A proposta
10 It is the adrenaline of the moment
Notas iniciais
Ao chegar na borda da piscina de tamanho olímpico, Regina percebe que não havia trazido uma toalha e outros pertences para o mergulho. Ela bufa irritada e vai em direção do quintal, não queria voltar tão rápido ao seu quarto. Com seus pensamentos vidrados em Emma, ela vai seguindo em direção à floresta, sem nem perceber. Ao chegar lá, se sente perdida e começa a ficar desesperada. Regina ouve um barulho e observa atentamente.
— Olá? Tem alguém aí? – pergunta mais para si mesmo. Ao ouvir batuques, estranha. – Que isso? Que batuques são esses? – procurando respostas, ela começa a caminhar lentamente até algumas arvores, e observando dentre as folhas, vê Eva dançando loucamente. “Ufa!”.— A velha é louca... – comenta enquanto vi a mesma pular em volta de uma fogueira, com uma capa preta e um tipo de chapéu, ambos com alguns símbolos vermelhos, desconhecidos por Regina. Quando ela vai descer para averiguar mais de perto, acaba escorrendo por causa das malditas folhas secas e é descoberta por Eva.
— Venha até aqui, Regina! Estou vendo que você é curiosa, por acaso quer aprender como eu agradeço à mãe terra? – pergunta alegremente.
— Er... Não, é melhor eu voltar, sabe...
— A mãe terra nos concedeu toda essa alegria, temos que agradecê-la, pare de frescura, venha já.
— Hum... Tudo bem. – se dá por vencida. “Não deve ser tão ruim assim”. Regina se aproxima dela.
— Vamos dançar! Veja e aprenda. – diz e começa novamente a dançar sua dança maluca. Ela fazia movimentos com a mão enquanto andava em volta da fogueira. – Vamos, Regina. Sinta o ritmo dos tambores. Cante.
— Cantar o quê?
— O que vier na sua cabeça, é assim que se faz.
— What happened at the New Orleans? Bitch, I'm back by popular demand— começa a cantar Formation. –Y'all haters corny with that Illuminati mess—se joga e começa a dançar também. — Paparazzi, catch my fly, and my cocky fresh...– Eva a olha incrédula, a música não era muito adequada para agradecer a mãe terra. A essa altura Regina já rebolava e pulava. O que não era muito recomendado quando se está com um robe. Já que não é recomendado, Regina tira ele e o joga no chão. Aquilo era a adrenalina do momento.
Sem saber, ela estava sendo observada por uma Emma com um sorriso no rosto. “Que bela bunda essa, chefinha, fica muito melhor quando ela está sendo movimentada” Oh, Emma.
Ao se virar, Regina dá de cara com uma Emma com um sorriso malicioso estampado no rosto.
— Ah... – cora e se veste com o robe rapidamente – Você sabe... A vovó queria que eu cantasse com o coração. – se explica.
— Foi isso que saiu do seu coração? Nossa. –segura o riso.
— Foi a adrenalina do momento.
— Uhum... Então, o seu celular chegou, estou indo na cidade buscá-lo, quer vir comigo?
— Claro! Só vou me trocar. Espere, você vai ficar bem se eu for, vovó? – pergunta preocupada.
— Sim, faça o que você quiser!
— Tudo bem. – caminha até Emma.
— Safadinha... – a loira ri.
— Cala a boca! – Regina a empurra.
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— Eai. – Emma cumprimenta Elsa, a atendente da loja na qual Regina e ela foram buscar o celular.
— Emma, oi. – sorri.
— Está com o celular?
— Estou sim, vou pegar. – Elsa caminha até Regina e abre um sorriso malicioso. – Oi gatinha, lembra de mim? A loira gostosa na qual você jogou de cara no chão? Mas tudo bem, não sou de guardar rancor. – pisca.
— Ah, oi. – fala desanimada. — Lembro sim. – sai de perto e ignora as asneiras que Elsa falava.
— Parece que você impressionou a Elsa. – Emma fala, um pouco irritada.
— Ela é chata. – revira os olhos.
— Adivinha. – Emma sorri.
— O quê?
— Eu gosto dessas batatinhas. – pega uma que estava em cima do balcão. – Coca, nunca Pepsi. Carne seca...
— Você come igual uma criança, Miss Swan.
— Desculpe-me se gosto de aproveitar a vida comendo gordices e não salada natural. – mostra a língua.
— Pelo menos não sou eu quem vai morrer rápido. – rebate.
Elas saem da loja com Regina já estreando meu novo celular. Regina fala que quer ir para uma loja de informática, pois precisava acessar a internet. Emma, obedecendo, as leva para lá e explica para Regina como fazer o processo.
— É só colocar essas moedas aqui. – estende a mão.
— Você tá brincando, né? Moedas? Mas como eu coloco...
— Te espero lá fora. – Emma fala ao ver que Lily estava passeando com crianças na rua. Ela sai praticamente correndo do estabelecimento e vai falar com a morena.
— Então tá... – Regina respira fundo, ao ser abandonada e olha para a máquina à sua frente. – Eu sou uma Mills, a família Mills é inteligente. Eu posso fazer isso. – incentiva a si mesmo e começa a colocar as moedas em outra máquina que achava ser a certa – Acho que eu consegui... – diz ao ver a internet ser acessada sem interrupções, no computador que ela estava usando.
Ela olha pela janela e vê Emma e Lily conversando, pode perceber que a conversa estava agradável. Ela não sabe de onde, mas um misto de emoções toma conta de Regina. A mais importante foi desapontamento. Sabe quando você faz tudo para ser o suficiente, mas não é? Bem, mudando casos, era quase assim. O ciúme é muitas vezes uma inquieta necessidade de tirania aplicada às coisas do amor. — Marcel Proust.
Depois ela se sentiu decepcionada. Mas não era nada. Não podia ser. Emma e ela não tinham nada. E além disso, a loira só estava conversando com sua ex namorada. Era só isso. Amizade.
Ela trata de desviar rapidamente seu olhar. Aquilo não era de sua conta.
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— Foi bom ver a Lily, né? – Regina puxa assunto quando se encontram novamente, após a mesma terminar de usar o computador.
— Foi sim. – esboça um sorriso.
— Ela estava muito bonita hoje. – a morena, enquanto caminhava, tentava se cobrir inutilmente do sol de fim de tarde que devastava as estradas frias que construíam aquele lugar.
— É. – Emma estava apenas respondendo o necessário.
— Deve ser bom vocês sempre se falarem.
— Com certeza, foi bom vê-la.
— Faz muito tempo. – a encara rapidamente.
— Ah, elas estão ali! Regina, venha cá. – Mary e Eva aparecem repentinamente e aumentam os passos para alcançá-las.
— Teremos que roubar você, minha cara! – Eva fala sorrindo.
— Não dá, eu tenho que ir... – tenta inventar uma desculpa.
— Não é nada de strippers nem dança na floresta.
— É... – antes de completar a frase, ela é puxada por Mary e já está sendo levada.
— Emma, é coisa de mulherzinha, você não iria gostar. – Eva explica para a loira, que estava sorrindo.
— Tudo bem. – responde – Apenas cuidem dela. – sussurra essa última parte.
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