A proposta
11 I opened the game
Notas iniciais
Eu estava em um quarto pequeno. Suas paredes eram cinzas, um tom escuro. Olhei para o objeto que me sustentava. Uma poltrona cor vinho. Ao redor não havia nada, era só a poltrona, que estava no meio do cômodo. Antes de me levantar, a porta que estava em minha frente, se abre, relevando uma morena maravilhosa. Regina vestia somente uma lingerie preta de renda, ela abre um sorriso malicioso e lentamente, anda até mim. Eu estava paralisada com aquela, digamos, gostosura na minha frente. Regina pula em meu colo, coloca uma perna de cada lado do meu corpo.
— Preparada, Miss Swan? – ela se inclina e sussurra em meu ouvido. Me arrepio ao ouvir aquela voz rouca.
— Para quê? – pergunto tremula.
— Para isso! – fala e vai subindo minha camisa – na qual eu nem tinha prestado atenção – preta, com alguns botões de enfeite. Ao tirá-la, a minha morena lambe seus lábios carnudos enquanto observava o meu sutiã vermelho de renda. Dou um sorrisinho, e, perdendo a minha inicial timidez, levo suas mãos até meu seio esquerdo, que estava coberto pelo sutiã.
— Você gosta deles? – pergunto maliciosamente.
— Eu amo. – responde e não sendo uma das primeiras vezes, eu reparo em sua cicatriz nos lábios. Era linda. Regina se inclina e me afasta da cadeira, retirando o meu sutiã. Ela o joga em qualquer canto da sala e começa a mordiscar o meu seio direito. Tê-la assim era maravilhoso, poder sentir seu toque.
Após se divertir me provocando, Regina começou a chupar o bico de meu seio esquerdo. Meus gemidos ecoavam pelo quarto.
— Como estou me saindo? – ela pergunta, já sabendo da resposta.
— Está perfeita. – eu respondo e, pela primeira vez, nós nos beijamos. O beijo foi intenso, provocante. Bem melhor do que o primeiro que nós havíamos dado.
A minha morena desabotoa os três botões da calça jeans que eu usava, ela estava ansiosa. Eu só sorria.
— Parece que alguém já está preparada para mim... – fala sensualmente. Eu estava completamente molhada, Regina em si já me excitava muito.
Ela adentra a mão em minha calcinha e começa a fazer movimentos circulares com o polegar em meu clitóris. Aquilo estava sendo tão agoniante, eu queria senti-la dentro de mim.
— Por favor... Regina... – imploro, entre gemidos que teimavam em escapar de minha boca.
— O que você quer? – pergunta maliciosamente.
— Você dentro de mim... Eu quero você dentro de mim, Vossa Majestade. – peço ofegante.
— O seu desejo é uma ordem, Miss Swan. – aquela voz rouca era capaz de me fazer gozar. Então, de supetão, ela penetrou dois dedos em meu sexo, me fazendo quase engasgar de tanto prazer.
— Oh, meu Deus. – eu gemia alto com a velocidade das estocadas. – Mais.. R-rapido... – procurava forças para pedir.
Ela me deu um sorrisinho sacana e penetrou mais um dedo. Fazia um movimento vai e vem. Aquilo estava me deixando louca, rapidamente eu me entregaria à um orgasmo.
— Goza para mim, Emma... – aquele pedido foi a minha ruina. Puxando seus cabelos morenos, me entreguei a um orgasmo arrebatador. Nunca eu fora tão intenso. – Acorde. Está na hora de acordar. – Regina fala e eu fico confusa. Logo tudo desaparece e minha vista fica completamente preta.
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— MEU DEUS! – pulo de susto quando acordo e caio da cama. – O que foi isso? – pergunto a mim mesmo e respiro fundo. Sinto que eu estava molhada. Efeito do sonho. Eu precisava urgentemente de um banho frio.
Me levanto do chão e olho ao redor, Regina não havia voltado ainda. Agradeço aos céus. Após voltar para casa, eu decidi tirar uma sonequinha. Tiro as minhas roupas lentamente e entro no chuveiro, me arrepio toda com a baixa temperatura. Eu sempre gostei de tomar banho... Não no sentido “quero ficar limpinha”, e sim, porque eu usava esse tempo para me acalmar e colocar os pensamentos em ordem. Eu limpava a minha alma. Aquilo era ótimo. Bom, agora vamos lembrar sobre o meu “inocente” sonho. Eu nunca havia visto Regina de outro modo. No trabalho, nossa relação era chefe/funcionaria, sempre foi assim. Até essa proposta maluca dela, de se casar comigo. Eu, lógico, fiquei atordoada, não é sempre que sua chefe te obriga a casar com ela, não é mesmo?
Que ela era bem gostosa, eu não podia negar. Ninguém podia. Regina Mills é uma deusa. Uma escultura. Aquelas pernas então... A BUNDA! Emma, se concentre! Enfim, eu fazia brincadeirinhas com ela, adorava vê-la irritada, meu passatempo favorito.
Nós começamos a criar um vínculo de amizade, demorou, mas criamos. Ela abaixou a guarda e eu conheci a verdadeira Regina Mills que estava por baixo de todo aquele muro. Aquela Regina era maravilhosa, divertida, alegre... Eu poderia passar o dia só contando as qualidades daquela mulher.
Mas, eu comecei a meio que... gostar muito dela. Aquele sorriso me encantava, saber que eu poderia tirá-lo dela, era uma honra para mim. Regina era a pessoa que eu pensava antes de dormir, a pessoa que me causava as famosas borboletas no estômago, me causava um sorriso bobo de vez em quando. Eu me sentia leve ao ficar perto dela, era como se eu esquecesse de todos os problemas do mundo. Eu acho que vocês sabem como é, não é mesmo? E só de pensar em beijá-la, abraçá-la e cuidar daquela criaturinha, meu coração se derretia. De algum modo eu queria cicatrizar todas as feridas de Regina, ocupar o lugar quebrado de seu coração (que com certeza eu achava que tinha, observando o seu jeito, ela não se abre, talvez tenha medo de se machucar ou algo assim). Eu queria estar presente na vida de Regina, mas não de uma forma obrigatória. Eu queria... Eu queria... Que ela também estivesse apaixonada por mim. Oh meu Deus, eu estava apaixonada por Regina Mills?
“O amor não é coisa que se possa pedir a alguém.
—O Diário de Anne Frank”
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POV REGINA
— Eu não acredito que isso está acontecendo! Eu estou tão alegre. – Eva exclama. – Foi minha mãe que fez esse vestido, nesta loja, em 1929. – explica. Eu estava dentro do minúsculo provador, me olhando no espelho e fazendo uma cara de desdém. Aquele definitivamente não era um vestido certo para uma Mills se casar.
— Estou acabando de abotoar. – grito, enquanto tento fechar os últimos botões.
— Não se preocupe com o tamanho, porque a Eva é a melhor costureira do Sul do Alasca. – ouço Mary puxando saco. Puxo as cortinas do provador e saio.
— É incrível. – minto- Só acho que esteja um pouco largo em alguns lugares...
— Oh, desculpe. Eu tinha mais peitos do que você e estava gravida. – Eva lamenta. – Vamos ver se consigo achar seus seios... – a velha Swan começa a apertá-los.
— Eu acho que você achou. – falo sem graça.
— Eu estava pensando, talvez pudéssemos ir até a sua cidade, nas férias. – Mary comenta docemente.
— Isso seria ótimo. Nós também vamos vir aqui. – eu falo.
— Estou tão emocionada com tudo isso... – ela começa a fazer o seu drama e limpa uma lágrima que escorre de seus olhos.
— Por favor, Mary, temos trabalho a fazer! – Eva a repreende. A mulher de curtos cabelos morenos se retira dizendo que fora beber uma xicara de chá. Vovó abre uma caixa e pega um lindo colar com um lindo cisne coroado. Reparei na coincidência com a coroa e minha tatuagem, e o sobrenome de Emma. – Ele está na família há mais de 150 anos. Minha bisavó costumava falar que ele pertencia há nossas vidas passadas, cabe a você acreditar. – diz sorridente. Aquilo doeu meu coração. Eu me sentia uma bruxa que destruía famílias, eles estavam tão felizes quando ao noivado, o que aconteceria se descobrissem?
— Eva, isso é lindo...
— Deixe-me continuar. – me calo – Meu bisavô deu à minha bisavó. Aquela época foi um escândalo, pois eram de famílias diferentes. Eles quase se separaram. – me interesso por essa parte de separação, sempre me perguntei se o amor era suficiente para uma relação duradoura, e aprendi que não. Como minha querida mamãe falava: O amor é uma fraqueza.
— E como eles ficaram juntos? – questiono.
— Ela era parecida com você, bem durona. Não aceitava “não” como resposta, sempre ia atrás de seus objetivos e não mudava sua opinião por ninguém. Ele fez muito bem para ela. – sorri- eu quero que fique com isso, Regina.
— Eu não posso. – nego.
— Eu não quero ouvir, avós adoram dar coisas aos netos. Ficamos felizes de você fazer parte da nossa vida, assim como faremos parte da sua. Aceite. – seguro o pingente do colar e penso em dizer toda a verdade para ela, aquilo estava ficando muito dolorido. – Eu... – gaguejo- Eu... – desisto- Eu só queria saber se dará tempo para fazer todos os ajustes. – dou um sorriso amarelo.
— Oh, claro que sim! – ela me vira para o espelho. No reflexo, eu vejo uma mulher que já sofreu muito por amor.
“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.
—Clarice Lispector”
Tento segurar minhas lágrimas ao lembrar-me daquele dia. Aquele dia em que descobri que o único amor da minha vida havia me traído. Me senti totalmente rejeitada. Eu nunca esquecerei de 5 anos de casamento que Victoria jogou fora, aquilo me mudou completamente.
“(...) farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz...
—Clarice Lispector”
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Ando em passos rápidos até a escada. Não demoro muito para descê-la, o que é uma surpresa.
— Entra aqui. – Emma fala e eu percebo algo diferente em seu olhar, só não pude entender.
Eu entro na lancha, mas ao invés de sentar no banco dos passageiros, sento no do “motorista”.
“Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Porque dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma.
—Clarice Lispector”
Eu queria ser livre. Limpar aquele sentimento horrível de magoas passadas. E nada melhor do que bancar a louca. Liguei a lancha e pus a mão no “volante”. Comecei a controlá-la e dirigi-la rapidamente. Quando Emma percebeu que eu estava na direção, ela começou a gritar
— Regina! Para com isso! – não dou ouvidos – Pode me dizer o que está acontecendo?
— Eu só preciso me sentir livre. Não aguento toda essa pressão, Emma. – decido revelar.
— Mas o que aconteceu?
— Fique quieta, por favor. – grito, sem ainda encará-la.
— Regina, eu quero saber!
— Eu esqueci, está bem?
— Esqueceu o quê? – pergunta confusa.
— Como era ter uma família, alguém que se importe comigo. Eu estou sozinha faz tanto tempo, tantas merdas aconteceram na minha vida, você não faz ideia. E agora eu estou me sentindo a pior pessoa do mundo por estar enganando a sua família, você tem tudo aqui, Emma, você tem a Lily. Tá na cara que você ainda a ama! – desabo.
— Eu não a amo, Regina. Somos só amigas. E além disso, eu concordei com tudo isso.
— Porque eu te chantageei, né! – digo o obvio- Eu nem quero saber o que vai acontecer se vovó descobrir, ela vai ter um ataque do coração! – digo, dramatizando.
— Vai dar tudo certo. – Emma tenta me consolar.
— Como você sabe?
— Porque você me disse, Regina, e eu confio em você. – quando a encaro, ela está com um doce sorriso em seus lábios. Antes que eu possa argumentar, ela me puxa para um abraço apertado, no qual eu senti todos os meus medos irem embora, eu me senti segura, era como se aquele fosse o meu lar.
“Os abraços foram feitos para expressar o que as palavras deixam a desejar.
—Anne Frank”
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Quando estamos entrando na mansão de Emma, seu pai vem em direção à nós.
— Preciso falar com vocês. – ele diz sério. Nós concordamos- Sua mãe – aponta para Emma- jamais poderá saber sobre isso. – ele abre a porta de um quarto que eu nunca havia entrado, eu e Emma o seguimos. Damos de cara com Albert.
— Eu disse que investigaria vocês. – ele dá um sorriso de canto.
— O Senhor Albert me ligou e disse que se estiverem mentindo sobre esse casamento, você será presa. – David explica para a filha.
— Felizmente, para você, seu pai fez um acordo. Ou você admite que toda essa história é uma farsa, ou vai para a prisão, diga a verdade e estará livre. Mas ela volta para o Canadá, você decide. – então as chances de eu voltar ao Canadá estavam na mão de Emma? Era obvio que ela escolheria admitir. Oh, meu Deus.
— Essa é a verdade: Há seis meses eu e Regina começamos a namorar e eu a pedi em casamento. Vejo vocês lá. Até mais.
Então Emma sai.
“Não me lembro mais qual foi nosso começo. Sei que não começamos pelo começo. Já era amor antes de ser.
—Clarice Lispector”
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Já eram 2:00 da madrugada e eu não preguei o olho. A minha mente estava uma confusão. Amanhã era o casamento, eu definitivamente não estava preparada para aquilo. A verdade é que, nem tudo ocorreu como eu esperava, para mim, Emma era nada mais que minha secretaria, na qual eu não nutria sentimentos nem algo parecido...
Sim, eu descobri que nutro sentimentos por Emma Swan. Foi difícil, mas com a ajuda do meu amigo, Killian, eu aceitei o que estava sentindo.
Eu percebi que eu era feliz ao lado de Emma, tudo mudava. Eu me tornei uma pessoa completamente diferente depois de tudo isso, eu comecei a enxergar as coisas com outros olhos. Emma tinha o poder de me tirar um sorriso, me deixar boba por qualquer coisa. Fazer eu me sentir a melhor pessoa do mundo. Sei lá, eu só sei que me sinto ótima perto dela.
Eu não sabia o que fazer, tudo era tão arriscado, me declarar para Emma ou guardar tudo o que sinto?
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Eu estava corroendo todas as minhas unhas. Só de pensar que daqui a poucos instantes eu me casaria com Emma, me fazia sentir náuseas. A partir daquele momento, o meu futuro estaria enlaçado com o de Emma, o que de certa forma seria bom e de certa forma seria ruim.
Eu me sentia totalmente desconfortável naquele vestido, mas como era uma relíquia, eu era obrigada a usá-lo.
Pego o meu buque de flores e começo a caminhar até o altar, no caminho, eu fui obrigada a parar para apreciar a beleza da minha noiva. Ela usava uma blusa social branca e um terno preto feminino, nas partes de baixo, uma calça preta, também social e saltos pretos. Aquilo não era nem um pouco típico de roupas de noivas, mas tudo bem. Com Emma tudo era diferente. Nos seus lábios, um lindo batom vermelho e uma maquiagem básica. Seus cabelos estavam presos em uma trança. Ela estava perfeita, como sempre.
Eu volto a caminhar e percebo que ela estava olhando para mim e sorrindo. Respiro fundo e sorrio de volta. Todos os olhares dos convidados eram tão constrangedores, nossa.
Vovó enlaça meu braço no dela e caminhamos juntas. Todos estavam tão animados, era realmente triste eu ser a única com uma cara de desdém. Tento forçar um sorriso, afinal eles não possuíam culpa de nada. Quando olho na direção de Albert, ele retribui o olhar e dá uma piscada.
Já ao lado de Emma, ficamos em frente à Victor, o rapaz que nos casaria.
— Estamos reunidos aqui hoje, para celebrar um dos momentos mais importantes da vida. Para reconhecermos, a beleza, a honestidade e o modo altruísta do verdadeiro amor de Emma e Regina, diante da família e amigos. – começa a discursar – Pois a família e amigos e que ensinaram elas a amarem. – cada palavra doía mais em mim- Então... – o interrompo, levantando minha mão. – Quer dizer algo? – questiona-me.
Agradeça, a noite acabou
Esta máscara está ficando velha
As luzes estão baixas, as cortinas estão fechadas
Não tem ninguém aqui
— Sim...
— Regina... – Emma sussurra, provavelmente com medo do que virá a seguir.
— Pode dizer. – Victor sorri.
Diga suas falas, mas você as sente de verdade
Você deseja realmente dizer o que disse?
Quando não tem ninguém em volta
Te assistindo, me assistindo
Uma estrela solitária
Respiro fundo. Aquilo mudaria a minha vida para sempre.
— Olá, gente. Muito obrigada a todos por terem vindo, agora eu preciso contar lhes algo. Bom, eu sou canadense, e como o meu visto estava expirado, eu estava prestes a ir embora daqui. E como eu não queria isso de jeito algum, eu forcei a Emma a se casar comigo. Até aí tudo bem. Só o que eu não esperava que... Eu realmente me apaixonaria pela Emma. – sorrio fraco.
Eu sempre fui apaixonada por você
Eu acho que você sempre soube que é verdade
Você não deu valor ao meu amor
Por que oh por quê?
O show acabou diga adeus
Diga adeus
— Sabe, isso foi uma escolha muito arriscada da minha parte. Eu comecei a me esconder, aprendi que o amor era uma fraqueza. Eu não estava pronta para amar de novo, até que isso aconteceu na minha vida. Emma, você mudou tudo. Na verdade, essa proposta mudou. Porque, às vezes, nós não vemos que a melhor coisa da nossa vida está bem ali, embaixo do nosso nariz. Você sempre esteve lá, Emma, com o seu jeito trapalhão e obediente – rio- A verdade é que eu não esperava por isso.
Faça-los rir, é tão fácil
Quando você chega na parte
Onde você parte meu coração
Esconda-se atrás do seu sorriso
Todo mundo ama um palhaço
Te desejo tudo de bom, eu não posso ficar
Você merece um prêmio
Pelo papel que representou
Chega de máscaras
Você é uma estrela solitária
— Bem, eu não sou muito boa em discursos, eu só quis tirar essas palavras do meu coração. Elas são verdadeiras. Eu estou me sentindo tão aliviada, vocês não fazem ideia. – me viro para olhar Emma — Eu te amo, Emma Swan. A verdade é que eu sempre te amei, só não sabia isso.
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