A sangue frio
3 Morte no banheiro
Notas iniciais
Gritos ecoavam pela minha cabeça, mais não me ligavam a realidade, até que senti um choque no rosto e acordei, minha bochecha doía, me dei conta de que tinha levado um tapa, continuei ouvindo alguém me chamar, me dizendo para levantar, o som estava abafado eu quase não o ouvia, olhei ao meu redor tentando recuperar os sentidos que nem sabia que tinha perdido, minha visão estava embaçada, minhas costas e minha cabeça doíam, até que me dei conta, eu estava dentro de uma... banheira? Levei um susto e recuperei os sentidos, conseguia agora ouvir claramente os gritos, eles vinham de Jennifer.
–Ei! Acorda, anda! — ela chacoalhava meus ombros- Anda logo caralho levanta! — Ela me deu outro tapa
–Eu já acordei!- gritei enquanto a empurrava- o que diabos tá acontecendo aqui?- me ajeitei na banheira
– Conseguiram entrar — ela se posicionou ao lado da porta, dava pra ver a preocupação em seu rosto — eles... eles quebraram a porta, estão mais fortes, o que quer que tenha os contaminado, evoluiu — ela estava prestes a ter um ataque de panico.
– E como eu vim parar dentro de uma banheira?
–Quando eles começaram a tentar quebrar a porta eu tava de vigia, acordei odo mundo, menos você, você não acordava, o Lucas bem que tentou mas acho que ele exagerou um pouco, bem... ele meio que te derrubou da cama.
–Isso explica o fato de eu estar com uma dor nas costas que mais parece que sambaram em cima de mim — falei com uma certa ironia, consegui até ver um mini sorriso em seus lábios, de repente o barulho de um tiro, Jennifer começou a suar frio, suas mãos tremiam, olhei bem para seus lábios ela estava rezando, meu deus será que era tão terrível assim? — Jenny, posso te chamar de jhenny? — ela concorda com a cabeça — olha, me conta eu cai da cama e... — disse tentando distrair sua mente daquela situação perturbadora.
– Quando... quando você caiu — ela disse com dificuldade mostrando claramente seu medo, me sentei na borda da banheira.
– Olha, calma, respira, me conta sem pressa — ela respirou fundo, uma expressão séria apareceu em seu rosto.
–Quando você caiu eles racharam a porta, Cameron gritou mandando alguém te esconder, eu te arrastei, e agora estamos aqui — outro tiro dessa vez a bala atravessou a porta por pouco jenny não foi atingida, ela se virou de costas para mim e não falou mais nada, ficamos um segundos em silêncio — Como você pode ser tão egoísta?! — ela se vira e grita — você nos viu! nos viu e não fez nada! e agora aquilo evoluiu! é tudo culpa sua! — ela enfia o dedo na minha cara dava pra sentir a sua raiva.
– Já chega! — grito me levantando e segurando sua mão — eu vou resolver isso — coloco seu braço em cima do vaso (tampado) e pego uma faca do meu coturno e grito brava — você só se ofereceu pra ficar aqui dentro porque sabia que o vírus está mais forte e não quer machucá-los! — em seguida falo com o tom de voz sério — e sei também que está brava o bastante comigo para não se importar em me devorar.
– O que você vai fazer sua louca? — ela se desespera e tenta tirar o braço dali, mas eu o seguro mais forte ainda — tá me machucando!
– Cala a boca! — eu aponto a faca para sua cabeça — eu não abri a porta para me proteger tá legal? — começo a gritar mais alto ainda — eu vi você sendo mordida! Eu não sabia quanto tempo a sua transformação ia levar! E agora eu estou aqui trancada com você e acabo de descobrir que eles estão mais fortes! — eu levanto a faca para cortar seu braço — só vai doer um pouco querida — eu abaixo a faca mas ela puxa o braço de modo que a faca perfure o meu, dou grito e solto sua mão, ela se levanta para dizer algo, mas cai e desmaia, tinha começado.
–Meu Deus — falo quase sem voz, tentando desesperadamente retirar a faca de meu braço, mas não da certo, me deixando com apenas com uma uma unica escolha, puxo meu braço para o lado fazendo a faca me cortar ainda mais,dava pra sentir a carne sendo rasgada.
Jennifer começa ase levantar, ela não tem mais o movimento do braço esquerdo, está pálida e consigo ver suas veias, me levanto rapidamente, ela corre em minha direção, cravo a faca em seu cranio.
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