A sobrinha da Helô

46 Até onde Tiago vai pela Sobrinha da Helô


Sábado anterior, sete horas da noite.

Helena olhava pela janela e depois para Tiago, que tinha um meio sorriso, e então franzia a testa, agitada e curiosa para saber onde iam. Não importava o quanto ela perguntasse, ele não dizia.

Ele estacionou em frente a um hotel luxuoso, o mais alto dos prédios ao redor, e espelhado. Ela o viu saindo do carro e apertou a jaqueta ao redor do próprio corpo.

Tiago abriu a porta para ela e estendeu a mão direita, cavalheiro. Helena não mexeu um dedo.

— Vem, Helena.

— Você tá brincando, né?

— O que? – ele sorria animado.

— A viagem é para São Paulo?

— É, — ele se inclinou apoiando o braço direito sobre a porta e o direito no teto do carro – eu sei que parece um lugar comum, mas o que importa não é o lugar, e sim a companhia. Vem, eu preparei algo. – ele estendeu a mão esquerda, para a qual ela olhou, desconfiada.

Tiago a mirava com um brilho nos olhos e um meio sorriso que a fez suspirar, sorrir, e estender a mão para ele, saindo do carro.

— A parte boa é que duvido que alguém me conheça aqui. – ela suspirou olhando para o hotel.

Claramente era muito caro. O prédio mais alto entre os ao redor, espelhado, com um hall que antes mesmo de entrar já se percebia o luxo, e que iluminava toda a rua a frente da entrada.

Depois de fazer o check in, enquanto o pessoal do hotel cuidava do carro e das bagagens, eles entraram no elevador. Helena abriu levemente a boca quando viu o namorado apertar “C”. Como tinham mais pessoas no elevador, Helena apenas apertou mais a jaqueta ao redor do corpo, enquanto subiam para a cobertura, Tiago a abraçando pelo ombro, sorrindo para o painel mostrando os andares, e depois para ela.

Eles ficaram sozinhos no elevador faltando dois andares para a cobertura, e Helena suspirou, ansiosa.

A porta do elevador abria diretamente no “quarto”. O local era enorme. Ela via uma sala espaçosa, maior que a da casa de Tiago, muito bem decorada, com adornos dourados, carpete de um tom de vinho escuro, sofás em tons pastéis, uma lareira no canto esquerdo com duas poltronas marrons na frente, uma televisão do outro lado, rodeada pelos sofás, móveis de mogno vermelho, abajures com detalhes dourados sobre eles, além de algumas pétalas de rosa, um balde com duas champanhes no gelo e um pote com morangos na mesinha do centro.

Com as cortinas abertas, se podia ver a cidade cheia de luzes, pela varanda. Tiago descera os degraus, só então notando que ela ainda ficara parada em frente ao elevador, os olhos arregalados olhando ao redor, a boca levemente aberta, e sorriu a admirando. Suspirou e se adiantou pelo quarto, indo até o balde com as champanhes, abrindo uma e enchendo duas taças. Helena começava a andar devagar pelo cômodo, quando ele a alcançou entregando uma das taças.

— Então?

— Isso vai custar muito caro. – ela respondeu sorrindo e pegando a taça, indo em direção a varanda.

— Mas vai valer cada centavo. – ele disse a observando, um sorriso feliz no rosto, que ela correspondeu quando virou o rosto para ele, já perto da varanda.

— Você não vem? – ela chamou.

Tiago suspirou e a seguiu.

O espaço era suficiente para caber eles, e não se estendia, para os lados, por mais que cinco metros. Ela olhou para baixo, sendo imitada por ele, observando o movimento e os prédios ao redor. Quase dava para acreditar que São Paulo era tranquila. Ela então se virou, de costas, apoiando os cotovelos na bancada, tomando um gole da bebida. Tiago, do lado direito dela, estava virado na sua direção, com o cotovelo esquerdo também na bancada, a observando.

Helena mordeu o lábio inferior, os olhos brilhando, deixou a cabeça pender para o lado direito, pousando o queixo no ombro, e olhou para ele.

— Eu já disse que você é louco, né?

— E eu já disse que sou louco por você. – ele deu um passo a frente, pegando o rosto dela com a mão direita e a beijando, pousando a taça na bancada.

Tiago ergueu novamente a cabeça e esperou ela abrir os olhos. Helena se sentia meio grogue, talvez um pouco pela bebida, mas com certeza muito pela felicidade. Puxando o ar, ele pegou a taça, vazia, que estava na mão dela e colocou na bancada do lado da sua, entrelaçando os dedos dele com os dela e a puxando para ele, os olhos fixos nos olhos dela, quase fechados, a boca de ambos entreabertas, por onde espiravam. Tiago desceu as mãos agora para a cintura dela, sentindo Helena subir as mãos para o rosto dele, fechando os olhos e o puxando para um beijo.

Ela sorveu devagar os lábios dele, sentindo aquela sensação de frio na boca do estomago sendo substituída por outra, morna, se espalhando pelo corpo. Helena não ofereceu resistência quando Tiago abriu mais a boca, sugando os lábios dela, gemendo enquanto inclinava a cabeça para a direita, a puxando pela nuca com a mão esquerda, apertando mais o corpo deles, com o braço direito a rodeando pela cintura, juntando os corpos e a fazendo jogar o corpo para trás, Tiago a seguindo e enfiando a língua a fazendo estremecer e passar as mãos para a nuca dele. Ele então a abraçou com os dois braços na cintura, enquanto Helena desceu as mãos da nuca para envolve-lo com os braços pelo pescoço, abrindo mais a boca, mordendo o lábio inferior dele, o fazendo sorrir e se inclinar mais para a frente, buscando mais os lábios dela, transformando a sensação morna em fogo.

Tiago deu um passo a frente, encostando Helena na bancada, e, erguendo a cabeça, sem folego, a observou, sorrindo, os olhos quase fechados. Helena abriu os olhos devagar e sorriu de volta, trazendo o rosto dele para ela, passando o nariz dela sobre o dele.

— Feliz? – ele perguntou afastando um pouco o rosto e observando ela morder o lábio inferior, sorrindo, enquanto trazia a mão esquerda para o rosto dele, descendo até o polegar dela passear pelos lábios de Tiago, e então balançando a cabeça afirmativamente – Ótimo. – ele disse puxando o ar e a erguendo do chão, provocando gritinhos e risinhos, enquanto virava o corpo para saírem da varanda – Porque a noite tá só começando.

Ele disse a largando no chão, devagar.

— Ummmm – Helena passava o dedo indicador da mão esquerda pelo queixo dele, a boca aberta num sorriso – Cheio de surpresas. Tô achando que quer me conquistar.

Soltando um risinho e jogando o corpo para trás, Helena percebeu que Tiago não riu, apenas manteve um olhar penetrante sobre ela, passeando os olhos pelo rosto dela e suspirando. Ela engoliu em seco, puxando o ar com dificuldade.

— Vem. – ele trouxe a mão direita dela até a boca e beijou, sem tirar os olhos de Helena – Não podemos nos atrasar para o jantar.

Ela riu enquanto ele girava o corpo para a frente e a abraçava por trás, beijando o ombro dela e depois a bochecha direita.

— Pra onde você tá me levando? – ela perguntou, enquanto atravessavam a sala, a mão direita para trás, no alto da cabeça de Tiago, fazendo cafuné, enquanto ele apoiava o queixo no ombro dela e a esquerda sobre os braços dele, a rodeando pela cintura.

— Agora, eu estou te levando para o quarto. – “huuum” ela soltou – Para você se arrumar enquanto eu tenho que terminar de ajeitar umas coisas. Depois – terminaram de subir uma escada, parando em frente a uma porta, Tiago a virando para ele, beijando a ponta do nariz dela – nós vamos ver estrelas.

Helena ergueu as duas sobrancelhas e abriu levemente a boca, o fazendo rir.

Tiago beijou os lábios dela, puxando o ar e então a largou, abrindo a porta e a trazendo para o quarto. Helena já não sentia ter muito ar no pulmão, mas depois de ver o quarto, todo o resto se foi. Era enorme. Possivelmente metade do tamanho da sala, com uma cama bem no meio, encostada em uma parede a sua direita, na cor bege claro, forrada com roupa de cama em tom dourado e cheia de travesseiros. Pelo quarto se viam vários móveis, poltronas, cadeiras, uma mesinha redonda com duas cadeiras de mogno, na qual tinha mais champanhe e taças, além de morangos. Quase tudo com pétalas de rosas empalhadas, e quase todas vermelhas. Sobre a cama, um coração que tomava quase metade da enorme cama, era formado por mais pétalas de rosas vermelhas.

Com o queixo caído e os olhos arregalados, a mão esquerda sobre o peito e a direita ainda segurada por Tiago, Helena deixou o olhar parar no namorado ao seu lado. Ele tinha as sobrancelhas erguidas, os lábios apertados, levemente curvados para baixo. Notando que a namorada o encarava, ele se virou para ela, respirando fundo antes de contar.

— É, talvez eu tenha dito que era a nossa lua de mel, para ganhar um desconto e tratamento especial. – ele conteve um sorriso e coçou o lábio superior com o polegar da mão esquerda.

Helena jogou a cabeça para trás, rindo, fazendo ele rir também. Ela correu até a cama, puxando ele, e se jogou sobre o coração, o fazendo cair do lado dela.

— Você tem mais surpresa? – ela falou, depois de uns segundos olhando para o teto, se virando para Tiago.

Ele se virou para ela, apoiando a cabeça sobre a mão direita, braço direito apoiado na cama, a mão esquerda passeando pelo rosto dela, e o olhar descendo até os lábios dela.

— Muitas. – ela sorriu e ele deu um beijo estalado – Agora – ele suspirou, passando a mão esquerda pelo corpo dela – eu realmente tenho que ir. E você – ele pegou o queixo dela – tem que se arrumar para o jantar.

Tiago fez menção em se levantar, mas Helena o puxou pelos ombros para ela, o segurando com os braços pelo pescoço.

— Calma aí, porquinho. – ela trouxe o rosto dele para ela, as mão na nuca dele, enquanto Tiago se ajeitava sobre o corpo dela, se erguendo com as mãos apoiadas na cama, sorrindo, a boca entreaberta – Vai me abandonar aqui sozinha no meio da lua de mel?

Deixando a cabeça cair para frente, rindo, Tiago começou a balançar ela negativamente.

— Eu nunca te abandonaria. – ele falou voltando a olha-la nos olhos, a fazendo prender a respiração com o rosto dele se aproximando do dela – Muito menos na lua de mel.

Abrindo o sorriso, a língua já além dos lábios, Tiago a beijou, puxando o ar, se apoiando nos cotovelos sobre a cama, e a abraçando pelas costas, enquanto Helena correspondia o beijo, gemendo. Ele saiu do beijo e foi descendo os lábios, beijando ela na bochecha esquerda, o maxilar, escorregando os lábios pelo pescoço, chegando na jaqueta e a abrindo para permitir que ele descesse ali, sentindo ela, beijando entre os seios.

— Mas eu realmente preciso ir. E você precisa se arrumar. – Tiago fechou os olhos e falou, se erguendo, saindo da cama e apertando os lábios.

— Ah! – ela jogou o corpo na cama, as mãos jogadas para trás, dando uma visão para Tiago da regata furada dela, e sem sutiã, que quase o fez voltar – Quanto mistério! Você não pode me acompanhar nem no banho?

Tiago fez careta e colocou a mão direita no rosto, o polegar e o indicador apertando os olhos, enquanto Helena o mirava com uma sobrancelha erguida.

— Não. – ele soltou, contrariado e olhando para o lado esquerdo, coçando a nuca, tentando não pensar na possibilidade – Melhor eu ir logo. – olhou de volta para ela, que se erguia sobre os cotovelos e o observava, e passou a mão direita pela nuca e pescoço – Se bem que eu também preciso de um banho, né.

Helena riu quando ele se jogou sobre ela, enterrando a cabeça no seu pescoço, puxando o ar e então beijando e mordendo no lado esquerdo e depois no lado direito, enquanto passava as mãos pelas costas dela, juntando os corpos e a rolando para o lado direito, fazendo os dois se misturarem na pilha de pétalas que exalavam seu perfume pelo quarto.

Ele parou deitado de costas na cama, com ela sobre ele, a jaqueta caída até o ombro dela, as mãos de Helena indo até o rosto dele, ambos com a boca aberta, olhando um para a boca do outro.

Helena desceu os lábios até os dele, os pressionando por uns segundos e fechando os olhos, permitindo sentir, tudo. Desde a textura da boca dele, ao cheiro do hálito, os músculos dele se movendo enquanto puxava o ar e fechava os olhos para corresponder ao beijo, passeando os braços pelas costas dela e a apertando mais contra o peito dele, os lábios dele se abrindo mais e tomando os dela, fazendo Helena sentir novamente aquela sensação fria vindo do estomago e depois morna e então quente. Ela deixou ele a jogar para lado direito dele, a deitando sobre o braço enquanto aprofundava o beijo e descia a mão esquerda pelos ombros dela, jogando a jaqueta para trás, tentando tirar.

O telefone tocou, sendo ignorado por Tiago que desistiu da jaqueta, e passou a puxar a regata de Helena para cima, enquanto ela enfiava a mão direita para dentro da camisa dele, a passando pelo peito dele e descendo.

Os toques insistentes fizeram Helena levantar a cabeça e olhar para a cabeceira. Tiago, sem folego, como ela, sorriu para a namorada e se jogou sobre ela, segurando o seu rosto com a mão esquerda, a boca levemente aberta com a língua a mostra, enquanto se ajeitava sobre ela, encaixando os corpos, a fazendo senti-lo entre as pernas, os dedos da mão esquerda agora enterrados no cabelo dela, as bocas se encostando, sorrindo, ele aproximou os lábios já enfiando a língua e a beijou urgente, estremecendo quando sentiu Helena trazer a perna direita de baixo dele para cima e puxar mais o corpo dele para ela;

— Tiago? O telefone. – Helena chamou, ofegante, olhos fechados, quando ele desceu os lábios para o queixo dela.

Ele só gemeu contrariado e olhou para trás, onde estaria o aparelho fazendo ruídos irritantes. Tiago deu um impulso para o lado, girando pela cama até o pé esquerdo alcançar o telefone e chuta-lo no chão. Helena riu e ele voltou até ela, com olhar e sorriso safado.

— Você tem um sério problema com telefones. – ela disse enquanto ele se aproximava devagar, franzindo a testa e então concordando ao lembrar do telefone do escritório de mais cedo.

Mas antes de Tiago chegar nela os dois começaram a ouvir ruído de vozes vindo do telefone. Helena ergueu as sobrancelhas e ele revirou os olhos, agora indo até a beirada da cama, se levantando e indo puxar o fio do telefone, para então voltar até ela.

— Será que não é algo importante? – ela perguntou quando ele montou sobre ela, na altura dos joelhos, se inclinando para frente e começando a subir a regata dela, beijando o ventre, fazendo ela prender a respiração.

— O que? – ele perguntou concentrado nas carícias.

— No telefone. – ela respondeu rindo, enquanto ele subia as mãos sob a regata e alcançava os seios, ainda beijando o ventre.

— Ah. Não.

— Nada... — ela soltou o ar, fechando os olhos enquanto ele trazia as mãos dos seios para segurar o ventre dela e começar a passar a lingua quente e molhada ali — a ver com a surpresa que você tá preparando para mim? – ela então, com dificuldade, puxou o rosto dele para ela, o olhando curiosa.

Tiago riu, soltando o ar e descendo o rosto para dar um beijo estalado.

— Qual delas?

— Tem mais de uma?

— O que eu posso dizer? – ele se abaixou apoiando os cotovelos no colchão, ao redor dela, e começando beijos do pescoço dela, que desciam para o decote – Você me inspira.

— Nossa. – ela riu, ainda segurando o rosto dele, que passeava de um ombro ao outro, Tiago beijando, mordiscando, subindo as mão pelo cabelo dela, movendo o quadril e se encaixando entre as suas pernas – O que eu te inspiro?

— Tudo. – ele respondeu concentrado agora em subir os lábios pelo pescoço dela até o queixo e morder, sorrindo.

— É? – ele só concordou com a cabeça, rindo para ela, subindo os lábios e sorvendo os dela devagar, puxando o ar, erguendo novamente o rosto e a observando com os olhos brilhando e um sorriso calmo, enquanto Helena abria os olhos devagar, soltando o ar – Tudo o que?

Tiago alargou o sorriso e olhou ao redor, vendo um tablet sobre o criado mudo, de onde ele chutou o telefone, ao lado da cama. Se jogando até lá, de novo, ele pegou o aparelho e apertou na tela umas duas vezes. Helena se erguia sobre os cotovelos e então notou movimentos nas paredes do lado e atrás dela. As paredes do lado esquerdo e de frente para a porta do quarto, ou no caso as cortinas que as cobriam, corriam para o lado, mostrando vidros escuros pelos quais se via a cidade lá fora, cheia de prédios e luzes. Ela virou a cabeça acompanhando os movimentos e a vista que se mostrava, a boca aberta.

— Eu não acredito. – ela falou, rindo, Tiago já do seu lado esquerdo dela, olhando para as paredes e para ela, sorrindo, observando ela se virando para ele – Você faz cada coisa... – ela mordeu o lábio e acariciou o rosto dele com a mão direita, se virando para ele.

— Eu faço tudo por você, Helena. – Tiago se inclinou encostando a testa dele na dela, a mirando intenso, fazendo Helena engolir em seco, suspirando enquanto a mão descia para o pescoço dele – Eu abandonaria tudo, hoje mesmo, e a gente fugiria, se você quisesse. – ele falou fechando os olhos, levando o rosto para os cabelos dela, inspirando fundo, ela sorriu largo com a ideia – Eu te protegeria de tudo, não deixaria ninguém te fazer mal nenhum. Levaria um tiro por você.... – ele tinha a mão esquerda agora na nuca dela, a boca indo até o lóbulo da orelha de Helena, se declarando com a voz rouca, fazendo ela fechar os olhos, sentindo as carícias e descer a mão novamente para o peito dele, até parar e o empurrar quando ouviu a ultima parte.

— Tiago...- ela se virou montando sobre ele, as mãos prendendo ele junto a ela, pelo colarinho, enquanto o olhava séria – isso não. Nada de tiros.

— Helena... – ele franziu a testa e então se sentou, alcançando o rosto dela com as mãos – não é como se isso fosse acontecer, mas se você estivesse em perigo, eu não deixaria...

— Não, Tiago. Isso não. – ela se inclinou e encostou a testa dela na dele – Isso não. – ela suspirou – Olha, um tiro eu aguento, perder você, não. Nada de apanhar ou se machucar ou correr qualquer risco por mim. – ela agora afastou o rosto e pegou o dele pelas mãos – Você é a única coisa que eu... se eu te perdesse...se você se machucasse por causa de mim, eu sofreria mais que se tivesse sido atingida por um tiro, entendeu?

— E como você acha que eu ficaria se visse você sofrendo? Helena, eu... não posso nem pensar em ficar sem você. Você já não é nem parte da minha vida – ele fugiu os olhos para o alto, tentando não encara-la enquanto abria o coração, voltando o rosto para ela e trazendo os lábios dela para os dele – você já é a minha vida inteira. Qualquer coisa que acontecesse contigo doeria mais em mim que vários tiros.

Helena puxou a cabeça dele para trás, com as mãos presas nos cabelos da nuca dele, o fazendo abrir os olhos e encara-la.

— Então você sabe o que eu sinto, e entende o que tô pedindo. Porquê... Tiago... – ela passou o polegar pelos lábios dele, que estava com a respiração presa – você já é tudo para mim. – ela fechou os olhos e o beijou.

Tiago recebeu o beijo e soltou o ar, a abraçando pelas costas, trazendo a mão direita até a nuca dela, a segurando pelos cabelos, juntando mais as bocas, sorvendo o lábio inferior dela e gemendo. Ele abriu a boca a obrigando a abrir a dela, e a jogou para o lado esquerdo, rolando entre as pétalas, parando com ela de costas no colchão e ele do lado a mão direita descendo da nuca para a cintura, a puxando para ele enquanto aprofundava o beijo fazendo os dois estremecerem, Helena trazendo as mãos para os ombros dele e o puxando.

— Você sente o mesmo que sinto por você, Helena? – ele perguntou, abrindo os olhos e a mirando, intenso, respiração acelerada, quando finalmente parou o beijo.

Ela abriu os olhos, inclinando a cabeça para a direita e sorriu mordendo o lábio inferior, fazendo que sim com a cabeça, fazendo ele sorrir também enquanto ela o puxava pela nuca para continuar o beijo.

Tiago jogou o corpo sobre ela, a abraçando pela cintura, lábios presos no dela, se apoiou com os joelhos sobre a cama e a suspendeu no ar.

Helena o envolveu com as pernas pela cintura, jogando o corpo para trás, se segurando nos ombros dele enquanto Tiago enfiava a língua a fazendo estremecer e o abraçar pelo pescoço. Ele parou o beijo e se arrastou para fora da cama, indo em direção ao banheiro, enquanto Helena descia os lábios pelo pescoço dele, sugando um ponto, o fazendo parar e fechar os olhos, para depois andar mais rápido até uma porta próxima da porta do quarto, a jogando ali e buscando a maçaneta, enquanto ela gemia e voltava os lábios agora para a orelha dele, mordendo.

Tiago mal entrou no banheiro e a jogou sobre a bancada da pia, de mármore, colocando as mãos livres agora no rosto dela e o puxando para um beijo urgente, puxando o ar e gemendo quando ela enfiava a língua e o puxava pela camisa para mais perto, unindo os corpos.

Helena começou a puxar a camisa dele pelas costas, enquanto ele sugava os lábios dela e descia as mãos para a jaqueta que ainda estava pendurada nos ombros dela. Ele se afastou para erguer os braços para Helena puxar a camisa por sobre a cabeça dele, e para ele poder puxar a jaqueta dela para trás, os liberando. Tiago foi direto para o pescoço dela, beijando e mordendo, enquanto tirava os próprios sapatos e descia as mãos para puxar os dela.

Liberados dos calçados, ele a puxou da bancada, a fazendo novamente juntar as pernas ao redor da cintura dele, e a levou até o box de vidros lisos, azul escuro, enquanto Helena erguia a cabeça sentindo ele descer os lábios para o decote dela, o puxando pelos cabelos da nuca.

Tiago a jogou na parede do box e abriu o registro do chuveiro, deixando a agua morna cair sobre eles. Helena deixou as pernas escorrerem pelo corpo dele, ficando de pé e o envolveu pelo pescoço com os braços, o beijando, puxando o corpo dele para ela, se curvando para trás e gemendo, enquanto ele subia as mãos do quadril dela para a regata e a puxava por sobre a cabeça dela, voltando ao beijo, os corpos se encostando, provocando mais fogo.

Ele desceu os lábios da boca dela até o queixo, e começou a desabotoar o short de Helena, olhando para ela com malícia, a fazendo morder o lábio e prender a respiração quando ele desceu com os lábios pelo corpo dela, beijando e sugando, enquanto descia a peça de roupa, a deixando nua. Já de joelhos, ele colocou as mãos no quadril dela, e começou a beijar o baixo ventre, e mais embaixo, indo até a parte externa da coxa da perna direita, passando a ponta do nariz e a língua, acariciando e subindo entre as pernas a fazendo estremecer e jogar o corpo para trás, apoiando os ombros na parede, abrindo as pernas e deixando Tiago colocar a perna esquerda dela sobre o ombro dele, dando mais liberdade nas carícias que ele iniciava ali, devagar. Ela engoliu em seco, abrindo a boca, e conteve um gemido mordendo o lábio, quando Tiago parou os beijos e começou a usar a língua, devagar, a explorando até começar movimentos rápidos, fazendo ela não conter mais os gemidos, erguendo a cabeça para cima e fechando os olhos, gritando o nome dele e o excitando mais. Tiago encontrou um ponto e começou a trabalhar nele, fazendo Helena fechar os olhos sentindo as ondas de prazer que ele ia provocando, e subir as mãos para o alto da cabeça, enfiando os dedos entre os próprios cabelos e gemendo ainda mais alto.

Ela soltou o ar e voltou a cabeça para baixo quando ele abandonou o ponto e começou a subir os lábios pelo corpo dela, abaixando a perna dela e alcançando com as mãos os seus seios, que ele começou a apertar e acariciar, enquanto passava pelo ventre dela com beijos e a língua, quente. Ele alcançou rapidamente os seios dela e a abraçou, unindo os corpos, a fazendo o sentir entre as pernas, e sob as calças dele, enquanto Tiago a obrigava a jogar o corpo para trás para ele descer os lábios sobre o seio direito dela, abrindo a boca e o sugando, olhos fechados, puxando o ar e abrindo novamente a boca sobre ele para novamente o envolve-lo, devoto, mordiscando o bico rijo, a língua, quente, passeando pelo seio e provocando novas ondas de prazer em Helena que gemia alto, corpo arqueado, se segurando a ele com as mãos na nuca de Tiago.

Helena então o afastou e começou a descer os lábios dela por ele. Começando no peito, as mãos já urgentes indo até a braguilha da calça dele, e se enfiando lá dentro, já o acariciando, fazendo Tiago jogar os braços para frente e se apoiar na parede quando ela aproximou os lábios do final do abdomen, olhando para cima com um sorriso malicioso antes de puxar a peça para baixo, o liberando para ela, que o segurou com ambas as mãos aproximando a boca, devagar, fazendo Tiago gemer alto, com a boca levemente aberta, enquanto a observava, fechando os olhos a cada onda de prazer que vinha com os movimentos que ela iniciava. Sem segurar mais, ele colocou a mão esquerda sobre a cabeça dela e acompanhou os movimentos, dando ritmo, erguendo a cabeça para o alto e fechando os olhos.

— Vem, Helena. – ele falou rouco, urgente, a fazendo se levantar.

Com Helena de pé, ele a jogou na parede, os lábios no pescoço dela, sugando um ponto, a mão esquerda sobre o seio direito, enquanto mão direita descia até entre as pernas dela, a fazendo prender a respiração novamente, para então ele levantar a perna esquerda dela até a altura do quadril dele, e penetra-la.

Helena jogou os braços sobre os ombros dele, cravando ali as unhas, os olhos fechados e a boca aberta. Ela gemia enquanto ele terminava o movimento, gemendo junto. Tiago ergueu a cabeça, sorrindo para ela, enterrando os dedos da mão esquerda nos cabelos molhados dela, ele começou os movimentos de vai e vem, a fazendo estremecer e abrir mais a boca aumentando os gemidos, ele encostando os lábios dele nos dela, enquanto acelerava os movimentos e subia mais a perna dela.

Tiago então juntou o tronco dele no dela, a pressionando mais na parede, e puxou a outra perna, a fazendo se segurar nos ombros dele, e passou a fazer movimentos mais profundos, arrastando as costas dela pela parede, mexendo o quadril e a fazendo prender a respiração e soltar o ar num gemido, quando ele fazia movimentos mais fortes.

Helena se jogou para a frente, o abraçando e passando as unhas pelas suas costas. Tiago jogou o corpo para trás, passou os braços por baixo dos joelhos dela e começou a joga-la para cima, com movimentos mais fortes. Helena então o beijou, o fazendo parar e começou a mover o quadril, primeiro devagar, jogando a cabeça para trás e o olhando, sorrindo, então em vai e vem com movimentos rápidos, fazendo os dois gemerem mais e acelerando. Até que Tiago girou o corpo pelo box, alcançou o outro lado, de vidro, e a jogou ali, começando movimentos rápidos e profundos de baixo para cima, a fazendo jogar a cabeça para frente, os lábios perto dos ouvidos dele, quase gritando, o excitando mais, o ápice chegando enquanto os movimentos aceleravam, Helena sentindo ele aumentar os movimentos, fortes, e fechando os olhos, a boca aberta, gritando quando chegou ao ápice, sentindo ele se movendo cada vez mais rápido, gemendo e chamando o nome dela alto, até parar e encostar a testa no vidro do box, ambos sentindo as ondas de prazer pelo corpo, os entorpecendo. Tiago engoliu em seco, sem folego, indo beijar o ombro direito da namorada, que ele não largava, e então a puxou da parede para gira-la novamente pelo box e leva-la de volta para debaixo do chuveiro.

Tiago olhou para o cano da arma e então para a mão livre do encarapuçado a sua frente, que se mexia próximo do rosto dele o orientando a se erguer. Ele se ergueu, olhando da arma para os olhos do outro, cerrando os dentes, o maxilar erguido.

Pedro havia se calado, e só se ouvia o murmurar da enfermeira, que se via na cômica, se não fosse triste, situação de estar sendo sequestrada no meio de outro sequestro.

O individuo, com a mão livre, agora indicava para Tiago ir para o lado, saindo da frente de Helena. Tiago respirou fundo e balançou a cabeça negativamente. O outro apertou os olhos, claros, para Tiago, e ergueu a arma até a testa de Tiago, o ameaçando.

Tiago respirou fundo, erguendo mais o queixo, pediu desculpas mentalmente para Helena, e colocou a mão direita sobre o cano da arma, fazendo o outro arregalar os olhos, e o trouxe até o próprio peito, encostando ali e fechando os olhos.

— Para chegar nela, vai ter que passar por mim.

Tiago, de olhos fechados, não viu o outro dar um meio sorriso.

— Estamos num barco, você não pode atirar dentro de um barco. – um dos encarapuçados que segurava Pedro, ralhou.

— Posso se não atirar para baixo. – o cara respondeu fazendo Tiago abrir os olhos alarmado e encara-lo – Anda garoto, nós não vamos fazer mal nenhum para Helena. Viemos salvar ela.

A resposta de Tiago veio num inspirar profundo, as lágrimas a beira do olho, ele se virou de costas e se ajoelhou, indo beijar Helena na bochecha.

— Dessa vez quem vai estar te esperando sou eu. – ele falou passando a mão esquerda sobre a testa dela, afastando o cabelo, a mão direita pegando a mão dela e beijando.

Pedro se preparava para chutar um dos homens e se soltar, quando abriu a boca para a cena na frente dele. Tiago beijou os lábios de Helena e se moveu para o lado, dando passagem para os outros irem até ela e a levarem.

— Vocês vão ter que arranjar mais sangue para outra transfusão, logo.

Foi o que Tiago disse quando viu dois outros encarapuçados prepararem uma maca no chão para leva-la, observado por um Pedro furioso, e um médico e enfermeira estarrecidos.