Notas iniciais
Oi pessoal. Primeiramente quero pedir desculpas a vocês pela demora da postagem, mas como todo ser humano, estou atolada de trabalhos e problemas que estão me deixando muito preocupada, pois muitos deles envolvem a fic. Tenho que contar uma coisa a vocês e não sei como começar. Na verdade nem sei como dizer. Então vamos lá. Como muitos sabem, a Jhey, a criadora da fic, sofreu um acidente um tanto grave está no hospital já há quase um mês. Até aí nada novo, mas na madrugada da quinta-feira passada ela passou super mal, tendo convuções e apagos momentâneos. Sua febre aumentou terrivelmente a levando a esse estado, o que me deu raiva, pois com o dinheiro que minha tia está gastando para ver a filha e melhorar, eles deveriam cuidar melhor dela. Enfim... O ombro dela está mais inchado e ela teve que passar por outra cirurgia hoje pela manhã e descobriram que dessa lesão no ombro surgiu um problema chamado síndrome do impacto. Essas lesões podem ser inicialmente parciais e evoluirem para lesões completas ou transfixantes, em que o tendão perde sua inserção no osso. As lesões transfixantes são mais graves e não cicatrizam sozinhas. e, em geral, necessitam de um procedimento cirúrgico para sua correção. O pai dela ficou com raiva desse descaso da medicina brasileira e pediu uma remoção para a Jhey para um hospital fora do pai. A medicina do nosso país está horrível que as pessoas tem que recorrer a outros países para obterem um resultado melhor, por que se eles fossem competentes, a Jhey já estaria boa. Ela vai ter que passar por um tratamento de um ano, eu acho, na Alemanha, país dos avós dela e infelizmente não vai poder continuar a fic. Vocês não sabem o quanto está sendo difícil para ela ter que ir embora do país que ela tanto ama, ficar longe dos amigos e deixar de fazer o que ela amava fazer, tocar e andar de skate. Sem falar que ela adora escrever para vocês e sério, me corta o coração vê-la assim. Então ela me fez uma proposta deveras difícil que eu disse que não sei por que isso envolve vocês e eu não sei se sou capaz de fazer. Ela me pediu que continuasse com a fic até o final, mas eu ainda não dei a resposta por que não sei o que vocês vão achar. Eu gosto disso, mas essa fic é de vocês, não nossa. Ela quer muito que essa fic tenha um fim bacana, mas não sei, sinceramente. Vocês decidem. Também queria pedir uma coisa a vocês, se fosse possível. Se puderem, deixem umas mensagem de despedida, de força, qualquer coisa para ver se ela melhora, por que eu já gastei minhas palavras todas tentando confortá-la. Pois é... A vida é uma caixinha de surpresas, meus amigos. Minha cabeça está totalmente perdida e eu só postei hoje por que não queria deixar vocês na mão. Então pensem e me respondam se puderem. Espero que gostem do capítulo... Dedicado a roqueira mais doida e legal que existe. Minha mana Jhey...

Luzes extremamente brancas tomavam a vista de Santana. Sua cabeça dava voltas e mais voltas sem intervalo e a confusão repentina a fez oscilar repetidamente. Estava de cabeça baixa assimilando o que estava acontecendo, mas nada vinha a sua mente. As luzes ofuscantes abandonaram sua vista e ela agora podia ver onde estava. Era um corredor assustadoramente longo, e mesmo forçando a vista, não se podia ver até onde iria. Estava tudo em um silêncio angustiante, nenhuma mísera alma se apresentava naquele branco medonho. Passou as mãos nos cabelos negros como uma pantera, tentando espantar a confusão angustiante, que não lhe abandonava. Aquele lugar começou a soar um tanto familiar. Olhou para os lados com o cenho franzido, seu estômago revirava com uma sensação gélida na espinha:

–Acho que bebi demais na festa- disse a si mesma com as mãos no rosto ainda zonza- Mas me lembro de ir pra casa com Quinn depois- puxou as últimas lembranças de sua mente, mas nada surgia- Só pode ser brincadeira... – reclamou brava com aquela situação estranha, mas um som marcante chamou sua atenção... Era o choro de um bebê.

Ela parou para ouvir e não sabia por que aquele choro fez seu coração acelerar.

–Santana!- escutou a voz de Russel lhe chamando. Virou-se rapidamente saindo de seu transe, e viu ele se aproximar com um enorme sorriso no rosto, vestindo uma espécie de bata cirúrgica.

–Uhm... Pai. O senhor pode me explicar o que eu estou fazendo aqui?- disse levantando-se e indo em sua direção. Russel a olhou por um instante e lágrimas começaram a descer por seu rosto alvo. Abraçou Santana fortemente, a deixando ainda mais confusa.

–Parabéns minha filha.

–Pelo o que exatamente?- perguntou saindo do abraço e encarando seu pai.

–Como pelo o quê? Seu filho nasceu, Santana- Russel explicou como se fosse a coisa mais natural do mundo. Santana paralisou ali mesmo com a boca entreaberta, as palavras pareceram congelar em sua garganta.

–M-Mas pai... C-Como meu filho pode ter nascido se a Quinn não está nem com dois meses ainda?- questionou recuperando-se do susto.

–Você bebeu, filha?- perguntou com as mãos no rosto de Santana- Espera aí! Eu sei o que você tem... É emoção- Russel sorriu acariciando o rosto da latina, mas ela mantinha seu semblante de confusão- Eu sei como é. Fiquei assim quando Quinn nasceu.

–É sério isso?- perguntou passando a mão nervosamente por seus cabelos negros.

–Claro, filha- sorriu da expressão perdida de Santana- Você quer ver o bebê?

–Quero sim... Espera aí! E Quinn?- preocupou-se com sua esposa.

–Ela está bem. Levarão ela mais tarde para o quarto e você poderá vê-la. Vamos?

–Vamos.

Russel pegou Santana pela mão e a conduziu para o berçário. Pararam de frente a uma janela com um vidro enorme.

–É aquele- Russel disse apontando para um berçinho um pouco mais a frente, onde uma enfermeira cuidava de um dos pequenos- Está vendo?

–Estou, mas não consigo ver seu rosto- comentou de cenho franzido- Por que... – tentou dizer, mas ao virar-se, Russel não estava mais lá. Achou aquilo estranho e voltou seu olhar para onde os bebês estavam, mas seu filho não estava por lá. Nem ele, nem a enfermeira... Ninguém. Santana mais que depressa correu para dentro do berçário, à procura de seu filho. Chegando no local, o encontrou da mesma forma: Vazio.

Sentiu o desespero lhe alcançar. Encarou o lugar inerte, onde á poucos minutos se encontrava seu filho e vários outros bebês dispersos nele, procurando respostas para aquela confusão.

–Oi, mamãe- chamou a voz que lhe assombrava em seus sonhos mais torturantes. Santana virou-se lentamente já temendo deparar-se com o pior. A figura estranhamente mascarada a encarava com o bebê em seus braços. Ele ninava o pequeno, que se mantinha dormindo em um sonho tranquilo e sereno- Veja! Ele puxou a calma a você- sorriu ironicamente.

–Me entregue ele- pediu firmemente.

–Por quê? Ele está dormindo tão bonitinho- brincou fazendo voz de criança.

–Para com essa panaquice e me dá o meu filho- Santana pediu alterada.

–E quem disse que os filhos pertencem aos pais?- comentou com um tom de desdém e Santana podia jurar ter visto um sorriso sínico em seu rosto coberto por aquela máscara horrenda e desfigurada.

–Só me entregue ele.

–Uhm... –colocou a mão no queixo fingindo pensar- Acho que não- gargalhou- Sabe, Santana... Existem certos tipos de coisas que podem facilmente sair do controle. Principalmente com pessoas que não sabem controlar suas emoções.

–Eu...

–Eu não terminei- a interrompeu- Já se perguntou se alguém como você pode dar segurança para alguém tão frágil?

–Sei que posso...

–Sabe que pode, Uhm? Eu penso o contrário- interrompeu Santana novamente- Seu pai, por exemplo, era o melhor pai do mundo, mas por uma coisinha de nada abandonou mulher e filhas para viver uma simples aventura. Ele era o melhor, não é mesmo?- a latina desviou seu olhar sentindo doer seu peito com isso- O sangue é mais forte que a índole, Santana. Tal pai. Tal filha.

–Nunca me compare a ele- disse alto, mas maneirou o tom por conta do bebê- Eu não fui, nem nunca serei como o Richard.

–Pelo contrário, amorzinho. Você e o seu PAI são parecidos mais que imaginam ser- caminhou um pouco, mas sem parar de ninar o pequeno em suas mãos- É impulsiva, cabeça dura, odeia as regras impostas pela sociedade e quando ama, se joga de cabeça sem se preocupar com o que acontece ao seu redor.

–Eu não sou assim- disse já ficando nervosa- Quer saber? Pouco me importa o que você e as outras pessoas acham de mim. Só quero que devolva meu filho e saia da minha cabeça.

–A árvore que cresce de forma saudável, dá bons frutos e uma maravilhosa sombra, sempre será bem conservada- disse colocando o bebê no berço ao seu lado- Mas caso essa árvore não obedeça aos padrões a ela impostos, deve ter seus frutos doentes e inúteis arrancados de si e jogados no fogo- Santana o encarou com ódio, ele se aproximou:

–Porque me atormenta dessa forma?

–Simplesmente por que você deixa- disse mais próximo a ela, fazendo-a dar alguns passos para o lado oposto ao dele.

–Eu nunca quis estar perto de você.

–Mas não está no seu querer, amorzinho- colocou as mãos sobre os ombros dela- Está no seu pensar- o bebê começou a chorar e ela inquietou-se- O que você traz em sua mente é o que te trai. Confusões autrora questionáveis confundem sua cabeça. O que você acha saber é apenas uma gota do oceano que você ignora. Desvende essa caixinha de surpresas que você traz consigo e terá respostas.

–Que respostas?- perguntou sem tirar os olhos do berço onde o bebê estava. Ele deu uma risada deveras alta, posicionando suas mãos no rosto da latina.

–Se fosse uma cobra te mordia- a encarou por um instante e em seguida bateu com a cabeça dela em um dos berços.

Nesse momento Santana acordou sobressalta, seu rosto estava suado e possuía um olhar perdido. Quinn acordou em seguida:

–Tudo bem, San?- a loura perguntou acendendo o abajur ao seu lado em uma pequena cômoda.

–-E-Estou... Me desculpe ter assustado você, não foi minha intenção te acordar- Quinn acariciou o rosto de Santana, enxugando algumas gotas de suor que deslizavam em sua testa.

–Tudo bem, meu amor. Sonho ruim?

–Foi, mas esquecerei rapidamente- respondeu deitando-se novamente, puxando Quinn consigo.

–Sabe que se quiser conversar sobre isso estarei aqui a qualquer hora pra você, ok?- comentou sobre o peito de Santana, de olhos fechados.

–Claro que sei, meu amor- beijou o topo da cabeça de Quinn- Mas não é preciso, é algo sem importância.

–Se você diz- Quinn disse dando de ombros. Santana pegou seu celular para olhar as horas e viu que ainda em 5:45 da manhã, mas o sono a abandonara totalmente e depois daquele sonho deveras tortuoso, não voltaria tão cedo. Tirou Quinn delicadamente de seu peito e levantou-se- Vai aonde, amor?- perguntou de cenho franzido.

–Estou sem sono. Acho que vou correr, faz tempo que não faço isso.

–Mas San... Ainda não são nem seis da manhã. Deita aqui, amor- pediu manhosa fazendo Santana sorrir.

–Você anda muito manhosa, sabia?

–Gravidez mexe com a gente- brincou arrancando uma risada da latina, que se aproximou lhe roubando um selinho- Deita aqui, vai.

–Olha... Vamos fazer o seguinte: Você fica dormindo à vontade enquanto eu vou correr um pouco- disse sentando-se ao lado de sua esposa na cama. Quinn soltou um suspiro de descontentação- Hey, lourinha... Prometo estar aqui antes de você acordar. E quando eu voltar, passo naquela doceria e compro aquela torta de chocolate com morangos que tanto você gosta.

–Uhm... Essa não vale. Você jogou pesado, San- disse dando um tapa de leve no bumbum de Santana- Tudo bem... Me deu até água na boca agora.

–Viu? Nosso filho quer torta de chocolate com morangos- brincou sorrindo e Quinn a encarou alegre:

–Acho lindo quando você diz ‘’nosso filho’’- disse orgulhosa. Santana debruçou-se sobre Quinn para ficarem com seus olhares pareados- Amo a ideia de ter uma pessoinha sua dentro de mim. Me faz sentir ter você ainda mais comigo.

–Prometo a você fazer de tudo para ser uma boa mãe para o nosso filho.

–E você será- Quinn afirmou acariciando o rosto da latina carinhosamente, que beijou seus dedos em silêncio- Eu não poderia ter escolhido melhor a pessoa com quem eu viveria para o resto da minha vida e compartilharia o prazer de ser mãe.

–Obrigada por isso- agradeceu dando um sorriso curto, mas verdadeiro- Você me faz feliz e quero devolver isso em dobro a você.

–Só de você respirar já me faz feliz o suficiente, Santana. Simples.

–É... Muito simples- Santana brincou fazendo careta, arrancando uma gargalhada e um beijo calmo de Quinn. Seus lábios se encostaram e ondas me milhares de volts passearam no corpo de ambas. Poderia passar anos, mas elas ainda necessitavam desesperadamente uma da outra.

–Bom... Vai lá correr, sei que você se sente melhor quando corre de manhã- Quinn disse encerrando o beijo.

–Tudo bem... Dorme bem, lourinha- a latina disse deixando um beijo na testa de Quinn e depois foi em direção ao banheiro.

–Não esquece a minha torta- Quinn alertou e Santana sorriu.

–Não vou. Não quero que o meu filho nasça com cara de torta- as duas sorriram. Santana foi preparar-se para correr e Quinn voltou a dormir tranquilamente.

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O celular de Puck tocava insistentemente na cômoda ao lado de sua cama. Ele bufou zangado colocando o travesseiro sobre sua cabeça para abafar o som, mas não funcionou muito.

–Mas que droga!- ele reclamou pegando o celular, checando em seguida o nome de quem o incomodava- Você não dorme não, Santana? Isso lá é hora de acordar alguém?

–Larga de ser molenga, Puckerman. Não é tão cedo assim- Santana disse entrando em seu carro e dando partida.

–Não é? Nem as galinhas acordam a essa hora.

–Maluco- chamou balançando a cabeça negativamente.

–O que você quer? Brigou com a Quinn?

–Não... Só queria te chamar para correr comigo.

–Correr nesse frio? Nem morto- Puck negou encolhendo-se na cama, agarrado a sua coberta.

–Está ficando sedentário agora, Noah Penélope Puckerman?- brincou e Puck revirou os olhos- Vê se levanta essa bunda preguiçosa dessa cama agora e coloca uma roupa de corrida. Daqui a cinco minutos passo ai pra buscar você.

–Santana... Eu quero dormir- reclamou manhoso.

–Puck!

–Tudo bem, já levantei. Latina chata- ele resmungou desligando, depois se levantando e indo para o banheiro.

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Santana pegou seu irmão na casa de seus pais e seguiu com ele até um bosque perto do parque. Os dois se aqueceram por alguns minutos e começaram a correr em seguida. Correram uns trinta minutos em silêncio. O clima estava frio, aquele ar cinzento e gélido escapava de suas bocas a cada respiração forte de que eles davam depois da corrida. Santana corria com uma expressão pensativa, claramente notada por Puck:

–Estamos correndo a meia hora e você não disse uma palavra sequer. Me chamou só para olhar para minha cara ou quer conversar sobre alguma coisa que está te incomodando?- Puck perguntou quebrando o silêncio.

–Só estou processando o que dizer- ela respondeu sem diminuir seu ritmo na corrida.

–Algo grave? É o bebê?- preocupou-se.

–Não... É mais algo que não sai da minha cabeça.

–O passado?

–Mais ou menos- explicou abrindo seu casaco, já estava suando- Tem coisas que ainda rolam em minha cabeça que eu queria me livrar.

–Então as esqueça. Acho que existem certo tipos de coisas que devemos expulsar de nossas cabeças antes que elas se dissipem e tomem conta dos nossos pensamentos.

–E se não conseguir tirá-las?

–Ache algo que possa cobri-las e rapidamente elas se vão- ele respondeu já ficando ofegante.

–Acho que não é tão fácil assim- Santana disse e Puck parou apoiando suas mãos em seus joelhos retomando sua respiração, a latina fez o mesmo.

–Santana, sua cabeça reteve muita informação. Você viveu uma época conturbada e toda vez que surge algo novo que pode mudar sua vida, você fica na defensiva e isso mexe com você- ele começou a explicar já recuperado e Santana o observava atenta- Você em breve terá um filho. Só está preocupada que o que você passou possa de alguma forma afetar essa criança. É normal pensar isso. Na verdade é importante pensar nisso, porém tudo já está enterrado e trancafiado no mais profundo esquecimento. Confie em você... Teve uma segunda chance de viver, só não a desperdice com incertezas- Puck encerrou. Santana encarou o chão por alguns segundos pensativa.

–Valeu- ela agradeceu sorrindo- Você realmente me entende mais que eu mesma.

–Mas é claro que sim. Sou sua metade boa- brincou e os dois trocaram um sorriso.

–É minha metade maluca e muito idiota.

–Mas ainda ganho de você em tudo.

–Só se for em outra vida- Puck a encarou com o cenho franzido e a boca entreaberta.

–Quer apostar?- Puck desafiou- Uma corrida até o parque. Quem perder paga uma rodada de cerveja no Hell’s bar.

–Apostado- ela aceitou e os dois se posicionaram- Aliás, Puck... Você é o melhor irmão que alguém pode ter- Santana disse e saiu correndo em disparada, deixando Puck parado no mesmo lugar sem palavras.

–Isso não vale, Santana. Eu não disse ‘’valendo’’...

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A latina deixou Puck em casa, depois seguiu para a sua. Mas antes passou na doceria, que ficava a alguns quarteirões de seu prédio, para comprar a torta que Quinn tanto gostava. Chegou em seu apartamento por volta das oito e o encontrou em total silêncio, indicando que Quinn ainda dormia. Santana foi até a cozinha e começou a preparar o café da manhã de sua esposa. Depois de pronto, seguiu para o quarto do casal, se deparando com a loura ainda adormecida de uma forma tão tranquila, que dava até dó de acordá-la. Ela colocou a bandeja em um móvel mais perto e sentou-se ao lado de Quinn na cama. A loura começou a acordar lentamente, se espreguiçando de uma forma desajeitada, fazendo Santana rir.

–San?- chamou abrindo os olhos e os coçando sonolenta.

–Oi, meu amor- disse passando seu braço pelo corpo de Quinn, apoiando-o do outro lado dela- Eu tinha planos de acordar você.

–Isso seria bom, mas eu senti cheiro de morangos e acordei automaticamente- disse fazendo careta, que foi desmanchada por um beijo de Santana.

–Tenho que aprender a receita dessa torta- Quinn sorriu, sentando-se em seguida- Você ama isso.

–Mas amo muito mais você- disse dando um selinho na latina.

–Fico feliz em saber disso- brincou pegando a bandeja e colocando-a no colo da loura.

–Uhm... Que fome- a loura disse cortando um pedaço da torta.

–Coloquei bastante coisa... Quero meu filho e minha esposa bem alimentados.

–Fofa você- deu um selinho em Santana- Ainda está com a roupa que foi correr?

–Uhum... Queria preparar seu café primeiro.

–Estou amando seu jeito mamãe toda empenhada- Quinn brincou, experimentando um pedaço da torta.

–Você merece já que me faz tão bem- a loura parou encarando Santana.

–Eu vou te dar umas palmadas se me fizer chorar enquanto tomo café, Santana- disse dando um tapinha de leve no braço da latina, que ria de Quinn.

–Desculpa, vou deixar você comer em paz- disse levantando-se, mas Quinn a puxou de volta.

–Não, vem cá- puxou Santana para um beijo intenso, mas lento- Eu amo você... Muito. Nosso filho ou filha também vai amar.

–Quando vamos saber o sexo do bebê?

–Já marquei a ultra pra daqui a um mês. A doutora disse que já vai dar para saber se é menino ou menina.

–Nossa... Está longe, não?- Quinn sorriu da careta que Santana fez.

–Um mês passa rápido, amor.

–Eu sei... Mas o importante é ele ou ela vir com saúde- disse acariciando as mãos de Quinn- Vai dar tudo certo.

–Eu sei que vai.

Notas finais
Espero que tenham gostado, apesar dos problemas. Não é minha intensão preocupar vocês, mas não quero deixar vocês fora disso, pois sem todos essa fic não iria para frente. Beijão e paz para todo mundo.