A sobrinha da Helô

40 50 tons da Sobrinha da Helô


Helena olhava para o chão, caçando algo no meio da bagunça no escritório. Já havia encontrado e vestido: sapatos, meia e short, mas não achava o sutiã e tinha a regata vestida sem ele. Se abaixando novamente para olhar entre os papeis e não achando nada, ela se ergueu expirando forte, as mãos na cintura depois de colocar os cabelos para atrás da orelha. Tiago sorriu. Ele estava na cadeira dele, mãos no apoio, a observando, as roupas, que Helena achou e jogou para ele, no colo. Ela o olhou e apertou os olhos, o rosto se iluminando.

— Não vai se vestir, não?

Ele abriu mais o sorriso para ela, que Helena correspondeu.

— Vou. – ele saiu do transe e respirou fundo, virando a cabeça para os lados, olhando a bagunça e coçando a nuca com a mão direita – Mas, antes. Vem aqui. – ele a chamou com a mão direita, os olhos brilhando.

Helena ergueu uma sobrancelha, desconfiada. Ele continuou a chamando com a mão. Ela cruzou os braços. Ele mordeu o lábio inferior, ainda sorrindo. Ela balançou o corpo para os lados e começou a andar devagar até ele, tentando conter um sorriso, que liberou assim que se encostou na mesa, em frente ao namorado.

— Quê que cê quer?

Tiago jogou o corpo para frente pegando ela pela cintura e andou com a cadeira até ela, erguendo a cabeça para a namorada, que passou os dedos da mão direita pelo cabelo dele. Ele aproveitou para beijar o pulso dela e suspirar.

— Que foi, Tiago? Desistiu da viagem? – ela falou sem olhar nos olhos dele, só fazendo cafuné – Vamos ficar por aqui?

— Não. – ele suspirou – Estou só – ele então passou os braços pela cintura dela, a abraçando, e olhou para o lado esquerdo, balançando a cabeça efusivamente – muito, muito, muito feliz. E você? – ele perguntou com a voz rouca, erguendo a cabeça para ela.

Helena soltou um risinho, suspirou e segurou a cabeça dele com as duas mãos, pelo cabelo, baixando os lábios e o beijando, puxando o ar, sorvendo os lábios dele, sendo correspondida com carinho.

— Tô.

Ela respondeu parando o beijo, os lábios ainda sobre os dele, abrindo os olhos e o observando. Tiago sorriu e voltou a beijar ela, sugando os lábios dela e a puxando para o colo dele, os dois rindo, ele subiu o braço esquerdo para segurar as costas dela e levou a mão direita para segurar as pernas, enquanto ele a deitava para o lado esquerdo dando beijos estalados.

Tiago ergueu a cabeça a observando.

— Você... – ele trouxe a mão direita para o cabelo dela, então passando para o rosto dela, o segurando para ele – lembra o que falou agora pouco?

— Que perdi meu sutiã? – ela falou rindo, passando a mão esquerda no rosto dele, os olhos nos lábios dele.

— Não. – ele suspirou, a mão indo pegar um tufo de cabelo dela que ele puxou entre os dedos indicador e polegar, observando e sentindo o toque sedoso, voltando então a fixar os olhos nos olhos dela – Ali na mesa.

— O que? Que a gente fez a maior bagunça? – ela ainda sorria mas já franzia a testa.

— Antes. – ele insistiu com a voz rouca.

— Que eu só penso em você? – ela o olhou intensa, ele suspirou e deu um beijo estalado.

— Depois.

— Ai, Tiago. – ela desceu a mão para o peito dele, a esfregando ali até o ombro e voltando – Depois disso eu perdi a cabeça... – ela o beijou no pescoço – Nem lembro. Eu falo muita besteira no meio da transa?

Ele murchou o sorriso diante da resposta dela. Helena era ótima mentirosa, não tinha como identificar se ela realmente não lembrava, ou estava fingindo. Tiago não sabia o que o desanimava mais. Fazendo bico enquanto suspirava e olhava para o alto da cabeça dela, levando a mão para fazer cafuné ali, ele considerou que ela podia estar insegura.

— Não. Você não fala besteira, não. É que... – ele passou a mão para o queixo dela, o segurando para ele – Só queria que você soubesse que eu me sinto da mesma forma. Se você se lembrar...

O olhar fixo nos olhos dela, Tiago observou ela franzir a testa, soltar um risinho e balançar a cabeça levemente, indo beijar ele.

— Você vai ou não vai me levar naquela viagem? – ela perguntou inspirando fundo, afastando o rosto depois do beijo e passando a mão direita no rosto dele.

Tiago deu um leve sorriso e então olhou para os lados atento.

— Verdade. Que horas são?

— Eu não sei. Aqui não tem relógio e voce quebrou o monitor do computador. — Helena falou, brincando com a situação.

Tiago sorriu e a pegou pela cintura a erguendo com ele. Jogando as roupas em cima da mesa, ele começou a se vestir e foi andando pela sala, procurando algo.

Achando o celular perto da porta, ele viu que já eram sete horas da noite.

— Droga. E eu ainda tenho que pegar umas coisas na contabilidade.

Helena tinha os braços cruzados, o observando.

— E eu estou sem meu sutiã.

Tiago a olhou por um instante e desceu o olhar para o peito dela.

— Prefiro sem eles. – ele fez graça.

— Ah, tenho certeza que os outros caras que me virem assim, também vão gostar.

— Ok. Certo. Temos que achar o teu sutiã. – Tiago processou a resposta dela e começou a olhar o chão ao redor, coçando a nuca, segurando a jaqueta na mão esquerda, o celular na direita, e a camisa preta ainda desabotoada.

— Nem adianta. Já procurei por tudo.

— Tem que estar por aqui. – ele remexia onde lembrava de ter jogado a peça – Achei!

— Meu sutiã?

— Não. Minha lista de documentos. – Helena revirou os olhos, Tiago respirou fundo colocando as mãos na cintura e a mirou, então ergueu a jaqueta no ar – Acho que vai ter que ir com a minha jaqueta. Isso aqui tá mesmo terrível. Nem sei como vou fazer segunda.

— Tá certo. – ela soltou os braços do lado do corpo, desistindo e indo até o namorado, envolvendo o pescoço dele com os braços – Desde que eu não tenha que limpar essa bagunça.

Ele fez bico pensando no trabalho que ia dar.

— Nem lembra. E ainda tenho que pegar esses documentos.

— Tem mesmo? – ela perguntou puxando ele para um beijo.

— Tenho. – ele respondeu quando ela afastou o rosto, que ele acompanhou encostando a testa dele na dela – Mas se você ajudar posso conseguir mais rápido.

— É, porquinho, não dá não, você me dá muito trabalho. – ela disse afastando o rosto para observa-lo, enquanto passava a mão direita pelo cabelo dele.

— Ah é?

— É!

— Então melhor se preparar para esse final de semana!

Ele falou passando os braços pela cintura dela e a erguendo, virando ela no ar e a carregando para a contabilidade, rindo.

Pedro subia pelo ventre de Heloisa com beijos, até alcançar o pescoço dela, a fazendo arrepiar, o lençol os cobrindo. Estavam num quarto de hotel que alugaram para passar o resto da tarde. Ela, estava recostada sobre os travesseiros, enquanto ele tinha o tronco sobre ela, a cabeça na altura dos seios. Heloisa pegou o rosto dele, sorrindo, e puxou para um beijo, largando e o fazendo suspirar.

— Pode ser vinte anos, dois meses ou uma semana, eu sempre fico morrendo de saudades de você. — ele confessou para Helô.

— Eu também. – ela suspirou, murchando o sorriso.

— Mas você é a única que pode mudar isso, Helô.

Ela o observou, Pedro tinha aquela expressão firme de quando está com a razão e sabe disso.

— Você sabe que por mim já estava todos os dias contigo. Mas com a Leticia doente, e nas mãos do Tião, eu simplesmente não consigo. É a minha filha – ela desviou rapidamente o olhar do dele – não vou conseguir me perdoar se algo...

— Certo. Eu sei. Mas assim Tião vai te manter sempre nas mãos dele. Tem que ter um jeito!

— Não tem jeito. Enquanto ele estiver vivo, ele vai nos atormentar.

— Então o jeito é esperar ele morrer?

Ela o olhou pensativa.

— Não... Eu me expressei mal. Acho que se Tião sumisse de vez da vida da Leticia ou ela enxergasse o monstro que ele é, ao menos eu poderia me ver livre dele. Mas de modo geral, ele sempre vai estar infernizando a vida de todo mundo. Tião não tem coração e gosta de usar o poder dele para atormentar todos ao seu redor.

Ele respirou fundo, pousando o queixo sobre o peito dela.

— Enquanto isso não acontece, eu fico como seu amante, que você esconde da sua filha.

Ela inclinou a cabeça para o lado o olhando carinhosa. Heloisa então o rolou para o lado esquerdo, o jogando na cama, ficando sobre ele, os braços erguidos, o observando do alto.

— Você não é meu amante. É meu amor. E sempre vai ser.

Ele sorriu e a puxou para um beijo urgente.

Tiago e Helena chegaram de volta da viagem em casa às seis horas da manhã. Ele estacionou o carro em frente a porta da mansão e correu para abrir a porta para ela, que estendeu a mão direita para ele segurar e ajuda-la a descer, em jeito afetado, ela observou ele beijando a mão dela.

— Entregue, madame!

— Como assim? E as minhas bagagens?

Tiago riu e a puxou pela mão para um abraço forte, a levantando do chão, fazendo ela dar gritinhos e rir com ele.

— Mandona! – ele falou a soltando no chão e enchendo de beijinhos no rosto, Helena com as mãos sobre o peito dele – A gente dá um pouquinho de mimo e já fica assim ó.

Helena passou o braço esquerdo por trás do pescoço dele, se segurando, e colocou a mão direita no maxilar de Tiago, o segurando para ela, os olhos perdidos na boca dele.

— Ainda bem que você reconhece que foi só um pouquinho de mimo. Para a semana que vem quero o dobro.

— Os mimos?

— Tudo! – ela respondeu o olhando nos olhos dele e sorrindo, fazendo ele sorrir também e descer os lábios para sorver os dela, puxando o ar.

— Vou pensar no seu caso. – foi a reposta dele, ela voltou a segurar o queixo dele, fazendo bico – Agooora. Eu preciso mesmo ir. Tenho que chegar mais cedo para tentar arrumar a bagunça que deixamos.

— Sempre assim. Apronta e me inclui na culpa. Lembro bem de você ter empurrado tudo no chão sozinho. – ela tentava não rir, Tiago ria jogando a cabeça para trás.

— Bandida! Uma bandida mesmo! – ele apertou os lábios inspirando fundo e afundou o rosto no pescoço dela inspirando o perfume da pele dela – Anda! Vamos subir.

— Ah, eu vou pensa no seu caso.

— Garota birrenta. – ele pegou o queixo dela e encostou a testa dele na dela a levando para trás até parar na porta do carro, a beijando, trazendo ambas as mãos para segurar o rosto dela enquanto sugava os seus lábios e a sentia estremecer, abrindo a boca para aprofundar o beijo, ele apoiou os braços no teto do veículo, a cercando, e então se afastou, fazendo Helena se inclinar para frente, seguindo os lábios dele – Vem, — suspirou — vamos levar a bagagem para dentro, que eu tenho mesmo que ir.

Ele deu mais um beijo estalado e se dirigiu ao porta malas, abrindo ele e pegando a bagagem dele e as sacolas dela, deixando para Helena só algumas outras sacolas. Depois de aberta a porta e colocadas ali mesmo as bagagens, Tiago se virou para ela, para se despedir, a abraçando por trás e beijando o ombro e o pescoço direito dela.

— Você não vai nem tomar café?

— Eu até – ele beijou o rosto dela, Helena segurando com os braços os braços dele envolta dela, rindo com os seus beijos – estou faminto, mesmo. Mas é capaz de eu perder ainda mais a hora. Na verdade, era para a gente ter tomado café no hotel, mas não deu tempo.

Helena tentou conter um sorriso, e então virou o rosto para ele, que tinha um olhar malicioso para ela e já ia beijando ela de novo quando ouviram uma voz vindo da escada.

— Até que enfim! Tiago, como você sai o final de semana inteiro sem comunicar ninguém? Estávamos aflitos. – Magnólia desceu a escada, usando um chambre preto, falando e gesticulado em tom afetado de preocupação.

Tiago não largou a namorada para responder a avó. Apenas ergueu o queixo.

— Eu achei que o tio Pedro iria avisar. De qualquer forma, sou adulto, sai com a minha namorada, acho que não tem razão para se preocupar.

— Como não? Olha isso! – Magnólia se aproximou deles e então apontou para o rosto de Tiago, com um roxo no olho esquerdo, e então olhando incriminadora para Helena, que ergueu as sobrancelhas e olhou para o namorado, contendo o riso.

— Ih, bandida, acho que você dançou. Vão te enquadrar na Lei Maria da Penha. – Tiago fez piada e os dois riram.

— Mas que...falta de respeito! – Magnólia resmungou.

— Desculpa vó, mas a senhora também não está sendo muito educada nos confrontando sobre o final de semana. Como a senhora pode ver, estamos todos bem.

— Aaah, perdão então, Tiago. Por eu ter passado um final de semana de aflição por meu neto depois de tudo que vem me acontecendo. Sabia que a sua tia foi internada as pressas?

Tiago murchou quando ela começou com o drama e então arregalou os olhos, soltando Helena que também se mostrava surpresa.

— Tia Vitória? O que aconteceu?

Magnólia conteve a alegria do efeito de suas palavras neles e juntou as mãos a frente do corpo, tentando demonstrar dor.

— O de sempre. Vitória não tem o menor controle. Exagerou nos remédios dados pelo médico e acelerou o parto. Graças a Deus Camila estava por perto e chamou a ambulância a tempo.

— Mas então ela está bem? – Tiago deu um passo a frente, pegando as mãos da avó.

— Sim. Sim. Mas nos deu um grande susto. Ficou horas na cirurgia. Mas salvaram o bebe e ela. Graças a Deus ela não teve nenhuma sequela. Agora está em observação na UTI, mas estamos confiantes. O menino foi para a incubadora, mas estamos confiantes.

— Vó... – Tiago abraçou a avó, que sorriu sobre o seu ombro e olhou vitoriosa para uma Helena, ainda surpresa, mas apertando os olhos para a megera – E quando foi isso?

— Sábado a noite. Eu tentei te ligar mas você não atendia. Eu precisava de você aqui, meu neto. Com Camila, Luciane, seu pai e Pedro, lá, e AnaLu fora, eu fiquei sozinha aqui com seu avô.

— É... – ele respirou fundo largando a avó, o braço esquerdo no ombro dela – Eu não imaginava que aconteceria algo assim. Avisei para o tio Pedro me comunicar caso fosse preciso.

— Ele certamente não...

— Cuidado com o que você vai falar do Pedro. – Helena apontou o dedo para Magnólia.

Tiago a olhou de sobrancelhas levantadas, Magnólia de narinas dilatadas, apertando os lábios.

—Bom. Eu vou para a fábrica e meio-dia passo no hospital para ver ela. — Tiago tentou cortar logo uma possivel discussão entre as duas — Não tem ninguém em casa?

— Camila voltou de madrugada. Está dormindo. Pedro ficou lá e seu pai já voltou para a campanha. Luciane está descansando para ficar mais tarde com Vitória.

— Certo. – Tiago passou a mão no queixo preocupado, algo formigando na cabeça dele, a sensação de que algo estava errado – Eu tento dar noticias. – ele deixou de lado a sensação e abraçou a avó, indo então para Helena, que tinha o olhar fixo sobre Magnólia – Me espera meio-dia.

Tiago falou doce para a namorada, a segurando pelos braços e a fazendo olhar para ele e suavizar a feição, recebendo um beijo terno antes dele sair.

Assim que Tiago saiu, Helena se virou para frente, cruzando os braços e erguendo o queixo para a matriarca, que devolveu o queixo erguido, com um sorriso no canto da boca. Magnólia imaginava que a menina nem desconfiava que Vitória no hospital era uma pessoa a menos na casa para atrapalhar a morte da sobrinha da Helô. Se bem que Vitória não faria diferença nenhuma se estivesse na lista de abatidos pelo evento.

Helena se virou e pegou quantas sacolas podia para levar para cima.

— Ah, então foi esse o pagamento pelo final de semana com o meu neto!? – Magnólia comentou venenosa, encarando Helena.

— Isso aqui não foi o Tiago quem pagou não! – Helena devolveu com um olhar desafiador.

— Bom, quem vai saber quantos cabem na sua cama, né?

— Ah, acredito que já passou pela minha cama bem menos do que passou pela sua! – Helena abriu mais o sorriso.

— Muleca! Se não foi Tiago, quem pagou isso?

— Eu! – Helena pensou que aquela era a mais pura verdade, pois seus pais pagaram, logo o dinheiro também é dela – Com exceção das lingeries. Essas o Tiago fez questão de comprar.

— Você pagou?

— É? Não posso ter dinheiro para comprar bens para mim?

— Pessoas como você não tem dinheiro para comprar nada. Roubam dos outros.

Magnólia olhou desconfiada ao notar que Helena não se irritou com a acusação, ao contrario, pareceu feliz, dando passos até a vilã e mostrando os dentes num sorriso largo.

— Mais uma vez você me acusa de algo que você é quem tem larga experiência em fazer. – Magnólia apertou os olhos para a garota – Ah, eu trouxe um presentinho pra vovó. Depois te entrego.

E Helena piscou para a matriarca, rindo, saiu para o quarto, verificar sua mochila.

Tiago apareceu quase duas horas da tarde. Helena estava na sala almoçando com Camila, que não quis almoçar antes para não ter que ficar no mesmo ambiente que a avó.

Ele sentou do lado da namorada, que por sua vez estava de frente para Camila.

— Já almoçou? – Helena perguntou depois que ele sentou, dando um selinho.

— Já...mais ou menos. Comi um sanduiche no hospital com o tio e a Luciane.

— E como tá a tia Vitória? – Camila perguntou.

— Tá bem. Hoje a tarde volta para o quarto. Tio Pedro até disse para Luciane voltar para a casa. Ele vai ficar lá hoje, e amanhã ele vai buscar a AnaLu para a festa de noivado do Antonio, e Luciane fica lá.

— Ainda vão na festa depois disso? – Camila se indignou.

— Camila, — Tiago se inclinou para a frente, os braços sobre a mesa, tentando se comunicar com a irmã – como o tio disse, ela está bem. Foi mais um susto que adiantou o parto.

— Susto...sei. – Camila disse olhando para Helena, que já sabia das suspeitas da amiga de que a avó tinha dado doses erradas de calmante.

— De qualquer forma, nem mesmo a tia Vitória vai concordar com isso. E não se trata de uma festa, é mais um evento familiar. – ele falou olhando então para Helena, que cruzou os braços.

— Nem adianta olhar para mim, eu já disse que não vou.

— O que foi? – Camila ergueu uma sobrancelha para os dois.

— Minha namorada não quer ir na festa de noivado do casamento em que serei padrinho.

— Sua namorada não conhece nem os noivos.

Tiago suspirou.

— Minha namorada não entende que ela está indo comigo e não com os outros. E que vai ser bem recebida pelos meus amigos.

— A sua namora...

— Tá bom, entendi. – Camila os interrompeu com ar mais animado – E o bebê?

— Ah. Ele vai ficar na incubadora até sexta, que é quando acham que vão dar alta para ele e para a tia.

— Então está tudo bem mesmo.

— Sim. – ele sorriu tentando ser reconfortante para a irmã, que se mostrava mais aliviada – Eu vim aqui só dar as noticias mesmo. Tenho que voltar para a empresa.

Tiago se ergueu, piscando para a irmã, e depois se inclinando e puxando a namorada pela nuca para um beijo mais demorado, fazendo ela sorrir para ele, quando a soltou.

— Eu vou chegar mais tarde, tenho aqueles documentos para ver – Helena se lembrou dos documentos que ela teve que ajudar ele a arrombar algumas gavetas para poder obter na contabilidade da empresa – me espera no meu quarto. Trancado.

Ele tentou não falar alto demais para a irmã não ouvir, mas Camila já continha um sorriso.

— E por que não no meu?

Ele baixou mais a cabeça a mirando de rabo de olho, e dando um beijo estalado quando ela não conseguiu mais disfarçar o riso. Tiago saiu suspirando.

— Final de semana foi bom mesmo, eim! – Camila comentou quando o irmão já estava longe.

— Sim. – Helena se virou alegre, suspirando.

— E eu aqui nesse inferno! Presa com o diabo em pessoa, sem poder nem ver meu namorado.

— Foi tenso, né?

— Muito!

— Mas você não pode ver ele hoje?

— É... se a tia já está melhor... Ah! Mas agora sem o tio Pedro aqui vai ser muito mais dificil driblar a vovó para sair.

— E por que você tem que sair?

Camila olhou para a amiga, interessada.

— Chama uma pizza mais tarde. – Helena piscou para a amiga – Luciane vai estar aí, pode ajudar.

— E você acha que minha avó vai deixar isso passar? Tá na minha cola direto.

Helena apertou os lábios e olhou para os lados, pensando.

— Sobrou calmantes da sua tia Vitória?

Camila franziu a testa e então entendeu a ideia da amiga.

Onze horas da noite foi quando Tiago se despediu de Antonio, no escritório do auditor que ele contratou. O contratado pegou as cópias de todos os documentos e conversou sobre o que poderia fazer oficialmente e extraoficialmente, devolvendo os documentos originais. Tenso, Tiago voltou para a casa, sendo lembrado mais uma vez pelo amigo sobre o noivado no dia seguinte.

A mansão estava silenciosa. Era normal, mas para Tiago, que tinha consciência da falta de muitos da família que antes moravam ali, ela parecia mais pesada. Era isso que o tinha deixado alarmado mais cedo, o fato de que a casa estava ficando cada vez mais vazia. Sem tentar se estender mais na ideia, ele correu para seu quarto. Mal bateu na porta e Helena já perguntou quem era.

— Sou eu.

— Tiago?

— Sim... – ele mal respondeu e ela já abriu a porta o puxando e fechando ela com o corpo dele.

— Quando você diz que vai demorar, fala sério! Eu estava quase dormindo. – ela passava as mãos pelo peito dele, por sob o paletó.

— Ainda bem que cheguei antes. – ele se inclinou para beijar ela, mas Helena jogou o corpo para trás.

— Não, não. Primeiro toma um banho.

Tiago jogou a cabeça para trás franzindo a testa.

— Por que? To fedendo?

— Faz o que eu to mandando, Tiago! – ela ordenou mordendo o lábio inferior.

— Então tá! Não quer vir comigo? – ele passou a mão direita no rosto dela para puxa-la para um beijo, novamente Helena desviou.

— Não. Eu já tomei o meu. Vai, vai, vai... – ela puxou e depois empurrou o namorado para o banheiro.

— É louca mesmo. – ele disse antes dela fechar a porta.

Helena correu para se trocar e acender as velas que já tinha espalhado pelo quarto, ajeitando uma bandeja na cômoda ao lado da cama.

— Posso sair? – Tiago disse já abrindo a porta e vendo o quarto escuro, com velas ao redor, abaixando da cabeça a toalha, com a qual ele a enxugava, uma outra, mais longa, amarrada na cintura – O que é isso?

Tiago olhou ao redor e então parou os olhos mais atentamente em Helena, depois que a vista se acostumou com a pouca luz, ele viu a namorada de corpete vermelho, com rendas pretas, meia calça, cinta liga e calcinha de seda, pretas, sobre um salto alto vermelho, e com o cabelo amarrado em um coque, usando uma máscara vermelha e um chicote fino e firme, com a ponta arredondada, na mão direita. Ela estava em pé perto da cabeceira da cama com o pé esquerdo apoiado em uma cadeira simples de madeira.

— Como você foi um garoto bom esse final de semana comigo, eu vou ser uma garota má com você. — Helena se aproximou dele.

Tiago ergueu as sobrancelhas tentando conter o riso, colocando a mão esquerda sobre o rosto e passando a língua no lábio superior, a prendendo ali e olhando ao redor, evitando encarar a namorada.

— Jura?

— Para de palhaçada, Tiago, — ela deu uma chicotada no peito dele.

— Ai! – ele largou a toalha das mãos e colocou a mao direita onde ela bateu – Helena... – ele estava tentando ser sério, dando uma passo até ela para segurar ela pelos braços, mas a namorada deu outra chicotada no peito dele.

— Você só se aproxima se eu mandar, e quanto eu mandar.

— Ai! – ele gemeu de novo, dando um passo para trás – Eu não gostei disso. Para.

Ela encostou a ponta do chicote no peito dele, o fazendo se sobressaltar com o movimento, e foi descendo o mesmo, a boca levemente aberta, Tiago colocando as mãos na cintura, sentindo o couro alcançando ele sobre a toalha, brincando ali.

— Mas vai gostar. – Helena provocou, Tiago pigarreou.

— Sério, Helena... – ele começou enquanto ela se aproximava dele, colocando as mãos no peito dele e subindo os lábios até ele se calar e começar a baixar os lábios, seguindo os dela, com a boca aberta, fechando os olhos e soltando a respiração quando ela se virou rapidamente de costas e levou a mão direita para a nuca dele, trazendo seu rosto para o pescoço dela, o qual ele beijou enquanto ela começava a andar para frente o trazendo pelo pescoço – o que você tá fazendo? – ele terminou a pergunta tentando manter o controle, mas as mãos já descendo para a cintura dela.

Helena parou perto da cadeira e o largou, se virando de frente para ele e colocando o pé esquerdo novamente sobre a cadeira.

— Você achou que era o único com amigos que conheciam truques? – ela falou erguendo o queixo e batendo o chicote na mão esquerda.

— Helena – ele colocou de novo as mãos na cintura e balançou a cabeça para os lados – você ainda tá pensando nisso...

— Shhhh... – ela bateu com o chicote agora na altura da coxa dele, felizmente protegida com a toalha – Só fala quando eu mandar e só faz o que eu mandar.

Ele olhou para o teto inspirando fundo. Ela não ia desistir disso. Tiago foi até ela a puxando pela cintura para ele, os lábios quase alcançando os dela, Helena jogando o corpo para trás enquanto ele se inclinava sobre ela.

— E quem disse que eu vou obedecer?

Helena sorriu e aproximou os lábios dela dos dele, Tiago semicerrando os olhos, a língua quase saindo da boca, ela passou a boca até o lóbulo da orelha esquerda dele, que ela sugou o fazendo estremecer.

— Você vai.

Ela falou no ouvido dele, Tiago levantando a cabeça e a observando com os olhos já denunciando o desejo crescendo. Então ela segurou a cabeça dele com as mãos e as desceu para o decote dela, não precisando dar qualquer ordem para ele inspirar fundo o perfume da pele dela e abrir a boca para beijar e sugar, fazendo Helena sorrir. Ela conduziu então a cabeça dele para baixo, descendo pelo corpo dela, até ele colocar o joelho direito no chão, a boca na altura do joelho da perna esquerda dela, agora sobre a cadeira.

— Tira! – ela ordenou olhando para a meia dela.

Tiago sorriu balançando a cabeça, sentindo o domínio dele se esvaindo enquanto crescia o desejo. Parou uns segundos antes de desprender a cinta liga e começar a puxar com as duas mãos a meia, mordendo o lábio inferior.

— Com a boca! – ela disse, batendo, dessa vez de leve, no ombro dele. com o chicote.

Ele olhou para cima e sorriu, largando as mãos para trás, ele colocou a boca sobre a pele macia da coxa dela, na parte interna, passando então os dentes ali a fazendo prender a respiração enquanto ele mordia o tecido da meia e começava a puxa-la, abrindo os olhos e erguendo a cabeça para Helena, vendo o efeito sobre ela. Notando os olhos dela através da mascara já brilhando. Ele tirou o salto dela com as mãos e terminou de arrancar a meia, jogando no chão, observando ela mudar o lado da cadeira e pôr o outro pé, abrindo levemente a boca e indicando ele repetir o procedimento. O que ele fez, dessa vez puxando o ar quando mordeu a meia, deixando o lábio superior descer pela pele dela até a altura do joelho, já fazendo a respiração dela ficar difícil.

— E agora? – ele perguntou erguendo a cabeça, jogando a meia de lado, as mãos nas costas, obediente.

Helena sorriu, puxando o ar.

— Agora você beija onde eu mandar.

Ela falou erguendo o queixo e apontando com a ponta do chicote a batata da perna direita. Ele desceu a boca ali e beijou. Ela passou a ponta do chicote no rosto dele, o chamando e apontou a curva do joelho, para onde os lábios dele foram. Engolindo em seco ela indicou o alto da coxa externa, que ele segurou com as duas mãos e beijou, sugou e mordiscou. Ela então desceu o chicote para a parte interna da coxa, o fazendo sorrir enquanto descia os lábios ali, ouvindo ela inspirar fundo e prender a respiração quando ele pôs a ponta da linga sobre a pele e a conduziu mais para dentro.

— Não... – ela bateu com a ponta do chicote no ombro dele – Só onde eu mandar.

Ele inspirou fundo e ergueu a cabeça para ela. Helena puxou a cadeira e se sentou ali. Tiago veio de joelhos, arrastando e puxando a toalha, que caiu, se prostrando de frente a cadeira. Ela passou a ponta do chicote na parte interna da coxa esquerda, onde ele afundou o rosto, beijando e sugando. Ela apontou o chicote mais para dentro, e ele seguiu, mais para dentro e ele sorriu, e então o chicote parou entre as pernas dela e Tiago ergueu as pernas da namorada por sobre os ombros, trazendo o quadril dela para a frente e desceu ali a boca, beijando e brincando com a língua sobre o tecido. Helena gemia e se segurava na cadeira.

— Deu! – ela reuniu forças para falar – Agora... – ela ofegava assim como Tiago, que erguia o rosto para ela, sorrindo, a língua a mostra, safado – Tira... – ela apontou com o chicote a lingerie o fazendo se agitar, pegando as laterais da calcinha com as mãos – Não! – ele olhou para ela, sentindo a dor do chicote no ombro, o desejo fazendo ele começar a gostar da dor – Com a boca.

Tiago sorriu, sentindo crescer do ventre a excitação, ele manteve as mãos no quadril dela, o segurando, e desceu os lábios para o ventre de Helena, que jogou a cabeça para trás quando sentiu ele tocar a pele dela com os lábios quentes, beijando, a respiração ofegante dele queimando a pele dela, enquanto ele passava a ponta da língua descendo até encostar no tecido da lingerie, onde ele abriu a boca, sugando a pele, e arranhando com os dentes, para morder a peça. Fazendo um barulho com a boca que mais parecia um rosnado, ele puxou a calcinha pelas pernas dela, sendo observado por Helena que arfava.

Helena então cruzou as pernas antes que ele voltasse para elas, o fazendo franzir a testa. Ela se inclinou para ele, o pegando pelo queixo, e se ergueu. Tiago a observando de joelhos, a boca aberta. Ela foi até a o lado da cama e a apontou para Tiago, que sorriu e se levantou, indo até ela, chegando os lábios próximos do de Helena, encostando os corpos, a fazendo abrir a boca pedindo pelo beijo, e então se jogou na cama, a deixando na vontade. Helena sorriu e indicou com a cabeça para ele colocar a cabeça sobre o travesseiro.

Tiago se ajeitou na cama, a boca sempre aberta, com a respiração difícil, a língua sempre exposta, ele observou, animado, ela subir na cama e montar sobre ele, se inclinando e passando as mão para trás da cabeça dele, por baixo do travesseiro, de onde ela tirou duas algemas. Eram de um lado metal e do outro couro vermelho. Ele franziu a testa, mas Helena foi mais ligeira e o beijou, ávida, Tiago se sentando na cama e a puxando, abrindo a boca e gemendo ao sentir a língua dela, os dois sem ar, ele baixando as mãos até as nádegas dela, apertando, crescendo do ventre para o resto do corpo aquele fogo.

Helena ergueu a cabeça sem ar, ele ainda com os olhos semicerrados, os lábios pedindo mais, ela começou a se inclinar para a frente, devagar, o deitando e trazendo as mãos dele do quadril dela para o alto. Ainda o provocando com os lábios perto dos dele, Helena amarrou a parte de coro das algemas e cada uma das mãos dele, alternando entre beijos que tiravam o folego de Tiago, ela enfim prendeu cada uma das mãos colocando a parte de metal nas patas da cama, não o permitindo levantar os braços.

Ela o beijou com urgência, puxando a cabeça dele, o fazendo gemer, ao mesmo tempo que tentava trazer as mãos para toca-la.

— O que você vai fazer? – ele perguntou ofegante, os lábios vermelhos a observando se erguer e passar as mãos pelo peito dele, maliciosa.

— Shhh. – ela colocou o dedo indicador sobre a boca – Eu não disse que você podia falar.

Helena saiu da cama deixando ele ali, se agitando e puxando as mãos.

Ela foi até a bandeja em cima da cabeceira e pegou um tapa olhos, que colocou nele, que sorriu, notando que na bandeja tinha vários potes. Ela primeiro pegou um morango, colocou na boca e voltou a montar em Tiago o fazendo gemer, ela se inclinou e aproximou a fruta dos lábios dele, os dois mordendo, comendo e se beijando. Então ela pegou uma cereja em calda e desceu a fruta pelo pescoço dele até o peito, deixou ali a fruta e desceu os lábios, a pegando e mastigando para depois fazer o caminho da calda com a boca e língua, Tiago apenas sentindo as sensações, aumentadas pela falta de visão, gemendo, erguendo o corpo. Ela beijou o outro lado do pescoço e subiu a boca até o ouvido dele.

— Você quer que eu continue sendo má?

Tiago inspirou fundo e sorriu, virando o rosto na direção da voz dela, a boca aberta esperando o beijo dela. Helena aproximou os lábios, roçando eles, o provocando, fazendo o namorado jogar a cabeça para frente, sorvendo os lábios dela, gemendo. Ela afastou o rosto dele o segurando pelo queixo e foi até o outro ouvido.

— Você não disse se quer.

O peito dele subia e descia com a respiração acelerada, cada vez mais excitado, sentindo Helena sobre ele, a voz rouca no ouvido, a respiração ofegante dela no pescoço.

— Quero. – ele falou com a voz grave, engolindo em seco.

— Eu ainda não ouvi. – ela disse se erguendo, o olhando de cima.

— Eu quero. – ele falou de novo com a voz grave e baixa.

— Não estou te ouvindo.

— Eu quero. – ele falou firme, tentando erguer o tronco, a voz alta.

— Diz por favor. – Helena inclinou o corpo sobre ele, de novo, a cabeça acima da dele, as mãos sobre o peito, os lábios roçando no dele.

— Por favor. Por favor, por favor, por favor... – ele suplicou aumentando o volume da voz a cada novo pedido.

Helena beijou levemente os lábios dele e subiu as mãos para a nuca dele, erguendo a cabeça do namorado e falando no ouvido esquerdo dele.

— Quem manda aqui? – ela voltou os lábios beijando o rosto dele até o canto da boca, aberta, arfando.

— Você. Você manda aqui.

Tiago sentiu ela se movimentando e então algo frio começou a cair sobre a boca dele. Ele sentiu o gosto do mel, que desceu pelo rosto dele e pelo queixo indo até o pescoço. Antes de ele falar qualquer coisa Helena já estava com a boca sobre a dele, o beijando, sugando o mel, ele abrindo a boca, deixando ela invadir, puxando os lábios dela, enfiando a língua, sentindo ela morder a sua boca, a excitação crescendo. Ela então desceu os lábios pelo queixo, passando a língua e lambendo o mel.

Helena subiu novamente os lábios, e foi até o lóbulo da orelha direita dele, mordendo, ele estremecendo. Ela novamente se movimentou sobre ele, Tiago puxando as mãos para segurar ela. Então ele sentiu ela montando sobre ele de novo, mais para baixo, e deu um pulo quando sentiu o cubo de gelo escorrendo pelo peito dele, conduzido pela mão dela, que passava o cubo e depois a língua, trazendo a sensação do frio e molhado para o quente e molhado da boca dela, parando sobre o lado esquerdo do peito dele, onde ela sugou. Ela depois desceu os lábios pelo corpo dele. Deixando de lado o cubo de gelo, ela pegou novamente o mel, jogou um pouco abaixo do umbigo dele e começou a sugar e lamber ali, ávida, fazendo ele gemer mais, erguendo o corpo e abaixando a cabeça, tentando ver algo, sentindo a língua dela passeando quente pela pele dele, o deixando cada vez mais excitado.

Helena pegou novamente o gelo, o chupou por um tempo e sentou sobre as pernas dele, se inclinando, o tocando primeiro com as mãos, fazendo ele abrir a boca e gemer mais alto, sorrindo. Ela jogou de lado o que restava do cubo de gelo na boca, e, fazendo primeiro ele sentir a língua fria percorrendo o membro dele, Tiago prendendo a respiração e novamente erguendo o corpo, ela então o tomou com a boca, fria, provocando uma nova onda de prazer no namorado, que, mesmo de olhos vendados, tinha a cabeça abaixada, sentindo os movimentos dela, devagar e longos, ele então jogou a cabeça para trás quando ela começou a aumentar a velocidade, o fazendo gemer mais. Ela parou os movimentos, e se aproximou novamente do ouvido esquerdo dele.

— Pede.

— Mais. – ele falou ofegante.

— Não. Pede para eu ser má com você.

Ele sorriu, apertou os dentes e disse, a voz grave e alta.

— Seja má comigo.

Helena mordeu o lábio inferior e tirou as algemas das patas da cama, primeiro a direita e então a esquerda, sendo pega de surpresa por um Tiago vendado, ávido, que assim que se sentiu livre deu um impulso e a jogou para frente, deitando sobre ela e beijando e sugando a pele que encontrou, no caso o decote dela.

— Nããão... – ela falou quase num sopro, Tiago, subindo, cego, os lábios pelo pescoço dela, sugando, pressionando o quadril dele entre as pernas dela – Tiago. – ela pegou ele pelos cabelos e puxou a cabeça dele para trás, observando o rosto dele com a língua de fora, passando pelos lábios – Vem aqui.

Helena conseguiu o fazer se erguer. Se levantaram da cara e ela o levou até a cabeceira, onde estava a cadeira. Ela ajeitou a cadeira em direção a porta e sentou um Tiago obediente ali, excitado, a boca ainda aberta, respirando difícil, assim como ela. Prendendo novamente ele com as algemas, cruzando-as em cada pata da cadeira, Helena então tirou a venda dele. Tiago piscou um pouco os olhos até ver melhor e sorriu de boca aberta para ela, o olhar intenso.

Ela deu dois passos para trás e começou a passar as mãos pelo corpete, o provocando, ela o retirou devagar, ficando de costas para ele quando jogou a peça de lado. Tiago pulou na cadeira quando viu ela saindo de lado e não indo até ele. Ouviu um barulho e então ela apareceu diante dele com os seios cobertos por chantilly.

Helena, em pé de frente para ele, nem precisou apontar com chicote ou dar a ordem, ele inclinou o quanto podia a boca até alcançar o seio esquerdo dela, gemendo, a fazendo prender a respiração, engolindo em seco enquanto ele começava a sugar o seio, puxando o ar, os olhos fechados, sentindo eles rijos, passando a língua, Helena se inclinando mais para frente permitindo que explorasse mais, arranhando com os dentes a pele dela, afastando a boca, a fazendo gemer pedindo mais e voltando, a lingua passeando, quente e molhada. Então ele pediu o outro seio, que ela ofereceu e novamente ele sugou, mordiscou, lambeu, gemendo e fazendo Helena arquear o corpo. Tiago foi descendo a boca entre os seios dela. Helena o pegou pelos cabelos, afastando a cabeça dele, o recostando na cadeira enquanto ia para cima dele, descendo no colo de Tiago, ela começou o encaixe, abrindo levemente a boca, os dois gemeram quando ela desceu, devagar, até o fim, rebolando sobre o colo dele, as bocas abertas, os lábios se tocando enquanto soltavam a respiração presa e começavam a gemer.

Tiago tinha chantilly ao redor do rosto que ela lambeu enquanto começava movimentos de trás para frente, o fazendo fechar os olhos e gemer, tentando trazer as mãos para segura-la, sentindo os movimentos dele dentro dela. Ela então sugou os lábios dele, o segurando pela nuca, beijando com urgência, ele enfiando a língua e gemendo, ela mordendo o lábio superior dele. Ela começou movimentos circulares, aumentando a velocidade e as ondas de prazer, ela começou a pular sobre o colo dele, gemendo alto, Tiago acompanhando os movimentos dela, a testa indo parar no ombro de Helena, observando o seios dela que ele então se abaixou para sugar, gemendo mais alto, enquanto ela acelerava os movimentos.

— Me solta. – ele pediu, jogando a cabeça para trás, sem ar.

Helena passou a língua entre os lábios, parou um instante os movimentos e desceu as mãos para desafivelar as partes de coro que prendiam o pulso dele. Livre, Tiago levou as mãos ao rosto dela, os tomando para ele, tirando a mascara dela para o lado e a beijando, puxando mais ar, a língua chegando na boca aberta dela antes mesmo que os lábios, a fazendo gemer, enquanto voltava os movimentos para frente e para trás.

Tiago então desceu uma mão para o seio esquerdo e outra ele prendeu nos cabelos da nuca dela, Helena com as mãos sobre os ombros dele, usando como apoio para os movimentos para cima e para baixo, que ele ia acelerando também mexendo o quadril, as bocas abertas, soltando os gemidos. Ele então passou a ter as duas mãos a segurando pelos cabelos da nuca, acompanhando os movimentos do corpo dela, mordendo o lábio inferior, querendo mais. Descendo então as mãos para as nádegas dela, ele começou a ditar um ritmo mais rápido, a fazendo se inclinar para frente, o rosto dele sobre o ombro dela, beijando e mordendo, enquanto ela acelerava os movimentos, guiada pelas mãos dele, que então a obrigavam a fazer um movimento longo e devagar par depois rápidos e fortes, provocando ondas de prazer que a faziam gemer mais alto no ouvido dele, o excitando ainda mais. Ele subiu a boca para o ouvido dela, entre os seus cabelos, ainda a segurando pelas nádegas e a movimentando para cima e para baixo.

— Vai, Helena, pede.

Arfando ela ergueu o corpo, passando a língua entre os lábios, arqueando o corpo para trás sentindo uma onda de prazer quando ele sugou o seio direito dela, pulando sobre o colo dele com mais força.

— Mais. Mais... — ela suplicou, colocando as mãos no ombro dele e jogando a cabeça para trás.

— Pede, Helena. — ele insistiu, quase gritando com uma nova onda de prazer quando ela parou e movimentou o quadril sobre o colo dele.

Ela voltou o rosto para ele, confusa, e então notou o olhar dele, malicioso.

— Seja malvado comigo. – ela falou sorrindo.

Era o que ele queira. A abraçando pela cintura, ele os ergueu da cadeira, foi até a cômoda a frente deles. A descendo do colo dele, Tiago a virou de costas, Helena apoiando as mãos na cômoda, ele não perdeu tempo e a penetrou, segurando o quadril dela com as duas mãos, ele bateu com a mão direita na nádega dela, fazendo ela gritar e sorrir, os movimentos dele mais longos e profundos, Helena fechando os olhos e gritando "mais", ele batendo agora na nádega esquerda, sorrindo ouvindo ela pedir mais, ele segurou firme o quadril dela e começou a movimentar o dele com força até o dela, enquanto trazia com força o dela para ele, fazendo ela fechar os olhos e abrir a boca sentindo o seu ápice vindo e gritando, pedindo para ele não parar, Tiago pressionando a lingua entre os lábios, aumentando a velocidade e sentindo o ápice dele chegando também, botando mais velocidade e força, Helena gritando, gemendo alto, chegando ao ápice, enquanto ele mantinha os movimentos e alcançava o dele, jogando a cabeça para trás e gritando com ela, subindo então as mãos do quadril dela para os seios de Helena, a puxando para ele, descendo os lábios para o pescoço dela, beijando ali enquanto sentia os espasmo de prazer pelo corpo.

Notas finais
A viagem vai ser contada em flash em outros capitulos.