A sobrinha da Helô

26 O evento com a Sobrinha da Helô


Tiago, como Helena recomendou, chegou em casa cedo. Cinco horas da tarde ele já estava lá. Foi até a cozinha pegar algo para comer. Ninguém lá. Nem Leila nos preparativos para o jantar. Então ele foi até a sala de estar. Ninguém.

— Onde essa gente foi? – ele falou chegando perto da escada.

— Estão lá com Luciane, se arrumando. – falou AnaLu, descendo a escada, vestida com calça jeans e regata vermelha escura.

— Se arrumando? – ele franziu a testa.

— É! Luciane mandou as mulheres todas se arrumarem para te acompanhar no evento de hoje. Ela quer todas usando vestidos que ela fez com os tecidos da fábrica. – ela chegou ao pé da escada, ficando de frente para o irmão – Diz que vai dar boa impressão. Ela não sabe muito bem como funciona isso, né?

— Pois somos dois. Eu nunca fui em nenhum desses eventos. Mas tenho quase certeza que não precisa de grande produção. – ele colocou as mãos na cintura e olhou a irmã – Você não vai?

— Não. Vou ficar aqui com a tia Vitória, para o caso de ela precisar de ajuda.

AnaLu respondeu de cabeça baixa. Eles andavam distantes desde a briga da outra noite. Tiago deu um meio sorriso para a irmã e então a abraçou pelo ombro dando um beijo na testa.

— E a vovó?

— Essa aí quer distancia de todo mundo. Detestou a ideia de Luciane levar Camila e a sobrinha da Helô no evento.

— Que bom. Então, com todas as mulheres se arrumando com Luciane, você quer dizer apenas Helena e Camila?

— Isso. O papai também tá se arrumando. Não com vestidos, claro. – ela brincou — Mas ele pareceu bem animado com o agito de Luciane. Te prepara.

Ela falou sorrindo para o irmão.

— Sério?

— Sim. Sério. Mesmo. – ela o olhou de baixo a cima – Por sinal, agora! Melhor subir e vestir um terno.

Ela riu o indicando subir. Ele foi.

Meia-hora depois ele voltou. Vestia um terno azul e camisa branca, sem gravata. Conferindo o próprio terno, ele descia a escada quando parou na metade dela. Próximos a porta já estavam seu pai, de smoking preto, abraçando Luciane num vestido de pescoço alto, preto, com detalhe floral bordado na cintura e em cima, e uma fenda generosa na perna, cabelo preso em um rabo de cavalo. Camila estava ao lado da madrasta, num vestido ombro a ombro, vermelho vivo, fenda na perna, e cabelo solto, liso. E Helena, ao lado da irmã dele, estava linda, razão que o fez parar. Diferente de todas as vezes que ele já a viu. Vestido longo, bege claro, ombro a ombro, com cabelo preso no alto da cabeça, com alguns fios soltos para dar charme, e a maquiagem marcada por um batom vermelho vivo nos lábios, que se curvaram num sorriso ao notar o efeito causado em Tiago.

— Vocês estão muito... – ele terminou de descer e foi até elas, parando em frente a Helena, que estava quase mais alta que ele, de salto – de perder até as palavras.

Luciane e Camila erguiam o queixo orgulhosas. Helena passou a mão na lapela de Tiago o medindo de cima a baixo.

— Você também não está de se jogar fora.

Luciane e Camila trocaram olhares. Tiago tentava conter um sorriso, passando a língua pelos lábios apertados.

— Vamos? – ele falou quando Helena soltou sua lapela, batendo palma animado – O transito daqui até lá é terrível.

— É onde mesmo? – Helena perguntou para Camila.

— No salão de festa de um hotel em São Paulo.

— Isso mesmo, maninha. Acho que podemos ir em dois carros, né? – ele olhou para todos, sentindo-se agitado pela noite que vinha – Pai vai com a Luci...

— Não, não, não. Calma aí filhão. Tenho uma surpresa para você. – Tiago sentiu um frio na barriga – Eu não vou, sendo candidato a prefeito de São Dimas, que sou, chegar em carros comuns. Muito menos vou deixar o dono da maior empresa têxtil da minha cidade, e também minha, chegar assim! Vem.

Tiago engoliu em seco e se deixou guiar pelo pai até o lado de fora. Lá, uma limousine preta, mais extensa que a média, os esperava com um motorista encostado nela.

— Não se preocupe, filho, tudo pago do nosso bolso. – Hércules falou batendo nos ombros do filho – Na verdade. Foi mais uma generosa doação dos serviços por um amigo de campanha. Mas como não é para campanha, nem preciso declarar.

Hércules falou orgulhoso de si. Tiago fechou os olhos.

— Vamos lá, Tiago. – o pai o chamou o puxou pelo ombro, tentando animar o filho.

Ele apenas respirou fundo e olhou para Helena, pouco atrás dele, com as sobrancelhas levantadas e a boca meio aberta, lábios curvados para baixo com os dentes a mostra. Ela olhou para ele e deu um meio sorriso, dando de ombros e indo até seu lado, pegando no seu braço. Do outro lado apareceu Camila. E assim eles seguiram até o veículo, Cucu e Lulu na frente, com o trio atrás.

Todos entraram, Tiago foi o ultimo, logo atrás de Helena. A limousine era enorme, e com luzes em led no teto e no chão. Tinha um banco de couro, preto, para duas a três pessoas, no fundo. Do lado direito, mais a frente, mais um banco de três lugares e um mini bar em frente, do lado direito. Próximo aos bancos tinha uma garrafa de espumante já aberta. Luciane e Hércules já se serviam nas taças. O pai de Tiago apertou um botão em uma mini-tela que ele abaixou do teto e avisou ao motorista para seguir viagem.

— Adoro a minha vida. – Hércules falou, beijando Luciane no pescoço, fazendo Helena virar a cabeça para o lado direito, notando então a cara de Tiago, com sobrancelhas levantadas.

— Longa, noite, né?

— E intensa. – ele respondeu expirando forte.

Chegaram em frente ao hotel. Tiago saiu primeiro dando a mão a Helena, a ajudando, e depois a irmã. Os três se adiantaram enquanto Hércules e Luciane vinham atrás.

No saguão, Tiago tirou do paletó um óculos de grau, de armação arredondada. Helena o observou com a testa franzida.

— Pra que isso? – ela perguntou.

— É meu óculos de grau.

— E desde quando você usa?

— Eu uso para... ler. Às vezes.

— E o que você vai ler aqui?

Ele a mirou nervoso, mexendo na borda do óculos com o dedo indicador e polegar da mão esquerda, o ajeitando no rosto.

— Ok. Me dá um ar mais sério. Inteligente. – ele falou baixo para ela, se aproximando de Helena – Quem sabe ajude a dar boa impressão.

Ela colocou as costas da mão esquerda sobre a boca contendo um sorriso.

— Então tá. Mas acho que comigo do lado você vai causar muito mais boa impressão do que com óculos.

Ela falou convencida, o pegando pelo braço. Ele riu, ajeitando os óculos de novo.

— Isso eu não tenho dúvidas.

O recepcionista os chamou e eles entraram.

Tiago estava nervoso. Conhecia mais ou menos de rosto quem ele precisava conversar. Misael lhe passou um mapa sobre os fornecedores, com quem teria que pechinchar, e os prováveis clientes, a quem teria de conquistar. Ocorre que ele não sabia como chamar a atenção deles. E num coquetel com tantos homens, logo a atenção estava toda nas mulheres trazidas pela empresa Leitão.

Ele se amedrontou. Nervoso, foi até a mesa de bebidas e ficou ali torcendo que as pessoas que ele precisava chegassem até ele. Enquanto observava muitos olhares se dirigirem a Helena. Muitos olhares. E olhares ousados. Até demais. Ela porém passeava entre os convidados com um sorriso aberto, charmosa, coquete. Ele sentia um misto de orgulho, excitação e ciúmes. Ciúmes, sim. Tiago não teve receio nenhum em admitir, estava morrendo de ciúmes dela sendo puxada para elogios ao pé do ouvido. Tocada no ombro. Virou a cara quando ela veio se aproximando dele.

— O que você está fazendo aí? – ela falou chegando até ele, pegando uma taça de espumante, um pouco sem ar – A Luciane já fez propaganda para metade da festa. Está quase montando um palco e fazendo desfile. Aproveita. Vai lá vender os produtos.

Ela falou o puxando pelo ombro, e depois pegando o queixo dele, sobrancelhas levantadas e olhos abertos, sorrindo.

— Não, obrigada. – ele falou emburrado, pegando uma taça com a mão direita e colocando a esquerda no bolso.

— Que foi, Tiago? Vai fazer cu doce no meio de uma festa importante?

— Não. É que acho que eles não estão nem um pouco interessados nos tecidos, não, mas no que eles tem por baixo. – ele falou erguendo a taça, apontando para a festa, sem olhar ela.

Helena cruzou os braços, se encostando na mesa de bebidas onde colocou a sua, e cruzou os braços o olhando de lado, indignada.

— Tá dizendo o que?

— Tenho que desenhar? – ele ainda olhava para frente – Esses... estão todos, só... não tiram os olhos e as mãos de ti.

— É...estão mesmo meio passadinhos, mas...espera! – boquiaberta Helena apontou o dedo indicador da mão direita para Tiago, se virando de novo para ele – Você está com ciúmes? – ela provocou.

Tiago apertou os lábios passando a língua por eles e fechando os olhos rapidamente, para se virar para ela, se inclinando e dizendo com toda a força do sentimento dele.

— Estou. – ela ficou séria e engoliu em seco, inclinou mais a cabeça até ela – A minha vontade é de sair distribuindo soco em cada panaca que te toca ou mesmo te olha. – ele deu mais um passo, Helena se segurando na mesa, enquanto o nariz dele ficava muito próximo do dela – E deixar bem claro para todos eles – Tiago a olhava nos olhos, apontando o dedo indicador da mão que segurava a taça para ela, enquanto falava grave, para só ela ouvir – que você é minha.

Ele puxou o ar, a olhando firme e se recompôs, voltando a olhar em direção a festa e tomar sua bebida. Helena finalmente soltou a respiração. Notou que as mãos estavam suadas, e tentou passa-las no vestido para enxugar, enquanto tentava se recompor.

— Feliz? – ele perguntou para ela.

— Ô. – Helena colocou a mão esquerda sobre o peito, sentindo a garganta seca, olhando para Tiago do seu lado, de terno, mão no bolso, maxilar saliente, contendo a raiva – Vem cá. – ela engoliu em seco o pegando pelo braço – Deixa eu exibir você, porque hoje cê tá muito lindo.

Ela falou orgulhosa e o puxou. Ele respirou fundo, tentando resistir. Mas na primeira roda que chegou, sendo puxado por ela, estufou o peito, e a pegou com o braço esquerdo pela cintura, sorrindo.

Helena, habilidosa, o introduzia nas conversas. Tiago tentava dar seguimento.

— Sim, nota-se que os tecidos da empresa Leitão são de ótima qualidade. – ele olhou Helena de cima a baixo — E estamos atentos a abertura de leques de opções que vocês iniciaram. Mas na atual situação financeira, a China é de longe o melhor negócio.

Tiago tomou um gole de espumante, nervoso. Helena o olhou, ressabiada, não entendia nada do que eles falavam.

— É, em uma análise superficial, realmente parece bom pechinchar. Mas de um modo empreendedor, arriscar demora em entrega, produtos de qualidades às vezes questionáveis, se não haver o devido acompanhamento, além das questões com liberação junto a receita, e impostos... Me parece mais assumir uma dor de cabeça por causa de centavos por metro de tecido. Quem está há mais tempo no mercado sabe que procurar a China é apenas procurar economizar passando mais trabalho.

— Mas hoje em dia o que temos de sobra é tempo, e não dinheiro. – o outro, um senhor de seus sessenta anos, rebateu.

— E lá tempo não é dinheiro? Você fala da situação financeira. Mas agora não é justamente um momento bom para pechinchar com o mercado interno? Sem contar que fortalecer a economia local ajuda até mesmo as empresas daqui do ramo têxtil. Vocês querem tecido para fazer roupas, para vende-las. Mas se o mercado está frágil, quem vai comprar? Ainda mais as de maior qualidade?

O outro sorriu.

— Ótimo raciocínio. Você é muito diferente do que Ciro nos passou.

Tiago ergueu o queixo franzindo a testa.

— E é por isso que hoje estou eu aqui, e não ele. Mostrar a seriedade que a empresa vem consolidando, e estabelecendo nossa atual maior virtude: a confiabilidade.

Tiago ergueu a taça a todos, sorrindo. Helena o admirava. Ele deu a volta neles, e de quebra praticamente demitiu Ciro. Ela passou as mãos pelo seu braço indo até a mão direita dele, fechando elas ali, e encostando a cabeça no ombro de Tiago, que terminou seu gole e a olhou de canto, com os olhos brilhando.

— Está certo! – o outro falou olhando os dois – Acho que podemos então remarcar aquela reunião e visita ao seu estoque?

— Claro. – Tiago respondeu calmo e confiante – Vocês tem o nosso número. Só marcar com a secretária. Agora, se me dão licença, preciso falar com uns fornecedores.

E ele cumprimentou todos com a cabeça, mantendo as mãos presas a Helena, e saiu a puxando. Circularam pela festa até mais de uma hora. Helena sempre com ele. Um elogio ou outro a ela, e Tiago concordava passando a mão no ombro dela, braços, cintura, ou mesmo pegava a mão dela e beijava. E quando o charme de Helena não era mais suficiente para manter a conversa, Tiago a conduzia com seu conhecimento sobre o mercado, seus produtos, e com a sua confiança.

Quando Tiago sentiu que falou com quem era necessário, ele apenas se virou para Helena, suspirando. Ela tinha um olhar orgulhoso para ele.

— É porquinho, você deixou essa gente de queixo caído. Não esperava menos.

Ela disse tomando o ultimo gole da terceira ou quarta taça dela.

— Ah é? — ele pegou o queixo dela com a mão direita.

— É.

Eles ficaram se olhando por um tempo. Então ele expirou e colocou as mãos no bolso esticando o pescoço para procurar o restante da família, para irem embora.

Não os encontrou. Pegou Helena e foram até o saguão. O telefone de Helena tocou.

— É a Camila.

Ela saiu para atender enquanto Tiago perguntava sobre seu pai e madrasta.

— É, Camila fugiu com Robinson agora a pouco. – ela explicou mostrando o celular para Tiago.

— E meu pai já subiu para uma suíte com a Luciane. Acho que eles não voltam conosco mesmo. Vamos embora sozinhos naquele carro enorme e sem sentido. – ele falou olhando para os lados, um pouco indignado.

Ela pigarreou.

— Se é assim. – ela estendeu o braço que ele pegou – Vamos.

Foram até a frente do hotel esperar a limousine.

O carro parou. Tiago abriu a porta para Helena entrar na frente, ele seguindo atrás dela. Se sentaram no banco do fundo. Ela do lado esquerdo e ele do lado direito. Tiago puxou a mini-tela e apertou o botão para falar com o moteorista.

— Vamos voltar, os outros não vem. – ele fechou a tela – Melhor trancar a comunicação.

Helena estava jogada no banco, cabeça recostada olhando para ele. Já tinha jogado os sapatos para longe. Tiago respirou fundo e se recostou ali também, a olhando. Ela então jogou a mão direita sobre o banco, descendo o olhar até ela. Tiago jogou então a sua mão esquerda, pegando a dela e entrelaçando os dedos, olhando para as mãos, sorrindo.

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Helena chegou o corpo mais para perto dele. Tiago fez o mesmo, tão perto que os narizes já se encostavam. Ela desceu o nariz dela pelo dele, fechando os olhos e colocando a mão esquerda sobre a face direita de Tiago, que, assim como ela, já tinha os olhos semicerrados e a boca aberta, esperando o beijo, com a língua exposta, contida no lábio inferior.

A sobrinha da Helô inclinou a cabeça para a direita e o beijou. Tiago sentiu aquela familiar sensação de frio na boca do estomago enquanto perdia controle de si e abria mais a boca, sorvendo os lábios dela, puxando o ar, se virando para ela e buscando com a mão direita a cintura de Helena, que ele puxou para si. Ela abriu mais a boca o obrigando a abrir a dele, desceu a mão para o ombro dele, o puxando, se perdendo nas sensações. Arrepios de excitação.

Tiago descia a mão direita pelo quadril e chegou na perna dela, a puxando para cima, por sobre a dele, descendo então a boca pelo pescoço de Helena, alcançando com os lábios o ombro, que ele beijava devoto. Desceu então para o decote dela. O óculos de Tiago já embasado. Helena, descendo a mão para o cós de Tiago, puxou o cinto, enquanto ele procurava com as mãos pela cintura e costas dela o fecho do vestido. Ele se afastou e jogou o óculos de lado, no chão, pegando o rosto dela com as mãos, respiração difícil.

— O fecho...do vestido. – ele perguntou com a voz rouca, respirando pela boca.

Ela sorriu, pegou o rosto dele e puxou ele para um beijo suave. Se afastou, e mantendo o olhar sobre ele, levou a mão direita ao fecho do vestido do lado esquerdo, o descendo. Tiago sorria enquanto ela baixava as alças do vestido e o retirava, jogando no chão, revelando a lingerie preta. O peito subindo e descendo rápido, a língua molhada a mostra na boca aberta.

Ela tinha as pernas sobre o banco. Ele desceu o olhar sobre o corpo dela. aproximou a mão direita da cintura dela devagar, sentindo a pele dela, se ergueu sobre os joelhos no banco e a puxou forte para outro beijo, ávido, enquanto as mãos finalmente passeavam pela pele dela, sem controle, sentindo a maciez provocando arrepios nos dois.

Helena abria a boca para o beijo e mordia os lábios dele, batom vermelho já todo borrado. Ela foi descendo a mão pela camisa dele, puxando ela e abrindo a camisa dele a força, arrancando botões. Quando chegou ao ultimo, Tiago já tinha conseguido abrir o fecho do sutiã, o jogando de lado. Parando o beijo para encostar a testa dele na dela, arfando, sorrindo, ele começou a beijar a bochecha direita dela, descendo até um ponto próximo da orelha, onde pôs a língua e sugou, enquanto trazia a mão esquerda das costas de Helena para o seio, apertando, passando o polegar sobre o bico, já rijo, fazendo ela jogar a cabeça para trás, gemendo e passando a língua pelos lábios apertados, sentindo a boca dele descer do pescoço para entre os seios, beijando, mordiscando, passando a língua molhada e quente.

Tiago manteve a mão sobre o seio esquerdo enquanto passou a boca para o seio direito. Helena arqueava o corpo, passando as mãos pelos cabelos dele. Ela então as desceu para os ombros dele, onde cravou as unhas sob o paletó. Tiago desceu mais, e com o braço esquerdo puxou ela pelo quadril a fazendo cair sobre o banco, rindo. Ele se ergueu, enquanto ela ajeitava as pernas sobre o banco, com ele apoiado no joelho esquerdo sobre o banco, as pernas dela, de joelhos erguidos.

Ele tirou de uma só vez a camisa e o terno, a olhando ali jogada, sentindo todo o desejo se manifestando no corpo dele. Foi então, com as mãos, correndo dos joelhos erguidos até as coxas, quadril, ela gemeu, ele sorriu, parou na cintura. Ele se inclinou sobre ela, que baixou as pernas. Tiago a trouxe para ele passando os braços pelas costas dela, a sentando. Ele a admirou, de cima, passou os dedos entre os cabelos já desalinhados dela, puxando a cabeça dela para trás, a boca aberta para ele. Helena passou as mãos pelo corpo dele, indo arranhar as costas dele, enquanto aproximou os lábios do peito dele, beijando, mordendo. Tiago passava as mãos pelos ombros dela. Helena desceu a mão para a calça dele, a abrindo, erguendo o olhar para ele, que voltou a segurar o rosto dela, o peito subindo e descendo. Ela puxou as calças dele, e sorriu para Tiago, que desceu o rosto e a beijou, devagar, demorado, se inclinando de novo sobre ela e a deitando, colocando o corpo sobre ela, tirando com as pernas o resto das calças, enquanto se ajeitava sobre Helena, a obrigando a abrir as pernas, ele voltando a se concentrar no pescoço dela, a fazendo arquear o corpo sentindo a pele dele na dela.

Com as mãos descendo pelas costas dele, ela começou a empurrar a cueca de Tiago para baixo. Ele se ergueu sobre ela, braços apoiados no banco, a rodeando, olhando intenso, boca aberta, a beijou e então desceu os lábios pelo corpo dela, parando quando chegou ao final do abdômen. Ele puxou a calcinha dela com as duas mãos, e a jogou por sobre o ombro, para trás, tirando então a própria cueca, já apertada, voltou até Helena que o alcançou com as mãos pelo pescoço e foi o puxando sobre ela, abrindo as pernas enquanto ele deitava, gemendo quando o sentiu. Tiago a beijava ávido, Helena tinha as mãos puxando o cabelo dele, quando ele ajeitou o corpo para o lado esquerdo, se apoiando nesse braço para poder passar a mão direita pelo corpo dela até alcançar a coxa direita de Helena, apertando ali e então subindo a mão, a fazendo parar o beijo, gemer e arquear o corpo. Ele abriu os olhos, a admirando, mordendo os lábios. Então ele voltou seu corpo sobre o dela, apoiando os cotovelos no banco, deixando as mãos livres para segurar o seu rosto, mordeu seu queixo, sorrindo, a fazendo sorrir. Ergueu e ajeitou o quadril e os dois prenderam a respiração quando ele começou a penetra-la. Helena sentia espasmos pelo corpo, fechava os olhos e subia as mãos para os cabelos, junto as mãos de Tiago que com a respiração difícil gemia sobre ela, começando a se movimentar, sentindo seu corpo dentro dela.

Ele a beijou e foi descendo as mãos até o quadril dela, o ajeitando mais próximo, o segurando ali, enquanto Helena finalmente sentia as pernas e o rodeava pelo quadril com elas, o permitindo se movimentar devagar dentro dela.

Tiago foi acelerando os movimentos do quadril, descendo os lábios para o pescoço dela, sugando, enquanto Helena abria a boca gemendo, respiração difícil, os dedos no cabelo dele, sem força, sentindo as ondas de prazer, se contorcendo, sentindo os movimentos dele aumentando, acelerando. Ela já gemia alto, deixando Tiago mais excitado, indo com mais força. Ele então a abraçou, prendendo seus corpos, permitindo fosse mais fundo em seus movimentos, mudando os lábios para o outro lado do pescoço. Sentiu quando ela chegou no ápice dela, deixando escapar um gemido alto. Ergueu a cabeça e a olhou, sorrindo, a beijou, mantendo os movimentos, sentindo o seu ápice chegar, ele gemeu, sorvendo os lábios dela, Helena com os braços agora ao redor do dele. Foi a vez dele gemer alto de prazer, a abraçando forte, boca aberta, afundada na curva do pescoço dela, parado pelas sensações. Quando terminaram, com a respiração difícil, ele ergueu o rosto, e olhou Helena, cansada, olhos semicerrados, boca aberta pedindo outro beijo, agora calmo. Enquanto se mantinham unidos num abraço forte.

Notas finais
Me permitam a insegurança para perguntar a opinião mais sincera de vocês. Isso tem me ajudado a melhorar a história, e como conto ela. Obrigada. Se não postar outros capítulos, feliz ano novo a todos.