Notas iniciais
Em primeiro lugar, eu ia demorar pra voltar, mas ao ver a recomendação linda da Natacha G, eu tive que vir agora. Linda, voce me fez abrir um sorrisão! Eu fiquei gritando pela casa "que lindaaa". Eu estou tão feliz de ter recebido minha primeira recomendação. Muito obrigada mesmo, voce é sensacional e mora no meu corezinho. Esse capitulo é dedicado a você! Beijos. ♥ — No começo vai ter um pouco de draminha sim, o nome da primeira musica é CREEP, da segunda é Cry Baby. Espero que gostem! — o cap não ficou pequeno, teve mais de mil palavras, é que aqui tá meio bugado e diminui o numero de palavras. — ignorem os erros. comentem o que estão achando, por favor!

— Eu sei que eu errei... – David tentava se explicar, mas foi interrompido por Emma.

— Ainda bem que você tem consciência disso. Se me dá licença, eu tenho mais coisas a fazer do que ficar brigando o senhor. – então Emma sai, completamente aborrecida e tentando segurar as lágrimas que teimavam em escapar. Ela entra dentro de casa às pressas e se joga na cama do quarto que dividia com Regina, a mesma observava secretamente a cena.

— Por que isso tem que acontecer comigo? – a loira falava consigo mesmo, com a cara escondida no travesseiro.

Você flutua como uma pena

Em um mundo tão belo

Eu queria ser especial

Você é especial pra caralho

Mas eu sou um estranho, uma aberração

Que diabos estou fazendo aqui?

Não devia estar aqui

Emma parecia uma garotinha indefesa que está com um coração partido por causa de algum dos garotos populares do colégio. Existe a rejeição, que é uma das piores coisas. E existe a rejeição dos pais, que é sem dúvida, a pior.

Parecia que você substituía seu cérebro por seu coração

Você leva as coisas à sério demais, e então, desmorona

Você tenta explicar, mas antes de poder começar

Estas lágrimas de bebê chorona saem da escuridão

Emma continuava chorando, naquele momento, ela só queria chorar. Botar para fora todo aquele sentimento contido.

— Está tudo bem? – a loira ouve uma voz conhecida. Uma voz perfeita. Música para seus ouvidos.

— Sim. – Emma trata de limpar rapidamente seu rosto para Regina não perceber que estava chorando. – Você ainda não foi?

— Não, sua mãe e Eva estão terminando de se arrumar. – senta na borda da cama.- É o seu pai?

— É. – a loira desvia o olhar.

Regina não sabia exatamente como agir, o que falar, se deveria falar alguma coisa. Ela sabia que tinha que ajudar Emma naquele estado, só não sabia como.

— Comigo também foi assim, na verdade, ainda é. – a morena fala baixo, não querendo relembrar as magoas passadas.

— Sério? – Emma se surpreende. – Eu não sabia...

— Você não sabe nada sobre mim, Miss Swan. – a morena carrega ironia em sua frase, o que faz Emma revirar os olhos. – Olha, o que eu quero dizer é, um dia ele vai te aceitar, e se não te aceitar, você consegue seguir a vida. Quem não te aceita do jeito que você é, não é digno de seu companheirismo. Ninguém pode mudar como as pessoas são, o que se deve fazer é amá-las. – Emma fica realmente surpresa. Ela não sabia desse lado de Regina Mills. Esse lado carinhoso, gentil, filosófico e até romântico. A loira abre um enorme sorriso, o que faz Regina se derreter... Opa! Como assim?

— Muito obrigada, Regina. Você me ajudou muito. – ela era sincera.

— Sem problemas... – a morena responde um pouco envergonhada e sai de lá, indo procurar as garotas para irem.

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— Eu espero que esteja pronta para sua surpresa! –Mary fala empolgada. O “grupinho” estava em uma boate lésbica.- Ah claro, eu estou muito animada. – Regina não estava com nem um pingo de animação. Ela estava com vestes socais, enquanto as demais usavam roupas informais.

De repente, as luzes se apagam, causando um certo medo na morena. Uma cadeira é colocada no meio do palco, as luzes a focam.

— Regina, você vai amar! – Eva grita.

Uma mulher loira aparece no palco. Ela estava com uma lingerie inspirada na elegância e no requinte das noivas. Possuía detalhes drapeados em microfibra na frente, laço em renda com pedrinhas de cristal dando requinte a peça, recortes com barbatanas para delinear seu corpo, junto com uma calcinha fio dental. Tudo era totalmente branco. Ao olhar para ela, Regina lembrou instantaneamente de Emma.

Todas as mulheres da boate estavam gritando.

A moça começa a se movimentar em uma dança estranha, deixando Regina com cara de nojo e as mulheres já loucas enlouquecidas.

— Olha ali, Regina. Tá gostando? – Mulan, umas das mulheres do grupo pergunta maliciosamente.

— Ah, to sim. – responde sem a menor vontade. Ela não era muito fã dessas coisas.

A stripper começa a tirar suas peças de roupas, fazendo uma outra mulher voar em cima dela.

“Segura essa marimba, moça esquisita!” Regina ria mentalmente.

— Manda a ver, Elsa! – Mary grita. Então o nome da mulher era Elsa.

Elsa começa a andar em direção delas e Eva entrega a ela um bolo de dinheiro. A loira sem mais nem menos senta no colo de Regina e começa a rebolar.

— Você tá fazendo um jogo comigo, garota? – Regina pergunta assustada. Elsa nem dá bola. – Saia daqui!

— Calma, Regina. Hoje é a sua despedida de noiva, se divirta. — Lily, que também estava junto, aconselha.

— Não, obrigada. Eu não quero essa mulher aqui não. – ela empurra Elsa, fazendo a mesma cair de cara no chão. – Bata na sua cara antes que eu bata. – revira os olhos e se levanta da cadeira majestosamente, ela pede uma dose de cidra de maça para o barman e vai até o lado de fora da boate, para tomar um ar.

— Hey, está gostando? – ela é assustada por Lily que aparece.

— Bem, só estou respirando ar puro, sabe? Lá estava muito abafado.

— Sim, as Swan podem ser muito exageradas as vezes, eu entendo. – ri. — Aqui é bem diferente de New York, né?

— Muito... Você já esteve lá?

— Não, esse sempre foi o sonho da Emma, não o meu...

— Vocês tiveram algo bem sério, não é mesmo?

— Namoramos no colegial e na faculdade, mas éramos jovens. – Regina sente, talvez, um pouco de ciúme ao ouvir aquilo.

— E por que terminaram? – Regina bebe um pouco de sua bebida.

— Na véspera da nossa formatura, ele me pediu em casamento e disse que queria fugir para New York comigo... E eu disse não. Eu não estava pronta para tudo aquilo.

— Entendo... – sorri.

— Mas, você tem sorte. A Emma é uma mulher incrível, não a perca.

— Não vou perder.