A sobrinha da Helô

34 O ultimo embate entre Aline e a sobrinha da Helô.


Aline vira a cena e um grito de desdém morreu na garganta, enquanto colocava a mão sobre a boca. Ela então se jogou para o lado se escondendo na parede, evitando que Tiago a visse. Escutou eles irem para a geladeira, os gemidos dos dois, começou a chorar, colocando as mãos sobre os ouvidos, enquanto descia o corpo pela parede. “No meio da cozinha! No meio da cozinha... ele não tem sequer respeito pela família.” Ela olhou para a faca caída no chão, perto dela. Na cozinha os gemidos aumentavam. “O que eu tô pensando? Mesmo que mate ela o Tiago nunca nem mesmo olharia para mim.”

— Não mesmo. – ela enxugou as lágrimas – Não vou fazer essa desgraça pela Dona Magnólia. Ela que se livre pessoalmente da maldita, porque o Tiago não tem mais volta.

Ela se levantou devagar e foi para o quarto, evitando fazer barulho. Chegando lá preparou as malas para poder sair na primeira hora da manhã seguinte, sem dar explicação nem mesmo para a patroa.

Tiago colocou a camiseta rápido, olhando para a entrada e depois ao redor. Helena observava a cena, perto da geladeira, já com a camisola vestida. Olhou para o chão, o pote de sorvete tinha caído ali e feito a maior sujeira.

— Melhor não deixar isso para a Leila amanhã. – ele falou para ela, sorrindo e colocando a mão direita no queixo.

Ela ergueu as sobrancelhas com ar risonho para ele, os olhos brilhando.

— Certo. – ela olhou para os lados – Não sei onde ela guarda vassoura e panos...

— Ah é. – ele se alertou, lembrando onde, saindo pela porta que dava para o jardim.

Helena esperou ele voltar e se aproximou da bancada, mordendo os lábios. Lembrando da primeira vez que encontrou ele ali, ele dizendo que se quisesse seduzir ela, faria. “E faz mesmo.”

Tiago voltou segurando um balde com um pouco de água com uma vassoura esfregão, que ele usou para limpar o chão, rápido. Ele olhou ao redor tentando ver se deixou passar algo. Franziu a testa. Foi até a entrada da cozinha e se abaixou pegando no chão uma faca, olhando em seguida para os lados, tentando ver se tinha alguém ali.

— Que foi? — Helena se alertou.

— Nada. — ele respondeu respirando fundo, se virando para ela e sorrindo, levando a faca entre os panos até a frente da cozinha, a escondendo de Helena.

Ele então limpou o que tinha na bancada com outro pano, guardando a faca entre os materiais de limpeza.

Terminado tudo, olhou para ela erguendo as sobrancelhas rapidamente, animado.

— É, parabéns! – ela disse colocando a mão direita no queixo, segurando o cotovelo sobre a mão esquerda, olhando para o chão e bancada – Agora é só lavar as nossas roupas e terá apagado os vestígios do crime.

Ele riu e se inclinou para frente, aproveitando que ela estava perto, para roubar um beijo, que ela correspondeu segurando o rosto dele com as mãos.

— Agora que você limpou o que fez, melhor ir para o quarto. – ela disse soltando o rosto dele.

— Só se for agora. – ele falou animado saindo para guardar tudo de onde tirara.

Helena notou num canto a sua roupa intima e arregalou os olhos indo pegar, segurando na mão direita. Tiago voltou animado, fechando a porta e se virando para ela, esfregando as mãos, sorriso aberto. Ele a abraçou pelo lado esquerdo, Helena de frente para a bancada, e deu um beijo no rosto, erguendo o queixo para observa-la feliz.

— Então, vamos pro quarto?

— Sim. – ela respondeu virando o rosto para ela – Você para o seu, e eu para o meu.

Ele enrugou a testa e inclinou a cabeça para a esquerda.

— Aaah. Pensei que você não estava mais brava. – ele beijou o ombro dela.

— Primeiro, eu não estava brava contigo. Segundo, se eu digo algo, eu faço. E só vou para o teu quarto quando garantir que aquela cretina não vai estar mais aqui.

Tiago revirou os olhos e respirou fundo, pousando então o queixo no ombro dela, fazendo cara tristonha.

— Você não vai dormir comigo hoje?

Ela olhou a cara dele e riu olhando para cima.

— Que muleque chantagista.

Ele a virou para ele, a abraçando pela cintura, puxando para ele, sorrindo, a fazendo dar gritinhos enquanto caminhava em direção do fogão, as mãos dela no ombro dele, sentindo ele beijar o pescoço dela.

— Por favor, senhorita, leve esse pobre menino carente para o quarto – ele subiu os beijos para o rosto dela, beijando uma bochecha a cada palavra, a fazendo dar risinhos – o ponha na cama – ele parou de frente para ela, os narizes quase se encontrando, um sorriso contido, os olhos brilhando – conta uma história.

Ela sorria. Sentiu um arrepio quando ele aproximou mais o corpo e os lábios. Helena puxou o rosto dele pelas mãos, não se segurando, sorvendo os lábios dele, o mordendo, conduzindo o beijo ávido, inclinando a cabeça dele para o lado. Ele se afastou, um pouco ofegante.

— Então? – ele ergueu as sobrancelhas e mordeu o lábio inferior.

Ela o imitou mordendo o lábio inferior e fez que não com a cabeça, usando a mão esquerda para se apoiar no eletrodoméstico, enquanto a direita passeou pela face esquerda dele, o vendo fazer bico.

— Lamento, porquinho, mas hoje você vai ficar sem história.

— Aaah. – ele falou permitindo ela afasta-lo e dar alguns passos a frente – Tudo culpa daquela... – ele olhava para baixo, a mão na nuca, os olhos ainda brilhavam, mas a expressão já era mais irritada.

— Velha? – ela se virou para ele com os braços cruzados, o vendo franzir a testa – Desculpa, leitãozinho, mas a Aline não atuou sozinha. Foi a sua avó que me mandou para o quarto te chamar para o jantar. Ela devia era saber muito bem como eu te encontraria.

Ele recebeu a resposta dela, parado, as mãos na cintura, de lado para ela, o rosto inclinado na sua direção, olhos bem abertos e boca apertada. Então fechou os olhos quando percebeu a seriedade dela. Puxando o ar ele ergueu o rosto para o teto e depois balançou a cabeça de forma afirmativa.

— Pior que depois de hoje não consigo nem duvidar disso. – ele voltou a olhar para o chão, lembrando da vó inventando histórias para trazer Aline de volta – Mas isso ao menos nos tira um peso das costas. — ela o olhou intrigada – Não tem mais ninguém mesmo para esconder. Já está tudo as claras. – ele foi até ela a abraçando pelas costas – Você é oficialmente a minha namorada nessa casa, tem mais que esconder de ninguém não.

Ele falou sentindo a alegria crescendo. Agora mesmo nem lembrava a razão de esconder isso, parecia a melhor coisa que o acontecia há tempos, pra que fingir que não existia? O que mais a avó poderia fazer que já não tinha feito aquela noite?

Helena colocou as mãos sobre os braços dele, que a circundavam, e jogou as cabeça para trás, a encostando no ombro direito de Tiago, sorrindo.

— Somos péssimos nisso de esconder, mesmo. – ela virou o rosto para ele sorrindo e erguendo as sobrancelhas, recebendo um sorriso e sinal afirmativo do namorado, que aproximou os lábios dando um beijo estalado.

— Sabe o que mais isso quer dizer? – ele se afastou falando animado para ela, ainda dando passinhos para frente, a levando para fora da cozinha, passando a língua pelos lábios e os apertando, puxando o ar, com a voz aveludada, enquanto ela respondia com um “hm?” — Namorar no sofá. – ele deu um beijo na bochecha dela, que levantou o rosto para o teto rindo de boca aberta – Namorar nos corredores. – outro beijo, agora próximo da orelha – Namorar na escada. – “Meu Deus” ela deixou escapar, enquanto ele a conduzia e beijava próximo aos lábios – Namorar na empresa. – eles alcançaram o corredor assim, abraçados, ela rindo a cada local novo – Namorar até mesmo – ele levantou a cabeça pensando – num banquinho de praça comendo pipoca.

Ela gargalhou, puxando o ombro, arrepiada quando ele deu o bote com uma mordida no maxilar dela, perto do pescoço.

— Você é muito brega. – ela balançava a cabeça negativamente, mordendo o lábio inferior, eles alcançando o fim do corredor, chegando na entrada.

— Só lamento – ele balançava a cabeça negativamente olhando para o chão – não tem retorno de mercadoria. Você pediu um Leitão, e é isso aqui senhorita!

Ela deu outra gargalhada, que ele acompanhou com um sorriso largo, a observando, carinhoso. Ela virou o rosto para ele, sorrindo, os olhares se encontrando, brilhando. Ele aproximou os lábios para beija-la, mas notaram no alto da escada a presença de Magnólia, os observando friamente.

Helena automaticamente deu um pulo se soltando de Tiago, que primeiro se assustou também, e então sustentou o olhar da avó, erguendo o queixo.

— Boa noite, vó.

Ela apenas balançou a cabeça afirmativamente levemente, ainda com o olhar sobre eles, mostrando o seu desprezo pela cena.

— Bom. Vou pro meu quarto. – Helena falou puxando o ar, passando a mão esquerda na nuca, olhando para baixo e então para Tiago, para quem ela ergueu as sobrancelhas.

Ele a observou, com as mãos na cintura, a cara fechada.

— Vai lá. – ele deu um meio sorriso e piscou com os dois olhos para ela, ela respondeu piscando os dela e sorrindo – Mas antes. – ele olhou para a avó que se mantinha lá em cima os observando, e deu um passo na direção de Helena, que parou para escuta-lo e arregalou os olhos quando ele a pegou pelo rosto com as mãos, a puxando para um beijo estalado – Boa noite.

Ela tinha as sobrancelhas erguidas, sentindo ele fazer carinho no rosto dela com os polegares, a olhando significativo.

— Você também.

Ela respondeu mordendo o lábio e subindo as mãos pelos braços dele, antes de dar um beijo rápido, se afastando, o deixando com a mão sobre a boca a observando subir os degraus feliz, passando sem nem mesmo olhar para a matriarca. Esta subiu o olhar para cima e respirou fundo antes de olhar para o neto, que sustentou o seu olhar. Tiago então subiu as escadas, cabeça baixa, chegando no alto ele olhou para Magnólia, firme.

— Boa noite, Tiago. – ela então respondeu ao neto, baixando a cabeça e fazendo sua cara de vítima – Espero que esteja feliz, meu neto.

A feição de Tiago se desfez. Ele apertou os lábios e olhou para baixo, as mãos na cintura. Se inclinou até a avó a beijando no rosto, entre os cabelos caídos.

— Muito, vó. Eu nem sabia que dava para ser tão feliz.

Ele completou a frase a olhando carinhoso, tentando faze-la entender como Helena era importante para ele. Comprimiu os lábios e se aproximou dela , indo beijar o alto da cabeça, percebendo que ela não a levantava, passando as mãos pelos ombros dela, indo a seguir para o quarto, feliz.

Magnólia manteve a cabeça baixa ainda por um tempo, para que o neto não percebesse seu ódio no olhar. Ela não podia deixar ele se voltar contra ela agora, e sair do seu controle. Respirou fundo e foi para o escritório, tentar pensar se havia outro meio além de Tião, pois Aline claramente era uma falha atrás da outra.

Tiago entrou no quarto com um sorriso que ele nem percebia que matinha. Achou que seria pior ter tudo aberto sobre ele e Helena, mas a sua avó parecia aceitar a felicidade dele. E como estava feliz!

Ele fechou a porta atrás de si e se jogou na cama, pensando nas ultimas horas com Helena, no barco e na cozinha, cochilando.

Helena foi para seu quarto e entrou no banho rapidamente. A adrenalina correndo pelo corpo. Além de tudo que passara, ainda tivera o gostinho de ver a cara de desgosto de Magnólia diante do plano ter falhado. Ela lembrou das palavras de Tiago, todas elas. Que iria com ela onde ela fosse, que já podiam namorar em qualquer canto. Parecia tão louco, e ao mesmo tempo tão bom. Dava medo e vontade de rir, tudo junto.

Ela passou mais tempo do que o necessário no banho, pensando em Tiago. Saiu do chuveiro e se enxugou rapidamente notando o adiantado da hora. Colocou um conjunto de pijama curto de seda, preto com renda branca nas beiradas, e saiu do quarto, atenta para qualquer movimento.

Pé ante pé ela foi até o quarto de Camila, e bateu na porta até acorda-la.

— O que é isso? – a amiga abriu a porta resmungando, enquanto Helena se enfiava no quarto e o trancava, fazendo sinal de silencio – Helena? O que tá fazendo aqui? Tá melhor?

— É justamente isso que vim fazer aqui. – a sobrinha da Helo olhou para a outra que tentava acostumar os olhos com a luz – Melhorar tudo! Você tem cera fria para depilação aí?

Camila finalmente acordou, abrindo os olhos para Helena, que sorria maldosa.

A irmã de Tiago olhava para os lados, vigiando enquanto Helena, agachada, dava um jeito de abrir a fechadura do quarto de Aline, como das outras vezes. Quando sentiu que abriu, olhou para Camila sorrindo de boca aberta, sem fazer qualquer barulho, e colocou suas ferramentas dentro do pequeno estojo preto que tinha. As duas abriram a porta com toda cautela, prendendo a respiração, atentas a qualquer movimento no quarto ou fora dele. Entraram e fecharam a porta atrás delas, devagar. O quarto estava escuro, mas logo que a visão se acostumou, perceberam Aline na cama, como das outras vezes. Ela tinha sobre os olhos um tapa olhos, deitada sobre o lado direito, de costas para a porta.

As duas andaram sem fazer barulho até a cama de Aline. Helena ficou do lado direito da secretária, e Camila no esquerdo, tendo que pousar o joelho sobre a cama para poder alcançar a outra, enquanto Helena ficou apenas agachada na beirada.

As duas se olharam e Camila fez movimentos indicando que era para Helena virar Aline de bruços. Ela revirou os olhos e foi tentar. Levemente ela pressionou o ombro de Aline, a virando bem devagar, até o peso do corpo completar a descida. As duas com a respiração presa.

Se entreolharam e sorriram notando que deu certo. Camila fez então sinal para Helena puxar o tapa olhos mais para baixo. Ela assim o fez até sentir que as sobrancelhas de Aline ficavam bem a mostra. Contendo o riso, as suas pegaram o pote de cera fria e as espátulas, espalhando sobre a sobrancelha da secretaria, parando a cada movimento estranho dela, até que tivesse o suficiente. Elas então colocaram as tiras de papel para retirar a cera, esperando dois minutos, contendo o riso. Camila ergueu a mão aberta, segurando o pote e espátulas na mão direita, contando de cinco até zero, descendo então a mão esquerda sobre a sobrancelha esquerda de Aline, enquanto movia os lábios dizendo zero, Helena segurando a tira da sobrancelha direita.

As duas na mesma hora puxaram a tira e saíram correndo do quarto enquanto Aline gritava de dor e tentava tirar o tapa olhos. Camila imediatamente correu para o quarto de AnaLu, que, vazio, ela pode entrar e trancar a porta, deixando Helena para trás, que então correu para o quarto de Tiago, contendo o riso.

Aline ainda acordava sentindo a dor sobre os olhos, tentando entender o que aconteceu.

Helena entrou no quarto de Tiago e se apoiou na porta, com a mão esquerda sobre a boca, e a direita segurando ainda a tira com a sobrancelha da Aline. Seu estojo preto de ferramentas caindo do elástico do short.

A luz do quarto de Tiago estava acessa, e ele não estava na cama. Ouvindo alguém entrando no quarto dele, Tiago saiu então do banheiro, ainda molhado, enrolando uma toalha na cintura, assustado.

— Helena?

— Shhhhh... – ela mandou ele não falar, colocando o indicador sobre a boca e rindo.

Helena olhou para ele e para a cama. Teve uma ideia. Correu para a cama, se jogando embaixo do cobertor. Tiago a olhava absorto, com as mãos na cintura. Não sabia se a parava ou ia com ela para a cama.

— O que tá...?

— Shhhh... – ela o interrompeu de novo – Toma.

Helena tirou e jogou para ele a parte de cima do conjuntinho de pijama, que ele pegou no ar, se inclinando para frente, sorrindo. Ele então a olhou na cama dele, com os ombros nus amostra, o corpo tampado pelo cobertor.

Quando foi na direção da cama, ainda com a testa franzida, Aline entrou pela porta, fora de si, chorando, com as mãos sobre a testa.

— Tiago... – ela parou diante da cena, o olhar desesperado fitando Helena na cama e depois Tiago de toalha, ficando escurecidos de ódio – Vocês parecem animais.

Ela se virou enojada deixando Helena e Tiago com as sobrancelhas erguidas, só que a primeira tentava conter uma risada, e o segundo estava de boca aberta, surpreso com a visão de Aline, abaixando as mãos e mostrando a cara “careca”, saindo esbaforida. Ele então voltou os olhos para Helena, que se jogava para a frente, escondendo o rosto na cama para rir.

Ele esperou ela o olhar, e sorriu.

— Agora não está mais brava?

Ela mexeu a cabeça afirmativamente, sorrindo, balançando a tira com os pelos da sobrancelha de Aline, no ar, antes de jogar para o chão. Então o olhou de cima a baixo.

— Tá tomando banho sem mim, porquinho?

Ele riu.

— Você não quis vir dormir comigo, tinha que dar um jeito. Porquinho é só no apelido. – ele falou passando a mão sobre o peito, vendo Helena morder o lábio.

— Não seja por isso, agora eu posso dormir aqui.

— Ah é?

— É!

Ela mordeu o lábio vendo ele ir até a cama.

— Espera. – ela o parou erguendo a mão – A porta tá aberta.

— Verdade.

Ele nem tinha notado, fechou a porta com chave e se virou para a cama, correndo, puxando a toalha e a jogando para o chão antes de pular ali, se arrastando até ela, que ria, esperando por ele. Tiago deitou o corpo sobre o dela, separados pelo colchão, a beijando, ávido, e passando as mãos para baixo, empurrando o cobertor para liberar a pele dele sobre a dela, a fazendo gemer. Jogando no chão o colchão e o pijama cinza dele, que havia separado para vestir.

Tiago desceu os lábios até o pescoço de Helena, colocando ali a lingua para sugar.

— Tiago?

— Hum?

— Você não me chamou para dormir?

Ele sorriu enquanto descia os lábios para o peito dela.

— A gente já vai dormir. — ele prometeu malicioso.

Então os dois pararam se olhando assustados. Um grito de terror vindo de algum canto da sala, os alertou. Ele se ergueu sobre os braços, as mãos apoiadas na cama ao redor de Helena, notando que ela também ouvira. Ele abriu a boca para perguntar e então ouviram novamente, mas agora o grito parecia dizer “ajuda” e depois “socorro”.

Helena tinha os olhos arregalados, Tiago estava alerta, saindo da cama e procurando seu short do pijama para vestir. Helena saiu da cama também, pegando no chão a camiseta dele e saindo logo atrás de Tiago, desesperada ao reconhecer a voz agoniada de Camila, vindo de longe.