A sobrinha da Helô

28 Amando a Sobrinha da Helô.


Raging Fire – Phillip Phillips

Feliz com a declaração dela, de que ficara nervosa com ele, o neto de Magnólia não resistiu. Ali no corredor, mesmo podendo ser flagrado, a puxou para o beijo.

Tiago segurava o rosto de Helena, enquanto a beijava, os dois puxando o ar, ela com as mãos levantadas, se recuperando da surpresa, sentindo aquela sensação que perturbava a região do estomago e começava a irradiar labaredas pelo corpo.

Ele então abriu a boca diante da exigência de Helena, aprofundando o beijo, enquanto ela o puxava pela camisa para a frente, chutava a porta, e o jogava para trás, o pressionando ali.

Ela tinha agora a perna direita para frente entre as pernas dele, e o puxava pela nuca, sentindo ele já descer as mãos para o pescoço e então para a cintura dela, a fazendo inclinar a cabeça para o lado direito, exalando o ar e o puxando mais para perto, gemendo.

Helena começou a descer as mãos pela camisa dele, para puxa-la da calça, o fazendo perder o resto do controle e descer as mãos para o quadril dela, o trazendo para ele.

Helena se afastou do beijo, sem folego, boca aberta tentando pegar mais ar, e o olhou, passando a mão direita, enquanto a esquerda ainda segurava um tufo de cabelo da nuca dele, pelo queixo, lábios e indo até encontrar o cabelo dele, que puxou. Sorrindo, ela encostou a testa na testa dele, o vendo sorrir de volta, ainda puxando o ar com dificuldade.

— Eu fiquei o dia todo esperando você, para fazer isso.

Ela confessou, o fazendo abrir mais o sorriso e se inclinar para ela, ainda sem folego, para dar vários beijos estalados, nos lábios, na bochecha e descendo, até ele chegar na curva do pescoço dela, e descer os braços até a altura da cintura a erguendo, urrando baixinho, os dentes cerrados, sorrindo, enquanto ela dava gritinhos, rindo.

— E eu passei o dia todo pensando em chegar em casa ...– ele beijou o ombro dela e foi subindo a fazendo arrepiar, o segurando pelo ombro – e te namorar no sofá assistindo um filme. Mas você não colabora, bandida.

— Rá! – ela jogou a cabeça para trás, soltando um riso e voltando o olhar para ele, segurando o rosto de Tiago, molhando os lábios – E chama a família toda para isso? Tinha que ser só nós dois.

Ele foi deixando ela escorregar até por os pés no chão, passando então a mão direita pelo rosto dela, prendendo o queixo, olhando os lábios dela.

— Daí você ia deixar eu te namorar no sofá?

Ela sorriu largo, quase fechando os olhos, só concordando com a cabeça.

— Então na próxima a gente vai para o sofá sozinhos. – ele então a mirou nos olhos, brilhando em ambos, apertou os lábios puxando o ar e aproximou o nariz dele no dela, sentindo que a respiração dela, assim como a dele, acelerava, as bocas entreabertas.

Suspiraram, e Helena passou a mão direita por baixo do braço dele, indo até a fechadura dar duas voltas na chave.

Ele abriu o sorriso, fechando quase totalmente os olhos, passando a mão esquerda para a nuca dela, a trazendo para outro beijo, carinhoso, tomando os lábios dela devagar, se permitindo cada sensação, até Helena o trazer, envolvendo os braços no pescoço, para aprofundar o beijo, enquanto caminhavam atrapalhados até a cama, com ele a segurando pela cintura com a mão direita. Quando bateu na beirada da cama, ele baixou as mãos até o quadril dela a levantando e jogando na cama, os dois rindo. Ele colocou o joelho esquerdo entre as pernas dela, e foi se inclinando sobre ela, a vendo morder o lábio inferior esperando ele chegar.

Ele provocava, balançando a cabeça de um lado para o outro, até que ela o puxou pelo rosto para o beijo, o fazendo cair sobre o corpo dela, gemendo. Tiago desceu a mão esquerda pela cintura dela, até a coxa, encontrando a borda do vestido, onde ele enfiou a mão e começou a subir sobre a pele dela, entre as coxas. Helena o sentiu chegando e a tocando e arqueou o corpo, gemendo e puxando os lábios dele, mordendo. Ele sorriu, abrindo os olhos, a observando e subiu mão para o ventre dela, enquanto se afastava do beijo e passava o nariz pelo nariz dela, alcançando com a mão o seio direito dela, apertando, esperando a reação dela com um gemido, então descendo os lábios sobre os lábios dela, a língua já se enfiando na boca dela, num o beijo ávido, a fazendo gemer mais e subir as mãos, perdida.

Tiago então puxou a mão de debaixo do vestido dela, e, se apoiando nos cotovelos, ao redor dela, os braços passando por baixo dos ombros dela para as mãos alcançarem o rosto de Helena, que ele segurou devoto, subiu sobre ela, deitando totalmente o corpo ali, a fazendo sentir ele, enquanto ele buscava com os lábios o pescoço dela.

Uma, duas batidas na porta e Pedro já foi a abrindo e entrando no quarto, fazendo Tiago pular para o lado, ficando de barriga para baixo, olhando para fora da cama com os olhos fechados, assustado, enquanto Helena se sentava e puxava o vestido com uma mão e tampava a boca com a outra.

— Helena...? – Pedro parou com a mão direita na maçaneta e a esquerda no quadril, observando a cena, também se surpreendendo.

Helena o olhava de rabo de olho, pigarreando. Tiago ainda estava de barriga para baixo e agora tinha os braços para fora da cama, fingindo procurar algo.

— É, não está aqui também.

Pedro segurou o riso diante da cena, e abraçou os braços, pigarreando também.

— Não está aí o que, Tiago?

— Ah, tio. – ele tentou fingir surpresa em ver Pedro ali, só virando a cabeça rapidamente, escondendo a boca vermelha nos ombros – Eu estou procurando o meu calçado que deixei aqui outra noite.

Helena fechou os olhos e segurou a mão sobre a boca contendo o riso, vendo que Pedro fazia o mesmo.

— Sério? Tá aqui no quarto dela só para isso?

Tiago fechou os olhos e respirou fundo.

— É.

— E pode me explicar o que você fazia outra noite aqui que esqueceu os calçados?

Helena deixou escapar entre os dedos a risada. Ele se ergueu sobre os braços e a olhou. Não podia se virar agora.

— Nem me olha. A culpa é sua! O que digo sempre, Tiago?

Ele pensou um pouco “Que eu não sei mentir”.

— Então? Esse calçado. Como veio parar aqui?

Tiago bufou.

— E como você veio parar aqui? – Helena então se virou para Pedro tentando livrar Tiago da fria e entender como com as duas voltas da chave que ela deu, a porta ainda estava aberta.

— Pela porta. – ele a olhou curioso.

— Isso eu tinha observado. – ela foi até a porta – Mas eu tranquei ela com duas voltas.

Ela olhou para Pedro, levantando o olhar da fechadura, e o encontrou de braços cruzados para ela, olhos apertados diante da declaração de que ela se trancou com Tiago ali.

— Você trancou a porta só para Tiago procurar o calçado?

— Você não vai mesmo me julgar, vai? – ela o encarou.

Pedro sorriu diante da sinceridade dela.

— Deixa ver a porta, enquanto Tiago termina de procurar o calçado.

Pedro se abaixou e observou o ferrolho e o miolo da fechadura, notando algumas rachaduras na madeira e parafuso frouxo.

— Aqui ó, o trinco caiu. Você dava as voltas na chave e ela não trancava.

— Como isso? – ela perguntou olhando a fechadura e então olhando para a cama.

Tiago já se sentava, mão nos joelhos, olhando para os dois com as sobrancelhas erguidas.

— Que foi?

— Você quebrou a porta do meu quarto!

— É informação demais para mim. – Pedro ergueu as mãos.

— Eu? Foi você que me jog...

— No dia da surra no Tião. Você arrombou a porta e ela não fecha mais.

— Aaah, é mesmo. – ele se recordou, e lembrou que fez isso para proteger ela – Me desculpe pela sua porta, então. – ele se levantou com as mãos no quadril – Mas antes a sua porta quebrada que aquele verme aqui contigo.

— Espera aí, que papo é esse? O que o Tião estava fazendo no quarto da Helena? Que surra?

— Não te contaram? – Helena se virou para ele com um meio sorriso – Ele veio me ameaçar por conta das noticias sobre os capangas presos, e então o Tiago soube e veio derrubando a porta e enxotando ele da casa com socos e tudo.

Ela terminou de contar suspirando, de queixo erguido, um pouco orgulhosa, fazendo Tiago sorrir e erguer o queixo também. Pedro observou os dois ali com a mesma pose, parecendo um espelho do outro.

— Que loucura! Então a coisa é mais grave do que eu pensava. – Pedro passava a mão direita na barba.

— Helena, você está desde aquele dia com a porta sem trinco? – Tiago questionou franzindo a testa e cruzando os braços.

— Pelo visto, né... – ela apontou para a porta o encarando pela pergunta idiota.

— E como você não notou?

Ela se virou para ele colocando as mãos na cintura procurando uma resposta plausível. Então olhou para cima tentando se lembrar de algo sobre a fechadura e aquele dia. Olhou então para Pedro, que erguia as sobrancelhas para ela, também curioso. Ela puxou a unha do polegar da mão esquerda até a boca, a pressionando entre os lábios, olhando para Tiago e então para Pedro.

— Sei lá, não percebi. – e foi sentar na cama, enquanto lembrava que naquele dia Tiago a beijou no quarto dele, e depois na cozinha, então teve o sofá e a cama dela... Helena passava tanto tempo pensando nele, mais do que já pensava antes, que detalhes fugiam totalmente da cabeça dela e do seu controle – Ah, por favor, né. – ela bufou vendo os dois ainda a observando com a testa franzida – Detalhes é com o Roberto Carlos.

Ela encerrou o assunto, erguendo o queixo e respirando fundo, olhando para frente, para o nada, as mãos apoiadas na cama.

Tiago a observou e deu um meio sorriso, se virando para o tio, que agora erguia as sobrancelhas para ela. Ele notou o nervosismo dela, e os olhares para Tiago. Mesmo agora, com ele se virando para frente, ela jogou os olhos rapidamente na direção dele.

— Certo. Eu vou chamar um marceneiro para consertar isso hoje mesmo. – Pedro falou apontando para a porta, e tentando sair do assunto de vez, então a olhou e inspirou fundo – Eu só vim ver como você estava. Parece que bem.

Helena deu um meio sorriso para ele. Tiago pigarreou.

— E você? Tá melhor? – ela perguntou o olhando significativa, lembrando como ele ficou quando Helô os deixou.

— Já estive melhor, mas também já estive pior. Desculpe eu... precisei fugir um pouco.

Tiago estava boiando. Então se lembrou que o tio não aparecia desde a viagem com Helena.

— Sei como é. – ela baixou a cabeça engolindo em seco.

— Eu vou lá pedir para Leila chamar o marceneiro. – ele encerrou o assunto, apontando o polegar da mão direita para a rua, e puxando Tiago com a mão esquerda – Tiago, você vem comigo.

Helena nem teve tempo de parar Pedro, que saiu puxando Tiago, que arregalou os olhos para ela, virando a cabeça para trás, pela jaqueta de couro tom caramelo.

Ela suspirou resignada, fechou a porta e se encostou nela, passando a mão no rosto, subindo para os cabelos.

— Meu Deus. Tiago me deixou louca. Como é que estou todo esse tempo sem notar a fechadura da minha porta? – ela fechou os olhos lembrando dos beijos e tudo que aconteceu entre eles até mesmo minutos atrás – Bom, podia ser pior. Ao menos ele chegou antes da coisa ficar mais explícita.

Ela sorriu e foi até a cama, se jogando, sorrindo, já esquecendo de novo da porta. E então o sorriso foi morrendo quando pensou que novamente teria a noite frustrada com o porquinho.

Mas eram só dez horas da noite. Dava tempo para muita coisa ainda.

Pedro trouxe Tiago até o final do corredor, observando se não tinha ninguém por perto, então se dirigindo a ele.

— Pra quem brigou comigo quando eu trouxe Helena pra cá, ein, Tiago! – o tio o largou, cruzando os braços e rindo dele.

— Não entendi... – Pedro se inclinou para o sobrinho, baixando a cabeça, o olhando com as sobrancelhas levantadas, sério – Certo. Ok. – Tiago levantou as mãos – Quer que eu peça desculpas por quase ter te impedido de trazer ela?

Pedro riu e então pousou a mão esquerda no ombro dele. O aproximando, e apontando o dedo indicador da mão direita para o nariz do sobrinho, Pedro começou seu discurso de pai.

— Eu só quero ter certeza que você não vai magoar ela. Tiago, Helena já é... – ele olhou para o corredor, apertando os lábios – quase uma filha. Não é só por se tratar da sobrinha da Helô, eu tenho muito carinho por ela. Admiro muito ela, assim como tenho muito carinho por você. Por isso, antes de mais nada, pensa bem no que tá fazendo. Eu estou falando sério, Tiago, se magoar ela, vai me atingir também.

Ele terminou o aviso se erguendo para trás e colocando as mãos nos bolsos. Tiago suspirou, e foi a vez dele colocar a mão sobre o ombro do tio, o puxando.

— Não se preocupa, tio. A ultima coisa que eu quero é magoar ela. Pela Helena – ele olhou para o lado fugindo do olhar do tio, pensando nela – eu faria tudo.

O tio sorriu para o sobrinho notando a sinceridade nos olhos dele e o abraçou, surpreendendo o mesmo.

— Quem bom, Tiago. – ele se afastou colocando a mão no rosto do sobrinho – Agora – ele se virou – vamos atrás da Leila, pra ela achar um marceneiro.

Tiago ergueu as sobrancelhas.

— É claro. – ele acompanhou o tio, olhando o relógio.

Eram quase dez e meia. Ele tinha marcado com Antonio no bar às onze. Tinha planejado, depois de curtir o filme do lado de Helena, em passar a noite com ela, por mais acabado que estivesse da noite passada sem praticamente dormir. Mas então Antonio mandou mensagem o chamando para conversar urgente, quando ele saía do serviço, e para piorar o quarto dela tá sem trinco, não permitindo um momento a sós.

Como é que ia ser aquela noite? Porque ele ía voltar, mas no quarto dele não podia fazer nada, Aline sentia cada passo ao redor do seu quarto, e o quarto dela agora estava tão arriscado quanto a cozinha. “O que me lembra que já deu o prazo dela aqui. Preciso me livrar dela logo.”

— Tio. – ele parou Pedro no meio da escada – Eu tenho que ir. Marquei com Antonio.

— Tá certo. – o tio o olhou erguendo uma sobrancelha – Eu cuido disso com a Leila.

Pedro parou esperando Tiago sair. O sobrinho o olhou estranho e foi saindo, deixando o tio na escada. Pedro pegou do bolso o celular de Helena. Olhou para cima e foi até o quarto dela, batendo de leve na porta, chamando, dessa vez a esperando atender.

— Já achou o marceneiro? – ela falou abrindo, o fazendo sorrir,

— Não. Eu vou lá ver isso agora... – ele notou ela enfiando a cabeça pelo corredor procurando algo – O Tiago tinha compromisso agora e saiu.

Ela o olhou com as sobrancelhas levantadas, e depois franziu a testa para ele e desistiu de fingir, dando um sorriso desconcertado, coçando o alto da cabeça.

— Aqui. – ele entregou o celular dela – Você esqueceu comigo.

— Ah, é verdade! A Camila tinha até me emprestado um sobressalente dela. – Helena mordia o lábio inferior olhando o aparelho “Outra coisa que esqueci totalmente, a vingança e os chefes. Eles tinham me ligado no barco me parabenizando por algo, não?”

— Pois é. – Pedro passou a mão esquerda nos cabelos – Um tal de Paulo não para de chamar desde o dia seguinte que te deixei aqui. Algum conhecido?

Pedro perguntou receoso, a olhando preocupado.

— Não. – ela falou desanimada, sendo puxada da realidade de sonho para a de escuridão – Um amigo da família mesmo. Um chato!

Ela encerrou o assunto suspirando e fechando a cara.

— Certo... – ele falou olhando para o chão – E você e o Tiago?

— O que tem? – ela ergueu o queixo tentando parecer indiferente, mas os olhos brilhavam.

Ele sorriu.

— Deixa para lá. O que importa é te ver assim, feliz. – ele falou a abraçando, fazendo Helena primeiro franzir a testa e depois abraça-lo de volta – Agora – ele beijou o alto da cabeça dela – eu vou lá ver se Leila ainda está de pé para pedir para ela arranjar o marceneiro. – Helena sorriu para ele, que afastou o rosto a puxando pelo queixo para olhar para ele – E você e Tiago, se cuidem!

E Pedro deu outro beijo, agora na testa dela e saiu pelo corredor. Helena o observou, rindo e balançando a cabeça, imaginando que ele estava mandando eles se cuidarem para não serem mais flagrados.

Então ela lembrou que ele contou que Tiago havia saído para um compromisso.

— Então – ela foi entrando e fechando a porta – porquinho marcou mais um compromisso para hoje. Está certo! Quando vir no quarto, não vai me encontrar também.

Ela olhou para o celular e foi para a sala, se deitar no sofá pequeno, verificando se havia mensagens no celular. Mas como ele estava com Pedro, os chefes não devem ter arriscado mandar nada até ter certeza que ela é quem ia ler. “O que será que fiz de tão certo? Por que eles querem tanto falar comigo? Ligo agora? E a Isabela? Por que ela estava tão interessada em saber onde eu estava? O que é que Tiago foi fazer na rua a essa hora????”

Tiago já estava com o pé cansado de tanto bate-lo no chão, inquieto, esperando Antonio. O amigo tinha marcado num bar que ele adorava, com cadeiras na rua, arejado, mas ainda não chegara.

— Tiago! – Antonio falou vindo por trás e dando batidinhas no ombro do amigo.

— Antonio! – Tiago respirou aliviado e observou descontente o amigo se sentando – Você demorou!

— Com saudades de mim, Tiagão? – Antonio brincou se sentando do lado direito de Tiago a mesa.

— E da sua pontualidade! – Tiago respondeu com sorriso amarelo – Mas conta lá, o que é tão urgente e que precisa ser pessoalmente?

— Ah, o amor, já tá até rimando! – Antonio novamente fez graça com o amigo, que apertou os olhos, cruzou os braços e balançou a cabeça negativamente mas com um sorriso meio aberto que não conseguia esconder.

— Não enrola, cara. Tenho compromisso.

— Em casa é? – Tiago abriu mais o sorriso e se inclinou para frente, apoiando os cotovelos na mesa, inspirando fundo – Tá ceeeerto, não vou te atrasar, não. Mas quero relatório, viu?

— Eu até daria o relatório detalhado – Tiago começou a falar se esticando e encostando as costas na cadeira, passando as mãos no peito e depois batendo a mão direita sobre a mesa, de leve – mas você não tem idade para isso.

Antonio jogou a cabeça para trás, rindo. Depois aproximou a cadeira para mais perto do amigo batendo com a mão esquerda nas costas dele.

— Tiagão! Acho que não vou ter escolha, então! Já que estamos nesse nível, vou ter que convidar Helena para a cerimonia.

Tiago olhou o amigo franzindo a testa e bebendo um pouco da sua cerveja. Antonio apenas subiu rapidamente as sobrancelhas.

— Não acredito. – Tiago pousou o copo na pesa, balançando a cabeça negativamente e sorrindo – A louca da Ruty Raquel aceitou se casar contigo.

— Aceitou! – Antonio quase gritou, levantando as mãos para cima, contagiando Tiago que se levantou e abraçou o amigo, feliz.

— Muito feliz, por você, amigo. Muito mesmo. – ele falou abraçando o outro, e então voltando os dois a se sentarem – Era essa a novidade?

— Também. – Antonio respirou fundo, puxando os lábios e olhando para a mesa – Eu queria... você sabe como te considero, meu amigo, por isso, quer ser meu padrinho?

— Cara – Tiago abriu o sorriso e ergueu a mão direita para um aperto entusiasmado – não precisa perguntar duas vezes. Vai ser uma honra.

— Maravilha. – disse Antonio um pouco emocionado – E já tem o primeiro compromisso como padrinho, ein.

— É? – Tiago bebeu outro gole da cerveja – Qual?

— Tem a festa de noivado daqui uns dias. Estou fazendo tudo o mais rápido possível, porque nunca sei como Ruty Raquel vai estar na próxima lua cheia.

Tiago riu.

— Beleza. Onde vai ser?

— Na casa da minha mãe. Aparentemente ela está aceitando nós dois agora. Meu pai vai estar lá, também.

Os dois se olharam. Tiago sabia que não era fácil a aproximação do pai e filho ali.

— Mas me conta – Tiago soltou o ar – como você conseguiu convencer a noiva? Achei que ela não queria saber mais de você.

— Usei minhas armas secretas, né amigo? – Antonio se jogou na cadeira bebendo um gole de cerveja e piscando para Tiago, que riu.

— Nunca falha.

— Nunca. Espera só a primeira briga com Helena. Por sinal. Como vai?

— O que? Eu e Helena?

— Sim.

— Vai... – ele olhou o copo sorrindo, e depois respirando fundo – Acho que hoje não é noite de falar de mim, né? Chama o garçom para outra cerveja gelada para o meu apadrinhado. Antes de eu ir.

— Como assim? Tá fugindo de mim, ou da pergunta?

— Dos dois. – Tiago respondeu chamando o garçom.

— Tiago, Tiago... tem coisa que não dá para fugir, amigo.

Ele apenas olhou Antonio, e baixou os olhos ficando sério. Se lembrou de ter quase dito que amava Helena na limousine. Camila e AnaLu também pareciam já ter notado que ele sentia algo a mais por ela. Mas ela não parecia ver.

A cerveja chegou e Tiago ainda estava pensando. Ele só olhou para o amigo e forçou um sorriso enquanto levantava a taça para comemorar.

— Barry Allen deve ter mesmo fodido com a linha do tempo para eu estar amando e planejando casamento, e Tiago Leitão estar amando e com medo de assumir.

Tiago só o olhou de rabo de olho enquanto tomava a sua cerveja. Então baixou o copo e balançou a cabeça negativamente. “Meu medo não é assumir. Meu medo é perder.”

— Bom! O papo estava bom... – Antonio se levantou – é claro que ficou bem depressivo no final, por isso estou indo. Vai lá para o seu compromisso doméstico urgente. – ele jogou o dinheiro da bebida na mesa, o olhou sério o amigo – Se cuidem, ein.

Ele observou o amigo ir, o deixando com o resto da cerveja na garrafa e um monte de dúvidas na cabeça. O que ele realmente estava tendo com a sobrinha da Helô? Valia a pena mexer nisso agora? O que aconteceria se ele confessasse o que sentia para ela? Será que ele faria ela sofrer como já fez as outras?

A única certeza que ele tinha, agora, é que mais do que nunca queria estar com ela.

Tiago chegou em casa e foi até o quarto de Helena. Já era meia-noite. Bateu na porta e não obteve resposta. Insistiu e nada. Abriu a porta, e viu o quarto vazio. Ele entrou e verificou até no banheiro, mas não achou ela. Franzindo a testa ele saiu pelo corredor. Olhou na direção do próprio quarto, mas achou melhor não ir verificar pois isso alertaria Aline. Desceu e foi até a cozinha, onde ela também não estava. Foi até a sala, mas parecia vazia também. Ele bufou colocando as mãos na cintura, indo até o sofá menor para sentar, e então sorriu. Deitada, com o celular largado no peito e a cabeça virada para fora do sofá, estava Helena, dormindo.

Ele se aproximou do lado direito do sofá, onde estava a cabeça dela, se agachou e suspirou enquanto afastava mechas de cabelo do rosto de Helena. Passou o polegar da mão direita sobre os próprios lábios enquanto a admirava. “Amo sim. A minha bandida.” Ele sorriu, sentindo aquela sensação de frio no estomago, acompanhada de uma dificuldade em respirar, com o coração acelerando. “Mas ela é arisca.”

Helena se mexeu, sentindo a respiração dele perto, abriu os olhos devagar. Ele sorriu para ela e se aproximou para um beijo, mas então ela acordou de vez e se afastou, sentando no sofá. Ele arregalou os olhos e então voltou a sorrir para ela, colocando o cotovelo esquerdo no sofá, onde pousou a cabeça e ficou a admirando.

— Te procurei pela casa toda. Mas você já estava me esperando no sofá – ele se ergueu e sentou do lado dela, passando o braço pelo ombro dela – para a gente namorar.

Ela tirou o braço dele dos ombros dela.

— Nem nos seus melhores sonhos, porquinho. – ele franziu a testa, enquanto ela sentia nele o cheiro de cerveja – Saiu para a farra, né?

— Ah... Antonio me chamou hoje para uma conversa urgente.

Ela se afastou mais no sofá.

— Ah é?

— É... – ele sorria chegando mais perto dela.

— E era tão urgente que não podia ter me dito? – ele sorriu com a cara emburrada dela.

— Mas já tá uma namoradinha mesmo. – ele encostou nela, que já tava no final do sofá, e pegou o queixo dela – Eu não avisei porque não lembrei mesmo. Me dá branco quando estou contigo. Esqueço tudo.

Helena o olhou e prendeu a respiração, ainda com o rosto virado para a frente, ele tentando trazer o rosto dela para ele. "Sei bem como é."

— Não estou te controlando, não. – ela olhou para baixo sentindo a mentira no que dizia – Só que não posso ficar que nem boba te esperando.

— Tá certo. – ele passou a língua pelos lábios – Desculpa. – ele afastou o cabelo do ombro dela e desceu a boca para o pescoço, que beijou, a fazendo engolir em seco. – Eu te mantenho atualizada da minha agenda.

— Ai – ela empurrou ele para o lado – deixa de ser idiota, garoto.

Ele exalou o ar, revirando os olhos, e pegando o rosto dela entre as mãos, a fazendo olhar para ele.

— Helena – ele a olhava nos olhos – baixa a guarda. Você sabe que eu não trocaria ficar com você por mais nada. Foi um pedido de um amigo.

Ela suspirou, baixou o olhar que estava fixo nos olhos dele.

— É...Desculpa, eu não sei o que...

Ele não esperou ela terminar e a beijou, a fazendo perder o ar, sentindo aquele aperto na boca do estomago virar fogo pelo corpo. Ele afastou o beijo a olhando, respiração difícil, sorrindo. Ela também se ar, afastou o rosto se soltando das mãos dele.

— Tiago? – ele fez “hum?” enquanto colocava a mão direita sobre o rosto dela e acariciava a bochecha de Helena – A gente tá namorando?

Ele ergueu o olhar para ela, diante da pergunta que parecia até inocente. Os olhos dela brilhando, mordendo o lábio inferior. Ele abriu mais o sorriso, aquela sensação no estomago subindo pelo peito, enquanto o olhar passeava entre os olhos e os lábios dela, o peito subindo e descendo cada vez mais rápido.

— Eu tô te namorando sim. – a mão direita desceu, se apoiando na coxa dele, erguendo o queixo orgulhoso – Não sei você.

Ela trouxe as pernas para cima do sofá, se erguendo sobre o joelho, o envolvendo com os braços pelo pescoço, inclinando a cabeça sobre ele, enquanto balançava a cabeça afirmativamente, as cócegas internas na altura da boca do estomago dela, crescendo.

— Eu nunca namorei, né. Mas se você tá me namorando, então...

Ele olhava os olhos dela, prendendo a respiração. Passou então os braços sob as nádegas dela, a trazendo mais para ele.

— Então você aceita ser minha namorada, Helena Martins?

Ela sorriu, trazendo a mão direita sobre o rosto dele e o beijando, os dois respirando fundo, perdidos nas sensações. Tiago trouxe a mão direita para a nuca dela, a puxando para aprofundar o beijo, enquanto Helena inclinava o corpo dela sobre o dele o fazendo deitar no sofá, devagar.

Ela permitiu que ele trouxesse as pernas para cima do sofá e montou sobre ele, enquanto enfiava a língua na boca dele, o puxando pelos cabelos, sentindo as mãos de Tiago descendo até os seios e apertando, ela sem sutiã. Tiago se virou de lado, a encurralando no sofá, passando as perna direita sobre o corpo dela para puxar mais ela, o braço esquerdo envolvendo o pescoço dela por baixo e a puxando para ele, enquanto a mão direita descia até o quadril dela, apertando e subindo por baixo do vestido.

— Ai, desculpa. – disse AnaLu, parando com a mão na boca, ao chegar ao lado do sofá, celular na mão e fones no ouvido.

Helena tomou um susto. Mordeu o lábio de Tiago e o empurrou com as mãos para fora do sofá, enquanto ficava de pé sobre o sofá. Ele gemia no chão.

— AnaLu? – Helena falou com a mão na boca, ficando mais aliviada de não ser Aline ou Mágnólia.

— Eu... – a irmã de Tiago tinhas os olhos arregalados, vendo o irmão tentando se recuperar do tombo – vim... tava sem sono. Mas já tô voltando.

Tiago a chamou mas a outra já saiu apertando o passo, para poder rir da cena sem eles ouvirem.

— Tá vendo por que eu quero uma limousine?

Ele ergueu as sobrancelhas para ela, ainda em pé no sofá, enquanto ele estava largado no chão, apoiado nas mãos para trás. Então aproveitou a visão, subindo o olhar pelas pernas dela. Ele a olhou safado, abrindo a boca e segurando a língua no lábio inferior, foi se erguendo, subindo as mãos e os lábios pelas pernas dela, levantando o vestido verde até a altura da boca do estomago dela, que era onde ele alcançava em pé. Ela segurava ele pelos cabelos, sentindo ele baixar os lábios e a língua pelo ventre.

— Tiago. Nem começa. – ele já estava perto da calcinha – Agora foi a AnaLu, mas imagina a sua vó ou Aline chegando aqui? – ele afastou o rosto, se erguendo e a olhando desesperado – Acho que não vai dar para namorar hoje.

Ela fez cara de desanimo. Ele balançou a cabeça negativamente e pousou a testa no ventre dela.

— Não mesmo. Agora que comecei... – e ele num impulso a pegou no colo e foi saindo da sala a levando para o escritório, que tinha fechadura, com ela rindo e o envolvendo pelo pescoço para beijar ali.

Chegando na porta do escritório ele notou que vinha luz por baixo da porta. Olhou para os lados e a soltou.

— Espera. – ele a afastou de lado, deu uma batidinha na porta e colocou a cabeça para dentro se decepcionando ao ver a avó sentada na mesa do avô – Oi, vó.

— Tiago? O que tá fazendo aqui a essa hora?

— Eu acabei de chegar e notei que tinha alguém aqui. Tudo bem? – Magnólia ia responder mas Helena deu um beliscão em Tiago para ele não enrolar mais o fazendo interromper a vó– Beleza, vó, boa noite.

Ele puxou a porta e ficou de frente para Helena, que o questionou com o olhar. Ele suspirou, ergueu a cabeça para o corredor e a puxou por ele, até virarem para a esquerda, ele a jogando ali na parede e a beijando, ávido, quase sem ar, o braço direito apoiado na parede enquanto o esquerdo a trazia pela cintura rente ao corpo dele, sentindo ela gemer.

Ele afastou a boca da dela, a testa ainda encostadas, olhando para baixo, vendo a boca dela ainda aberta e o resto do corpo dela colado no seu. Os dois arfando.

— Eu preciso de um lugar.

Ela sorriu com o desespero dele, a excitando, o puxando pela nuca para outro beijo sôfrego, mordendo os lábios dele, a mão descendo até as calças de Tiago e entrando, o fazendo gemer. Ele se afastou sem ar. Colocou as duas mãos se segurando na parede, a cabeça inclinada ao lado do rosto dela.

— Tá. Eu tenho que pensar. – Helena mordia o lábio e subia as mãos.

— Uma pena meu quarto não ter mais a fechadura.

— O meu tem, mas a vaca da Aline não pode ouvir meus passos que já acorda.

— Não tem outro lugar com fechadura? – ela perguntou beijando o pescoço dele, o fazendo fechar os olhos.

— Todos abertos. Cozinha, sala, garagem... – ele se ergue a olhando, sofrido, pensando que seria muito melhor se não tivesse Aline ali, então teve uma ideia.

A beijou rápido.

— Eu tenho uma ideia. – ela ergueu as sobrancelhas passando a língua pelos lábios – Você vai para o seu quarto e espera. Eu vou para o meu, faço barulho e saio. Me escondo aqui embaixo até Aline descer. Você vai para o meu quarto quando ela sair, e eu a despisto subindo para lá. Só abre a porta quando eu chamar.

Ela concordou com a cabeça. Dando um ultimo beijo, ela saiu rápido.

Ele respirou fundo passando as mãos pelo rosto. Deu um tempo e subiu. Fazendo barulho ele saiu do quarto e deu umas passadas mais lentas até ouvir a porta da Aline abrindo, ele então apertou o passo. Descendo a escada, não sabendo onde ir, se enfiou atrás da escada, onde Helena uma vez se enfiou. Aline pelo visto não o notara e foi direto para a sala. Ele subiu correndo as escadas para o quarto.

Aline voltou da sala e então viu AnaLu voltando da cozinha.

— AnaLu? – Aline se aproximou – Você não viu o Tiago?

A outra a olhou intrigada e então ergueu uma sobrancelha.

— Ele saiu agorinha pela porta da frente.

Aline apertou os olhos.

— Mas o que ele foi fazer lá?

— Não entendi também. Saiu logo atrás da Helena.

Aline arregalou o olho e AnaLu abaixou a cabeça para controlar o riso. Aline correu para a porta. AnaLu foi atrás e fechou a porta devagar a trancando com a chave e a levando consigo, indo então para a sala, de onde Aline veio e que não deveria ter mais Tiago e Helena se agarrando.

Ele chegou no quarto e deu uma batidinha na porta chamando Helena, olhando para o corredor, vendo se Aline voltava.

Ela abriu e o puxou pelo braço, trancando a porta e pulando nas costas dele, o beijando pelo pescoço, enquanto ele segurava as pernas dela, caminhando até a cama, sentindo as carícias dela.

Chegando na cama ele se virou e a jogou ali, a olhando, respirando fundo antes de deitar sobre ela, passando os braços pelas costas dela, a abraçando enquanto a beijava ávido, a fazendo subir as mãos, perdida, sem saber onde coloca-las, pousando-as então nas costas dele, gemendo, as pernas subindo pelas dele, o trazendo para mais perto e se fechando no quadril de Tiago.

Ele passou a mão direita até a nuca dela e num impulso a ergueu da cama, ainda a beijando. Abriu os olhos se virando pelo quarto, vendo uma cômoda que estava atrás deles, ali encostada na parede.

Ele afastou o beijo e a levou até lá, a pousando na beirada, enquanto ela ria, e então ele, com os braços passando sobre o móvel, jogou tudo no chão e a colocou totalmente ali, a puxando para ele pelas pernas, a beijando de novo, fazendo Helena se inclinar para trás, o trazendo, até ele começar a descer os lábios pelo pescoço dela indo parar no decote de Helena. As mãos dele subindo pelas pernas dela, por baixo do vestido, pegando a calcinha dela e puxando.

Ele se afastou e terminou de tirar a calcinha dela, já se erguendo de novo e puxando os sapatos e meias, enquanto Helena tentava desabotoar a camisa dele, Tiago já puxando a cinta, agoniado, deixando as calças caírem e jogando de lado com os pés, levantando os braços para ela tirar a camisa dele por cima, com só alguns botões desabotoados. Voltou a beijar ela, a abraçando, Helena o puxando mais pelas pernas. Sentindo ele sob a cueca, gemeu.

Ela desceu as mãos, que puxavam o cabelo dele, pelas costas de Tiago até alcançar a peça de roupa restante de dele e a empurrar para baixo, o liberando para ela. Tiago afastou um pouco o lábio, sem ar, e terminou de tirar a cueca, se abaixando e então subindo, passando as mãos pelas pernas dela. Helena levou as mãos até o rosto dele, o segurando. Tiago a olhou intenso, antes de puxar o vestido dela para cima. Ela levantou os braços para permitir ele retirar a peça, devagar, observando o que revelava.

Os dois tinham a respiração difícil, se admirando. Helena com a boca entreaberta, a língua se segurando no lábio superior. Tiago se inclinou sobre ela e desceu os lábios até os seios dela, a fazendo sentir a língua quente dele encostando na pele dela, passeando, a fazendo fechar os olhos e gemer, enquanto subia as mãos até o cabelo de Tiago e puxava. A mão esquerda de Tiago desceu até a coxa dela e apertou, enquanto ele mudava a boca para o outro seio, ela arqueando mais o corpo, mordendo o lábio inferior para não gemer e ser ouvida no corredor.

Ele subiu os lábios para o pescoço dela, enquanto a mão esquerda veio para a cintura dela, a segurando, e a direita desceu entre as coxas de Helena, que gemeu alto ao sentir ele alcançar com os dedos um ponto, o fazendo sorrir e olhar para ela, observando ela mordendo o lábio, se contendo, colocando as mãos no rosto dele, respirando difícil, enquanto ele fazia movimentos que a faziam segurar gemidos cada vez mais altos.

Ele abriu a boca e a chamou para outro beijo, enquanto Helena segurava os gemidos a cada movimento dele. Sentindo ela já pronta, ele se afastou e passou as mãos para o quadril dela. Ela desceu as mãos pelo peito dele até pega-lo, ambos arfando, com as testas encostadas, enquanto ela o preparava, o fazendo gemer, sem se conter. Tiago não se segurou mais e a puxou pelo quadril, a penetrando, fazendo os dois morder os lábios contendo gemidos, respiração presa. Helena foi subindo as mãos até os ombros dele, cravando as unhas ali e sentindo mais ele, até que Tiago chegou todo o corpo dele nela, subindo as mãos do quadril dela para a cintura, que ele abraçou. Helena com as pernas o prendendo pelo quadril, o abraçava agora pelo pescoço, os lábios presos na curva do pescoço de Tiago, abafando mais gemidos. Ele começou a se movimentar, os dois exalando e puxando o ar. Ele acelerando os movimentos e a soltando para ter mais liberdade e fazer movimentos mais profundos. Helena o puxava pelos cabelos se jogando para trás, o trazendo para ela, enquanto ele voltava a boca aos seios dela, as mãos indo até o quadril os apertando para permitir mais força nos movimentos.

Ela se contorcia e segurava os gemidos, sentindo ele acelerar os movimentos. Então Tiago se afastou, ela o olhou sem ar, e o viu puxar a perna direita dela por sobre o ombro dele, ajeitando com as mãos o quadril dela mais para frente, a inclinando para trás, enquanto ele voltava a penetrar ela, sorrindo, olhando para ela, que tinha a boca aberta e prendia a respiração. Ele começou devagar com os movimentos de novo, a observando abrir a boca, depois morder ela, fechar os olhos e depois sorrir para ele, o deixando ainda mais excitado. Tiago acelerava e aprofundava os movimentos, aproveitando a liberdade da posição, e as sensações que provocava nos dois, até sentir que estavam quase no ápice.

Ele então tirou a perna dela do ombro dele, se mantendo ainda nela, a puxou pelo quadril para ele, que o envolveu pelo pescoço e o beijou, ávida, o fazendo parar os movimentos para corresponder. Tiago a ergueu da cômoda e levou de volta a cama, a deitando devagar, Helena se segurando nele pelas pernas e pescoço, ainda o beijando.

Deitados, ele sentiu as pernas dela se desprendendo dele, enquanto ele mantinha movimentos curtos, e foi subindo as mãos pelos braços dela, os elevando, até estender as mãos dela para trás, a prendendo no colchão, os dedos deles se entrelaçando, Tiago se ergueu, se afastando do beijo e a observou.

Helena abria os olhos para ele, uma sensação forte que tinha só com ele, tomando todo o ser dela. Ele a olhava intenso, baixando a cabeça para o corpo dela e começando erguendo mais o quadril para iniciar movimentos mais profundos, a fazendo arquear o corpo e morder os lábios.

Ele a olhou e a beijou, sem parar os movimentos, ainda lentos, a explorando. Desceu então os lábios até o ouvido esquerdo dela, ambos suados, os cabelos presos no pescoço de Helena.

— Grita. – ele pediu com a voz grave, sem ar – Pode gritar, eu quero te ouvir.

Ela sorriu com o pedido dele, vibrante com as sensações ela se permitiu gemer enquanto ele acelerava os movimentos, beijando e passando a língua nos seios dela. Vibrando mais a cada gemido, ele ergueu o tronco sobre ela e fechou os olhos enquanto apertava mais as mãos dela e a levava ao ápice acelerando os movimentos, fortes, sorrindo ao ouvir os gritos que ela não conseguiu conter. Ele manteve o movimento rápido, sentindo o ápice dele chegar e caiu sobre ela, gemendo. A boca sobre o ombro, um pouco acima dos seios, onde beijou.

Ficando ali alguns segundos sentindo os espasmo passando pelo corpo.

Tiago então ergueu devagar a cabeça, suado, com o cabelo dela grudado no rosto dos dois, ele viu o sorriso satisfeito no rosto dela, os olhos semicerrados o olhando. Ele sorriu e aproximou os lábios dele dos lábios dela, beijando o canto da boca dela, a sentindo retribuir, trocando beijinhos, enquanto as mãos se mantinham unidas, sobre a cabeça deles.

Notas finais
Novamente, faço a fic para vocês, o que sentirem que está um tom acima, ou onde virem que precisa ser mais, é só comentar. Enquanto eu não ler reclamações, manterei.