A proposta
1 They are getting married!
Notas iniciais
Os raios de sol entram pela janela de Emma Swan. Aos poucos, ela vai despertando. Ainda sonolenta, levanta lentamente e olha para seu relógio, que marcava seu atraso.
— Droga! – pragueja e levanta rapidamente da sua cama, torcendo para não ser morta por sua chefe.
Se arruma rapidamente e corre, desastradamente pelas ruas, até o café mais próximo. Emma entra e se depara com uma fila enorme.
— Emma, ei. – a garçonete, com um sorriso no rosto, a chama. Ela se aproxima. — Aqui está, seu café com leite de sempre! — a entrega. Emma faz uma nota mental de agradece-la futuramente.
— Você literalmente salvou minha vida, eu seria morta pela minha chefe. Muito obrigada. – ela sai do estabelecimento e volta para sua corrida, quase sendo atropelada pelos carros da transitada rua.
Emma finalmente entra na editora Magic.
— Desculpe... Ops... – ela diz, ao esbarrar com um cara e derrubar um dos seus cafés, e ainda por cima, estragando com sua blusa. — Preciso vestir sua camisa, literalmente. — ela diz para Kristin, a assistente.
— O que? Está louca? – pergunta, assustada.
— Show da Katy, essa terça. 1 ingresso pela sua camisa. 5 segundos para decidir. – chantageia. — 1,2,3,4,5... – conta rapidamente. Antes da assistente poder lhe responder, uma figura amendrotante entra na editora. Regina Mills, com sua típica saia lápis preta, blazer preto e seus saltos altos, também pretos.
“Ela chegou! “ um dos funcionários envia para todos.
A medida que Regina vai passando, todos ali vão se recolhendo e fingindo estar trabalhando.
Emma já estava na sala de sua chefe.
— Bom dia, conferência telefônica em 1 hora. – avisa e dá seu café para Regina.
— Sim, eu sei. Sobre o marketing dos livros da primavera. – senta em sua cadeira.
— Reunião de equipe às 9 horas.
— Você ligou... Como é mesmo o nome? Aquela das mãos feias... – faz um sinal com as mãos.
— Úrsula?
— Aham, Úrsula.
— Sim, eu disse a ela que se o manuscrito não chegasse a tempo você não daria data de lançamento. E, ah, o advogado da imigração ligou... – Regina a interrompe.
— Cancele a ligação, passe a ligação para amanhã e deixe o advogado na lista. – fala enquanto analisava alguns papeis.
— Oh, okay, chefe. – Emma caminha até a saída.
— Quem é Ingrid? – Regina pergunta enquanto olhava para o café. — E por que ela quer que eu ligue para ela?
— Uh... esse era meu café. – explica.
— E eu estou bebendo seu café... Por que, Miss Swan? – Emma sente um arrepio na espinha.
— O seu derramou...
A chefe assente e bebe o café, fazendo uma expressão indecifrável.
— Então você bebe café com leite de soja light com canela e sem açúcar? – arqueia a sobrancelha.
— Bebo. É como o Natal em uma xicara. – mente.
— Que coincidência, Miss Swan.
— Acredito que sim. Eu não beberia o mesmo café que você só para o caso do seu derramar. Isso seria estupido. – ela atende o telefone que estava tocando. — Bom dia, escritório da Miss. Mills. Hey, Sidney.— Regina faz um sinal com as mãos. — Na verdade, estamos indo para a sua sala agora.— desliga a chamada. — Por que estamos indo ao escritório do Sidney? — Emma e Regina trocam olhares e a loira saí.
“A bruxa subiu na vassoura” Emma manda para todos.
— Terminou o manuscrito que eu te dei? – pergunta enquanto seguia sua chefe.
— Li algumas páginas, não me impressionou. – responde tranquilamente.
— Posso te dizer uma coisa?
— Não.
— Já li milhares de manuscritos e esse foi o primeiro que passei a você. A história é muito boa, o tipo que você costumava publicar. – Regina e Emma veem a blusa de Kristin manchada de café.
— Errado, e eu acho que você pede o mesmo café que eu para o caso de você derramá-lo, o que de fato, é patético.
— Ou impressionante?
— Impressionante, Miss Swan, seria se você não derrubasse meu café.
Eles entram na sala de Sidney.
— Oh, bela sala. – Regina comenta enquanto avaliava.
— Obrigada, restaurei ela a pouco tempo.
— Sidney, você está demitido. — é curta e grossa.
— Que? – pergunta confuso.
— Pedi milhares de vezes para levar Gold na Oprah e você não conseguiu... Está dispensado.
— Mas era impossível, Gold não dá uma entrevista há 20 anos. – fala como se fosse obvio.
— Isso é interessante, pois acabei de falar com ele e ele vai ao programa.
— Como?
— Você nem ligou pra ele, não é mesmo?
— Mas...
— Eu sei, ele pode ser difícil de se lidar... Para você. Dou dois meses para você arranjar outro emprego, e pode dizer que pediu demissão, tudo bem? – ela pega um livro em sua estante e sai da sala, com Emma, sem ao menos receber alguma resposta.
— Como ele está? – Regina pergunta enquanto anda.
— Está em movimento, com um olhar insano...
— Não, Sidney... Não faça isso...
— SUA COBRA VENENOSA! – Sidney grita, chamando a atenção de todos os funcionários. — NÃO PODE ME DEMITIR! Acha que eu não sei o que está fazendo? Está querendo impressionar a diretoria. Se sente ameaçada por mim! VOCÊ É UM MONSTRO!
— Sidney, pare. – Regina adverte, calmamente. Ele a ignora.
— Só porque não tem vida fora dessa merda de escritório, acha que ninguém tem. Não somos seus escravos. Quer saber? Eu realmente sinto pena de você. Você sabe o que terá em seu leito de morte? Nada e ninguém. – ela se aproxima dele.
— Ouça atentamente. Eu não demiti você porque me senti ameaçada. Não. Demiti você porque você é preguiçoso, petulante, incompetente e passa mais tempo traindo sua mulher do que no escritório. E se dizer mais uma palavra, Emma botara você para fora à força. Emma o filmara com o telefone dela e colocará no tal site da internet. – se vira para Emma e pergunta- Qual mesmo?
— Youtube?
— Exatamente. É isso que você quer? Acho que não. Tenho trabalho a fazer. – se vira e sai andando, deixando Sidney com cara de tolo.
— Mande o segurança limpar a sala dele.
— Pode deixar. – Emma responde, a seguindo.
— Preciso de ajudar no final de semana para analisar arquivos e manuscritos dele.
— Neste final de semana? – pergunta preocupada.
— Algum problema?
— Não. É o aniversário de 90 anos de minha vó e eu ia para casa... – ela não dá atenção. — Tudo bem, vou cancelar. Na verdade, está me salvando de um fim de semana tedioso.
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— Eu sei, eu sei. Diga a vovó que sinto muito. O que quer que eu diga? Ela quer que eu trabalhe no final de semana. Não. Eu dei um duro danado para ser promovida e agora não posso estragar tudo. Sei que papai está chateado, mas eu levo as coisas muito a sério aqui, volto a ligar quando possível.— Emma conversava com sua mãe no telefone. Regina observava tudo. Emma bufa e desliga.
— Era sua família?
— Era.
— Eles falaram para você se demitir?
— Todo dia.
Quando a morena abre a boca para falar, o telefone toca novamente. Emma atende, conversa e desliga.
— Arthur e Neal querem que você suba imediatamente. – Regina range os dentes.
— Certo, venha me buscar em 10 minutos. Temos muito a fazer.
— Okay.
Ela vai em direção à sala dos dois, quando a secretaria a cumprimenta, ela ignora.
— Arthur, Neal. – acena para eles.
— Regina! Parabéns pela Oprah. Foi uma notícia excelente. – Arthur se pronuncia.
— Obrigado. Não vou ganhar mais um aumento, vou? Brincadeirinha. – ri fraco, enquanto se apoiava na cadeira, à frente da mesa dos dois.
— Regina... Se lembra quando você não iria a feira de livros porque não podia sair do país enquanto seu pedido de visto estivesse em análise?
— Sim, lembro.
— E você foi...
— Sim, fui. Nós íamos perder para outra editora. Então eu não tinha outra escolha, não é mesmo? – solta um riso fraco.
— Parece que o governo dos EUA não se importa com quem pública.
— Nós acabamos de falar com seu advogado de imigração. – Neal fala.
— Ótimo. Então está tudo bem... Tudo bem?
— Regina... Seu pedido de visto foi negado... – Arthur explicava enquanto lia alguns papeis.
Ela fica sem palavras.
— Você vai ser deportada. – continua.
— Deportada? – fica preocupada.
— Parece que também há documentos que você não preencheu no prazo.
— Espere aí! Eu não sou nem imigrante! Sou do Canadá, pelo amor de Deus. Deve ter algo que podemos fazer.
— Podemos solicitar de novo, mas terá que ficar fora do país por um ano. – Neal faz um sinal explicativo com as mãos.
Ela não conseguia acreditar.
— Certo, tudo bem, isso não é ideal, mas... Posso trabalhar de Toronto.
— Não. – a interrompe.
— Com vídeo conferencia e internet. – continua.
— Infelizmente, como deportada, não pode trabalhar para uma empresa americana. Até que isso se resolva, vou passar as operações para Sidney Glass.
Regina engole seco.
— Sidney Glass? Que acabei de demitir?
— Precisamos de um editor chefe. Ele é a única pessoa com experiência suficiente.
— Não pode estar falando sério. Eu imploro.
— Regina. Estamos desesperados para que fique. Se existisse alguma maneira de resolver isso, nós faríamos.
A porta é aberta por Emma.
— Com licença, estamos em reunião. – Arthur reclama.
—Desculpe interromper.
— O quê? – Regina pergunta, sussurrando.
— A secretaria da Oprah ligou, ela está na linha.
— Eu sei.
— Ela está na espera. Precisa falar com você urgente, eu disse que a senhora estava ocupada, ela insistiu, desculpe. – Regina revira os olhos. — Então...
Naquele momento, uma ideia surge na cabeça da morena.
— Vem cá... – sussurra. Ela se aproxima. – Senhores, eu compreendo que a situação seja difícil. E... E há... Acho que há algo que deveriam saber...Nós vamos nos casar. – apoia a mão no ombro de Emma. — Nós vamos nos casar. – repete.
— Quem vai se casar? — Emma pergunta confusa.
— Você e eu. Nós vamos nos casar. Sim! – fala com um sorriso tremulo nos lábios.
— Nós vamos...
— Nos casar. – Regina completa.
Os senhores observavam a cena.
— Ela não é sua secretaria? – Neal pergunta.
— Assistente.
— Assistente executiva. Secretaria.
— Títulos. Mas não é a primeira vez que uma de nós se apaixonou por secretarias. Não é, Arthur? Guinevere, lembra? Então sim, a verdade é... Eu e Emma, nós somos duas pessoas que não deveriam se apaixonar, mas nos apaixonamos.
— Não... – Emma falava mecanicamente.
— Todas as noites sozinhas no escritório nos ajudaram...
— Sim.
— Algo aconteceu.
— Algo...
— É. – sorriem juntas. – Eu tentei evitar, mas não pude... Não pude ir contra um amor como o nosso, então... – se abraçam de lado. — Está tudo certo? Estão felizes? Porque, bem, nós estamos. Bem felizes.
—Regina?
—Oi.
— É excelente. Legalizem tudo.
— Isso significa que então... Precisamos ir ao escritório de imigração. Para resolver essa confusão toda. Muito obrigada, senhores. Iremos fazer isso agora mesmo.
—Obrigada.
— Senhores.
— Isso.
Elas saem da sala.
“ Regina e Emma vão se casar! “ essa era a mensagem que circulava por todos os computadores dali.
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