A sangue frio
4 Acho que meio que matei sua namorada
Notas iniciais
–Ei, eiiii, acorda, por favor!
– Hã? Que? — Me sento, ainda tonta, Pâmela está ao meu lado, chorando, o corpo de Jennifer não está mais lá, meu braço está enfaixado.
– O q... o que aconteceu?
– Pâm, olha...
– Só os meus amigos me chamam assim — ela fala com uma certa raiva, ainda chorando.
– Desculpa — abaixo a cabeça — olha, Pâmela, eu eu não tive escolha, eu — dou um suspiro — olha eu vi que ela tinha sido mordida, ai o vírus fica mais forte, e a gente tava trancada aqui, e ela não me deixou cortar o braço dela, e a faca entrou no meu, e ela se transformou e veio correndo me comer... O que eu poderia fazer?
Nesse momento Cameron aparece na porta.
– Não foi o que você fez — ela se levanta e vai até a porta — e sim como fez — os dois saem e conversam não consigo entender o que dizem mas ele está alterado.
Me encosto na parede, olho pro chão há duas poças de sangue, obviamente uma delas é de jeny, a outra não gosto de pensar nisso, mas suponho que seja minha, quando eu cortei o braço devo ter sangrado muito e desmaiado, olho para meu braço, o curativo é muito bem feito, apertado o bastante para parar o sangramento, mas não o bastante para a impedir a coagulação, exatamente cinco camadas de ataduras, o esparadrapo é de qualidade não sei se o corte está fechado ou aberto, mas não quero me preocupar com isso. Obviamente foi Pâmela que o fez, eu não entendo, ela estava com muita raiva e mágoa de mim, mas ainda sim não me deixara morrer. Cameron entra e se senta ao meu lado, fica um silencio totalmente desagradável que resolvo quebrar.
– Ela ia me matar, desculpa mas acho que meio que matei sua amiga.
– Ela era minha namorada.
– Então acho que meio que matei sua namorada.
– Seu cachorro morreu.
– Era uma fêmea.
– Então sua cachorra morreu.
– Mas que droga! — começo a chorar e dou um soco no chão — acabo de matar uma garota, fico sabendo que a minha unica companhia morreu e aqui estou fazendo piadas sarcásticas. Eu sou uma vadia mesmo.
– Então acho que eu também sou.
De repente um grito
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