A proposta
5 Fingers do children
Notas iniciais
Emma puxou Regina pela cintura, causando um baixo grito pela mesma e a beijou. O beijo não foi esse de cinema. O beijo não foi longo. O beijo foi apenas rápido, completamente desastrado, mas especial. Especial para ambas, só que ainda não sabiam. Suas línguas dançavam perfeitamente. Quando o ar se fez necessário, elas se separaram.
— Nossa... Que beijo, hein, Emma! – Jefferson, tio de Emma, é o primeiro a gritar.
Emma e Regina ainda estavam meio bobas (essa é a palavra certa) e envergonhadas. A morena evitava olhar para a loira. Vovó correu até elas e deu um abraço de urso.
— Minhas lindas! Estou tão feliz por vocês duas, já quero netinhos!
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— Esse é o quarto que vocês duas vão dormir – Eva e Mary as levam para um quarto elegante.
— Ual... Que lindo! – Regina comenta boquiaberta enquanto o observava. Havia uma enorme vista para a praia.
— E esta é a cama! – Eva aponta para uma enorme cama de casal- Aproveitem ela e por favor, não façam muito barulho.
— Eva! – Mary a repreende. Emma estava completamente vermelha, enquanto Regina carregava uma expressão surpresa.
— A Emma vai dormir aqui? — Regina pergunta.
— Claro, Regina, nós sabemos que vocês querem passar um tempo juntas. – Mary responde sorrindo.
— Ah tá... – a morena fala sem graça.
— Nós adoramos dormir juntas, bem agarradinhas, não é mesmo, docinho? – Emma puxa ela pela cintura.
— Me larga. – Regina sussurra no ouvido da loira e a mesma à solta no mesmo instante.
Nada mais que “do nada”, um cachorro surge latindo e pulando em Regina. – Ai, o que é isso? Socorro, gente! – ela gritava e corria em círculos.
— Calma, amor, é só a Lola! – Emma pega a cachorra no colo. – Olha que linda. – faz uma voz infantil.
— Achei essa cachorra meio tipo pombo... Não gostei muito – murmura- É... Até que é bonitinha... – sorri falsa.
— Desculpe, nós acabamos de tira-la de um abrigo e ainda estamos a treinando. – Mary explica.
— Tomem cuidado para ela não sair, as águias podem leva-la! – vovó alerta.
— Hum... Tudo bem. – Regina responde meio atordoada. Emma coloca a cachorra novamente no chão.
— Aqui tem toalhas, lençóis e outras coisas se vocês precisarem. – a morena de cabelos curtos fala abrindo um armário. – E aqui tem o fazedor de bebê! Ele tem poderes especiais. – vovô pega a manta e leva até elas.
— Oh... Mas conosco não tem utilidade, dedos não fazem filhos. – Regina debocha com seu famoso humor negro.
“Sério isso, Regina? Que vergonha!” Emma pensa.
— É... Então tá. – Eva fica um pouco sem graça e muda de assunto. – É melhor nós irmos para deixar vocês duas aproveitando, devem estar bem cansadas. Até mais!
— Boa noite, vovó. Boa noite, mãe. – ambas falam juntas.
Ela sorri e as duas saem do quarto, levando Lola.
Emma e Regina tomam banho e se preparam para dormir.
— Então... Faz tempo que você não vem para cá? – Regina puxa assunto. Ela estava dentro do banheiro enquanto Emma arrumava sua “cama” no chão, com um travesseiro e cobertor.
— Uma certa chefe não me deu muitas férias nesses últimos 3 anos.
— Não olhe, ok? – a morena sai do banheiro com uma camisola preta de seda minúscula.
— Tudo bem.
— Está com os olhos fechados?
— Completamente. – Emma não estava com os olhos fechados.
Regina então abre a porta e dá uma corridinha até chegar à cama. Emma esquece o que havia falado segundos atrás e olha. Olha suas coxas estonteantes. Olha seu decote. Olha aquele corpo perfeito. Diferente de Regina, Emma estava com um pijama infantil que cobria seu corpo todo.
Regina deita na cama e se cobre.
— Essa é a roupa que você trouxe?
— Eu pensei que eu iria ficar em um hotel. Sozinha.
“Bem que ela poderia ter ficado assim para me agradar, não é mesmo?” pensamento da Emma, novamente.
— Podemos dormir? – a loira se vira no tapete.
— Claro. Você vai dormir aí?
— Tenho outra opção?
— Não... Boa noite.
— Boa noite.
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