A sobrinha da Helô
21 Não conseguindo, com a Sobrinha da Helô.
Magnólia chamou Aline logo cedo.
— Vá chamar Ciro, eu quero falar com ele antes de viajar.
Aline voltou com a noticia de que ele já havia viajado.
— Rato! – Magnólia se levantou, foi pegar o celular.
— Dona Magnólia.
— Fale infeliz!
— Eu vi o Tiago hoje cedo muito próximo da tal Helena.
Magnólia fechou os olhos e respirou fundo, irritada. “Mais essa. A insuportável da réplica da Helô se metendo cada vez mais nos meus planos.”
Ela se virou para Aline, e a olhou de rabo de olho.
— Isso já não é problema mais meu – Mag ergueu o queixo se aproximando de Aline – já disse para você que quem tem o compromisso aqui de se livrar da sobrinha da Helô, é você. A pressa, também é sua. – Aline a olhava com medo – Vai menina, vai infeliz!
Magnólia a enxotou do quarto. “Vai que essa garota faz algo que preste e mata a sobrinha da Helô de vez.”
Enquanto isso, ela ligava para Tião, que finalmente a atendia, informando que Ciro viajou muito cedo e de modo suspeito. Mostrando preocupação pelo que Ciro sabia e poderia revelar a outras pessoas, Magnólia desligou o telefone sorrindo maquiavélica por conseguir mais uma vez colocar as ideias certas na mente das pessoas que poderiam sujar as mãos nos seu lugar.
Tiago havia chego em casa perto da meia-noite. Sem Ciro na fábrica ele sentia que algumas coisas fluíam melhor. Fora quando pensava no encontro daquela noite, ele conseguiu encaminhar muitas coisas, animado. Com o passar das horas a expectativa aumentava.
Como ele não queria que Aline o escutasse saindo do quarto, aproveitou a hora que chegou e foi direto para a sala, se deitando no sofá, escondido. Cochilando enquanto aguardava.
Helena desceu meia-hora antes, usando a sua camisola de seda preta, que outro dia Tiago disse que a achava linda vestindo. Então o viu no sofá, cochilando. Mordeu os lábios. Ela passara o dia só pensando no encontro. A excitação para ver ele de novo, a noite, não a deixou nem mesmo conversar com Camila direito.
Ela foi até a beirada direita do sofá onde estava a cabeça dele, a levantou com cuidado para não acorda-lo, e se sentou ali, colocando a cabeça dele no seu colo. Tiago começou a despertar, e Helena colocou sua cabeça bem próxima da dele.
— Sonhando comigo, porquinho? – ela falou baixinho.
Ele sorriu, achando que era sonho mesmo. Então suspirou e franziu a testa fechando o olho de novo.
— Helena! – ele se levantou indo para o lado oposto do sofá.
— A seu dispor! – ela disse apoiando a cabeça na mão direita, apoiada por sua vez pelo cotovelo no apoio direito do sofá, enquanto a mão esquerda passeava no ar entre o seu rosto até suas pernas, apresentando o próprio corpo.
— Certo... – ele passou a língua pelos lábios seguindo com o olhar o que a mão apresentou – É... eu acho que – ele olhava para as pernas dela – já... você fala aí o que queria dizer que eu tô bem cansado.
Helena puxou os lábios, passando então a língua e depois os liberando, molhados.
— Certo. – ela então se ajeitou no sofá, colocando as pernas sobre ele e se sentando sobre os calcanhares, de joelhos na direção de Tiago, ela se inclinou para a frente, apoiando o corpo em seu braço direito sobre o sofá, usando a mão esquerda para chamar Tiago com o indicador – Vem cá, que é bem secreto e não posso falar alto.
Ele engoliu em seco. Tiago estava de braços cruzados do outro lado do sofá, tentando se manter o mais longe possível dela.
— Não tenha medo, porquinho, eu mordo bem devagarzinho. – ela falou rindo dele, provocando.
— Helena... – ele olhou para cima, fugindo da visão do decote dela – fala logo.
— Já disse, vem aqui que é confidencial. Não vou arriscar que as paredes dessa casa escutem. – ela sorria.
Tiago olhou para ela, o sorriso aumentando. Ele olhou para a frente sorrindo e balançando a cabeça negativamente.
— Tá. Mas eu só vou ouvir e já subo.
— Quem sou eu para te segurar. Se quiser subir...! – ela então levantou as mãos para cima.
Tiago a olhou de rabo de olho e sentou mais próximo dela, ainda sem se virar de frente. Helena o olhou de queixo erguido. Se inclinou para ele que estava no meio do sofá, apoiando as mãos no ombro dele e foi falar com os lábios bem perto do ouvido de Tiago, o fazendo fechar os olhos quando começou a falar.
— Eles disseram – ela falava com a voz sedutora – que eu realmente chamei a atenção deles.
— É? – ele falou com os olhos fechados, braços cruzados.
— Sim. E que a partir de agora vamos trabalhar juntos.
— Poxa... mas eles não disseram isso antes? – Tiago tentava se concentrar e abrir os olhos.
— É... mas dessa vez eles sabem que não podem me enrolar. – ela parou com a voz sedutora e se sentou nos calcanhares cruzando os braços.
— Da outra vez eles não sabiam disso?
— Muito esperto, leitãozinho. — ela falou se afastando dele, cruzando os braços.
— Você disse que era algo tão urgente, achei que era novidade. Foi só isso que disseram?
Helena o olhou de rabo de olho, decepcionada com a imobilidade dele, pensando se contava que mandaram ela se afastar dele.
— Era. E se tivesse mais coisa não iria te contar mesmo.
Tiago a olhou irritada. Sorriu. Ele conseguiu.
— Bom. Eu vou indo. Quando tiver mais novidades, me avisa.
Ele falou satisfeito com seu auto-controle.
— Ok. – ela disse o vendo se levantar e então o puxando pelo braço, o fazendo se sentar de novo – Mas antes, deixa eu agradecer você ter vindo.
Helena então se ergueu sobre os joelhos e se inclinou sobre ele, Tiago arregalando os olhos. Ela olhou o lado esquerdo do pescoço dele e notou que já tinha um roxo ali, então foi para o lado direito, num ponto próximo a mandíbula dele, e pressionou os lábios molhados e quentes, adicionando a língua e então sugando, sentindo Tiago já colocar as mãos na sua cintura.
Ela se afastou e o olhou, sorrindo. Ele abriu os olhos para ela, a puxando pela cintura para ele e então a jogando para trás no sofá, indo para cima dela, enquanto Helena gritava com o movimento, rindo. Ele parou sobre ela, as mãos apoiadas sobre o sofá cada uma de um lado de Helena. Tiago passeou o olhar pela visão abaixo dele.
— Helena, eu estou tentando ser forte aqui.
— E você está conseguindo. – ela falou já pegando a gola da jaqueta dele e jogando para trás, a tirando com a ajuda dele – Eu estou muito orgulhosa de você.
Ela terminou a frase jogando a jaqueta dele no chão. Colocou as mãos na nuca dele, e ajeitou o corpo dela sob o dele, passando a perna direita pelas pernas dele, o puxando para ela. Tiago a olhava intensamente, lábios entreabertos e arfando.
— Vem. – ela disse com os olhos brilhando, mordendo o lábio inferior.
E ele foi. Deitou o corpo dele sobre o dela, enquanto a beijava, sôfrego, sugando os lábios dela, Helena segurando o seu rosto pelas mãos, pedindo mais. Ele então passou o braço esquerdo pela cintura dela a puxando mais para baixo, enquanto se apoiava no cotovelo direito, inclinando o corpo para aquele lado, permitindo que a mão esquerda explorasse o corpo de Helena por sobre a camisola, a fazendo gemer. Ele foi descendo a mão até chegar na coxa esquerda, na altura da barra da camisola, a apertando.
Helena desceu as mãos pelo peito dele até a barra da camiseta e a puxou, fazendo Tiago se afastar para tirar ela, a olhando com fogo no olhar. Tirando a mão da sua coxa, ele passou a mão esquerda sobre o cabelo dela, a descendo pelo rosto de Helena, terminando no seu queixo que ele segurou, engoliu em seco.
Voltou a mão para a altura da coxa e então a subiu sentindo a pele dela por baixo da camisola até a sua cintura. Sentindo a pele dela na dele, a fazendo sentir arrepios, Tiago se aproximou sorrindo, vendo ela jogar a cabeça para trás e fechando os olhos ao sentir ele subir a mão por baixo da camisola, e então mordeu devagar o queixo dela, a fazendo sorrir.
Ele foi então descendo a boca pelo pescoço dela. Enquanto a mão esquerda explorava o ventre dela, indo para as costas e descendo até o quadril a apertando. Tiago encontrou pouco atrás da orelha dela, no pescoço um ponto que a fez gemer de novo, e ali se concentrou um tempo, baixando depois a cabeça pelo pescoço de Helena, enquanto ela passeava as mãos pelas costas dele e ombros, cravando as unhas e as arrastando, contendo mais gemidos. Ele então alcançou o caminho entre os seios dela, passando os lábios e sentindo o cheiro da pele dela. Tiago tinha agora ambas as mãos passeando pela parte de cima do corpo dela sobre a camisola, enquanto ele descia a boca.
Então ele desceu as mãos da altura dos seios até as coxas, as subindo por baixo da camisola de Helena levantando a vestimenta, descobrindo a pele dela, alva, a lingerie de baixo da mesma cor da camisola.
— Helena. – ele fechou os olhos tentando se controlar, as mãos ainda segurando a cintura nua dela – Eu não posso.
Ela inspirou fundo e passou a língua pelos lábios, tentando se concentrar nele, estendendo as mãos para ele o chamando e o fazendo se deitar novamente sobre ela, enquanto Helena segurava seu rosto com as mãos, arfando.
— Pode sim, Tiago. Pode muito.
— Não, Helena. – ele também estava sem folego, olhando para os olhos dela, passando então a mão esquerda no rosto dela, enterrando os dedos no cabelo de Helena – Eu sei que se eu pular, eu não paro mais de cair. Você é meu posso sem fundo. Não tem como sair.
Ela franziu a testa tentando entender o que ele dizia. Então ela ergueu a cabeça beijando os lábios dele, devagar.
— Se eu não parar agora, eu não sei... não vou conseguir mais parar. – ele sentiu aquele sentimento forte que fazia a boca dele ficar seca, e perturbava a região da boca do estomago, sempre que parava muito tempo olhando para os olhos dela, como agora.
Helena pegou o rosto dele pelas mãos de novo e olhou nos seus olhos, fazendo ele prender a respiração de novo enquanto o coração mantinha o ritmo acelerado.
— E quem disse que você precisa parar?
Ele então a beijou, puxando ar, sendo correspondido. Helena passando os braços pelo pescoço dele, o puxando para o beijo. Ele deitando sobre ela, enquanto Helena abria a boca recebendo o beijo dele e puxando o seu lábio com os dentes. Tiago então voltou aonde parou, já sem qualquer dúvida, levantando a camisola dela mostrando todo o ventre. Ele começou a passear os lábios pelo caminho do umbigo, descendo, e então começou a subir, pensando em como fracassou no plano de resistir a ela. Helena sentindo os lábios dele e arqueou o corpo, os dedos afundados no cabelo dele.
Quando Tiago chegou perto de subir mais a camisola, Helena arregalou os olhos e se virou bruscamente o fazendo cair no chão, gemendo, só que de dor. Ela pulou no sofá e começou a gritar.
— Um rato! Um rato! Ahhhhh ....
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