A outra face- Surgindo das cinzas
30 Capítulo 30- Vamos lá, Santana... Seja o alicerce.
Notas iniciais
–O que foi, Quinn? Está sentindo alguma coisa?- a latina perguntou preocupada com a expressão de dor de sua esposa.
–Santana, eu preciso ir para o hospital... Acho que minha bolsa estourou- Quinn constatou, sentindo um líquido escorrer entre suas pernas.
Santana perdeu o chão nesse instante. Quanto mais se preparou para quando isso acontecesse, mais sabia que na hora travaria. Ainda mais por que nesse exato momento arrependeu-se amargamente por ter perdido o controle, deixando que as coisas chegassem a esses termos.
–Vem, eu tenho que tirar você daqui- a latina chamou preocupada, saindo de seu transe pós-choque. Pegou Quinn delicadamente pelo braço e a conduziu até o carro. Ao correr para tomar seu lugar ao volante reparou algo: O homem que a poucos instantes puxou briga com ela, já havia sumido do local. Apesar de achar aquilo muito estranho, se preocupou mais em levar urgentemente sua esposa para o hospital.
–Como você está se sentindo?- a latina perguntou agoniada, enquanto dirigia a toda velocidade, tentando manter a calma e manter Quinn tranquila:
–Meu quadril dói!- respondeu com a respiração descompassada, dando suspiros profundos.
–Quinn, me perdoa por aquilo. Se acontecer alguma coisa a vocês por minha causa eu...
–Amor, primeiramente procura se acalmar- Quinn pediu calmamente, interrompendo-a- Nós vamos ficar bem!- Santana pegou a mão de sua esposa intercalando beijos por ela, Quinn sorriu levemente com o gesto da tentativa da latina querer tranquilizá-la, mudando em seguida sua expressão para doída, aumentando o desespero de Santana:
–Eu queria tanto poder eliminar sua dor, querida... Mas não sei o que fazer.
–Só não saia do meu lado.
–Nunca, meu amor- Santana firmou, dividindo sua atenção com a estrada e sua esposa que sentia muitas dores, porém tentava manter-se forte para não assustar ainda mais a latina.
Não demorou muito e Santana estacionou seu carro na porta da emergência do hospital, deixou Quinn no carro, indo em busca de ajuda para sua esposa.
–Com licença... Me chamo Santana Lopez. Acho que minha esposa está entrando em trabalho de parto. A doutora Morrison que a acompanha desde o início da gravidez. Preciso que me ajude, ela está perdendo líquido e sentindo muitas dores- Santana tentava explicar para a atendente, porém o nervosismo lhe consumia.
–Claro, senhora. Peço que tenha calma. Enfermeiros acompanhe a senhora Lopez até sua esposa, depois a leve para uma sala para aguardar a doutora Morrison — pediu e para lá foram.
Quinn foi colocada em uma cadeira de rodas, depois conduzida para a sala designada pela atendente. Santana ia todo tempo ao seu lado segurando sua mão, no intuito de lhe enviar calma. Um enfermeiro a para:
–A senhora terá que aguardar aqui!
–Ela é minha esposa e preciso acompanhá-la- a latina revoltou-se.
–Desculpe senhora Lopez, mas são normas do hospital.
–Escuta aqui, seu...
–Santana!- Quinn a repreendeu- Amor, está tudo bem... Nos veremos logo- a latina lhe olhou receosa e Quinn fez um gesto para que ela se agachasse a sua frente:
–Não quero deixar você sozinha.
–Não vou estar, saiba que mesmo ficando aqui fora sempre estará comigo em pensamento, sinto seu amor a uma légua de distância- Quinn disse puxando as mãos de Santana para si.
–Eu...
–Esse hospital possui os melhores médicos do país, senhora... Garanto que sua esposa está em ótimas mãos- o enfermeiro assegurou.
–Viu? Vamos ficar bem.
–Okay- Santana consentiu, beijando as mãos de sua esposa demoradamente- Amo você!
–Também amo você... Até breve- a loura despediu-se de Santana com um selinho e foi conduzida até uma sala da obstetrícia, deixando sua esposa com o coração na mão aguardando por notícias.
Santana passou um tempo tentando processar o que estava acontecendo. Sentiu-se culpada por ter se deixado levar pelas provocações daquele homem, que estranhamente bateu em seu carro, e agora Quinn e seus bebês poderiam estar correndo risco de vida e aquilo lhe consumia a alma. Ela não teve reação a não ser encostar-se a parede atrás de si e escorregar até sentar-se no chão, sem força alguma para ficar de pé e encarar o fato que poderia perder sua esposa e filhos por conta de sua impulsividade. Ficou quase meia hora nessa posição, até escutar vozes familiares se aproximando:
–Santana?- Puck chamou, porém ela não esboçou nenhuma reação. Seus familiares foram avisados no momento que a latina acompanhou Quinn e os enfermeiros hospital adentro, a recepcionista preocupou-se com o nervosismo da latina e sabia que ela precisaria de apoio nesse momento tão delicado. Seus familiares começaram a encherem de perguntas, no entanto ela permanecia em silêncio, olhando para o nada, como se tivesse presa a alguma coisa. Puck fez um gesto para que todos se aquietassem, ficando de cócoras de frente para ela- Hey, está tudo bem?- perguntou afastando alguns fios do rosto da latina, em um gesto carinhoso.
–A culpa foi minha!- relatou em quase um sussurro.
–Não fala isso, San.
–Foi sim, Puck. Se eu não tivesse me deixado levar pelas provocações daquele cara e ido embora como Quinn pediu, ela não teria se assustado e não estaria ali dentro por mais de meia hora, enquanto eu estou aqui como uma imprestável sem poder fazer nada, apenas sentada nesse chão sofrendo por notícias da minha esposa, que pode estar sofrendo naquela sala por minha culpa- despejou em um fôlego só, deixando as lágrimas correrem livremente por suas bochechas. Os demais a encaravam sem reação- Nunca vou me perdoar se acontecer alguma coisa a eles.
–Escuta, maninha...- Puck disse, puxando o queixo de Santana para ela o encarar- Seja lá o que tenha acontecido, eu acredito que você não fez por mal, apenas por defesa. Com certeza a Quinn também acredita nisso.
–Eu não sei o que pensar, Puck. Só quero ter notícias da minha família- Puck a abraçou forte, tentando cauterizar o que sua irmã sentia, porém sabia que isso não seria muito fácil pelo estado em que ela se encontrava, ele nunca tinha a visto tão indefesa daquela forma. A Santana forte de sempre havia perdido suas muralhas, sua família era sua força e agora ela mantinha-se inerte ao que acontecia com as pessoas mais importantes da sua vida naquela quarto.
–Ninguém disse nada? Deu um sinal, sei lá... Eles não podem nos deixar sem notícias assim por tanto tempo- Russel disse agoniado por notícias de sua filha.
–Não, eles só entraram com ela pela aquela porta e me impediram de entrar com ela- Santana explicou apontando na direção do local onde Quinn foi levada- Eu vou acabar explodindo se não me disserem nada.
–Calma, minha filha... Vai dar tudo certo- Maribel comentou acariciando o rosto de sua filha, em seguida voltando para tentar acalmar Russel, que ia de um lado pro outro inquieto, no desespero por respostas de sua filha e netos.
Todos ficaram na sala de espera, aguardando ansiosamente por notícias. Richard e Judy chegaram minutos depois quando foram avisados por seu filho Puck, juntando-se aos demais no desespero pelo silêncio angustiante que rondava o estado de Quinn. Puck não saia um instante do lado de sua irmã. Juntamente com Finn, amparava-lhe sempre perguntando se ela estava bem, se precisava de alguma coisa ou simplesmente compartilhavam o silêncio sofrido, tentando de alguma forma amenizar o que ela estava sentindo naquele momento. Uma hora e meia depois, a doutora Morrison , que fertilizou Quinn e acompanhou sua gravidez desde o início, aproximou-se. Santana levantou-se rapidamente, indo na direção da médica, antes mesmo que ela chegasse até eles:
–Doutora, por favor... Como está minha esposa?
–Santana, Quinn já entrou em trabalho de parto... Só estávamos aguardando uma dilatação suficiente para darmos entrada com os procedimentos- explicou recebendo um olhar apreensivo de Santana- Ela já está pronta e daqui a pouco será levada para a ala cirúrgica.
–Ela e os bebês correm algum risco?- Santana indagou angustiada por essa possibilidade.
–Olha Santana, eu vou ser franca com você... Tanto Quinn quanto os bebês correm sim uma parcela de risco. O susto ajudou ela entrar em trabalho de parto, e consequentemente pode ocasionar complicações durante o mesmo e os bebês podem nascer com problemas futuros- após as palavras da médica, a latina sentiu-se desnorteada mais ainda por saber que aquilo foi por um descuido de sua parte- Uma pessoa poderá acompanhar Quinn durante o parto e ela me pediu que fosse você. Então, o que me diz?
–Eu... – tentou dizer, mas travou. Tudo dentro de si nesse momento estava bagunçado, não sabia o que dizia, muito menos o que fazia e aquilo a torturava por completo a ponto de fazê-la congelar naquele instante.
–Hey, Santana... Eu sei que não sou a pessoa mais inteligente do mundo, porém sei de uma coisa- Finn disse, fazendo Santana encarar-lhe atenta- O melhor pra você será estar ao lado de Quinn nesse momento quando seus filhos vierem ao mundo. Vai se sentir a pessoa mais completa e realizada que já existiu, por que uma parte da sua alma aguarda para te conhecer. Falo isso por experiência própria, pois um filho é capaz de mover um universo dentro de você. Aconteça o que acontecer, saiba que sua família está ao seu lado e de Quinn- Santana esboçou um sorriso fraco, porém com infinita esperança depois das palavras tocantes de Finn. Seus familiares a fitavam com um olhar confortante:
–Vai lá, filha... Sua família aguarda você naquele quarto- Richard se manifestou, incentivando sua filha a seguir o que ele sabia que ela queria fazer.
–E é pra lá que irei- Santana confirmou e os demais se despediram, lhe desejando sorte.
–Cuida da minha filha, Santana- Russel pediu abraçando a latina.
–É a minha vida pai, não posso fazer o contrário.
–Acho bom irmos logo... Quanto mais cedo formos, mais rápido teremos bons resultados- a médica comentou e Santana a acompanhou para preparar-se.
–Vamos lá, Santana... Seja o alicerce.
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Quinn foi levada para a ala cirúrgica e todos já se preparavam para começar. Santana seguiu para onde sua esposa, sentido seu coração apertar a cada passo que dava até ela. O medo do que aconteceria dali em diante lutava para querer dominá-la, no entanto a vontade de ter sua família bem ao seu lado era maior que o desespero por não poder fazer nada. A médica pediu que uma enfermeira acompanhasse a latina para vestir-se adequadamente para acompanhar Quinn, depois de pronta, foi guiada até a sala onde aconteceria o nascimento de seus filhos. Entrou a passos pesados, se deparando com sua esposa deitada a uma cama, na posição litotômica (deitada de costas) com as pernas suspensas cobertas por uma manta cirúrgica. Inquietou-se quando viu sua latina se aproximar:
–San...
–Shiii, eu estou aqui agora, vai dar tudo certo- tranquilizou-a, acariciando seu rosto alvo e já suado por conta das dores constantes das contrações.
–Estou com medo, San- revelou agarrada a mão de Santana, em um choro fino.
–Eu sei, meu amor, também estou. Juntas poderemos vencer isso- disse beijando a testa da loura.
–Bem, já que todos estão prontos... Vamos começar- a médica anunciou aproximando-se de Quinn- Preste bem atenção, minha criança. Exale pela boca quando a contração for intensa. Empurre assim que a contração se aliviar. Fique tranquila e tudo dará certo- as duas entreolharam-se, compartilhando da mesma agonia. A doutora posicionou-se atrás de Quinn:- Vamos lá, Quinn...
E a loura o fez, seguiu o que a médica lhe indicou, sentindo em seguida aquela dor aguda na tentativa de trazer seus filhos ao mundo. O grito agoniante de Quinn preencheu aquela sala, fazendo-a agarrar-se fortemente as mãos da latina, que se mantinha atenta a tudo, sofrendo por não poder amenizar o que sua esposa estava sentindo naquele momento.
–Mais uma vez, Quinn... Só mais um pouco, já posso ver a cabeça- Morrison incentivou e Quinn continuou na sua batalha.
Santana, a todo o momento, acariciava a cabeça de sua esposa lhe enviando tranquilidade o máximo que podia. Tentava manter-se calma, porém a situação não estava ao seu favor.
–Vamos lá, meu amor... Está quase, você consegue- a latina apoiava sua loura, que respirava profundamente, dando o máximo de si. Minutos depois um pequeno choro se instaurou naquele local, fazendo as duas se olharem profundamente.
–Temos uma bela garotinha aqui- a médica anunciou sorridente, entregando a pequena para uma enfermeira, que a envolveu em uma manta, levando-a até suas mães.
–Nossa filhinha, San- Quinn disse chorando emocionada, enquanto a enfermeira colocava a bebê próximo a seu rosto, para que ela pudesse sentir o calor de sua mãe pela primeira vez.
–Ela é linda, meu amor... Nossa princesinha- Santana comentou admirando sua pequena no peito de sua esposa. Beijou o topo da cabeça de Quinn, enquanto acariciava cuidadosamente os cabelos ralos de sua filha, que já indicavam serem louros como de sua mãe.
Não deu tempo para as duas mimarem sua filha, pois Quinn sentiu fortes dores alertando que o outro bebê já estava pronto para chegar. A enfermeira rapidamente pegou o bebê com a loura, encaminhando-a para os procedimentos de limpeza e medicação, enquanto a médica já se preparava para a vinda do outro:
–Quinn, minha querida... Eu sei que você está muito cansada, porém terá que seguir o mesmo procedimento... Você é forte e vai conseguir- Quinn olhou para Santana, dando um profundo suspiro e recomeçando seu trabalho árduo no nascimento de seu filho. A latina continuava na mesma posição, fiel as dores de sua esposa, sempre lhe dizendo palavras de incentivo e força, acariciando-lhe a cabeça, depositado beijos na mesma. Fazia de tudo para passar tranquilidade para sua amada naquele momento tão delicado.
–Ah, meu Deus!- Quinn gritou tamanha a dor que sentia, apertando fortemente a mão de Santana.
–Calma, meu amor... Já está quase acabando... Só mais um pouco- a latina disse solidária a dor da loura, enxugando um pouco do suor da mesma de sua testa. Passaram-se quase vinte minutos nesse esforço, quando a médica reclamou:
–Minha nossa!- Santana preocupou-se:
–O que foi, doutora?
–O bebê está com o cordão umbilical preso ao pescoço- o desespero da latina se instaurou nesse instante- Calma, Santana... Isso acontece algumas vezes- ela tentou tranquilizá-la, porém não adiantou. A médica passou alguns minutos acompanhada de uma enfermeira no desenrolar do bebê com o cordão umbilical.
–Consegui- Morrison comemorou e em um último esforço de Quinn, o pequeno foi retirado, porém a médica pareceu preocupada, pois o bebê não chorou- Rápido, iniciem os procedimentos cardiorrespiratórios- entregou o pequeno aos enfermeiros.
–O que está acontecendo, San? Por que elas não trouxeram meu filho para mim?- Quinn perguntou intrigada, em um quase sussurro, cansada ao extremo por seu esforço. Santana perdeu o chão nesse instante, seu filho não respirava e agora os enfermeiros tentavam devolver-lhe o ar de todas as formas possíveis- Santana!- Quinn chamava agoniada, vendo aquela confusão ao redor de seu bebê e sua esposa sem reação.
–Vamos lá, rapazinho... Não nos deixe agora- a médica pedia, fazendo Santana morrer aos poucos com aquela situação. A latina abraçou sua esposa, beijando o topo de sua cabeça, enquanto a loura gritava querendo notícias de seu filho.
–Calma, calma... – Santana sussurrava no ouvido de Quinn tentando acalmá-la, porém ela inquietou-se de uma forma efusiva. A latina rezava em pensamento agarrada a sua esposa: ‘’Senhor, eu sei que não sou merecedora do teu perdão por tudo que fiz, mas não tira meu filho de mim dessa forma, é tudo que tenho. Se o levar estará levando tudo de bom que me sobrou’’.
Depois de mais alguns segundo escutou-se um choro:
–Obrigada, senhor- a médica agradecia, trazendo o pequeno a seu estado normal- Santana... Seu filho- Morrison disse aproximando-se com ele em seus braços, totalmente desligado ao que aconteceu minutos atrás. A latina fitou seu pequeno filho sendo colocado sobre o peito de sua esposa como se ela tivesse sido devolvida a vida... Aquele ser tão minúsculo trazia consigo algo tão maravilhoso e divino ao ponto de fazer-lhe perder o discernimento do que sentia agora, deixando-se cair em lágrimas quase que desesperadamente. Quinn beijou seu filhinho como se fosse à coisa mais estimada do mundo, agora se sentia a mulher mais realizada juntamente de sua esposa, que os encarava em um misto de emoção, admiração e receio de achar que aquilo tudo fosse um sonho.
–Vem aqui, San... Vem conhecer nosso filho- Quinn chamou, tirando a latina de seu transe. Ela foi se aproximando lentamente, tomando todo ar que podia sugar para o peito, passando seus dedos delicadamente pela cabecinha de seu pequeno.
–Hey, cara... Que susto que você me deu- brincou deixando as lágrimas descerem aos montes pelo seu rosto, sendo acompanhada por Quinn na emoção. A médica pediu que as enfermeiras levassem a filhinha delas para que ficassem os quatro juntos naquela sala, com Quinn com os bebês em seu peito e Santana ao seu lado, admirando as três pessoas mais importantes da sua vida- Eu amo vocês- deu um selinho em Quinn, beijando seus filhos em seguida- Me sinto a mulher mais feliz do mundo. Obrigada por me dar esse presente, meu amor.
–Também amo você, San... Você que é meu presente- ficaram alguns instantes naquela bolha, quando a latina se pronunciou:
–Preciso avisar a nossa família.
–Vai lá, Santana... Prometo cuidar desses três lindos pra você- Morrison disse arrancando uma risada das duas.
–Tudo bem... Amo você- disse novamente e Quinn assentiu, recebendo um beijo em sua testa, fechando os olhos em seguida.
–Ela deve estar exausta- constatou, acariciando o rosto de sua esposa, enquanto seus filhos eram levados pelas enfermeiras.
–E como está... Vai lá, ela será bem tratada e levada a um quarto para que possa mimá-los à vontade- a médica confirmou tocando o ombro de Santana, recebendo um abraço inesperado da latina.
–Muito obrigada.
–Não precisa agradecer... Só fiz meu trabalho- sorriu saindo em seguida.
Santana suspirou pesadamente, digerindo tudo naquelas horas que se passaram naquela sala. Seguiu meio tonta até seus familiares, que aguardavam ansiosamente por notícias:
–Então, minha filha... Como está Quinn e os bebês?- Maribel perguntou, já que era a mais calma dentre todos. Santana os encarou em silêncio por alguns instantes, abrindo o maior dos sorrisos já dados no universo:
–Nasceram... São lindos e Quinn foi perfeita- disse orgulhosa, fazendo os demais explodirem de felicidade. Puck e Finn correram na sua direção para lhe abraçar e os demais fizeram isso entre eles.
–Temos que comemorar... Nossa família está crescendo- Russel disse emocionado, agarrado a Maribel.
–Parabéns, mana- Puck disse, fazendo Santana sorrir com o jeito bobo de seu irmão- Mais um dia, mais uma vitória.
–E que vitória!- Santana deu ênfase, sendo levantada por seu irmão e primo em uma alta definição de felicidade.
Esse é o lado bom de vencer os obstáculos... Por que sempre no final da agonia, o sol sempre brilha intensamente trazendo um dia maravilhosamente perfeito. Que venham as lutas... Sua garra e força serão seu trunfo. Preocupe-se mais com seu presente, por que o que se faz hoje monta o amanhã... Siga corretamente seu presente, para fazer valer o seu futuro. O de Santana estava encaminhado nesse momento e não importava o que aconteceria... Sua árvore da vida floresceu.
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