegui te esquecer, eu ate tentei. –

-eu também tentei, mas isso só me fez mais mal. –

- eu preciso de você, eu te amo Vittoria. – segurou meu queixo.

- eu também te amo. – assim que disse isso ele me beijou.

- me perdoa, por favor. – ele implorou.

- sim. – sorri.

- agora me siga. –

- como assim? Pra onde? -

Ele me puxou pelo braço, contornamos a praia, subimos uma colina e viramos a direita. Lá haviam algumas colinas, com oliveiras e parreirais de uva.

- eu costumava vir aqui enquanto você estava fora. – disse.

- eu costumava vir aqui quando pensava em você. – sorriu.

Ele se deitou no chão, naquela gramínea verdíssima, ao redor tinham lavandas, e flores do campo. Um lugar lindo! Deitei minha cabeça em seu peito. Podia sentir sua respiração, seu arfar, o calor que exalava de seu corpo.

- eu poderia ficar aqui pra sempre. –

- o pra sempre só vai acabar quando você quiser. –

- o céu esta tao lindo. –

- não tanto quanto você. –

Nos beijamos então. Ficamos com as mãos entrelaçadas, acabamos dormindo lá mesmo.

Ouvindo o som do vento, sentindo os mesmos sentimentos, dormimos com as lembranças.

Durante a manha, a brisa com cheirinho de alecrim e lavanda nos rodeava, tornando o lugar mais nostálgico.

-bom dia! – eu disse dando um selinho em Piero.

- buon giorno amore mio! – disse retribuindo o selinho e se espreguiçando. –

- O que vamos fazer hoje? – perguntei fitando as arvores. –

- hoje eu não sei, mas agora, vamos tomar um bom café da manha. – disse Piero. –

- tudo bem então! Vamos. – me levantei primeiro e puxei Piero em seguida. –

Andamos em direção a cidade, mais especificamente bem no centro, andamos por quase meia hora. –

- Sabe algum lugar bom pra tomar café da manha aqui em Naro? – eu parei um pouco para descansar. –

- sei, fica uns dois quarteirões daqui, só mais um pouquinho. – disse sorrindo, ah que belo sorriso. –

Enfim, chegamos nessa padaria, ela parecia muito boa, era toda antiga, havia um pé de uva na entrada lotado de uvas, frescas, que exalavam um aroma maravilhoso. –

- o que vai querer? – Piero perguntou. –

- Não sei, talvez... Cookies, ou torradas, e um cappuccino . –

-ok, mas Cookies ou torradas, qual você quer? – Piero perguntou rindo. –

- Cookies. – respondi. –

- Muito bem, garçom! – chamou Piero. –

- pois nao? –

- duas porções de cookies, um cappuccino com creme, e um café normal. – respondeu Piero.

- já trago. Mais alguma coisa? –

- Não, obrigado. – Piero disse.

O garçom saiu.

- eu te amo. – Disse.

- Eu te amo muito mais. – Piero disse.

Meu celular começou a tocar. Era meu pai.

- Oi, pai, aconteceu alguma coisa? –

- na verdade sim filha. – ele fez uma pausa. – Acho que você não vai gostar muito disso mas, não tem outro jeito.

- o que pai? –

- Eu estou aqui com o meu chefe, e ele me transferiu para o Brasil. Vamos voltar a cidade aonde você nasceu. –

- como assim? Não pode ser verdade. –

- é, filha. –

- vocês não podem fazer isso! –

- sinto muito. –

Desliguei o celular.

- O que foi? – Piero perguntou.

- vou ter que morar no Brasil. –

- como assim? – ele se levantou.

- meu pai acabou de me falar isso. Eu não quero ir. –

- há um ano, eu tive que te deixar, agora, é você que está me deixando. –

- Mas você não entende? Isso não é culpa minha. –

- eu sei que não, mas justo agora? –

- Olha, eu vou conversar certinho com o meu pai, e vou fazer de tudo para ficar. –

Tomamos café da manha. E em seguida voltamos para casa.

Ao chegar em casa, Piero me acompanhava, percebi que havia uma grande movimentação dos meus pais.

Entrei em casa, vi que minhas malas estavam ao lado do sofá, lacradas.

- Mãe, o que isso significa? –

- Vamos ir para o Brasil, hoje, houve uma mudança de planos. Já separei uma muda de roupas, vá tomar banho, vamos ao aeroporto daqui a 45 minutos. – ela disse na maior frieza.

- O que? – Gritei.

- Quieta! Vá logo! – minha mãe rebateu.

- Piero. – o abracei. Chorei o quanto pude. Minha cabeça estava em seu peito, e ele me abraçava.

- VITTORIA! – Meu pai gritou. –

- Me desculpa. – eu disse chorando.

Subi correndo e chorando. Tomei meu banho, tentei me acalmar, mas foi em vão.

Troquei de roupa, desci as escadas, meus pais me esperavam impacientemente.

Não iria falar nem mais uma palavra com eles. Eles tentaram quebrar o clima ruim, porem, eu piorava tudo, nada falei.

Fomos ao aeroporto. A única coisa que pensava era “ não pude nem ao menos me despedir”.

Notas finais
REVIEWWWSSSSSSSSSSSSSS