A outra face
26 Capítulo 26: Problemas
Notas iniciais
A noite pareceu curta pra Santana, após a discussão com Quinn ela jogou-se na cama e desmaiou. A bebida foi uma forma de tentar esquecer o que acontecia, mas teve suas consequências, o dia seguinte era sempre terrível.
Quinn, pelo contrário, mal conseguiu dormir. Sua cabeça martelava tudo o que havia discutido com Santana. Ela sentia-se arrependida por ter lhe dado um tapa, não era violenta, mas Santana havia falado de sua mãe e lhe disse coisas terríveis. Quando conseguiu dormir já era tarde.
Amanheceu o dia. Santana acordou e demorou a abrir os olhos por conta da claridade que entrava em seu quarto. Sua cabeça parecia ter sido triturada. Levantou meio zonza e com um gosto horrível na boca. Foi até o banheiro, escovou os dentes, e resolveu tomar um banho para ver se acordava. De banho tomado, vestiu-se e foi olhar-se no espelho. Apesar da grande quantidade de álcool que havia ingerido na noite passada, as lembranças eram nítidas em sua cabeça. Lembrou-se da discussão que teve com Quinn, do abajur que arremessou no chão e do tapa que Quinn lhe havia dado.
Desceu para tomar café e todos já estavam lá. Diferente do que fazia sempre, Santana sentou-se ao lado de Finn. Quinn a olhava, mas Santana não a encarava. Os demais observavam as duas caladas, eram acostumados a ver Santana sempre cumprimentar Quinn com beijos e sorrisos, e agora nem a olhar ela fazia.
–Santana aquilo que você me pediu, já está em andamento- Russel disse a Santana.
–Obrigada Russel, depois nós tratamos do resto- agradeceu, terminou seu suco e retirou-se. Quinn a olhou sair e voltou sua atenção ao prato.
–Filha, está tudo bem entre você e Santana?- Maribel perguntou, reparando na expressão triste de Quinn.
–Sinceramente Bel?- deu uma pausa ao falar- Não sei.
–Vocês discutiram ontem, não foi?- Maribel tocou sua mão.
–Vocês ouviram?- Quinn ficou envergonhada.
–A vizinhança toda- Lanna comentou- Foi bem feia pelo visto.
–Me desculpem por isso- Quinn pediu com a mão no rosto- Nós acabamos discutindo e seguiu a caminhos, que nenhuma de nós queria que chegasse.
–Não precisa desculpar-se Quinn!- Nora comentou- Casais brigam o tempo todo, não se resume apenas aos héteros. Daqui a pouco vocês estão juntas novamente.
–Tomara Nora. Tomara.
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Na escola, as meninas assistiam à aula de Larousse:
– O presente trabalho é resultado de pesquisa teórico-empírica acerca dos discursos oficiais que se formaram em diferentes períodos históricos para definir o fenômeno Loucura. O objetivo dessa incursão é perceber as contradições do discurso universal da loucura e de sua performatividade histórica em dois níveis de análise: em nível macrossocial, apontando os discursos oficiais de diferentes épocas ao longo da história da sociedade ocidental, a fim de estabelecer as divergências; em nível microssocial, referenciando a constituição discursiva de um campo social específico – a ciência – e de um nicho específico de desenvolvimento do conhecimento científico referente ao fenômeno da loucura — a psiquiatria.
Santana achou estranho tudo àquilo que Larousse dizia. E pior, da forma que Larousse a olhava, parecia que dizia tudo para ela. Sentia como uma provocação vindo de sua professora, Santana não entendia o que Larousse tinha contra ela, às vezes sentia-se observada pela professora e aquilo era muito estranho.
– Hoje, o discurso científico é o primeiro a receber visibilidade nos meios de comunicação quando o tema é Loucura, principalmente a psiquiatria, que quase sempre faz o diagnóstico pela lista de doenças mentais, descrição dos sintomas (emoções e condutas que fogem do comportamento padrão) e tipos de loucura do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Distúrbios Mentais.
Larousse encostou-se a sua mesa e mantinha seu olhar em Santana, que observava cada passo que sua professora dava. Seu olhar agora encontrou-se com o de sua professora e a mesma continuava:
–O que é a loucura? Ou melhor, o que é um louco? Alguém apenas com problemas mentais?- olhou profundamente para Santana- Alguém incapaz de se controlar?- Santana começava a ficar inquieta- Ou alguém que, simplesmente, não devia nem existir?
–Cala a boca!- Santana gritou enfurecida, jogando seu livro de filosofia no chão. Todos da sala a olhou assustados. Quinn e Lanna principalmente.
–O que é isso Lopez? Enlouqueceu?- Larousse disse com um sorriso sarcástico.
–Você acha que eu sou burra? Eu notei as indiretas que você vem me mandando o tempo todo- Lanna e Quinn levantaram-se e se aproximaram de Santana, tentando lhe acalmar.
–Isso são coisas de sua cabeça Lopez!- Larousse deu de ombros e sentou-se em sua cadeira- Devia se preocupar com essas coisas de sua cabeça. Você sabia que das pessoas loucas, 70% são usuários de drogas, 20% somente de álcool e apenas 10% são psicóticos. Em qual dessa você se encaixa?- Santana não aguentou e foi na direção de Larousse.
–Para Santana!- Quinn pediu segurando Santana, juntamente com Lanna.
–Tirem essa descontrolada da minha sala, antes que eu a mande expulsar da escola- Larousse ordenou e as meninas conseguiram com muita dificuldade tirar, Santana da sala.
–O que foi isso Santana?- Lanna perguntou quando saíram da sala e foram para o corredor onde ficavam os armários.
–Ela acha que eu sou idiota- Santana dizia transtornada, Quinn e Lanna a olhavam tentando entender o motivo da perda de controle.
– Do que você está falando?- Quinn perguntou preocupada pelo o estado que Santana se encontrava.
–Aquela mulher horrível. Eu odeio quem me chama de louca- socou o armário com força e sua mãe sangrou.
–Santana... Não faça isso, deixe-me ver sua mão- Quinn pediu tentando pegar a mão de Santana, mas ela não deixou.
–Me deixa em paz Quinn. Você pensa que eu esqueci tudo?
–Santana aprenda a se controlar, eu não gosto de você assim- a loura pediu.
–Então acho melhor nós terminarmos. Nós ultimamente, nem parece que namoramos mesmo.
–Santana não fala assim. Você sabe que eu te amo- Quinn falou já ameaçando chorar.
–Será Quinn? Espera um instante, acho que ouvi uma das suas amigas te chamando- disse sarcasticamente.
–Santana! O que você pensa que está fazendo?- Lanna brigou com a irmã.
–Tentando ser feliz com quem eu amo Lanna- respondeu encarando Quinn- Mas parece que eu não nasci pra isso- disse e saiu rapidamente. Quinn entrou em prantos e Lanna a abraçou.
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Baby baby
When we first met I never felt something so strong
Quando nos vimos pela primeira vez, nunca senti nada tão forte
You were like my lover and my best friend
Você era como meu amante e meu melhor amigo
All wrapped in one with a ribbon on it
Tudo embrulhado e com uma fita
And all of a sudden you went and left
E de repente você foi
I didn't know how to follow
Eu não soube como seguir
It's like a shock that spun me around
Como um choque mudei
And now my heart's dead
E agora meu coração está morto
I feel so empty and hollow
Eu o sinto vazio e oco
Passaram duas semanas depois do ocorrido. Lanna contou para sua mãe o que havia acontecido com Santana e sua professora na escola. Maribel ficou preocupada, achava que devia procurar um tratamento pra sua filha, urgentemente. Santana desde então não se dirigia a Quinn, estava cansada de tudo. Se Quinn queria se divertir, fazer o que quiser, agora estaria livre para isso. Santana ainda amava Quinn, mas deu um tempo pra loura pensar se sentia o mesmo.
And I'll never give myself to another the way I gave it to you
E eu nunca me entregarei da maneira que eu me entreguei a você
You don't even recognize the ways you hurt me, do you?
Você nem reconhece a maneira que você me machuca, não é?
It's gonna take a miracle to bring me back
Só com um milagre pra me trazer de volta pra você
And you're the one to blame
E você é o único culpado
And now I feel like... oh!
E agora eu sinto como — ooh!
Da última vez que estiveram separadas, Santana se fechou para o mundo. Não falava com ninguém, não queria ver ninguém, só queria sumir. Ela pensou direito, era melhor que tudo isso. Ela devia era viver mais e melhor. Não abandou seus treinos, não deixou de ir para a escola. Ia até o parque na moto de seu avô ler ao ar livre, ela amava o vento bater em seu rosto, a sensação de liberdade era maravilhosa. Mas a saudade de Quinn ainda ardia em seu peito.
You're the reason why I'm thinking
Você é a razão pela qual eu penso
I don't wanna smoke on these cigarettes no more
Eu não quero mais fumar estes cigarros
I guess that's what I get for wishful thinking
Eu acho que é o que recebo por esse desejo maldito
Should've never let you enter my door
Eu nunca mais deixarei você entrar por essa porta
Next time you wanna go on and leave
Da próxima vez que você quiser vir e sumir
I should just let you go on and do it
Eu deveria apenas deixar você ir
'Cause now I'm using like I bleed
Porque agora estou costumada a ter pena
Santana sempre se pegava pensando em Quinn. Ela a amava desde criança, não tinha como esquecer assim facilmente. Ela sentia falta do seu cheiro, dos seus beijos, dos seus toques e daqueles olhos. E que olhos. Aquele amor que queimava em seu peito não apagaria tão cedo, e nem ela queria que acabasse, pois ele era sua gasolina, e sem ele nem conseguiria levantar da cama de manhã.
It's like I checked into rehab
É como se eu estivesse em recuperação
And baby, you're my disease
E baby, você é minha doença.
It's like I checked into rehab
É como se eu estivesse em recuperação
And baby, you're my disease
E baby, você é minha doença.
I gotta check into rehab
Eu começei a me recuperar
'Cause baby you're my disease
Porque você é minha doença
I gotta check into rehab
Eu comecei a me recuperar
'Cause baby you're my disease
Porque você é minha doença
E Quinn seria sua doença? Ou seria a sua cura?
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E mais um dia fatídico na escola se iniciava. Santana estava na aula de espanhol e como sempre, sem precisar olhar, sabia que Quinn a observava. E ela simplesmente ignorou esse fato. O sinal do intervalo tocou e ela seguiu sem olhar pra trás.
Sentou-se a uma mesa. Quinn, Lanna e algumas de suas amigas sentaram a uma mesa próxima.
–Destino cruel!- Kate falou aproximando-se de Santana que sorriu ao vê-la- Agora só te encontro sozinha.
–Oi Kate. Senta aqui- Santana levantou-se e puxou uma cadeira para que Kate senta-se do seu lado. Quinn já observava tudo.
–Nossa... Que educada!- Kate comentou sentando-se- Você é um sonho sabia?
–Que nada- sorriu.
–O que você faz aqui sozinha, enquanto sua namorada está em uma mesa próxima?- perguntou arqueando sua sobrancelha.
–Nós estamos separadas- Santana respondeu com um semblante chateado.
–Hum, a latina mais gostosa do mundo está solteira. Que tentação!- Kate piscou o olho pra Santana que sorriu.
–E prefiro continuar assim por tempo indeterminado.
–Que pena!- Kate comentou fazendo bico- Mas tem vaga pra amiga nesse seu coração latino?
–Claro, mas só pra você- foi à vez de Santana piscar pra Kate e ela sorrir. Do outro lado Quinn as observava com uma cara nada boa, estava vermelha de raiva. Não estava gostando nada da interação de Santana e Kate que a todo momento sorriam:
–Terra chamando Quinn- Rachel cutucou a loura que se assustou- Nossa... Ela está respirando!- as demais sorriram do comentário.
–Vocês falaram alguma coisa?- ela perguntou confusa.
–Muitas, mas você não parava de olhar para a mesa à frente- Lanna explicou- Se você tivesse poder de raio lazer, aquelas duas já eram.
–Você está se mordendo de ciúme da Santana com a Kate, não é?- Rachel perguntou.
–Quer saber? Estou sim, morrendo de ciúmes. Aquela vaca já deve estar sabendo que eu e Santana terminamos- falou com raiva.
–Mas elas estão só conversando Quinn. Nada demais- Rachel tentou acalmar a amiga.
–Eu conheço a Kate muito bem Rachel. O jeito que ela olha a Santana é mais do que uma amiga olha pra outra.
–A Santana é linda Quinn. Metade das líderes de torcida também sonham com ela- Lanna comentou.
–Não Lanna. É só a Kate, as meninas sabem que eu amo a San, elas são minhas amigas e confio nelas.
–Se você diz- Rachel deu de ombros.
–Meninas, a treinadora quer ver vocês- Tory apareceu chamando Quinn e Lanna.
–Tchal Rachel-
Despediram-se e saíram.
–Você é hilária- Kate ria de algo que Santana lhe contava.
–Que nada, você que é besta pra sorrir- Santana ria também.
–San, já que você está livre e desimpedida, gostaria de dar uma volta comigo?- Santana pensou um instante:
–Que mal tem? Mas tem que ser depois do treino.
–Sem problemas, eu te encontro na piscina. Tchau latina, preciso ir treinar agora- despediu-se de Santana e saiu.
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Santana dava voltas na piscina, seu treino já estava quase no fim. Quinn também estava no fim de seu treino de líderes de torcida.
–Meninas!- Sue chamou- O treino acaba aqui. Quero vocês amanhã aqui no mesmo horário. Como eu estou muito boa hoje, pedi para o treinador Phillips liberar a piscina pra nós hoje, então vamos- Quinn ficou feliz, poderia ver Santana.
Seguiram pra piscina e ao chegar, Quinn sentiu seu coração congelar: Santana saia nesse momento da piscina e aquilo parecia acontecer em câmera lenta. Ela estava maravilhosa e seu corpo ainda mais perfeito, sem falar que ficava muito sexy com aquele short e top de natação. Ao olhar para o lado, viu que algumas de suas companheiras de equipe lançavam olhares maliciosos para Santana. Ela balançou a cabeça negativamente e voltou a olhar Santana e dessa vez seu sorriso murchou: Kate estava próxima a ela, ajudando-a a enxugar suas costas.
–Aquela vaca- disse alto e todas a olharam confusas- Que foi?- ela perguntou quando viu todas as olhando.
–Kate, eu só vou tomar um banho e nós vamos ok?- Santana explicou.
–Tudo bem, não precisa ter pressa- Santana foi para o banheiro e Kate sentou-se em uma cadeira que havia ali.
–O que você pensa que está fazendo?- Quinn apareceu de repente e Kate se assustou.
–Nossa Quinn, você me assustou- Kate colocou a mão no peito.
–Eu vou fazer bem mais, se você não se afastar da minha namorada- Quinn disse com as mãos na cintura e olhos cerrados, na sua famosa pose.
–Hey calma, eu e a San somos só amigas- Kate falou levantando as mãos pedindo calma.
–Porque será que eu não acredito nisso?- a loura estava nervosa.
–Olha Quinn, a Santana é uma pessoa maravilhosa e apesar de eu te invejar por ela te amar, eu não faria nada que ela não quisesse e se você não sabe dar valor a namorada que tem, é problema seu- Kate cruzou os braços.
–Escuta aqui, sua...
–Kate?- Santana apareceu e Quinn calou-se- Eu já estou pronta, vamos?- Quinn a olhou.
–Oi San- ela disse a olhando confusa.
–Oi- foi breve.
–Vai sair?
–Vou. Se você pudesse avisar minha mãe, eu agradeceria. Vamos Kate- ela saiu acompanhada de Kate. Quinn apenas a ficou vendo sair e suspirou. O medo de perder sua namorada estava a tomando.
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Kate levou Santana pra dar um passeio no shopping. Elas assistiram a um filme de terror no cinema, foram a uma loja de jogos e a outra de gibis, Santana comprou vários, lancharam e sentaram-se para conversar.
–Fazia muito tempo que eu não me divertia assim- Santana comentou encostando sua cabeça no banco.
–Comigo é assim latina, diversão- Kate falou balançando a cabeça e Santana riu.
–O que você e Quinn conversavam?- perguntou mudando seu semblante.
–Nada demais. Ela só disse que me mataria se te agarrasse- respondeu sorrindo- É brincadeira, ela queria saber o que eu fazia com você.
–O que você falou?
–Que somos apenas amigas.
–Ok.
–Você gosta muito dela, não é?- Kate perguntou e Santana abaixou a cabeça por uns instantes.
–Até mais do que deveria.
–Então porque terminaram?
–Problemas de comunicação- disse triste.
–Hey! Não fica assim, você é mais bonita sorrindo- Santana riu- Tudo vai se resolver.
–Tomara- Quando Santana virou seu rosto, algo chamou sua atenção- Kate vem comigo.
–Pra onde Santana?- a latina não respondeu e saiu arrastando Kate. Chegaram ao local e Kate franziu o cenho- O que você quer aqui San?
–Quero gravar algo importante- ela disse entrando.
–O que desejam?- a recepcionista do local perguntou.
–Eu quero fazer uma tatuagem.
–Você está maluca? Isso dói pra caramba- Kate falou fazendo careta.
–Eu vou lá, me espere aqui.
Santana entrou e escolheu a tatuagem, algumas horas saiu de lá.
–Deixa eu ver San- Kate pediu ansiosa- O que é isso?
–Uma fênix- Santana explicou.
–Porque escolheu isso?- ela perguntou curiosa.
–A fênix é um ser mitológico. Ela quando envelhece pega fogo e depois ressurge das cinzas. Eu sou como uma fênix, podem me derrubar, mas sempre ressurgirei das cinzas. E eu fiz em cima da cicatriz que o Logan fez na minha barriga.
–Uau. Que legal. Doeu?
–Demais- ela disse fazendo careta e Kate sorriu.
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Santana foi pra casa. Teve um dia maravilhoso, não sabia quanto tempo fazia que havia se divertido daquela forma. Ao entrar em casa alguns homens a esperava na sala com seus familiares, ela achou estranho. Maribel quando a viu correu para lhe abraçar:
–Minha filha, que bom que você chegou- Maribel chorava e Santana agora estava confusa.
–O que está acontecendo aqui?- perguntou querendo que se esclarecesse tudo aquilo.
–Santana!- Puck pronunciou-se- O Logan está morto- ela ficou estática, mas ainda não entendia no que isso lhe interessava.
–Você terá que nos acompanhar- Um dos homens que Santana não sabia quem era se levantou indo na sua direção.
–E quem são vocês?- ela perguntou.
–Somos da polícia.
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