Notas iniciais
#TeamAngel or #TeamImmortal?

Capitulo XIII

Há uma recepção esperando-me quando chego a casa. Dona Cho preparou bolo e torta e muitos outros doces. Também há música alegre muito agradável e não muito alta.

– Obrigada. – eu a abraço, soltando de Dante que não me largou um segundo desde que saímos do hospital, suas mãos sempre segurando meu braço como se a qualquer momento eu fosse cair, embora eu repetisse diversas vezes que estava bem.

– De nada minha flor. – ela me entrega um copo com ponche.

– Ela pode beber isso? – Dante fala tirando o copo de minha mão antes que eu o beba.

– Me dá! – reclamo tentando pegar, mas ele suspende a bebida no alto, eu pulo, mas ele nem liga, está atento a resposta de Cho.

– Claro que pode! – ela pede o copo e entrega-me, eu agradeço com os olhos por que a boca está ocupada matando a sede. – Ela está bem Dante!

– Hmm, sei. – ele me olha desconfiado e vai deixar nossos casacos.

– Ele acha que eu estou doente do corpo todo. – falo a Dona Cho. – Parece que esquece que eu só cortei a testa! – falo mais alto para que ele escute no hall.

– Eu só não quero perder meu emprego. – ele sorri debochado enquanto pega um pedaço de torta. E depois que dá uma bocada mostra língua para mim.

– Não sei qual de vocês dois é mais infantil. – Cho ri. – Vou servir o jantar.

– É ele – falei.

– Ela, é claro. – Dante falou ao mesmo tempo.

Peguei um bolinho e fiquei rondando a sala. Estava tão diferente, e era possível ver a diferença em um segundo. Já não era tudo tão branco e pálido, tinha cor. Todas as mesas que ficavam ao redor, encostadas na parede ou no centro estavam com um jarro de flores, de todos os tipos, das rosas as orquídeas e todas belíssimas. Cheirei um vaso de rosas vermelhas e o cheiro penetrou meu nariz acalmando todo meu ser.

– Gostou? – Dante perguntou ao pé do meu ouvido.

– São muito bonitas. – falei saindo do canto da sala de onde estávamos com meu pequeno bolinho.

– Quando eu cheguei achei que estava tudo muito morto e monocolor. – ele suspirou. – E desde anteontem comecei a perceber a semelhança que essa casa tinha com aquele lugar onde você estava o hospital. Foi o bastante para Dona Cho me convencer a colocar um vaso de flores coloridas em cada canto. – ele sorriu.

– Dante, posso te fazer uma pergunta? – falo timidamente.

– Sabe, era mais fácil quando você não bloqueava seus pensamentos. Momentos como esse eu poderia prever e recusar se fosse preciso. – ele fala meio aborrecido.

– Posso ou não? – falo um pouco mais feliz de saber que posso ter mais privacidade de novo.

– Pode. – ele fala de mau gosto, sentando no sofá e ligando a TV em um canal esportivo.

– Você sabe onde os mortos se encontram? – falo mordendo o bolinho e dando de ombros.

– Vai! – ele grita meio distraído com o jogo de futebol. – Sei, é no... – ele coloca a tevê no mute e olha de canto de olho para mim, que estou em pé ao lado do sofá. – Por que você quer saber?

– Curiosidade. – falo, pedindo mais do que nunca que meus pensamentos estivessem bem bloqueados. – Li em um livro e fiquei curiosa. – completo sentando ao seu lado.

– Hmm. – ele volta a colocar o som da tevê, distraindo-se novamente. Eu sei que não obterei nenhuma resposta sobre isso então eu desisto. Dante pode ser tão cabeça dura, ogro, insensível e grosso como qualquer cavalo existente – Eu ouvi a ultima parte. – ele diz.

– Eu sei. – falo sorrindo.

– Você vai querer ir a escola amanha? – ele diz trocando de canal agora que o jogo está no intervalo.

– Claro. – falo surpresa. – Por que não iria?

– Sei lá, achei que você estava quebrada demais pra ir. – ele dá de ombros.

– Já disse que eu só cortei a porcaria da testa. – falo revirando os olhos.

– Tudo bem então, amanha voltamos a rotina.

– O jantar está na mesa. – Dona Cho chama.

–Você deu um belo susto em nós. – Cho diz fechando as cortinas do meu quarto.

– Não foi minha intenção. – tiro meus chinelos e cubro-me com o lençol.

– Sei que não foi minha flor. – ela beija minha testa.

– Dante até que se comportou bem no jantar. – solto.

– Ele mudou muito. – ela ri.

– Para mim continua o mesmo grosso de sempre. – falo meio aborrecida. – Até pior.

– Se você soubesse me daria razão. – ela sorri.

– Soubesse de que? – ergo as sobrancelhas.

– Não importa agora.

– Eu queria saber mais sobre os anjos. – suspiro derrotada, nunca ninguém me conta nada. – Existem mesmo os anjos caídos e os nefilíns? – falo curiosa.

– Claro que existem. – ela sorri. – Não sei qual é o pior dos dois. Talvez os anjos caídos, eles não tem escolha, mudam, muitas vezes completamente, os que conseguem sobreviver é claro.

– Como assim?

– A partir do momento que um anjo tem suas asas arrancadas ele vira um anjo caído, amaldiçoado para sempre. Poucos conseguem sobreviver à tamanha dor e os que conseguem nem sempre ficam no lado do bem.

– E os nefilíns?

– Esses são perigosos. Filhos de anjos com humanos, outra raça que nasce amaldiçoada, meio mortal e meio imortal e os filhos dos anjos caídos então? – ela ri. – São muito piores, duas vezes amaldiçoados.

– Que coisa, tudo é maldição. – falo intrigada.

– É assim mesmo, os que seguem o caminho errado, acabam indo para o lugar errado e sofrendo as consequências, felizmente tem os que conseguem a salvação. – ela sorri.

– Salvação? Existe casos de anjos caídos ou nefilíns que conseguiram salvação?

– Claro que sim. Inclusive um anjo caído e um nefilim já moraram nessa casa e escaparam de todo esse sofrimento, vamos dizer assim.

– Conta mais. – peço.

– Outro dia, agora durma por que amanha sua rotina recomeça. – ela desliga a luz e fecha a porta.

Olho para o teto e fico refletindo sobre como serão os anjos caídos. Imagino suas asas enormes, como as de Wing, só que sem vida, com poucas penas e cinzas, não brancas como as dela. Imagino o sofrimento que o anjo deve sofrer já que suas asas fazem parte do anjo como um só.

Um calafrio me vem e imagino Dante todo encolhido em uma poça de sangue e no lugar de suas asas apenas poucas penas e um enorme V em suas costas, mas como se uma faca fizesse um buraco formando o tal v. Afasto o pensamento rapidamente.

– Eu nunca vou deixar isso acontecer. – sussurro e enxugo as lagrimas que se formaram rapidamente em meus olhos.

Cubro minha cabeça e encolho-me debaixo do lençol, abraço os joelhos e fecho bem olhos e começo a cantar uma cantiga de ninar que meu pai costumava cantar para mim quando eu era criança, principalmente quando eu tinha pesadelos e eu cantava para Anita.

Adormeço, entorpecida pelas lembranças calorosas as quais fui subitamente submetida.

– Você ronca. – ele fala ao pé do meu ouvido, acordando-me.

– E você deveria ir para a pu...

– Já estamos atrasados boca suja, então desça e não reclama. – ele ri interrompendo-me e sai do quarto.

Arrumo-me rápido e desço apressada, mal vejo a hora de colocar os assuntos em dia na escola, devo ter perdido muita coisa. Quando chego à cozinha Cho e Dante param de falar rapidamente e sinto que interrompi algo importante, mas rapidamente eles retomam sobre o supermercado da semana.

– Bom dia. – ela sorri e coloca suco em meu copo. Dante na cabeceira toma café.

– Bom dia. – respondo.

– Dormiu bem?

– Uhum, o ponto incomodou um pouco, mas fora isso foi tudo bem.

– Quem sabe agora você pense duas vezes antes de dançar no banheiro. – Dante fala debochado. Mostro língua para ele e ele pisca e joga beijo.

– Argh. – ele ri, eu reviro os olhos.

– Vamos, estamos atrasados. – ele levanta e me puxa pelo braço.

– Mas eu ainda não terminei. – falo deixando cair a torrada com nutella e pegando a bolsa na cadeira enquanto ele me arrasta para a portinha em baixo da escada que dá acesso a garagem.

– Azar o seu. – ele me solta e pega o casaco preto de couro, sintético.

Desço e o espero perto da moto, ele vem logo atrás. Aperta o botão que abre o portão e sobe na moto e coloca o capacete preto e me dá o meu branco, eu subo e coloco o meu capacete também.

Por que eu sempre me sinto como a chapeuzinho vermelho subindo na moto do lobo? Esse pensamento é ridículo até dentro da minha cabeça. Seguro em sua barriga que, aliás, é muito definida, enquanto ele acelera.

– Eu nunca vou me acostumar com o meu cabelo depois de uma volta de moto com você – Falo ajeitando o cabelo no retrovisor. – E nada de comentários, foi uma frase retorica. – falo antes que ele abra a boca, ele ri enquanto tira o casaco e o capacete.

Entramos na escola e não posso deixar de reparar que todos olham para mim, mas o que me deixa confusa não é isso e sim o fato de que estou desconfortável com a situação, uma vez que isso era normal na minha antiga escola.

– Oi Vi. – uma garota de óculos fala entrando de repente em minha frente.

– Oi. – digo assustada.

“Vejo você na sala, não demore.” – Dante diz em minha cabeça. Olho para ele e concordo.

– Tchau. – ela acena para ele que seguiu em frente. – Tenho uma surpresa para você.

– Para mim? – falo, qual é mesmo o nome dela? Cassandra! Respiro aliviada, pelo menos o nome dela eu não esqueci.

– Consegui alguns convites da festa com um amigo. – ela dá alguns gritinhos e me abraça.

– Estou boiando. – falo sem graça. – Que festa?

– Esqueci que você não estava aqui. – ela estala a língua. – Bem, terá uma festa que um pessoal está organizando e os convites são VIPS. E você tem um. – Ela me entrega um bilhete dourado e lilás no qual está escrito: Festa Dos Limites.

– Desculpa, mas eu não posso ir. – falo e entrego o bilhete a ela e sigo andando, ela me segue.

– Fica com o bilhete, e se mudar de ideia o endereço está escrito nele. – ela coloca-o de novo em minhas mãos e vai embora.

Guardo o pedaço de papel na bolsa sem nenhuma segunda intenção, sei que não poderei ir mesmo. Entro na sala e ocupo meu lugar ao lado de Dante.

– Você demorou. – ele comenta.

– Cássia estava me convidando para uma festa. – falo e dou de ombros.

– Que você sabe que não vai não é? – ele diz e eu suspiro alto.

– Sim, eu sei. – e então o professor entra na sala.

Enquanto arrumamos nossos livros no armário é impossível não deixar de ouvir os comentários sobre a festa na sexta, pelo o que ouvi será em uma mansão não muito longe daqui, e será uma festa feita pelo ultimo ano do ensino médio, ou seja, muita bebida e alucinógenos.

– Pronta? – Dante pergunta ao meu lado.

– Uhum. – tranco meu armário e sigo-o até o estacionamento.

– Você está meio calada. – ele diz colocando seu casaco e seu capacete. – Você vive tagarelando, tanto em sua mente quando fala.

– Que engraçado. – falo ironicamente enquanto coloco meu capacete e subo na moto. – É impressão sua.

– Talvez sim, talvez não. Sabe, acho que já está na hora de você desbloquear seus pensamentos, está me irritando não saber o que você pensa.

– Isso se chama privacidade Dante. – falo meio aborrecida.

– Que seja, mas que é ruim é. – Ele dá partida na moto.

– Vai para a estufa? – falo quando percebo que ele está meio apressado em guardar a moto e os capacetes.

– Sim, já não vou há dois dias, tenho que ver umas novas rosas que estou plantando.

– Hmm, e eu preciso esperar você para o jantar? – falo deixando as chaves da moto no suporte na parede.

– Se estiver com muita fome, não. – ele ri. Por que ele é tão bonito quando ri?

– Então até amanha, estou exausta e tenho muito dever de casa para fazer. – falo subindo a escada para meu quarto.

Depois de tomar um merecido banho e colocar uma roupa bem confortável desço para o jantar, mas antes dou uma olhada rápida no bilhete, o qual eu ainda não me esqueci de decifrar.

– Onde os mortos se encontram? – sussurro. Na igreja? Penso. – Não, Robert não iria se esconder em um lugar tão cheio de anjos.

Coloco de volta o bilhete na gaveta bem embaixo dos papeis, escondido caso uma mão boba, idiota e morena queria bisbilhotar minhas coisas. Então vou comer.

– Oi. – falo sorrindo e sentando-me a mesa.

– Como foi a escola? – Cho pergunta, colocando um pouco de suco em meu copo enquanto sirvo-me de carne com batatas.

– Puxado. – sorrio. – Perdi algumas coisas nesses três dias em que faltei. Ainda bem que amanha é sexta e vou poder colocar todos esses assuntos em dia.

– Que bom. – ela sorri. – E o Dante? Não vem jantar?

– Não, ele disse que ia ficar um tempo na estufa.

– Hmm.

– Você podia me contar mais sobre os anjos agora não é? – falo animada. – Ah, e isto aqui. – aponto para o prato. – está muito bom.

– Obrigada. Mas o que você ainda quer saber sobre os anjos?

– Não sei. Se eles dormem por exemplo. – falo a primeira coisa que vem em minha mente.

– Claro que dormem. – ela ri de minha pergunta.

– E brilham no sol? – falo animada.

– Vinny! – ela me repreende. – Anjos ainda são algo sagrado.

– Tudo bem, desculpa. – falo sorrindo. – E, o que acontece depois que um anjo completa sua missão.

– Depende do anjo. Por exemplo, Dante está em uma missão especial, ele precisa proteger você de ir para o caminho errado antes dos 17 anos, depois disso ele pode receber outra missão e assim por diante.

– Sem nunca parar? – falo meio exausta só de pensar.

– Não, não é preciso. – ela sorri. – E os anjos, como eu poderia dizer, convencionais é uma boa palavra. Os anjos convencionais cuidam de sua missão até que ela morra, é mais ou menos isso.

– Que barra. – falo tomando um gole de suco. – E os que recebem promoção como a Wing?

– São anjos que foram além de suas expectativas, eles viram Arcanjos e supervisionam os outros anjos menores.

– E os que são rebaixados?

– Ou viram anjos da morte ou vão lá para você sabe onde.

– Dante já foi rebaixado? – falo assustada.

– Ouvi meu nome. – ele chega sorrindo só de calça branca suja de terra.

– Dante! Meu tapete! – Dona Cho começa a bater de brincadeirinha com o pano de prato nele.

– Ai! – ele reclama. – Vou tomar banho. Esquenta essa gororoba ai para mim Chozinha, eu já volto. – ele devia de um ultimo golpe e vai embora rindo.

– Continuamos essa história outro dia. – ela sorri e vai para cozinha.

– Droga, ela não respondeu a ultima pergunta. – Levanto da mesa e vou para o quarto.

Olhando para o teto fico me perguntando quais seriam os motivos que levaram Dante a ser rebaixado para anjo da morte, mas também penso que não pode ter sido tão ruim já que ele voltou a ser um anjo da guarda e não um convencional, como disse Cho, e sim um anjo de missão.

Ele é grosso, mas está fazendo um ótimo trabalho. Há dias não tenho nem sinal de vida de Robert e se é isso que ele quer está conseguindo. Cochilo em cima dos livros, distraída em meus devaneios.

O professor fala sobre os ângulos de alguma forma geométrica, mas ninguém o observa. Todos contam os minutos para que acabe a escola e possam ir para casa e se arrumarem para a festa mais tarde. Todos menos eu e Dante, que ao meu lado tem a cara de sono mais idiota e sexy que um anjo pode fazer.

Olho para trás e Cassandra está apontando o lápis e quando percebe que eu olho levanta o convite em uma das mãos e a outra espalma para cima. Eu nego com a cabeça, ela faz biquinho.

O relógio em cima do quadro negro parece gritar. Tic Tac. Lembro que há um tempo eu era convidada para todas as festas e em algumas eu até comparecia, sempre o centro das atenções e sempre a mais bonita. Bons tempos.

O sino toca e, como um estouro em uma manada de cavalos, todos correm para fora. Arrumo minhas coisas com calma e espero Dante terminar de colocar o casaco e pegar os livros. Saímos, diferentemente dos outros, não temos pressa de chegar em casa.

– Onde você mora? – Cassandra me assusta. Digo enquanto fecho o armário. – Não é muito longe daqui.

– Não, apenas algumas quadras. – falo e espero Dante enfiar, literalmente, seus livros no armário. – Por quê?

– Não, por nada. – ela ajeita os óculos, sorri e entrega-me um papel enrolado.

– O que é isso?

– Meu numero. Caso queira conversar. – ela pisca e vai embora.

– Vamos? — Dante me diz, confirmo com a cabeça.

Chegamos em casa em silencio, estranho que Dante não tenha feito nenhum comentário sobre nada e nem tentado me tirar do sério. E eu tenho a sensação de que ele sente a mesma coisa.

Subo sem falar com ninguém e vou direto para o banho, um bem demorado. Visto uma roupa confortável e decido descer depois de algum tempo para comer algo. Na escada ouço os mesmos sussurros da noite passada, mas minha curiosidade é grande demais para deixar que eles percebam que eu cheguei.

Desço de mansinho até a porta da sala de jantar e na pontinha dos pés escuto uma conversa estranha entre Cho e Dante.

– Devia contar a ela. – Cho fala, melhor, sussurra.

– Não, está tudo bem. O plano está dando certo não é? – Dante responde.

“Plano que plano? E ela quem?” penso.

– Não acho certo você enganar a menina desse jeito.

– Não estou enganando.

– Faze-la pensar que você pode sentir algo por ela não é enganar?

– Nunca disse nada do tipo para ela. – ele fala firme.

– E os beijos que você deu? Não acha que é motivo suficiente?

– São apenas beijos. Não senti nada.

– E ela?

– O que tem? – ele diz.

– Não se importa com o que ela sente?

– Você sabe muito bem que é impossível que eu tenha algo com ela Cho, sou um anjo e ela uma mortal, além do mais o plano corre bem e é o que importa.

– E qual é plano Dante? Mata-la de decepção?

– Não! – ele suspira alto. – Robert vem quase toda noite vê-la e estou muito perto de pega-lo e entrega-lo ao superior. Se ela continuar a falar dele ou pensar nele, ele vira com mais frequência e então eu o pego, tudo acaba, eu vou embora e ela segue a vida dela.

– Grande plano. Só não sei onde está a parte de fingir algum sentimento.

Antes que ele responda eu corro para cima, choramingando. Chego ao quarto e abro a bolsa e puxo o papel que guardei lá, pego o telefone e disco os números.

Atende. Atende. Atende. Enxugo as lagrimas e espero uma resposta.

– Alo? – ela atendeu.

Notas finais
Dante agiu bem? O que você achou? E a Vinny? O que ela vai aprontar?