Notas iniciais
Oi leitores!!! Voltei..!! Isso mesmo gente estou postando mais cedo porque recebi uma recomendação da minha colega Fernanda Cardoso. Menina, adorei sua recomendação fico feliz que esteja gostando da minha fic esse e meu propositor agrada a vocês leitores. Bom pelo menos a maioria kkkkk Recebi comentários com pedido para que Percy desse a voadora no Luke kkk prometo a vocês que vou ter uma conversa com Percy sobre isso. Sem muita enrolação e nos menos nas notas finais...

Narração por Annabeth C.

Percy me aninhou em seu colo naquela tarde e começou a me fazer cafuné, me fazendo entender porque Pietro gostava tanto daquilo. Adormeci em seus braços e quando acordei, estava deitada e coberta. Suspirei e passei as mãos pelo meu cabelo e, olhando ao redor, percebi que estava sozinha. Decidi descer para procurar Pietro e Percy, ainda pensando se deveria ou não continuar naquela casa. A verdade é que a família de Percy tinha nos acolhido muito bem e tinha tanto tempo desde a ultima vez que passei o Natal com uma família de verdade. Cheguei à sala e foi então que percebi as fotografias espalhadas pela estante que ocupava uma parede inteira, e as fotos, aquelas fotos, me deixaram com um aperto no peito, um vazio no coração. Havia algumas fotos de Percy e Luke, sempre rindo juntos, abraçados e fazendo palhaçadas, me fazendo sentir culpa por contar a Percy sobre o primo.

—São antigas, Annabeth. –Me virei rapidamente para trás, vendo Luke parado, com as mãos no bolso da calça, olhando para mim. –Eu e Percy quando crianças nos dávamos muito bem, até porque sempre formos filhos únicos, mas já não somos assim faz alguns anos.

—Onde está todo mundo? -Perguntei enquanto dava um passo pra trás.

—Percy e o seu filho. -Ele deu ênfase na palavra seu, me deixando desconfortável, – foram ao mercado, mamãe e papai estão no escritório dele e eu tinha saído, mas esqueci meu celular, voltei para pegá-lo e te vi aqui. Assenti e de cabeça baixa, fui saindo da sala, em direção a escada, mas uma mão me impediu quando estava no segundo degrau e eu estremeci, virando para olhá-lo.

—Me solta, Luke...

—Nós precisamos conversar.

—Não, não precisamos. Você pode, por favor, me soltar? -Olhei fundo nos olhos dele e falei, nervosa.

—Não vou te soltar enquanto não me ouvir. -Ele respondeu, apertando o aperto ao redor do meu braço.

—Se não me soltar agora eu vou gritar. Você está me machucando, Luke! -Falei mais alto, tentando puxar meu braço.

—Qual a idade do garoto?

—Quê?! -Perguntei, por um momento esquecendo-me do meu esforço para sair daquele aperto. Pisquei algumas vezes, olhando-o, enquanto assimilava a pergunta dele. — Não te interessa qual a idade do meu filho. Agora me solta!

—Qual a idade do garoto? -Ele repetiu, apertando meu braço novamente. Quando eu estava prestes a gritar, ele me soltou e eu virei, subindo o restante das escadas e trancando-me no quarto de Percy. Sentei-me na cama e abracei minhas pernas, apoiando minha testa nos joelhos enquanto balançava o corpo pra frente e pra trás por um tempo indeterminado. Eu não conseguiria ficar naquela casa por muito tempo se Luke ficasse me cercando daquele jeito. Não podia! E para que ele queria saber a idade de Pietro? Parei de balançar ao ouvir batidas na porta e olhei pra ela fixamente por alguns segundos antes de finalmente levantar-me e abri-la, esperando ver Percy e Pietro, mas era Luke quem estava ali, um sorriso de canto nos lábios deixava-o com uma cara irônica que me provocava arrepios.

—O que você quer? -Falei enquanto tentava, inutilmente, fechar a porta que Luke agora segurava aberta.

—Ele é meu, Annabeth? -Travei segurando a porta com força, minha boca se abrindo em um O perfeito, meus olhos arregalados e meu olhar fixo no dele. Oh, céus, por quê? Porque eu tive que me meter nisso? Porque eu não podia apenas ter dito não ao Percy e seguido minha vida? Merda de coração mole.

—Claro que não. -Respondi, mas percebi que demorei demais... o sorriso em seus lábios aumentaram e suas mãos, antes na porta, agarraram minha cintura antes que eu pudesse notar e então, sem que eu tivesse qualquer reação, Luke estava me abraçando com uma força totalmente desnecessária.

—Eu sabia! Ele tem meus olhos.

—Me solte, me solte, me solte... -Falei alto, batendo com força em suas costas. — Eu vou gritar se não me soltar agora! -E então ele me soltou, mas ainda estava perto demais então dei passos para trás, aproveitando que ele parecia distraído para rapidamente fechar a porta. Tranquei-a em seguida e encostei-me nela, escorregando até cair no chão, meu coração apertado no peito. Batidas forte na porta me assustaram e eu me afastei um pouco da mesma.

—Annabeth! –Luke falou enquanto batia seguidamente na porta. -Responda-me! Porque não me contou? -Arregalei os olhos novamente. A cada coisa que aquele imbecil dizia, eu me surpreendia ainda mais.

—Cale-se, Luke! Pietro não é seu filho! Não importa o que você diga! Ele é meu filho! -Soquei a porta enquanto lhe gritava em resposta.

—Ele tem meus olhos!

—E o pai dele também tinha! -Gritei -Agora me deixe em paz, Luke!

—Ele é meu! -Ele gritou de volta e socou a porta, como eu fiz ainda a pouco.

—Não é! -Gritei enquanto sentia minha respiração falhar. Isso não pode estar acontecendo... Por quê? Por quê? Por quê?

—Claro que é, não importa o que diga, sei disso!

—Vai se fuder, Luke Castellan! VAI SE FUDER! -Gritei o mais alto que pude enquanto socava a porta para pontuar cada palavra dita. –Pietro não tem nenhum tipo de parentesco com você e nunca vai ter! Ele é meu filho e não importa o que você diga seu imbecil. Eu quero que você fique longe de mim e do meu filho, ou eu chamo a polícia! -Terminei de falar e abri a porta para encontrá-lo com um olhar sério -E eu não estou brincando -Falei mais baixo agora que estava cara a cara com ele. -Deixe-me em paz, ou eu chamo a polícia.

—Você não tem como provar nada! -Ele disse, querendo parecer seguro, mas sua voz falha o entregava. Estava com medo!

—Ah... eu tenho. Não me subestime, Luke Castellan! Se você se aproximar de mim ou do meu filho, vou contar aos seus pais o que fez comigo há seis anos e ainda chamo a polícia para você.

—Não seria capaz.

—Será que não? -Perguntei, uma sobrancelha erguida em desafio.

—Você me paga. -Ele disse antes de virar-se e começar a descer as escadas no mesmo instante em que a porta de entrada se abria e Pietro entrava com Percy, os dois sorridentes.

Percy olhou para Luke e me viu na ponta da escada, e uma sobrancelha logo se ergueu. Luke ergueu a cabeça quando ouviu a porta se abrir.

—O que você ainda está fazendo aqui seu panaca? –Disse Percy. Luke rapidamente ergueu as mãos como se estivesse se entregando enquanto terminava de descer as escadas e passava direto por Percy e Pietro, saindo porta afora.

—Mamãe, mamãe. –Pietro disse, subindo as escadas correndo. -O tio Percy me levou para passear...! -Meu pequenino disse, rindo enquanto se jogava em meus braços assim que chegou ao segundo andar. -Foi tão legal!

—É mesmo? -Perguntei sorrindo.

—Sim. Fomos ao mercado e depois fomos a um campo de futebol e o tio Percy me comprou um cachorro quente bem grandão lá nos jogamos futebol junto com as outras pessoas, foi muito legal...!

—Nossa amor, que bom. -Dei risada enquanto levava-o para o quarto de Percy. -Agora que tal você ir tomar um banho para poder ficar um pouquinho com a mamãe? -Pietro concordou e saiu correndo para o banheiro, fechando a porta atrás dele.

Quando ouvi o barulho do chuveiro, olhei finalmente para Percy, que me olhava com um olhar de interrogação. Então, sem aguentar mais segurar, joguei-me em seus braços e chorei. Chorei por tudo o que acabara de acontecer, por medo, por cansaço. Carinhosamente ele me aninhou em seu peito quando nos sentamos na cama e esperou pacientemente até que eu parasse e conseguisse falar. E então eu lhe contei tudo o que acontecera, sem me importar que Luke era seu primo, sem me importar que alguém pudesse aparecer e ouvir, sem me importar com nada. Contei-lhe absolutamente tudo, as ameaças e a constatação certeira de Luke. Quando acabei, estava ofegante e abaixei a cabeça.

—Ele não vai mais encostar em você, eu te prometo. E ele não vai chegar perto do Pietro -Senti seus dedos tocarem meu queixo com carinho e erguer minha cabeça até que meus olhos se encontraram com os dele. -Eu vou cuidar de vocês. Isso é uma promessa. -Não pude conter o sorriso que surgiu aos poucos em meus lábios e nem consegui pará-lo quando seus lábios se aproximaram dos meus num beijo calmo e carinhoso que encheu meu coração de algo que eu não me lembrava de já ter sentido antes.

Soltamo-nos ao ouvir o barulho do chuveiro cessar e logo Pietro surgiu na porta do quarto, com seu pijama e correu para mim, rindo enquanto eu o abraçava. Senti o olhar de Percy em nós, mas não me importei. Deitei-me na cama com Pietro e Percy ficou sentado na ponta, olhando-nos. Aos poucos o sono e o cansaço tomaram conta do meu filho e ele dormiu rapidamente, fazendo-me sorrir. Pietro era toda a minha vida e eu faria qualquer coisa para protegê-lo... qualquer coisa!

—Você vai ficar? –Percy perguntou, baixinho para não acordar Pietro que, mesmo dormindo, estava agarrado em mim.

—Eu... -Suspirei. -Sim! Eu vou ficar. -O sorriso que Percy me deu valeu à pena. Só esperava não me arrepender da minha decisão.

Notas finais
Então gostaram? Luke tá merecendo uma lição. Parece que não tem o que fazer e fica atazanando a vida de Annabeth. Quero 15 comentários porque os leitores já passam dos 120 e estou muito alegre por isso. :D Também 5 favoritos e pelo menos uma recomendação. ABRAÇOS L.M. OLHA AI GENTE!!! ESTOU FAZENDO UMA PARCEIRA COM AS AUTORAS MARI E MAY GRACE E JUNTAS ESTAMOS FAZENDO UMA HISTORIA. https://fanfiction.com.br/historia/683169/Contos_Percabeth/ E TEM A MAIS RECENTE ONE SHOT QUE POSTEI: https://fanfiction.com.br/historia/681365/Love_Beyond_The_Stars/