A proposta
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Narração por Annabeth C.
— E ai rapaz... -Ele se abaixou e eu instintivamente puxei Pietro para trás, fazendo Luke se levantar e me olhar, ainda sorrindo, apesar de agora seu sorriso estar meio vacilante.
— Com licença Sally, mas não estou me sentindo muito bem. Pietro vem! -O peguei no colo e comecei a sair da cozinha.
— Mas mamãe, eu estou com fome! -Ele reclamava, enquanto eu subia as escadas com ele.
Pela primeira vez, eu não me importei nem um pouco com os protestos de Pietro. Era ele! Era o canalha que me estuprou. O canalha, vadio, filho de uma... não, eu não podia xingar a mãe dele. Não era culpa dela que o filho fosse um vagabundo capaz de abusar de uma jovem bêbada. Entrei no quarto, coloquei Pietro sentado em uma cadeira perto da janela fu até a cama e na comecei a balançar o Percy, que deu um pulo com o susto e me olhou, coçando o olho.
— Bom dia para você também! -Ele sorriu, dengoso.
— Eu quero ir embora, Percy. E eu quero ir embora AGORA! -Eu fiquei de pé, e comecei a procurar uma roupa na minha mala.
— Que?! -Ele me olhou . -O que está acontecendo? Porque quer ir embora?
— Não faça perguntas, Percy. Eu quero ir... -Peguei uma calça jeans e, depois de tirar a calça do pijama, vesti-a.
— Annabeth! -Ele segurou meu punho quando eu tinha acabado de tirar a blusa, ficando apenas de sutiã.
— Percy! -Fiquei parada enquanto ele segurava meu punho.
— Me diz por que quer ir embora? -Ele só olhava para meus olhos, indiferente ao fato de eu estar de sutiã. –Alguém falou algo errado, fizeram algo que você não gostou?
— Seus pais são maravilhoso, Percy. -Fiquei olhando para ele e ouvi a porta se bater. Nós dois olhamos para a porta, e percebemos que Pietro não estava na cama, suspirei, mas não me importei. Ele foi comer, eu sei, e Sally estava lá. Voltei a olhar para Percy.
— Então porque quer ir embora? Não entendo.
— Não e nada com seus pais... -Dei ênfase na palavra pais. –Tem haver com seu primo que ta lá em baixo.
— Aquele retardado já chegou?
— Sim...! –Me sentei na cama, derrotada.
—Annabeth... -Ele suspirou e se sentou ao meu lado. –Me diz o que está acontecendo, por favor.
—Não posso, eu só quero ir embora. –Eu disse depois de vestir a blusa que peguei na mala e comecei a lutar contra a vontade de chorar.
—Não te levo enquanto não me disser o que está acontecendo. –Diz Percy.
—Então eu vou sozinha! -Ela levantou, mas eu puxei seu braço, fazendo-a sentar novamente — Percy! Me solta.
— Não! Me conta, Annabeth. Você pode contar comigo, sabe que pode. -E então eu não aguentei, comecei a chorar, aquele segredo querendo sair. Eu podia mesmo confiar em Percy? Eu podia contar para ele, que seu primo abusou de mim, que seu primo era pai de Pietro? Ele estaria preparado para isso? Ele me abraçou e me aninhou em seu corpo e eu chorava, molhando sua camisa branca, mas ele parecia não se importar, só me abraçava.
— Você quer mesmo saber? -Eu perguntei, olhando para ele quando consegui me acalmar um pouco.
— Sim, claro que quero.
— Bom... -Eu funguei e sequei meus olhos, mas eu ainda chorava. -Eu já conhecia seu primo... O conheci a seis anos, da primeira vez em que fui a uma festa com Thalia é...
Narração por Percy J.
Eu não consigo acreditar no que Annabeth acabou de me contar. Como o Luke foi capaz de algo tão baixo com alguém tão pura e inocente? Eu sempre achei que meu primo fosse um panaca, mas não que ele era um panaca que abusava de garotas inocentes e bêbadas. Não aguentei, me levantei e mandei que Annabeth ficasse no quarto, mas óbvio, ela não me obedeceu e veio atrás de mim. Cheguei à cozinha, e Pietro não estava, nem minha mãe. Ótimo, seria melhor que ele não visse.
Entrei na cozinha possesso de raiva e vi Luke sentado, rindo enquanto conversava com o meu pai. Sua risada foi interrompida quando eu fechei meu punho e soquei sua boca, fazendo-o cair no chão. Rapidamente pulei em cima dele e comecei a socar seu rosto, enquanto ele tentava se proteger com os braços e tentava me chutar. Ouvi gritos, mas a raiva me cegava e só parei de socá-lo quando meu pai agarrou minha cintura e me puxou pra longe do desgraçado. Annabeth correu até mim e ficou na minha frente enquanto meu pai foi acudir Luke.
—Percy, qual o problema com você? -Meu pai gritou, mas Luke não disse nada. Pelo olhar que ele lançou para Annabeth, que se encontrava na minha frente, ele entendeu que eu sabia. Um de seus olhos estava fechado, sua boca e seu supercílio sangravam bastante e suas bochechas estavam avermelhadas. Merecia muito mais.
—Percy... –Senti Annabeth tocar meus braços e olhei para ela, toda minha raiva indo embora ao mergulhar naqueles olhos cinza. -Para. Não vale a pena! Já passou e nada vai mudar o que aconteceu. –Ela sussurrava e eu segurei o rosto dela com as duas mãos. -Por favor... -Assenti, ela me puxo pra sala, aproximei meu rosto do dela e rocei meu nariz no dela e ela fechou os olhos lentamente. Segurei sua cintura e a beijei lentamente. Primeiro só tocando meus lábios nos dela, e depois penetrando minha língua em sua boca quando ela entreabriu seus lábios, mas logo nosso primeiro beijo foi interrompido, quando minha mãe entrou na cozinha pelos fundos e viu Luke sentado no chão, ensanguentado.
— O que aconteceu aqui?! -Ela perguntou e eu coloquei Annabeth atrás de mim. Eu sou mais alto do que ela, então ela estava escondida atrás de mim.
—Percy entrou aqui, todo bravo e começou a socar o Luke. –Meu pai respondeu.
— Filho, porque fez isso com seu primo? -Minha mãe perguntou.
— Não estou a fim de contar, mas ele sabe por que apanhou... -Disse, simplesmente.
— Ah, então você chega aqui, soca seu primo e diz simplesmente que não ta a fim de contar? –Fala Sally.
— Exatamente. -Eu sorri, sarcástico, olhando para Luke. –É bom, quando você me entende, mamãe.
— Perseu, isso não tem graça!!! -Minha mãe disse.
— Não tia... Deixa pra lá –Luke disse, olhando para mamãe. -Ele descobriu que eu já peguei a namoradinha nova e ficou com raiva. Senti Annabeth apertar minha camisa e senti minha camisa ficar molhada novamente, só que dessa vez, na parte de trás. Levei as mãos para trás e apertei delicadamente seus braços e em seguida, soltei-a para poder apontar um dedo na cara daquele cretino.
—Olha aqui, Luke, se você tocar na Annabeth ou ao menos pensar em tocar nela, você está morto. Ouviu-me? -E ele sabia que eu não estava brincando, porque o que ele fez foi algo muito sério e tenho certeza que ele não queria que a nossa família soubessem.
— Eu não vou! Qual é Percy. Você é meu primo querido e ela sua namorada. Não sou esse tipo de cara.
— Você está avisado. -Me virei, peguei a Annabeth a levei para o quarto.
— Onde está o Pietro? -Ela perguntou meio chorosa e eu desci para avaliar, subindo logo em seguida.
— Meus pais vão ficar com ele um pouco. Não se preocupe, ele está em boas mãos.
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