Notas iniciais
Espero que gostem.

Quinn já estava de banho tomado e agora enxugava os cabelos ao sair de roupão pelo antigo quarto de Santana. Olhou por tudo e não viu a esposa. Deveria ainda estar no primeiro andar. Reparou nos filhos, Beth se balançava de um lado para o outro, inquieta. Ela ainda dormia, isso era uma mania da pequena para buscar tranquilidade no sono, em um embalo que só acabava quando a mesma caía em um sono pesado. Quinn sorriu por aquilo, era algo engraçadinho da filha e foi uma cena mais fofa ainda porque Tyler abraçou a irmã para que se aquietasse ao seu lado, ficando assim agora os gêmeos tranquilos dormindo como dois anjos, de conchinha.

—Tyler é mesmo a cópia fiel de Santana... Todo carinhoso- a loira comentou fitando os filhos com extremo carinho. Falando em Santana, ela no mesmo instante entrou no quarto, parecia afobada, nervosa por algo. Quinn notou e foi até a esposa- Algum problema, amor?

—Não, está tudo bem- respirou fundo e tentou sorrir para sua loira, que a olhou desconfiada- Sério, amor, foram só lembranças. Esse lugar é inteiro delas- suspirou e sentou-se na cama que os filhos repousavam- Eles estão abraçados? Foi você?- apesar de saber que sua esposa estava querendo desviar de assunto, Quinn se derreteu inteira.

—Estão... Beth estava se embalando, daquele jeito hiperativo de sempre e Tyler a fez parar com esse abraço.

—Que fofo amor. Deu vontade de deitar com eles ai, agora, e deixar essa comemoração para lá.

—Eu também, querida, mas todos ali vieram por nós. Bem, sua queridinha Kate por você, exclusivamente, mas mesmo assim, não devemos deixá-los na mão.

—Quinn... Kate é só minha amiga.

—Pra você, San... Pra você- jogou seu veneno e deu de costas para Santana, para poder se vestir.

—Você sabe que eu te amo muito, não é?- aproximou-se da loira e abraçou sua cintura- Em hipótese alguma deixe que mintam para você sobre meu amor e fidelidade a nosso casamento.

—Eu sei, San. Relaxe. Tem algo que quer me contar?-a latina suspirou, deixando um beijo na lateral do pescoço de Quinn.

—Nada. Vou me vestir também. Te amo.

—Amo você também- as duas trocaram um beijo rápido. Santana se agachou e beijou a barriga de Quinn- Te amo, meu bebê- sua esposa sorriu.

—Nós quatro te amamos, mamãe San. Seremos muito felizes juntos.

—Com toda certeza, amor.

***

Kate estava inquieta sentada a uma cadeirinha ao lado de Brittany, na roda de amigos à fogueira, foi feita perto do grande lago da fazenda. Ela batia o pé varias vezes no chão, como se algo a perturbasse.

—Você quer sair um pouco daqui, Kate? Não me parece bem- a professora de dança sugeriu, fazendo a loira respirar fundo para responder.

—Vamos sim, por favor- ambas levantaram-se e se retiram do lugar, tendo Kate arrastando uma garrafa de vodka a tira colo para ajudar a curar a agonia.

Quinn e Santana não demoraram descer, logo estavam atravessando o terreiro até seus amigos e juntaram-se a farra, festejando com imensa alegria os dez anos juntas.

—Alguém aqui viu a Lanna?- Maribel perguntou pela filha, procurando-a entre as pessoas.

—Eu encontrei com ela na cozinha, mãe. Fiquei de pegar algo com ela, mas também não a encontrei. Se quiser vou procurá-la- Santana se ofereceu e sua mãe concordou com um gesto de cabeça. Virou-se para Quinn, acariciando seu rosto-Já volto, amor. Espera aqui, ta?

—Toma cuidado, querida- a latina beijou a esposa com delicadeza, depois saiu no encalço de sua gêmea, que aparentava andar muito estressada ultimamente. Santana se sentia um pouco mal por não estar ao lado dela em algum momento ruim que estivesse passando agora.

—Hey, Lopez!

—Michael? Seu filho da mãe, achei que não vinha- a latina correu até o amigo e o abraçou.

—Desculpe-me... Acabei me perdendo no meio do caminho- coçou a cabeça, sorrindo sem graça.

—Nossa, espero não ter tido problemas.

—Nada, foi só isso mesmo. Pena que me atrasei demais para a festa.

—Que nada, agora que a melhor parte começou. Se entrosa lá que eu já volto. Vou atrás da minha irmã fujona.

—Tudo bem, boa sorte- os executivos trocaram um aperto de mãos e Michael se aproximou do pessoal, logo entrando no campo de visão de Quinn, que sorriu ao vê-lo. Acabaram por se aproximar muito nesses últimos meses, se tornando assim melhores amigos, o único masculino que Quinn tinha, o restante era só Rachel, Brittany e Lanna, suas garotas, como ela falava- Hey, pequena Q.

—Mike, senti sua falta aqui- a loira abraçou o amigo, sorridente- San estava aqui ainda agora. Ela vai adorar saber que você veio.

—Já vi ela la atrás quando cheguei. Estava procurando a irmã.

—Lanna está sumida há algum tempo e isso preocupa a família.

—Espero que logo a encontrem- Quinn concordou-Você está reluzente, Quinn. Qual a nova?- ele perguntou, observando o semblante feliz da outra.

—San me faz a mulher mais feliz de todo esse mundo, Mike. E também tem uma grande novidade aí.

—O que?- indagou com extrema curiosidade.

—Vem cá- puxou o amigo para longe das pessoas que transitavam na festa- Ainda não contei para nossa família, mas, como você é meu melhor amigo tenho que te contar antes que eu exploda de tanta felicidade.

—Tanta que está me assustando já- Michael franziu o cenho. Quinn riu.

—San e eu teremos outro bebê, Mi. Vou ser mamãe de novo- o rapaz teve a boca caída, visivelmente atingido pela noticia. Pigarreou, passando a mão por entre os cabelos castanhos muito bem cuidados e alinhados, suspirando.

—Uau, isso realmente me surpreendeu.

—Então?

—Então que estou muito feliz por você, pequena. Vem cá, Deixe-me te abraçar e parabenizá-la pela novidade- a loira se aconchegou ao abraço do amigo, sorrindo como se não houvesse amanhã.

—Te desejo a maior felicidade do mundo, mocinha. Prometo que será muito feliz.

—Promete?- Quinn se afastou, o encarando de cenho franzido.

—Bom, conhecendo a Santana, sei com toda certeza que ela te fará muito feliz- pigarreou, coçando a cabeça.

—Ela já me faz muito- acariciou o ventre- Agora mais ainda.

—Pois é, né?- Michael sorriu fraco enquanto Quinn quase rasgava a boca pela intensidade de seu sorriso. Alguém chamou a atenção da loira, que se virou rapidamente, assim não vendo que Michael trincou com força o maxilar e tinha o olhar banhado em ódio para o lugar onde Santana passou para tentar encontrar a irmã. Cerrou os punhos, depois corrigiu o charmoso topete, voltando a sorrir quando Quinn o encarou.

“Droga, Lopez!Você está mesmo afim de morrer! ".

*-*

Santana vagou por todos os cômodos da casa e não conseguiu encontrar a irmã, logo se preocupou. Lanna nunca foi de fazer isso. Coisas ruins já passavam por sua cabeça, até mesmo os flashs do passado quando recebeu a notícia do sequestro da irmã, já a deixou alerta e com o coração na mão. Passou a torcer mentalmente que ela estivesse bem e não fosse nada de sua cabeça.

Viu Brittany e Kate mais a frente, conversando sentadas em um monte de feno. Correu até elas, nervosa.

—Boa noite, meninas. Desculpe atrapalhar a conversa de vocês- Kate ao ver a morena, engoliu seco um gole de vodka. “É agora que as coisas ficam estranhas e tudo vem abaixo em mim", a loira pensou.

—O que foi, San? Parece nervosa- Brittany perguntou de cenho franzido.

—Não encontro minha irmã, Lanna. Vocês a viram?

—Lanna? Não. Não a vejo desde que disse ir tomar um banho ou coisa parecida. Procurou no quarto dela?

—Sim, Britt. Já revirei isso tudo. Estou preocupada, ela não me parecia bem- Santana afagou o braço para espantar o frio e a preocupação. Brittany levantou-se e foi até ela.

—Vou te ajudar a procurá-la. Vou ver lá atrás, do outro lado do lago. Você vem comigo, Kate?- pediu a bailarina, porém Kate parecia avulsa a conversa, bem distante mesmo, onde só conseguia olhar para Santana e quando ela retribuía o olhar, a loira rapidamente olhava para outro lugar, envergonhada- Kate?

—Ah, oi, Britt. Desculpe-me, perguntou algo?- se desculpou toda embaralhada. Santana sorriu.

—Tem que maneirar no álcool, amiga. A noite está só começando- Santana brincou, o que deixou Kate intrigada. “O que ela está fazendo?". Se indagou,a médica.

—Perguntei se você não quer ir comigo procurar a Lanna.

—Acho que vou passar essa. Ela parece que não gosta de mim, então, não quero que a mesma dê um piti por me ver contigo- a gêmea de Lanna deixou escapar uma risadinha.

—Lanna não gosta nem dela mesma, não se sinta tão lisonjeada.

—Que é isso, a Lanna é um amor, gente.

—Só se for com você, Britt Britt- Brittany riu pela chacota de Santana e saiu, deixando um tchauzinho. Kate ficou encarando Santana, sendo logo retribuído o gesto, porém da parte da latina era de intriga contra o de nervosismo da médica- Eu sei por que está assim, Loren.

—Como?- “céus, é agora que nossa amizade acaba e ela me manda ir embora daqui", seu coração gelou pelo o que viria de Santana, que foi contra as suas expectativas e lhe deu um longo abraço apertado e carinhoso- Mas o que...

—Sei que você esta chateada por eu ter chegado e não ter falado direito contigo. E de certa forma está certa, mas você sabe, tem muita gente de visita e fica apertado dar atenção para todos, também tem Quinn e todo seu temperamento territorial, então você sabe o quanto está apertado para mim. Prometo tirar uns minutos para a gente bater aquele papo, está bem?

—Eu, eu... Hã?- Kate estava confusa, sem entender o porquê de Santana estar agindo daquela forma depois do que aconteceu entre elas e todo aquele desejo jogado no ar que ambas apresentaram.

—Você precisa mesmo maneirar na bebida, loirinha... Está ficando bobona já- a morena tocou o nariz da melhor amiga com o indicador e saiu, sorridente.

—Que porra foi essa?- Kate se perguntou e olhou para a garrafa de vodka- Será que eu estou fantasiando?- de repente um arbusto atrás de si se mexeu e a primeira reação que teve foi de pegar a garrafa de bebida e apontar na direção do que sairia dali- Quem está aí?

—Abaixa isso, Loren. Está patética com essa garrafa de vodka na mão- era Lanna, que caminhou até a loira,pegou a garrafa de sua mão e tomou um profundo gole- Perfeito!

—Santana está te procurando. Britt também... Na verdade, todo mundo está.

—E você está aqui bebendo- apontou para Kate e sorriu de escárnio.

—Bem, você não é lá muito minha fã- deu de ombros.

—Bingo!- Lanna se aproximou da loira, ficando a poucos milímetros dela, o que deixou Kate com algo gelando por todo seu ser. Uma sensação familiar lhe atacou e, ao olhar no profundo negro dos olhos de Lanna, percebeu que podia estar em um problema maior do que pensava. As duas ficaram se olhando, Lanna sorriu de canto, fraco mas com ironia- Você não me viu aqui- entregou a garrafa de volta para Kate e saiu, com um semblante gritante de chateação e outra coisa que não pode nomear agora.

—Puta merda!- Kate arregalou os olhos, depois olhou para a garrafa- Tudo culpa sua- atirou a bebida para longe e saiu correndo sem saber para onde ia.

***

—Aí vem a Santana- Quinn apontou para a esposa, que vinha com um semblante nada agradável. Foi que Maribel até ela.

—Então, filha, encontrou sua irmã?

—Infelizmente, sem sinal daquela maluca- Santana suspirou, abraçando Quinn de lado e deixando a cabeça em seu ombro- Estou com um mau pressentimento.

—Senhor, onde aquela menina se meteu?- Maribel interrogou os céus, em aflição.

—Calma, dona Maribel. Eu a encontrei- Brittany apareceu, acalmando a todos presentes.

—Onde está minha filha?

—Hey, tranquilize-se!- tocou no ombro da senhora e sorriu tenra- Ela está no seu quarto, dormindo. Me pareceu exausta, então nem mexi nela. Lanna quando acordada é pior que o próprio satã descontrolado.

—Tudo bem, Britt. Obrigada pela ajuda. Eu estava por ficar louca. Essa menina!- a matriarca da família Lopez suspirou. Santana achou aquilo muito estranho, mas achou melhor deixar a irmã descansar para depois entrar com o interrogatório. Russel apareceu e lhe deu um abraço.

—Vamos nos recolher, amor. Sei que está exausta e está na hora dos jovens tomarem de conta da festa- Maribel sorriu e deu um selinho no esposo.

—Tem razão. Meus pés devem estar inchados como duas laranjas- foi até Santana e beijou as duas faces da filha- Eu amo você. Se cuidem por aqui, esta bem?

—Eu cuido dela- Quinn disse, acariciando o ombro da senhora ao lhe enviar um sorriso.

—Cuida sim- devolveu o gesto e se retirou com o marido.

—Q?

—Oi, amor- virou o rosto para encontrar o olhar cansado e apaixonado de Santana.

—Você me ama?

—San... Que pergunta, amor!- a latina fez um bico penoso- Ai, besta. Claro que eu te amo. Muito. Você é o meu amor. Desde muito tempo.

—Vem comigo?- cheirou no pescoço da loira, arrepiando-a.

—O que você quiser, latina- pegou na mão de Santana e as duas sumiram entre as pessoas.

***

Puck estava apoiado à mesa de bebidas, pensativo. Olhou por toda sua vida e viu que faltava algo. Que precisava de alguma coisa pra estar em equilíbrio com ele mesmo, mas não sabia o que. Olhou para Finn. Seu primo estava dançando com a esposa de um jeito bem engraçado, pois a diferença de altura entre os dois fazia com que qualquer afeto entre eles se tornasse bem cômico. Embora isso, o lutador sentiu seu coração esquentar com o amor bonito e companheiro que o casal transmitia... Mais ainda o fruto valoroso que construíram juntos. Felipe Berry Hudson era seu nome.

O moreno sorriu ao lembrar-se do maravilhoso sobrinho hoje já bem crescido e um dos melhores alunos de artes marciais que ele já teve nesses anos todos como professor.

—É, Puckerman, acho que a festa acabou pra você hoje- soltou uma risadinha e largou sua cerveja pela metade. Quando foi sair, alguém trombou contra ele e só não caiu porque rapidamente Puck o segurou- Opa... Achei que a sorte havia me abandonado hoje. Wow!- reparou na mulata belíssima a sua frente e agradeceu aos céus por não ter saído dali antes e ter perdido tal preciosidade.

—Me desculpe, senhor. Sou uma estabanada mesmo- era Martha... Uma bela e desconcertada Martha que se não fosse o tom de sua pele negra, notaria nitidamente que ela estava completamente vermelha porque Puck a olhava como se fosse o último copo de água do deserto.

—Não se desculpe, morena... Você caiu do céu direto em meu colo.

—Não entendi, senhor Puckerman.

—O que, você me conhece?

—Claro. É irmão de minha chefe. E além do mais, sempre nos vemos em festas da empresa FLC e de sua família- Puck ficou besta. Como não se lembrava de conhecer uma mulher daquelas?

—Devo acredita quando Santana diz que sou um tapado... Como não posso me lembrar de você?- bateu na própria testa. Martha riu discretamente.

—Não fale assim. Eu não sou lá uma pessoa a ser notada e nem quero isso, na verdade. Geralmente fico no meu discreto canto, apenas observando- meneou a cabeça, suspirando. Puck abriu um sorriso.

—Então me deixe retratar essa minha gafe. Começamos do começo?- fez careta... Martha achou o dono do moicano mais zuado por Santana, engraçadinho.

—Sou uma simples secretária, senhor.

—E eu não valho nada. Você é bem melhor que eu, então esse ser aqui que deveria ter vergonha de estar diante de uma mulher, que além de muito linda...-tocou no próprio peito- ...Aparenta ser mais inteligente num fio de cabelo do que eu fui um pouquinho em minha vida inteira e, eu, na maior humildade do mundo estou doido para conhecer e se possível obter os dígitos preciosos do número de celular de tal incrível dama. Bebe algo comigo?

—Não é do meu feitio, senhor. Agradeço o convite, mas faz parte da família de meus patrões. Não seria ético- disse tudo sem sair de sua aclamada postura profissional, como Santana se referia a ela, fazendo o sorriso de Puck murchar- Eu conheço essa historia.

—Que história?- Puck se intrigou.

—Aquela que o rapaz rico ilude a pobre moça que trabalha para sua família e no fim, usa ela e depois finge que não sabe de nada quando o envolvimento deles vem à tona. Então, a tal moça que logo se apaixona pelo rapaz aventureiro é a que se ferra no final.

—Você não sai muito, não é?- coçou a cabeça, sem entender a conversa.

—Foi um prazer conversar com o senhor. Tenha uma boa noite, cavalheiro- enviou um sorriso forçado a ele e se retirou, deixando o rapaz mais confuso que já era normalmente.

—Cara, o que as mulheres tem contra mim? Eu só ofereci uma bebida- perguntou com as mãos para o alto, como uma súplica aos céus- Mas, de verdade, essa morena eu quero pra mim. De um jeito ou de outro... Essa eu consigo.

***

—Tem certeza de que não quer comer nada?- Santana perguntou enquanto Quinn a despia com pressa, com sede do corpo moreno. Beijou cada pedacinho de pele que se mostrava exposto, Santana soltava curtos suspiros do já tesão que faltava explodir seu corpo pelos toques ousados e cheios de desejos de sua maravilhosa esposa novamente gestante. Uma coisa sobre Quinn: Ela era uma maravilhosa companheira de cama, mas quando grávida, a loira se transformava em um furacão no sexo. Santana não sabia se sentia-se sortuda ou usada quando estava a esposa nesse estado explosivo de hormônios.

Com um puxão de uma força que Santana desconhecia de sua mulher, a latina foi parar no chão da cabana que foi palco da primeira vez de amor entre as amantes, e não seria justo se não fosse também o de comemoração dos dez intensos anos juntas na vida. A loira puxou o vestido e o jogou para o alto, fora do seu corpo. Desceu sua calcinha, Santana ajudou com o resto, então assim ela apoiou um dos joelhos, de um jeito seguro, na poltrona que a esposa estava encostada quando no chão, e sentou-se sobre o seu rosto, fazendo assim a latina executar o seu oral mais dificultoso da vida, porém grandemente gostoso para Quinn, que rebolava na língua e lábios de sua garota.

—Assim, amor. Satisfaça sua garota- as reboladas da loira ficaram ainda mais intensas, fazendo Santana espalmar uma das mãos no bumbum branquinho e o puxar para ainda mais aprofundar a língua na entrada apertadinha da esposa, que já gemia sem medo algum de alguém ouvir.

—Gostosa!- a latina grunhiu, dando uma palmada em uma das nádegas de Quinn, que soltou um suspiro entre dentes.

—Você não sabe, ahh... Nossa... — foi interrompida por um choque de prazer ao sua esposa chupar seu montinho de nervos intercaladas vezes- ... Não sabe o quanto eu estava faminta de você. De seus toques. E- E... Oh céus... Esses hormônios de gravidez vão acabar me matando- Santana deixou escapar uma risadinha e pensou: não sabe o quão perfeita você fica com tem um bebê ai dentro, Quinn.

—Sexy...- chamou atenção da esposa, que a olhou. Bastou somente sorrir com amor para Quinn, que ela já se derreteu inteira e se sentiu uma mulher de muita sorte por conseguir fazer Santana tão feliz. Algo em seu peito efervesceu, então saiu da posição que estava e ofereceu a mão a latina, que aceitou mas com alto grau de intriga.

—Aqui, amor- puxou a outra para que deitasse no sofá, sobre si, iniciando assim um beijo calmo e delicado.

—O que foi, querida?Não estava bom o que fiz em você?

—Quê? Claro que estava, amor.

—O que aconteceu, então?

—Não se preocupa, bebê. Eu só percebi que não quero algo tão intenso. Só um amor bem delicado- acariciou o rosto de sua esposa, que a essa altura estava confusa e intrigada- Vem, se acomoda aqui- abriu as pernas de uma forma que Santana confortavelmente pudesse ficar entre elas, corrigindo-se para assim o sexo de cada uma delas estivesse em bom contato com o da outra- Agora, Amor, faz devagarinho. Deixa eu só te sentir.

—Assim?- apoiou melhor uma mão de cada lado da cabeça de Quinn e foi se movimentando calmamente, como uma dança delicada.

—Sim, amor. Bem assim, mas deita aqui em meu peito- a latina acatou, tendo agora os cabelos sendo acariciados pela loira. “isso só pode ser coisa desses benditos hormônios". Santana pensou enquanto, mesmo que delicadamente, ainda tentava dar e obter prazer com aquela posição com sua amada esposa gestante. Acariciou um dos seios de Quinn, que já se mostravam um pouco inchados pela gravidez (e ficariam cada vez mais deliciosos com o passar dos meses), sentindo que Quinn gemia- Bela mágica.

—A que você faz comigo é pior- a outra riu- Vem cá- elas trocaram um beijo lento e apaixonado, onde Quinn hora ou outra aplicava uma mordida sexy nos lábios carnudos de sua mulhere, que sorria com aquilo. Esse tempo todo de relacionamento, as provia de uma intimidade tão completa entre si, que ambas já sabiam o que a outra queriam mesmo sem ela pedir ou esboçar querer aquilo. Um amor como aquele que tinham era algo tão raro, tão bonito, que Santana às vezes se perguntava se merecia tudo aquilo. Mas, oras, ela lutou por isso, não? Deu a vida pra estar onde está, com a mulher que ama, filhos tão queridos, um outro mais que especial a caminho e um emprego que garantia o futuro de sua família e seu bem estar. As coisas não poderiam ser melhores.

—Eu vou gozar,amor... Hum!

—Ah, podem sim... Bem melhores- preencheu a boca da loira com a sua em um beijo mais cheio de desejo, rebolando com maestria para que logo o ápice das duas se findasse, em uma cascada de prazer- Me morde, amor- sua voz já estava falhada pela vontade do corpo de explodir por prazer ali mesmo, mais ainda quando Quinn acatou seu pedido e lhe mordeu no ombro de maneira gostosa, complementando com uma arranhada certeira com o dez dedos das mãos pelas costas morenas... Essa foi a gota d'água. Depois de mais algumas reboladas, Santana foi a primeira a se derramar sobre Quinn, que veio logo depois e, ambas, de corpos trêmulos, se olharam trocando sorrisos cúmplices de amor e malícia, findando aquele momento da melhor maneira já inventada... Com um beijo de amor.

***

No dia seguinte, todos, exceto Lanna e Kate que eram o mau humor em pessoas, se preparavam para partir rumo às suas respectivas casas. Michael foi o primeiro a partir, alegando ter uma importante reunião pela tarde. Quando já no carro, ao olhar pela janela, o rapaz fitou sobriamente para o casal trocando cariciais enquanto abasteciam o carro de Santana com seus pertences e de seus pequeninos filhos. Quando a latina abraçou sua esposa por trás, aplicando um beijo ao pescoço alvo e ao ficar por acariciar a barriga já com o mais novo membro da família Fabray Lopez, Michael trincou o maxilar e entredentes ordenou que seu motorista o tirasse dali logo. Algo de muito estranho pairava sobre o brilhante advogado sócio da aclamada empresa de Russel e Maribel... Logo descobririam que de simpático ele só tinha a aparência.

A maioria já havia partido, sobrando apenas os patriarcas da família que levariam Lupi consigo. Puck que daria carona a Brittany e Kate e mais algumas amigas de Quinn. Rachel, Finn e seu filho Felipe, que já estava bem crescido e cada vez mais parecido com seu pai. Luccas, sua mulher e a filha adolescente, Charlotte. E por fim e não menos importante, Santana, Quinn e os gêmeos que estavam visivelmente animados porque sua mamãe San os prometeu comprar um cachorrinho na volta para casa. Eles não poderiam estar mais felizes.

—Não vejo a hora de comprar o Toby- Beth comentou durante a fase difícil que era colocá-la na cadeirinha de segurança do carro. Santana sorria por conseguir, pela distração da filha com o cachorro, prendê-la em menos tempo na cadeira.

—Yeh!- comemorou, batendo um high five com Quinn- Já vi que vou ter de comprar um canil para conseguir repetir esse feito com a Elizabeth.

—Boa sorte, mamãe!- Quinn brincou, dando uma palmadinha no bumbum da esposa.

—Espero que Toby não seja sua ideia pro nome do nosso cachorrinho- Tyler, já devidamente posicionado em sua cadeirinha, expôs.

—Por que, Ty-Ty?

—Esse nome é feio, Bee!- ele fez careta- Prefiro Einstein.

—Eww- foi a vez de Beth fazer careta- Não gostei... É feio. Que tal... Nemo?

—Isso é nome de peixe.

—Quem disse?- Beth se alterou, chamando a atenção de Quinn.

—Hey, vocês dois. Se começar a ter briga, não terá cãozinho.

—Briga não, mamãe. Briga não... Sem briga- Beth se consertou, em uma Fofura tão grande que Quinn apertou sua bochecha. Ela riu. Os gêmeos continuaram a conversar entre eles enquanto suas mães se posicionavam em seus devidos lugares no carro. Logo Santana deu partida e saiu logo atrás do tio de sua esposa, Luccas.

A viagem transcorria tranquila. Os gêmeos conversavam o tempo inteiro, acontecia muito quando algo animava os dois em igual,mas no geral cada um ficava no seu canto, ocupado com algo. Eles até que eram amigos, se gostavam, mas seus gostos se divergiam,dai ficava essa divisória, apesar de um ser a cópia perfeita do outro.

—Mamãe, liga o rádio? Por favor.

—Claro, amor- Santana cedeu ao filho- Em que estação?

—Algum noticiário.

—Tyler tem alma de velho- Beth caçoou enquanto penteava o cabelo de sua boneca Barbie, dando uma risadinha.

—Beth!- Santana lançou um olhar de repreensão para a filha pelo espelho.

—Deixa, mamãe- ele sorriu para a latina, que retribuiu- Mamãe?

—Sim, querido.

—Será que eu posso trabalhar com você na empresa do vovô?

—Você quer trabalhar comigo?- a morena olhou para a esposa, que por sua vez deixou escapar uma risada.

—Quero. Eu posso?

—Claro... Mas no que você quer trabalhar?

—Quero ser como o vovô. Mas também quero entender de número como você. Dai também posso fazer serviço pra mamãe Q.

—Own, meu homenzinho já pensando no futuro- a loira se derretia, fazendo carinho na perna do filho- O que te levou a pensar nisso, Ty?

—Saudade- nesse momento as mulheres se olharam- Se eu trabalhar com vocês, vão poder estar mais perto de mim. Eu não tenho amigos... Vocês são o mais próximo disso que eu tenho- Santana teve seu coração despedaçado nesse instante. Quinn, como sempre a mais emotiva, deixou-se logo chorar, sentindo o peito doer. A latina tocou-lhe o ombro e o acariciou, para passar alento à mulher.

—Sinto muito por isso, meu filho. Mas a gente precisa dar um futuro a vocês. Por isso trabalhamos tanto.

—Eu entendo... Mas queria que fosse mais fácil- as bochechas dele ficaram vermelhas e logo o pequeno chorava em silêncio, cortando ainda mais o coração de suas mães.

—Eu sou sua amiga, Ty-Ty. Toma meu pirulito- Beth ofereceu, arrancando um sorriso de Tyler, que agradeceu provando o doce. Apesar desse momento fofo de Beth, as mães permaneceram em um silêncio corrosivo, que chegava a doer na alma. Santana sentia que sua esposa se desmanchava em lágrimas, mas esse momento era de somente pensamentos. Ela tinha que dar um jeito nisso.

Antes que dissesse algo, notou estranhezas pelo espelho retrovisor lateral do carro: Um outro, de porte bem maior, vinha em alta velocidade, como se quisesse acompanhá-las. Logo seus sentidos foram alertados.

—Segurem firme em algo.

—O que?- Quinn ficou confusa, depois foi para assustada quando Santana arrancou com tudo seu carro e passou a fazer zigue zague enquanto desviada de outros- Santana... O que significa isso?

—Tem um carro seguindo a gente. E não é de agora- ela mudava de faixa. Os gêmeos estavam inquietos... Tyler começou logo a chorar, Beth gritava mas era de excitação pela chacoalhada que dava no carro a cada ultrapassada.

—Tem certeza disso?

—Tenho experiência no assunto, Lucy Q. Agora abaixem- pediu. Quinn ajudou os filhos a se protegerem, depois abraçou os joelhos- Juro por minha vida que protegerei vocês.

—Eu sei, amor. A gente te ama- Quinn acariciou a mão de sua amada, que tomou a da outra para si e beijou. Elas estavam sobre uma ponte que ligava alguns canais... Não era tão grande, mas demorava um pouco chegar do outro lado e era só o que Santana precisava para despistar seus perseguidores. Tiros ecoaram pela pista... Carros fugiam em desespero.

—Está quase.... Mas que droga!- ela freou bruscamente quando percebeu que um carro atravessou com tudo a sua frente, batendo contra o outro que estava adiante do da latina, logo percebendo se tratar do seu tio. Os dois carros bateram contra a proteção da ponte e caíram no lago. Santana encostou em um lugar seguro e ameaçou sair.

—Hey, o que você pensa que vai fazer?- Quinn segurou sua mão, visivelmente assustada e preocupada.

—É o tio Luc, Q. Sua família está naquele carro- Santana estava nervosa- Liga pro Puck. Não sai do carro.

—San, não...

Santana não esperou mais. Saiu correndo com tudo, passando por cima dos veículos, desviando de outros até chegar ao lugar da queda dos carros e se jogar no lago. Muitos curiosos já se amontoavam ali e gritaram quando a latina se jogou com tudo naquele perigoso lago de correnteza forte. Quinn dentro do carro estava quase entrando em desespero. Russel apareceu rapidamente.

—O que aconteceu? Vocês estão bem? A gente vinha mais atrás e viu no momento que Santana freou.

—Não sei ,pai. Alguém jogou o carro na gente, e de repente teve tiros. Santana freou e ele acabou acertando foi o carro do tio Luc- a pobre loira já se tremia inteira.

—E cadê a Santana ?

—Ela mergulhou no lago, papai. Santana é louca.

—Minha nossa senhora- ele abraçou a filha e ficou a fitar a multidão de pessoas que se formou na lateral da ponte.

No lago, Santana agora mergulhava cada vez mais fundo. Avistou o carro de seu tio e conseguiu se segurar nele. Felizmente a janela traseira havia se partido então daria para entrar sem problemas. A primeira que avistou foi Char, já desacordada e com a cabeça sangrando. Luc era o único acordado e se debatia para se soltar. Santana fez menção de ir ajuda-lo, mas ele não deixou, apontando para sua filha, suplicando para que a latina a tirasse de lá primeiro. Ela confirmou e sinalizou que não demorava vir buscá-lo também. Luc apertou sua mão... Seus olhos estampavam o desespero. Logo ela tirou a pequena do carro e nadou para a superfície levando-a com cuidado, puxando-a para fora da água, na areia. E foi lá que Santana repousou Charlotte ainda desacordada, reparando se ela respirava, dando graças a Deus que sim. Não demorou voltar correndo para a água... Foi mais difícil achar o carro agora por conta correnteza, e quando finalmente conseguiu, ele já estava fundo demais. Ao entrar, forçou tentar tirar o tio, que já estava desacordado, mas a batida emperrou a fivela. Depois foi sua tia, seu cinto acabou por enforcá-la... Ela já estava morta. Entrou em desespero, seu ar estava acabando, e no ultimo instante, Luccas acordou e empurrou a latina para fora do carro que já estava bem mais no fundo. Ela gritou em agonia... Tinha que salvá-los, porém, quando menos esperou, um destroço do carro desceu e atingiu sua cabeça, fazendo-a desmaiar e assim, afundar como o carro.

Aquele era pra ser o melhor dia de sua vida.

Notas finais
Eita...Santana sempre se ferra kkkkk e agora? bjs