A te che sei il mio grande amore

6 il mio amore che mai finirà


Depois de algum tempo, entramos no avião, simplesmente fechei os olhos, deixei algumas lágrimas caírem, e adormeci. Acordei quando chegamos ao Brasil. Florianópolis.

Era uma cidade muito bonita, devo admitir, bem maior que Naro. Mas eu nunca vou esquecer o meu mundo que ficou lá em Naro.

Meus pais compraram um apartamento na beira-mar. Muito bonito.

Ao chegar a nova casa, simplesmente peguei minhas malas as joguei em algum canto. Olhei para o relógio e eram 23:30.

Pensei comigo mesma. “ele já deve estar dormindo”.

Foi então que meu celular vibrou, era uma mensagem.

“ Eu te amo, e nunca vou te esquecer, você não tem culpa de nada.

Vou tentar resolver as coisas. Confie em mim.

Tesoro mio, ti amo da morire... Tuo Piero”. –

Algumas lagrimas caíram. Mal consegui responder.

“ Ache ti amo da morire, amore mio. Sei la ragione del mio respiro, sei il mio mondo, per sempre, ti amo. Non sono niente senza di te.” – respondi.

Arrumei as minhas coisas, tranquei a porta do meu quarto, e continuei la o resto da noite.

Não consegui dormir. Nem um minuto. Acostumar com o fuzo-horário vai ser difícil. Tentava de todas as formas encontrar algum ponto positivo de estar morando em Floripa. Mas estava difícil.

Fiquei a noite inteira pensando em Piero, olhei para o relógio e já eram 7:30. Minha mae bateu em minha porta alguns segundos depois.

– hoje você tem que ir a escola. – ela falou. – Seu uniforme esta no guarda roupa.

Não respondi. Abri o armário, peguei uma blusa, a vesti. Passei perfume, escovei os dentes, e sai do quarto.

– Um pouco melhor? – minha mae perguntou.

Não respondi.

– Uma hora ou outra você vai ter que aceitar, nos tivemos que fazer isso. – meu pai complementou.

Não respondi.

– Vamos indo então? Vamos Vittoria, eu te levo hoje. –

Fiquei em silencio e sai andando até o carro. Ao entrar, bati a porta com força. Fiquei o tempo inteiro com a cabeça encostada na janela, fiquei observando a paisagem. Deixei uma lagrima teimosa escorrer sobre meu rosto. E meu pai, percebia aquela cena, e nada falava. Acho que estava se sentindo culpado pela tristeza da filha, mas a burrada já foi feita.

Chegamos a escola após 10 minutos. Meu pai me acompanhou até a diretoria para me encaminhar até a sala de aula.

A secretaria que atendia era jovem, tinha cabelos louros e cacheados, em torno de uns 25 anos. Tinha olhos azuis da Prússia e era bem simpática.

– tudo certo então, eu te acompanho até a sua sala. –

– Boa aula filha. – meu pai disse.

– tchau. – disse.

Viramos o corredor à direita, e paramos na segunda sala.

– Esta aqui é a sua sala. – Ela bateu e abriu a porta. – Com licença professor, temos uma aluna nova. O nome dela é Vittoria. – Entrei na sala. Todos me observavam, droga.

– Seja bem vinda Vittoria, de qual escola você veio? – O professor era alto, magro, usava calças jeans escuras e um suéter azul.

– scuola elementare. – respondi.

– De que cidade essa escola é? – ele perguntou confuso.

– Naro, Provincia di Agrigento. –

–é italiana? – perguntou sorrindo.

– Sim. –

– como fala português? –

– Minha mãe é brasileira, me ensinou a falar português. – Disse.

– Que interessante. Mas não vamos te deixar em pé todo esse tempo. Sente-se ao lado de Lira. – ele apontou para o local.

–obrigada. –

Lira era alta, loira, magra, linda. Tinha olhos azuis claro, um rosto angelical e parecia ser muito doce.

– Oi. – me sentei ao lado dela.

– Oi! – ela disse sorrindo. – Está gostando do Brasil? –

– Sim, não é tão diferente de Naro. –

–Como é a italia? –

– é sem duvida perfeita. A comida, a cultura, tudo. –

– E os garotos? – ela perguntou rindo.

Parei por um instante. Isso me fez lembrar que deixei meu amor lá.

– O que foi? –

– Nada, só saudades. –

– como é o nome dele? –

– Piero. E como sabia que eu me referia a um garoto? –

– ta só um pouquinho na cara. – rimos.

– você é boa nisso. – ri.

– Então, quer ser minha amiga? Sabe aqui não tenho quase nenhuma. –

– claro que sim. Por que não tem quase nenhuma amiga? –

– falam que eu sou meio louquinha. – rimos.

– também não tinha nenhuma lá em Naro. –

– que pena. Mas e aí, vamos dar uma volta depois da aula? Eu conheço um restaurante ótimo perto daqui, fica na beira-mar. –

– claro, pensei que teria que almoçar sozinha. – ri.

– só por curiosidade, como é o sobrenome desse Piero? –

– Barone. –

– Piero Barone do Il volo? –

– sim, não me diga que você gosta deles também. –

– eu sou completamente apaixonada por eles, principalmente pelo Gianluca. –

– Ele é muito simpático. –

– espera ai, você conhece ele? –

– claro! –

– ai meu deus! Você é tao sortuda! –

– eu tinha meus contatos. Não, mentira. Eu o conheci há muito tempo atrás, eu era vizinha dele, dai quando tínhamos 8 anos brincávamos juntos, era bem divertido. –

– ai, me conta mais! –

Contei basicamente todos os acontecimentos que haviam acontecido comigo e com o Il volo, eu havia adorado ela, me entendia, finalmente uma amiga.

Chegou o final da aula, e saímos para almoçar, o restaurante era completamente italiano, até o cheiro me lembrava a Italia, fizemos nossos pedidos, conversamos mais ainda e rimos a tarde toda, aquele momento já tinha esquecido a raiva que sentia pelos meus pais. -

Alguns dias depois...

Cheguei na escola, e Lira estava em pé observando alguns avisos no mural.

– O que tem aí? – perguntei olhando também.

– baile de formatura. – ela disse abaixando a cabeça.

– Por que está triste? –

– não tem ninguém pra ir comigo.-

– somos duas então. –

Ouvimos o sinal tocar, e fomos para a sala. –

A aula era de historia. Eu adorava a aula de historia, acho muito interessante. –

– quer ir dormir na minha casa hoje? – perguntei pra Lira.

– pode ser.

–Silencio! – ouvi a professora pedir.

O dia passou, a aula terminou, e fomos direto para minha casa, o dia estava muito quente, então fomos tomar um bom banho de piscina a tarde inteira. Lá pelo final da tarde, tomamos um banho, trocamos de roupa e claro, como toda jovem, fomos para nosso inseparável computador.

– Será que o Piero tá Online? – disse. –

– vamos ver. – disse Lira abrindo o Skype. – Ele tá! – disse em um gritinho histérico. –

Ligamos a web, e começamos a conversar.

– Tesoro mio, mi manchi! – ele disse.

– Amore, mi manchi anchio. Ti amo da morire. –

–Anche ti amo da morire. –

– traduza. – Lira interrompeu. Comecei a rir.

– Quem é? – Piero perguntou.

–ah esqueci de falar, essa é minha amiga Lira. – mostrei ela na webcam.

– Prazer em conhece-la– Piero disse.

– Prazer o meu. – ela disse com um sorriso de orelha a orelha.

– ela é fã do il volo. – disse.

– que legal! Obrigado. – Piero disse.

– E onde estão os meninos? – perguntei.

– gianluca está cozinhando e Ignazio esta ajudando. –

Conversamos um pouco e logo gianluca entrou no quarto.

– Minha obra prima esta pronta, o melhor tiramissu de toda a Italia. – ele disse feliz segurando um prato com tiramissu.

Lira quase gritou atrás de mim.

– wow, quem é essa bella ragazza atrás da Vi? – perguntou Gianluca paralisado. –

– é a Lira, conheci ela aqui em floripa. – respondi. –

– Tens Skype? – Gianluca perguntou em um jeito galanteador. –

–tenho sim. – ela disse encantada.

Eles se adicionaram, e ficaram conversando o resto da noite. Assim como eu e Piero.

– Quando suas aulas acabam? – Piero perguntou.

– Em duas semanas. –

– é que faremos um tour pela américa latina, mas passaremos pelo Brasil só em maio do próximo ano. – ele disse triste.

– É muito tempo. –

– Eu sei. – concordou. –

– E como está o Francis? – tentei mudar de assunto.

– Esta bem, ele sente falta da piccola sorella dele. –

– há, eu também to com saudades dele. –

– Mi manchi tanto amore mio. –

– Tesoro mio,voglio stare con te. –

– anche io. –