A sobrinha da Helô

42 O quanto amo a Sobrinha da Helô.


Helena abriu os olhos e prendeu a respiração, pensando se era verdade o que tinha ouvido. Tiago desceu os lábios para o topo do seio direito dela, beijando. Ela então puxou o rosto dele para encara-lo, com as mãos.

Tiago a abriu os olhos e sorriu, colocando as mãos sobre os antebraços dela, beijando o punho da mão direita da namorada. Ela mantinha o olhar assustado sobre ele. Tiago franziu a testa, para logo perceber o que tinha dito, inspirando fundo, notando Helena tensa.

Ela nem esperou ele falar nada quando o viu abrindo a boca, o largou e ficou de pé ao lado dele, engolindo em seco, olhando para o chão. Tiago se inclinou para frente e suspirou desanimado.

— Eu... – Helena começou a falar, a voz baixa, cruzando os braços – Acho que vi alguém ali na frente. Melhor irmos. Pode ser alguém do Tião.

Tiago se ergueu, desanimado, colocou as mãos na cintura e olhou ao redor, não vendo nada entre as arvores ou próximo a estrada. Respirou fundo e virou o rosto para ela, a encarando. Helena se mantinha fechada, com os braços cruzados e o olhar baixo. Ele balançou a cabeça negativamente e bufou.

— Certo! – Tiago se virou de costas para ela, procurando os pertences deles – Vamos.

Ele foi até o rio limpar o corpo, depois se enxugou e se vestiu. Helena nem se moveu.

— Helena? – ele a chamou – Você não vai vir?

Ela segurava o lábio inferior com o superior, mantendo a posição de antes. Ouvindo o que ele disse, ela expirou e olhou de soslaio para Tiago. Suspirando e concordando com a cabeça, Helena caminhou até ele, pegou a saída de bando que ele estendia e a vestindo, evitando o olhar nos olhos.

Os dois foram em silencio até o carro. Tiago já ficando impaciente com o silencio dela, entrou no carro e se sentou, olhando para o lado e vendo Helena com o rosto virado para fora do carro, os braços novamente cruzados.

— Coloca o cinto, Helena. – ele falou seco, ligando o carro.

Ela obedeceu. Tiago bateu com as mãos no volante, baixando a cabeça e respirando fundo. Inspirando fundo, ergueu a cabeça e manobrou o carro para voltar a casa, em silencio.

Ele dirigia agitado, enquanto Helena tentava não se mover, os lábios apertados e braços cruzados, a cabeça agora baixa, como se tentasse fugir da situação.

— O que foi? Qual o problema, Helena? – Tiago não se aguentou mais, soltando a pergunta, nervoso, com receio da reação dela.

Ela respirou fundo. Virando o rosto para a janela, levou alguns segundos até responder.

— Eu já disse, vi alguém do Tião lá.

Tiago brecou o carro, no meio da estrada vazia, já próximos a rua da mansão.

— Para, Helena. Você sabe do que tô falando. – ele olhava para frente, as mãos ainda no volante.

— Tiago, olha, eu entendi a situação. Você...se animou e falou merda. Normal. Mas agora é bom a gente – ela se virou para ele, olhando para trás, evitando o olhar revoltado dele, que virou o rosto para ela, as mãos sobre o colo, boca levemente aberta e testa enrugada – tomar cuidado, caso...

Ela se calou notando que ele mantinha o olhar revoltado sobre ela. Ela o olhou e foi voltando-se para frente, enquanto notava ele fechar a boca, apertando os dentes e destacando o maxilar, Tiago lhe desferiu um olhar furioso e se virou para frente, acelerando o carro.

Helena jogou a cabeça para cima.

— O que foi, Tiago?

— Não enche, Helena! – ele falou levantando a mão direita no ar, brecando novamente o carro antes de virar à direita na rua para a mansão.

— Ah, ótimo! Agora vai brigar comigo por nada!

— Por nada? – ele enrugava o rosto, indignado, gesticulando com a mão no ar, os olhos entre o caminho a frente e a namorada – Helena, como é que você diz que dizer que te amo é falar merda e nada!?

Foi a vez dela se virar para ele com o olhar indignado, os braços ainda cruzados enquanto Tiago novamente freava em seco, agora em frente ao portão, já se abrindo.

— E o que mais isso poderia ser? – ela perguntou já engolindo em seco, tentando parecer com raiva e não nervosa.

Tiago bufou e acelerou o carro até a porta da garagem, apertando os lábios e jogando o queixo para frente.

Parou o carro e tirou o cinto, puxando o freio de mão com força, ele saiu do carro para logo colocar a parte superior do corpo de volta, se inclinando para ela, apoiando as mãos no banco.

— Não é o que poderia ser, é o que É, Helena. Que eu te amo. – ele disse a olhando nos olhos, a respiração alterada pela raiva e a emoção.

Helena prendeu o ar, os olhos presos nos de Tiago, a sensação na boca do estomago subindo e engalhando na garganta, fazendo ela sentir que mesmo que soubesse o que responder, não conseguiria. Ela se virou para a frente, fugindo do olhar dele, soltando o ar e coçando o nariz com as costas da mão esquerda.

— Não vai dizer nada? – Tiago a provocou, apertando os lábios – Beleza. Porque eu não preciso. Sei que você me ama.

— Mas é... – ela riu nervosa, sentindo a boca secar e as mãos começarem a suar, a sensação de que iria corar aumentando o nervoso dela – Você é muito... – ela se virou para ele apertando os olhos, a boca levemente aberta esperando que alguma resposta pudesse ser formulada, enquanto Tiago sentia a raiva passar e ficar só a emoção, notando o nervosismo dela diante da revelação – De onde você tira essas coisas?

— De você! – ele falou apontando para ela com a cabeça, erguendo então o queixo, os lábios apertados, formando um bico.

— De mim? – ela tinha os braços cruzados agora, e apontou o dedo indicador da mão direita para si, apertando mais os olhos.

— E duas vezes!

A boca de Helena se abriu mais, as sobrancelhas quase se unindo enquanto enrugava a testa e nariz, fazendo Tiago se divertir por um instante, erguendo as sobrancelhas dele, curvando rapidamente os lábios em um sorriso.

— Louco, porquinho. Você é louco! A morta-viva é que estava certa. Você inventa as coisas.

Ela abriu a porta, saindo, Tiago a acompanhando, indignado com a menção da ex, batendo sobre o capô do carro, fazendo ela parar do lado oposto, o vendo erguer o dedo indicador direito para ela, com a mão esquerda apoiada na frente do veiculo.

— Primeiro que quem inventa história é a morta-viva e voce sabe muito bem. – ele nem se deu ao trabalho de corrigir o apelido, irritado, continuou – Segundo que não estou inventando. Mais de uma vez você me chamou de meu amor. – ele engoliu em seco, se erguendo e colocando a mão esquerda na nuca, a direita na cintura, olhando para baixo, sentindo a fragilidade da declaração.

Helena jogou o corpo para trás e cruzou os braços, apertando os olhos.

— Que engraçado, só voce lembra disso!

— É, também achei bem estranho você ficar dizendo que não lembrava. – ele respondeu gesticulando com a mão esquerda na direção dela, e então caminhando na direção de Helena, que o observou de rabo de olho – Mas por duas vezes, nos meus braços, você me chamou de meu amor. – ele parou em frente a ela, as mãos na cintura, a voz mais calma – E em vista do momento que você disse e em se tratando de você, eu sei o que isso significa.

Helena coçou a cabeça, desviando o olhar dele e o afastou com o braço esquerdo, saindo em direção da mansão. Tiago apertou novamente os lábios e olhou para baixo, já se virando e indo atrás dela.

— Sai, Tiago! – ela falou, ouvindo os passos dele – Não quero mais saber das suas histórias.

— Beleza, Helena, foge! Se esconde de mim. – ele a puxou pelo braço esquerdo, fazendo Helena se virar para ele, engolindo em seco, o encarando – Mas eu te amo, sei que você me ama, e isso não vai sumir só porque você tá com medo de assumir.

Tiago largou o braço dela e entrou na mansão, a deixando ali com a mão direita sobre o ponto em que ele a segurou.

— Vai mesmo nesse noivado? – Élio perguntou para a namorada, entrando no quarto e a vendo ajeitar a maleta que trouxe.

— Sim. Tio Pedro já deve estar chegando. – AnaLu respondeu, cabeça baixa.

— Não era para a gente ter voltado. Você vai se arrepender e contar tudo. Depois não vamos mais conseguir o que queremos.

— Não! Não. – ela se aproximou dele, passando os braços ao redor do pescoço do namorado, que, assim como ela, vestia apenas camiseta e calça jeans – Eu não vou contar nada. Eu só preciso... ver eles. Entende? – ela puxou o queixo dele para ela, com a mão esquerda – Pode deixar, eu entendi. Não dá para ficar andando sobre ovos com Tião e Magnólia. Se eles tem gente dentro da delegacia, tem que ser radical. Nunca se sabe quando vamos conseguir algo assim contra o Tião. Se der para ao menos derrubar ela e então ir atrás dele, melhor.

Élio observou a namorada praticamente declamar as frases que ele usou para convencer ela.

— AnaLu, eu espero que voce realmente tenha entendido. Porque aquela mulher é uma psicopata, e só Deus sabe qual a próxima vitima. Temos que ao menos ferir a casca. Aceitar sempre passivamente como estão fazendo, torcendo para um deslize, não dá!

— Eu sei. Eu sei. – ela baixou a cabeça passando as mãos para o peito dele – E é o que vamos fazer. Eu só queria que de alguma forma eles estivessem preparados para o que vem.

— Não tem como. Principalmente o Pedro.

— E o Tiago.

Élio a puxou para um beijo e depois a acompanhou até a sala, para esperarem Pedro.

Tiago bufou baixo. Estava já vestido no seu terno cinza escuro, camisa e gravata pretas, escorado no batente da porta de Helena. Ele sabia que se batesse na porta do quarto ela não atenderia e ainda evitaria sair. Então estava ali, a já alguns minutos, torcendo para que a força do pensamento dele a trouxesse para fora. E então funcionou, ela abriu a porta já saindo em direção da escada, cabeça baixa, o fazendo dar um pulo para frente, a prendendo na parede, segurando-a pelos braços.

— Helena. – ele falou, a voz suplicante – Eu achei que você não ia mais sair.

Ela tinha os olhos fechados e o queixo erguido, a cabeça encostada na parede, tentando se controlar, sentindo a respiração dele, o corpo a pressionando na parede, e o hálito no seu rosto.

— Helena? Por favor. A gente precisa conversar sobre o que aconteceu, mas de cabeça fria.

— Não, Tiago. – ela disse, a voz frágil, sem abrir os olhos – O que foi dito hoje já está de bom tamanho.

— De bom tamanho para que? – Tiago apertou mais o corpo dele no dela, sentindo o aroma do cabelo molhado de Helena, que tinha acabado de sair do banho.

— Pra tudo. – ela abriu os olhos tentando encarar ele, mas não conseguiu, engoliu em seco e virou o rosto para direita, olhando o chão – Para nós dois. Chegou num ponto bem longe, e acho melhor isso acabar antes que...

— Longe? – ele franziu a testa e tentou buscar o olhar dela jogando a cabeça de lado, se irritando e a puxando pelo queixo com a mão esquerda, os narizes quase se encostando, mão direita agora apoiada no alto da parede, permitindo que ela ficasse totalmente envolvida pelo corpo dele, Helena prendendo a respiração – Como é que ontem pensar em casar e ter filhos era normal e hoje dizer que te amo é ir longe?

Ela engoliu em seco, puxou a mão direita, coçando um ponto sobre o lábio, soltando o ar com dificuldade enquanto desviava do olhar dele.

— É...complicado.

— Helena... – ele respirou fundo e olhou para a direita, apertando os lábios e então a encarando – Você pode ao menos me dar a chance de mostrar que não é tão complicado assim? – ele voltou a olha-la, intenso.

Helena suspirou, erguendo o olhar para cima, mordendo o lábio inferior. As sensações que Tiago provocava nela, não eram estranhas, já estava acostumada a sentir sempre que o chão faltava, a respiração difícil, sentir o coração batendo acelerado... Mas dessa vez tinha mais emoção. Implicava um nível de intimidade e sinceridade que nem consigo mesma ela se permitia ter.

— Tiago...olha. Não é... – ela inspirou fundo e o encarou, os olhos brilhando, a voz quase não saindo – Se coloca no meu lugar. Eu nunca ouvi de ninguém isso. Ninguém mesmo. – ela fungou, Tiago suspirou entendendo o nervosismo dela – Você viveu em um lugar...bom, não cheio, mas com isso... Eu nunca tive ninguém por mim, ou que...sabe?

— Helena... – ele acariciou o rosto dela com a mão esquerda, a fazendo fechar os olhos, sentindo o toque – Eu sei que não vou conseguir apagar o mal que te fizeram, mas também sei que vou tentar todos os dias. – ele agora acariciava o queixo dela, a olhando intenso, Helena sentindo a respiração cada vez mais difícil – Sabe por que? Porque eu te amo. – Tiago completou a frase aproximando os lábios e fechando os olhos para beija-la.

— Você também amava a Leticia e Isabela, e acabou. – ela soltou, virando o rosto, já mais decidida – Eu vi os vídeos da AnaLu. Você vivia se declarando para Leticia, e você se declarou para a Isabela na minha frente. É outra coisa que não me deixa confortável com isso. Talvez, você só esteja confundindo tesão com amor.

Tiago revirara os olhos e respirava fundo, diante de ter de debater novamente os relacionamentos antigos.

— Helena, não fala assim.... – ele segurava o queixo dela firmemente com o polegar e indicador da mão esquerda – Por favor, entende que eu te amo, e não é coisa de momento e eu sei que não vai passar. Eu quero ficar com você. Morar, ter filhos, envelhecer – ele montava cenários no ar gesticulando com a mao direita, mantendo o queixo dela preso, enquanto buscava passar toda a sinceridade pelo olhar – ter netos, andar de bengala na pracinha, de mãos dadas.

Tiago sorria, diante da fantasia que pintava, aproximando mais o nariz dele do dela, a fazendo esboçar um sorriso com a animação dele. Ela trouxe as mãos para o rosto dele, o segurando.

— Tiago, você ia casar com a Leticia. Também pensava num futuro com ela. Vai dizer que não pensava num com Isabela também?

— Não. Porque com elas não era futuro, era uma família ideal, que eu queria ter. Quem estava do meu lado não importava, o principal era ter uma família, filhos. Nem importava quantos e como eles seriam. Mas contigo, Helena, é diferente, você já é a minha família. Eu nem preciso disso tudo para já estar feliz, me sentir completo. Eu não quero casar e ter filhos. Eu quero casar com você, ter filhos com você, viver cada minuto contigo. Ter uma menina com os seus olhos e um menino que herde a sua força no punho esquerdo... – ela finalmente sorriu, os olhos brilhando – E acima de tudo, planejar e viver tudo isso com você. Não é o que vou fazer, é com quem vou. Essa é a diferença.

— Você fala de um jeito...eu quase acredito. – ela falou fechando os olhos e suspirando.

Ele fechou os olhos e baixou a cabeça, balançando ela, se controlando.

— Certo. Eu vou ter que pagar por ter dito antes que amava, sem realmente amar. – ela o olhou de rabo de olho, o rosto agora virado para o lado – Porque, Helena, se eu soubesse que amar é assim – ele segurou o rosto dela entre as mãos, o trazendo para ele, o olhar intenso, tentando mostrar toda a sinceridade do sentimento dele, – que era sentir isso que sinto por você, eu nunca teria dito que amava antes. E eu sei que não vou dizer que amo, depois de você, porque eu não consigo ver nada além de você comigo.

Tiago observou Helena, a respiração presa, absorvendo cada palavra dele, tentando resistir. Ele então entendeu que se ela não falou nada, é porque não arranjou mais argumentos, e sorriu levemente, chegando os lábios próximos aos dela, notando ela fechar os olhos e abrir a boca levemente.

— Tiago! De namorico no corredor? Nós vamos nos atrasar! – ralhou Magnólia, no corredor, a dois metros deles, vindo do quarto dela.

— Você tá de brincadeira comigo. – ele resmungou, batendo a testa na parede ao lado da cabeça de Helena – Vó, eu já estou pronto.

— Que bom. Eu também. Já podemos ir. – ela falou, vestindo um conjunto preto, com lapela e bainhas brancas, o cabelo em um coque sério, Magnolia sorria.

— Você tá de brincadeira? Falta meia-hora para oito horas e eu estou com algo muito importante para resolver. – ele virou o rosto para a avó, mantendo Helena ali, a segurando pelo braço esquerdo.

— Esses assuntos de namorinho você resolve com Helena depois. Ela não vai sumir antes de você voltar da festa. – Magnólia falou andando para as escadas, contendo um sorriso.

— Vó. – Tiago se virou para a avó, pegando a mão esquerda de Helena com a sua direita – Ou eu resolvo isso com a Helena, ou eu nem vou.

— Mas o que é isso? Vai deixar seu amigo assim? Você é padrinho dele.

— Antonio vai entender. Além do mais, é só festa de noivado. O padrinho só tem importância no casamento.

— Está bem! – ela cedeu erguendo as mãos – Resolva seu assunto sério com...eu vou descer e esperar no escritório.

Ele então olhou para Helena, que tinha a cabeça baixa, olhando as mãos deles entrelaçadas. Tiago notou que ela apertava a sua mão com força. Helena ergueu um olhar intenso para ele e suspirou.

Levando a mão livre até o rosto dela, Tiago a puxou para um beijo que não foi resistido. Ao contrário, Helena estremeceu, soltando o ar, as mãos suadas, sentindo como se o corpo todo palpitasse no ritmo acelerado do coração, aquela sensação de frio, vindo logo abaixo no ventre, subindo morna para o estomago e se espalhando, ela pegou com a mão livre a nuca de Tiago o trazendo para ela, dando passos para trás, enquanto mantinha a outra mão apertada a dele, agora sobre o peito dela, enquanto ele a jogava contra a porta, sugando os seus lábios, sentindo o ar faltando e uma alegria sumindo com todo o frio do medo de Helena não entender o sentimento dele.

Tiago sentiu aumentando dentro dele a felicidade, como uma labareda, tomou conta dele, o fazendo largar o rosto dela e assar a mão esquerda para a cintura de Helena, juntando mais os corpos, a fazendo se inclinar para trás, abrindo a boca e permitindo ele aprofundar o beijo, os dois gemendo.

Eles afastaram o beijo, arfando, os lábios ainda se tocando, a boca aberta, enquanto Tiago buscava com a mão esquerda a maçaneta da porta.

Eles entraram ainda unidos pelas mão entre o peito deles. Tiago fechou a porta atrás dele e se recostou nela, a mão esquerda indo para o queixo de Helena.

— Eu te amo. – ele falou, respiração acelerada, olhar intenso.

Helena fechou os olhos e esboçou um sorriso, erguendo os lábios para ele, que soltou o ar, sorrindo e tomou os lábios dela, levemente, saboreando as sensações, sentindo ela abrir mais os lábios e então largar a sua mão e trazer ambas para a sua nuca, puxando a cabeça para um beijo mais urgente. Tiago se inclinou sobre ela a fazendo jogar o corpo para trás, fechando os braços ao redor da cintura dela e a puxando para ele, puxando e soltando o ar enquanto sugava os lábios dela e abria a boca para explorar a boca dela, ela estremecendo, puxando mais o cabelo dele.

Tiago nem precisou abrir os olhos, já sabia o caminho e foi levando ela, devagar, até a cama, subindo as mãos pelas costas dela e juntando mais os corpos, sem parar de beija-la, sorvendo os lábios, sôfrego, ele sentiu quanto as pernas chegaram a beira da cama e pousou ali o joelho, começando a deita-la.

Helena deitou o corpo ali, afastando o beijo e permitindo que ele a admirasse, ainda em pé, o joelho direito sobre a cama, sem folego, e com o olhar brilhando, Tiago suspirou e deitou o lado direito no lado esquerdo dela, passando a mao esquerda pelo seu rosto, que estava virado para ele, próximos. Helena suspirou e abriu a boca, buscando os lábios dele, beijando de leve, recebendo um beijo de leve, os dois sorrindo. Ela então virou o corpo sobre o dele, montando no colo do namorado e o puxando pela gravata, passando então a mão direita entre os cabelos dele, a esquerda pelo rosto até alcançar o queixo, que ela segurou.

— Todo meu. – ela falou, a voz cheia de emoção, o olhar perdido nos lábios dele.

— Todo. – ele respondeu com a voz também cheia de emoção, a fazendo sorrir e descer os lábios, o beijando devagar.

Tiago subiu as mãos pelas pernas dela, entrando por baixo do vestido verde, e parando na cintura, fazendo ela estremecer e abrir mais a boca, aprofundando o beijo, as mãos descendo para desatar o nó da gravata dele.

Ela afastou o beijo puxando a gravata por cima da cabeça dele, e sorriu.

— Posso? – ela falou colocando os dedos entre os botões da camisa, para puxa-la.

— Vai estragar...

Antes de ele terminar ela a abriu com força, saltando botões e o liberando da vestimenta, rindo e se jogando para trás, deitando e observando ela puxar o vestido, prendendo a respiração e a soltando quanto as mãos foram subir pelo ventre nu dela até chegar aos seios. Ele soltou o ar e se ergueu, fechando os olhos e abrindo a boca antes mesmo de a abraçar e jogar para trás, inclinando o corpo dele sobre o dela para poder sugar o seio direito, enquanto Helena trazia as mãos para puxa-lo pelos cabelos, fechando os olhos e sentindo a boca molhada e quente dele se abrir sobre o seio e se fechar ali, o tomando, sugando, Tiago puxando o ar e novamente, abrindo a boca, cada vez maior e se apossando do seio, com mais vontade, apertando mais os braços ao redor dela. Ele beijava e passava a língua quente, a fazendo arquear o corpo. Ele passou ao seio esquerdo e passou a ponta da língua da base dele até o bico, já rijo, olhando Helena, que deu um sorriso malicioso e abriu a boca levemente, observando ele se concentrar naquele seio, sôfrego, os dentes passando levemente pela pele dela, provocando arrepios de prazer.

Ele então subiu os lábios até o pescoço dela, passando pelo centro até alcançar o queixo erguido dela, e mordiscar. Ela já descia as mãos pelas costas dele, subindo as unhas e o arranhando. Tiago desceu as mãos para as coxas dela enquanto trazia a boca até o lóbulo da orelha esquerda dela, e as apertava, passando então as mãos para a parte interna, passeando por ali até a mão direita encontrar um caminho entre as pernas dela, enquanto ela arqueava o corpo e ele descia os lábios pelo pescoço, trabalhando com os dedos, ouvindo os gemidos dela.

Tiago a jogou na cama do lado esquerdo dele, Helena rindo. Ele se deitou sobre ela, beijando o ombro direito.

— Agora, como estamos no seu quarto, é melhor não fazermos muito barulho. – ele sussurrou no ouvido dela, a fazendo morder os lábios – Eu te amo. – ele falou no ouvido dela, repetindo quando beijou o pescoço, e depois o peito e o ventre.

Ele se ergueu e foi trancar a porta, voltou, pegou a perna direita dela e ergueu, beijando a panturrilha, as mãos descendo pela perna, enquanto ele descia a seguir os lábios, e olhava malicioso para Helena, que mordia o lábio inferior. Tiago alcançou a parte interna da coxa com os lábios e ela gemeu baixo. Ele se ajoelhou e foi para a parte interna da outra coxa, beijando e passando a linga, até chegar na calcinha dela, a fazendo prender a respiração. Beijava levemente, sentindo as resposta de Helena, explorava o local, usando os dedos e os lábios até que puxou a calcinha dela para longe, Helena deitada, os dedos enterrados nos próprios cabelos, a boca aberta, controlando-se para não emitir qualquer som. Ele voltou levemente, beijando da altura da coxa interna até entre as pernas, usando então a ponta da língua, Helena não segurando um gemido, que o motivou a abrir a boca e colocar a língua toda, enquanto ela jogava as mãos sobre a cama e apertava o lençol segurando mais gemidos. Ele provocou com beijos e a língua, notando ela segurar cada gemido, então buscou com os dedos um ponto que massageou, a fazendo prender a respiração e então passou aproximou a língua quente dali, a passando e provocando gemidos que ela não conseguia segurar, e o motivava mais. Tiago segurava com as mãos o quadril dela, dedicado a cada carícia, a fazendo arquear o corpo e abrir a boca soltando gemidos que ela nem notava, o excitando.

Notando que ela já estava pronta, ele se levantou, puxando o cinto. Helena se sentou e abriu a braguilha da calça dele, puxando a mesma junto com a roupa de baixo. Ele jogou as roupas de lado com os pés, e antes que ela começasse qualquer movimento, Tiago se debruçou sobre ela, e a obrigou a abrir as pernas, onde se encaixou, a penetrando, sentindo Helena prender a respiração e outro gemido, enquanto ele terminava o movimento. Ele se apoiou pelos cotovelos ao redor dela, que tinha as mãos com as unhas fincadas no ombro dele, e começou a se movimentar dentro dela, devagar e firme, movendo o quadril para os lados, a observando soltar o ar e puxa-lo novamente, de boca aberta, quanto ele puxou o quadril um pouco para trás e o jogou para frente com força.

Tiago sorria. Olhando para baixo, ele começou a acelerar os movimentos, para os lados e então um pouco para trás e para frente com força. Helena já gemia baixo. Ele então parou, a fazendo abrir os olhos e o observar, enquanto Tiago descia as mãos para as pernas dela, as puxando para se envolver nele, a abraçava pelas costas e os erguia da cama, começando então Helena a fazer movimentos com os quadris, para frente e para trás, o fazendo gemer. Ele a trazia para cima e para baixo, as mãos no quadril dela, agora, a respiração ofegante, ele afastou a mão direita e bateu na nadega de Helena, a fazendo soltar um gritinho de prazer, então ele bateu na outra nadega e ouviu outro gritinho, segurou as duas com força e pediu movimentos mais rápidos e fortes para cima e para baixo, Helena se apoiando com os braços no se ombro, a boca aberta, gemidos altos.

— Tiago... mais Tiago, mais.

Ele colocou a língua sobre o lábio inferior o pressionando, enquanto parava os movimentos e se virava para deitar de costas na cama. Helena montada nele, agora foi a vez dela de fazer movimentos para frente e para trás, devagar e então rápidos, olhando para ele, o cabelo jogado para o lado, ela começou a pular sobre ele, indo cada vez mais alto e mais rápida, mais forte.

— Aaah, Helena. – ele gemeu – Isso.

Não se segurando mais. Ele levantou levemente os joelhos, apoiando os pés na cama e passou as mãos para o quadril dela, o segurando, firme, e então começando movimentos fortes, subindo e descendo o quadril dele, enquanto ela ainda pulava. Os movimentos dele ficaram mais rápidos e fortes, a fazendo abrir a boca e fechar os olhos, sentindo ele acelerando os movimentos e a segurando pelo quadril, forte, gemendo com ela.

— Continua, meu amor, mais... – ela gemeu,

Tiago apenas sorriu e pôs mais força nos movimentos, desacelerando. Helena abrindo os olhos e o observar sorrir para ela antes de ele voltar com movimentos mais rápidos e fortes, a levando ao ápice junto com ele, os dois gemendo alto, sentindo os espasmos de prazer pelo corpo, cansados.

Helena se jogou para frente deitando sobre ele, um sorriso satisfeito no rosto. Escorregando o corpo para o lado esquerdo do namorado, ela manteve a cabeça deitada sobre o peito dele que subia e descia rápido, enquanto o dedo indicador esquerdo desenhava um coração ali, sob o olhar atento de Tiago, que sorriu.

Notas finais
Desculpa. A ideia era postar vários, mas já foi dificil só esse. Nem consegui corrigir. Não vou mais demorar tanto.