A outra face- Surgindo das cinzas

32 Capítulo 32- Perseguidos pelas sombras do passado.


Notas iniciais
Buenas noches a todos... Acho que demorei demais não foi? Sei lá, cheguei com um novo e atormentante capítulo and espero ansiosamente-te que vocês gostem. Obrigada pelos maravilhosos comentários que me dão aquele gás metano pra postar. Boa leitura:

Noland estava em seu escritório escondido do mundo, analisando alguns papéis outrora já assinados por alguns de seus investidores, em sigilo, de alguma empresa que ele havia comprado. Ruffus, uma espécie de espião contratado por ele, entrou na sala rapidamente, Noland apenas o olhou por dois segundos, voltando sua atenção para os papéis:

–Acho que deixei bem claro a política de entrar no meu escritório sem bater, não foi Ruffus?- disse indiferente a presença do espião à sua frente- Por favor... – apontou para a porta. Ruffus tentou argumentar, mas resolveu fazer o que lhe fora ordenado.

–Russos idiotas- murmurou para si mesmo. Ele achava aquilo uma grande besteira da parte de Noland, mas o mesmo teve criação nobre, cheio de requintes e apesar de como agia, mantinha sua postura ‘’culta e educada’’. O espião saiu do escritório e deu duas batidas na porta, revirando os olhos por ter que fazer isso:

– Pode entrar, Ruffus- consentiu ainda sem encará-lo- Espero que seja importante, pois estou muito ocupado com esses papéis aqui. Vamos, diga logo do que se trata.

–Tenho notícias da loura que o senhor me manda ficar de olho- Trukowisk finalmente o encarou firmemente, com os olhos brilhando quando ouviu sobre a loura.

–Quinn? Pois ande, me fale logo sobre minha amada. O que foi? Finalmente percebeu que aquela latina maldita não merece seu maravilhoso coração e pediu o divórcio?- animou-se- Ande homem, diga.

–Sinto muito senhor, mas não foi isso não.

–Não? E o que foi?- perguntou em um auto grau de curiosidade e ansiedade pelos fatos.

–Fiquei sabendo que a moça que o senhor me manda observar, Quinn Fabray, teve que ser levada as pressas para o hospital hoje de manhã.

–O que? E só agora você me diz isso? O que ela tem?- indagou mudando seu semblante para raiva no mesmo instante.

–Demorei lhe relatar isso pelo simples fato que precisava reunir informações, já que o senhor mesmo me mandou que só aparecesse com fatos bem apurados, caso contrário, era melhor eu nem aparecer- Noland consentiu com a cabeça concordando- Quanto ao que ela tem... Fiquei sabendo que um cara bateu no carro da latina enquanto as duas saíam de um shopping. A loura se assustou e entrou em trabalho de parto durante a discussão do homem com a Lopez. Segundo informações os dois se agrediram e pelo visto foi isso que assustou a gravidinha lá.

–Mas como? Eu vou matar aquela latina agora mesmo- o russo esbravejou efusivo, fazendo menção de sair pela porta, mas Ruffus o parou:

–Hey, senhor... Não vá tirar conclusões precipitadas. Santana Lopez não tem culpa de nada.

–Não?

–Não... O mesmo informante que me deu essas informações disse que o tal cara que bateu no carro das duas foi pago para fazer isso- Noland o fitou confuso, pois o mesmo não mexia com a latina há meses e não conhecia ninguém que tivesse algo contra a mesma- Ele fugiu depois que Quinn começou a passar mal.

–Ruffus, use tudo que precisar e não importe o quanto irá custar, mas quero que descubra quem fez isso e quem mandou... Quero ambos aniquilados a qualquer custo- o espião o olhou um tanto assustado- Está surdo? Ande logo, quero resultados até o anoitecer.

–Senhor...

–DESTRUA OS DOIS... E passe aquele recado a Santana- gritou descontrolado, acalmando-se rapidamente. Ruffus apenas confirmou com um aceno de cabeça, saindo dali- Apenas eu sou dono dos tormentos de Santana Lopez... Quem quer que seja pagará, Quinn é minha e o que me pertence... é intocável.

/////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

As duas passaram mais algum tempo curtindo seus pequenos, agora já nomeados, e depois os mesmos foram levados para descansar no berçário, deixando suas mães já com saudades. Seus familiares se despediram das duas, prometendo as visitar uma outra hora quando já tivessem em casa, já que não era permitido tantas pessoas daquela forma no quarto do hospital. Santana fez companhia o dia inteiro para Quinn, até quando a mesma dormiu, preferindo ficar ao seu lado zelando por seu sono tranquilo, enquanto acariciava seus cabelos para deixá-la mais à vontade. A loura encontrava-se deitada ao peito de Santana, recebendo suas carícias confortavelmente tranquilizadoras e não se sabe por quanto tempo ficaram nessa posição, apenas sentiam-se bem dessa forma. Durante essa conexão de calmaria entre as duas, a latina mantinha-se concentrada a algo: A estranha batida repentina de mais cedo. Aquilo ainda soava muito, mas muito estranho para ela. E se aquilo foi de propósito? Pensava ela. Teria que tirar a prova daquilo, pois já tinha firmado em seu consciente que não deixaria que as coisas perdessem o controle novamente... Nunca mais. Principalmente com a chegada de seus filhos, os protegeria até se isso lhe custasse a vida, eram seu tudo agora, juntamente com sua amada que sofreu tanto quando aconteceu aquele desastre de anos atrás com Constantina... Custe o que custasse, ninguém que ela amava sofreria novamente.

–Uhm, será que devo me preocupar com esses pensamentos tão intensos da senhora minha esposa?- Quinn comentou dando um profundo suspiro, arrancando um leve sorriso de Santana. Ela já tinha acordado alguns instantes atrás, porém a latina não havia percebido por estar tão presa em sua mente e sua esposa conhecia muito bem esse lado dela e ficou observando-a naquele estado- O que preocupa você, amor?

–Nada, lourinha... Só montando algumas coisas.

–Posso saber que coisas são essas?- perguntou ajeitando-se para colocar seu queixo apoiado no ombro da latina e umas de suas mãos pousada no abdômen da mesma, que a puxou pela cintura para mais perto de seu corpo.

–Trabalho... Nada demais.

–Uhm, mas acho que essa ruguinha de preocupação na sua testa não indica um simples ‘’problema de trabalho’’- tocou a testa de Santana sem desgrudar de seus olhos, buscando ler as expressões de sua esposa.

–Você é muito desconfiada, sabia Fabray?- cutucou a barriga de Quinn brincalhona.

–Uhm... Adoro quando você me chama pelo meu sobrenome de solteira- disse dando aquele olhar malicioso encarando Santana- Acho muito, mas muito sexy quando fala- passou os dedos pela barriga da latina.

–Meu Deus, o que fizeram com a minha esposa naquela sala de cirurgia?- brincou colocando a mão no peito, fingindo uma preocupação.

–Atenha os fatos, latina. Eu estou há meses sem sexo... Abstinência faz isso com as mulheres, principalmente as que deram a luz há pouco tempo.

–Ah, não sei, será?- Santana caçoou, sentindo ser puxada pela blusa por Quinn para que pareassem suas testas.

–Não brinque comigo, Santana Lopez... Não sabe a força que se ganha depois que se tem um filho- encarou a latina profundamente, fazendo-a dar uma risada com um misto de malícia e brincadeira- Dois então, nem se fala.

–Minha nossa... Estou extremamente assustada agora... Alguém chame um médico, acho que estou enfartando- botou a mão direita no coração, fazendo um olhar penoso.

–Boba!- deu um tapinha de leve na perna de Santana que a puxou para um beijo demorado, porém por apenas um encostar de bocas.

–Bom... Eu preciso dar uma saída daqui a pouco. Me ligaram hoje mais cedo da empresa e vou ter que dar uma passada rápida por lá- falou, separando-se do beijo. Quinn a olhou desgostosa- Vou aproveitar e dar uma passada na antiga casa da minha mãe para ver se está pronto para mudarmos logo. Apesar de amar nosso apartamento, ele é muito pequeno para nós quatro.

–Ah não, Santana- Quinn reclamou- Poxa amor, eu pensei que você passaria o dia inteiro comigo.

–Hey... São apenas algumas horas. Prometo estar aqui antes das oito- a latina argumentou colocando uma mexa do cabelo de Quinn atrás de sua orelha, porém a mesma não gostou muito da ideia- Quinn... É rapidinho amor.

–Não gostei- emburrou-se, se afastando de Santana para deitar-se- Nem assim você deixa de se preocupar com aquela empresa.

–Hey! Que foi? Vai ficar brava comigo agora?- abaixou, deitando-se ao lado de Quinn, apoiada no cotovelo direito para poder fitar ela diretamente nos olhos- Olha... Eu prometo que quando você sair desse hospital com nossos filhos e você já tiver melhorado, vamos ter uma noite só nossa... Para matar a saudade desse tempo que não podíamos namorar direito- deu um sorrisinho torto de forma sensual, acariciando com a ponta de seu dedo indicador o braço de Quinn que a olhou tentando fingir que não se importava- Hein? O que me diz, uhn?

–Para, Santana... Sabe que eu tenho cócegas.

–Ah, é mesmo... – a encarou sorrindo de forma sapeca e Quinn já sabia no que aquilo significava.

–Santana... Não faça isso- levantou o dedo alertando.

–Fazer o que? Isso?- fez cócegas de leve na barriga da loura, arrancando uma estrondosa gargalhada. No entanto foi breve, pois sabia que não poderia forçá-la por seu estado- Viu como é melhor sorrir?

–Você é muito idiota, sabia?- Quinn fez cara de emburrada, tentando segurar o sorriso.

–Sabia!- as duas sorriram e Quinn puxou a latina para um beijo demoradamente intenso sem sair de suas posições, sugando todo amor que ambas podiam doar nesse momento e sempre de suas vidas. Escutaram batidinhas na porta e separaram-se do beijo, dando de cara com as amigas de Quinn sorrindo da cena que pegaram as duas:

–Uhm... Pelo visto já estão aproveitando que a Quinn está sem o barrigão, suas safadas- Rachel comentou fazendo as demais sorrirem.

–Hey, meninas... Entrem- Santana pediu recompondo-se- Olha Quinn, vou te deixar em uma ótima companhia- deu um selinho rápido em sua esposa e saiu rapidamente- Tchau amor, tchau meninas.

–Tchau- suas amigas disseram em coro. Quinn bufou invocada:

–O que foi, amiga? Está tudo bem entre você e a Santana?- Rachel perguntou preocupada, sentando-se ao lado da loura na cama.

–Rachel, sua inocente, você acha que elas estariam ruins se estivessem se beijando daquela forma? Depois a burra aqui sou eu- elas não puderam deixar de rir da cara que Brittany fez ao comentar isso.

–Não, Rachel. Santana e eu estamos bem. Só algumas coisas que, eu sei que ela está me escondendo o que são que me preocupam. Ela anda agindo meio estranho ultimamente.

– Vai ver não é nada, só a Santana sendo a... Santana?- Lanna expôs levantando sua sobrancelha esquerda como quem diz: ‘’Não é óbvio?’’- Vai por mim, ela é estranha de nascença.

–Credo Lanna, se você fala assim da sua irmã, quem dirá o que fala de nós que somos apenas suas amigas?- Rachel indagou, cruzando os braços acima do peito. As demais fitaram Lanna em pé em frente à cama, que deu seu sorrisinho sínico mais que famoso:

–Nem queiram saber... Principalmente você Berry meio metro.

–Ah, sua latina chata horrível- Rachel gritou pegando uma almofada com Quinn, começando a correr atrás de Lanna para acertá-la.

–Santa Madre de mi Diós, socorro! Sai de mim, anão possuído- Lanna esperneava enquanto fugia de Rachel. Quinn e Brittany se acabavam de rir da cena das duas correndo pelo quarto, com a pequena atrás da gêmea de Santana lhe desferindo travesseiradas.

–Tudo bem, Rachel... Já chega, não mata minha cunhada- Quinn pediu tentando parar de sorrir das duas. A pequena parou com seu ataque e sentou-se ao lado da loura na cama. Já Lanna sentou-se um pouco mais distante das demais com a cara emburrada, concertando o cabelo todo bagunçado pelos golpes.

–Eu juro que mato esse gnomo maldito quando ela menos esperar- a latina resmungou, fazendo Rachel dar uma intensa gargalhada de deboche.

–Vocês duas nunca vão se dar bem mesmo? Já faz tanto tempo que somos amigas.

–Você é legal, Quinn... Brittany é um amor- a loura mais alta fez uma carinha fofa como resposta- Mas a Rachel? Não, ela é o mal encarnado na boneca anã judia nariguda.

–LANNA!- Rachel esbravejou já preparada para dar outra seção de travesseiradas na latina, porém Quinn impediu tomando o travesseiro da mão da mesma.

–Que é isso, meninas? Eu acabei de ser mamãe e vocês estão ai brigando feito duas malucas... Eu preciso ser mimada pelas minhas melhores amigas- Quinn brincou fazendo biquinho e as demais sorriram.

–Desculpa, cunhadinha- Lanna disse aproximando-se- Você também, pônei maldito.

–LANNA!- Quinn, Britt e Rachel a repreenderam.

–Ops... Foi mal, força do hábito- Lanna fez careta, revirando os olhos.

–Então, Quinn... Os bebês são uma coisa, amiga- Brittany comentou para aliviar a tensão, arrancando um sorriso apaixonado de Quinn quando ouviu falar sobre seus filhinhos- Me deu vontade de morder.

–Não são? Meu Deus, tem coisa mais maravilhosa na vida?- a loura expôs encostando-se a cabeceira da cama- Tem um pouco da Santana em cada um deles que me deixou ainda mais encantada.

–Mãe coruja só um pouco.

–Sempre, Lanna...

//////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

Assim que Santana saiu do quarto, se deparou com Finn e Puck atravessando o corredor:

–Hey, maninha. Nós...

–Preciso que venham comigo- Santana pediu cortando a fala de Puck, puxando ele e Finn pelo braço.

–Mas nós íamos visitar a Quinn- Finn argumentou apontando para o corredor que dava ao quarto da loura.

–Vocês tem a vida toda pra visitá-la, mas agora é caso de urgência.

–Como assim? Será que a senhora poderia explicar o que seria essa tal ‘’urgência’’?- seu irmão perguntou acompanhando seus passos rápidos.

–Lembra o que te falei sobre ser culpada pelo susto de Quinn?

–Sim, o que tem?

–Pois é, Puck... Eu acredito que o cara que bateu em meu carro quando estava com Quinn hoje de manhã, fez isso de propósito.

–Por que acha isso?- foi à vez de Finn perguntar, já entrando no carro de Puck com os demais.

–Sei lá, foi muito estranho.

–E o que pensa em fazer?

–Não sei, Puck, mas sei a quem perguntar- disse focada para a estrada a sua frente.

– Quem?

–Mason- respondeu séria, Finn e Puck se olharam.

–Mas...

–Sem mais perguntas, vamos logo- Puck rendeu-se dando partida no carro- Mas antes pare na nossa antiga casa. Preciso dar uma olhada em algumas coisas para a mudança.

–Okay...

////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

Os três ficaram pouco tempo na casa, só o bastante para Santana conversar com os homens que trabalhavam na manutenção da mesma, para que pudessem deixar o máximo possível das coisas terminadas, pois quando Quinn saísse do hospital com os bebês já iriam direto para lá. Após acertar com os trabalhadores, Santana seguiu com os dois rapazes para a penitenciária onde Mason se encontrava, resolveram não falar com Loren sobre isso. Depois da última visita o investigador estava com um pé atrás com os três amigos, então era melhor deixá-lo de fora. Falaram com o diretor do local e depois de muita insistência conseguiram consentimento para poderem falar com Mason, porém teria que ser breve.

–Vocês aguardem um instante, o detento está tomando seu banho de sol- um carcereiro explicou, saindo em seguida.

Enquanto isso no pátio da penitenciária, Mason estava sentado a um dos bancos, lendo algum livro de direito que sua mãe o dera assim que entrou. Notou que um dos guardas o chamava ao longe, então se levantou para ir na sua direção. Porém foi parado por um de seus colegas de prisão:

–Você pensa que vai aonde, Mason?

–Não é da sua conta, Derick- disse ríspido continuando seu caminho. O outro cara o segurou- Solte meu braço, seu idiota.

–Desculpa, Mason... Nada pessoal, mas mexeu com loura do cara errado- Mason arqueou a sobrancelha sem entender, então Derick tirou de seu bolso um canivete e fura o advogado no peito. Ele dá alguns passos vacilantes na tentativa de fugir, mas o outro detento o segura e dessa vez o acerta na garganta, tendo sangue de Mason respingado em seu rosto. Uma confusão se instaura no momento, vários guardas correram para socorrer o homem caído no chão perdendo muito sangue, enquanto outros rendiam Derick a todo custo.

Na sala de espera um dos guardas recebe o chamado pelo rádio sobre a confusão:

–Atenção todos os guardas, um dos detentos foi esfaqueado e agora os demais estão se rebelando por aqui. Precisamos do reforço de todos no pátio agora.

–Fiquem aqui- o guarda ordenou, sumindo em seguida pelos corredores da prisão.

–Ah, não... Era só o que me faltava. Uma rebelião?- Finn expôs incomodado- É melhor irmos embora, vai que esses prisioneiros tomem a prisão? Nah, tenho um filho pra criar.

– Eu tenho dois e estou tranquila. Agora segura essa franga e espera, não saio daqui sem falar com aquele covarde- Santana ralhou inquieta.

Ficaram quase uma hora esperando a confusão se acalmar. A latina tamborilava os dedos impacientemente sobre a mesa, torcendo mentalmente para que tudo se explicasse de uma vez por todas e algo lhe dizia que Mason sabia de alguma coisa. Ouviram vozes vindas ao longe e rumaram em sua direção. Santana ia à frente, determinada a falar com o ex-sócio de sua empresa, mas algo a congelou no mesmo instante: Mason estava em uma maca, totalmente banhado em sangue e teve a certeza que o mesmo não possuía mais vida quando um enfermeiro da penitenciária trocou olhares de ‘’não há nada mais a se fazer’’ com seu colega de equipe, colocando um lençol branco sobre o rosto do advogado. Os três se entreolharam assustados, tentando entender o que se passava naquele momento.

–Hey... Vocês não podem ficar aqui- um dos guardas alertou.

–O-O que aconteceu com Mason?- Santana perguntou ainda tentando acreditar no que via.

–Desinteligência com outro detento- explicou enquanto os guiava para sair do local- Agora aqui vai ficar uma confusão maior ainda depois do que aconteceu, então sugiro que os três saiam já daqui.

–Mas...

–Por favor- abriu a porta da saída, quebrando o argumento de Santana.

Os três saíram do local incrédulos com a fatalidade de Mason e mais ainda por que sabiam que aquilo tinha alguma ligação com o que estava acontecendo ultimamente.

–Ainda acha que não tem algo acontecendo?- Santana enfim quebrou o silêncio que havia se espalhado dentro do carro, enquanto Puck já saía dali.

–É apenas uma infeliz coincidência, Santana- murmurou atento a direção- Aquele Mason não era alguém de muita simpatia. Deve ter enchido alguém ali dentro e acabou dando o que dando.

–Sério que logo você vai achar uma coisa dessa, Puckerman?- encarou seu irmão incrédula- Sabe tanto quanto eu que nada na vida se tem tantas coincidências, você mesmo me ensinou isso.

–Só quero acreditar que não vai começar aquilo tudo de novo, não quero pensar em nada desse tipo e te aconselho a fazer o mesmo.

–Gente!

–Só um instante, Finn- Santana pediu- Não tem como não pensar nisso, Puck... Eu sou mãe agora, tenho pelo o que me preocupar bem mais nesses termos.

–E é exatamente por isso que deve deixar esses assuntos sem nexo para trás e vai viver sua vida agora, seus filhos e sua esposa dependem de você.

–Gente!

–Espera um instante, Finn- a latina o interrompeu novamente- Você só está falando isso por que pensa igual a mim, mas é um cabeça dura para encarar os fatos.

–Eu só quero manter nossa família feliz e isso não tem nada a ver com nada... Mason só teve o que mereceu- continuava na sua posição séria sem encarar sua irmã.

–Puck, você...

–GENTE!- Finn chamou mais alto interrompendo Santana.

–O que foi, Finn?- Puck e Santana perguntaram juntos, sem paciência.

–Enquanto vocês dois discutem aí, tem um carro estranho que está seguindo a gente desde a penitenciaria.

–Como? Tem certeza?- Noah indagou olhando pelo espelho retrovisor do carro, Santana fez o mesmo.

–Tenho. Toda esquina e via que pegamos eles estão atrás.

–Vire à esquerda, Puck... Vamos tirar a prova- Santana pediu e seu irmão acatou, virando a próxima esquina, porém o carro estranho passou direto na outra rua- Está vendo, Finn... É só coisa da sua cabeça.

–É, priminho... A Rachel está te deixando mais neurótico que ela- Puck brincou, recebendo um olhar mortal de Finn.

–Não é nada disso, Rachel não... CUIDADO!- quando o grandão gritou já era tarde demais. O carro que a pouco os seguia, apareceu de repente chocando-se violentamente contra o carro deles.

Puck freou o que pode para evitar algo pior e o carro parou:

–Está todo mundo bem?- Santana perguntou analisando seu irmão e primo que estavam aparentemente bem. Soltou-se do cinto, fazendo menção de abrir a porta, mas mãos cobertas por luvas a impediram de fazer. Eles se inquietaram quando um rosto mascarado os fitou pela janela.

–Hey, hey, hey... Calminhos todos três… Não vamos fazer nada com vocês- a latina olhou para os dois comparsas mais a frente, encostados a outro carro- Só se forem bonzinhos e me escutarem.

–O que você quer?- Santana perguntou tentando conter o pavor que estava sentindo naquele momento, temendo pelo o que poderia acontecer- Veio nos matar?

–Mas é claro que não, docinho- sorriu segurando o maxilar de Santana que se esquivou rapidamente- Apenas vim deixar um recado de um grande amigo seu.

–E quem é esse tal ‘’amigo’’?- não soube de onde tirou tanta coragem para manter-se controlada naquela situação, aquele homem realmente a assustava, não sabia se era a voz modificada ou a máscara de um palhaço horrendo que ele usava.

–Você vai saber na hora certa, quando ele quiser que saiba- respondeu encostando seus cotovelos na janela do carro para ficar mais próximo do rosto de Santana- Eis o recado: Pare de procurar. Se ele souber que você anda xeretando as coisas à sua procura, não vai ser tão bonzinho como costumar ser ultimamente. Creio que ame sua mulher e filhos, não é?- a latina sentiu tudo dentro de si congelar quando escutou aquela ameaça direcionada as pessoas que mais amava no mundo.

–Tudo bem, mas ele terá que me deixar em paz- impôs. O mascarado deu uma gargalhada estrondosamente alta, acompanhado de seus comparsas.

–Tão tolinha... ‘’ mas ele terá que me deixar em paz’’- zombou terrivelmente imitando Santana, que só sentia o mais puro ódio nesse instante- Queridinha, você não está em posição de exigir nada. Se ele disser: ‘’Pule’’, você terá simplesmente que perguntar o quanto- Santana abaixou o rosto inquieta com aquilo- Hey... Mas não se preocupe, docinho... Faça o que ele disser e dará tudo certo... Até quando eu não sei- gargalhou mais uma vez- Estamos entendidos?- os três consentiram com um acendo de cabeça- Muito bem... E já sabem... Boquinhas de siri e vão por mim... Ele sabe de tudo- deu sua última gargalhada zombeteira e se retirou do lugar chutando um pedaço da lataria do carro de Puck que havia soltado na batida, entrando no seu para sair dali rapidamente antes que a polícia aparecesse no local.

Um silêncio cruciante tomou os três após o acontecimento. Ambos prenderam-se a pensamentos tortuosos sobre o que acabara de acontecer, respirando aliviados por pelo menos terem saído inteiros da situação. Por mais que Santana quisesse solucionar o que estava acontecendo, não iria por em risco a vida de sua família e pelo visto mais uma vez estaria à mercê de um maluco insano que queria sua destruição, isso ela não tinha a menor dúvida. Foi Santana que quebrou o silêncio entre os três:

–Então, Puck- seu irmão a encarou- Ainda acredita que foi uma infeliz coincidência?

Notas finais
Uhm... O que me dizem, ahm? Doido não? Ficaram com pena do Mason? Eu fiquei. Mas adoro sangue muhahahah... Credo, não levem a sério não, to mais pra hippie, paz e amor. kk Então, já sabem os ixxxxxxxxxxxquema... Comente com o que acharam ou criticando, sei lá, o que sair de suas incríveis cabecinhas tão... Só comentem. Até o próximo. Um xero no cangote de todos.