A origem da Fênix
8 Passado ou presente
Notas iniciais
—Venha minha pequena, vamos brinca como antigamente – Ouvi uma voz que eu conhecia bem, mas não ouvia há muito tempo.
— Não se lembra de mim? – A ouvi dizer passando por mim indo em direção as arvores.
— Sim você é a mulher que eu brincava quando eu era criança – Respondi indo em direção à mesma que sentada em uma pedra grande observava a floresta. Um pássaro cortou o céu e pousou em seu ombro, ele era lindo parecia estar em chamas. Perdi-me na beleza do pássaro, quando a mesma levantou me deu as costas e andou em direção floresta adentro. Observei seu lindo cabelo negro como uma noite sem luar, presos em tranças que cruzavam desenhando toda a extensão de toda sua cabeça, vestidas com um vestido prateados como a lua, que desenhava bem toda a extensão do seu corpo bem definido, com os pés descalços.
Vendo-a partir perguntei:
— O que esta acontecendo comigo? – Seus olhos azuis como o mar ao anoitecer mostraram certa doçura ao me observar.
— Logo saberá, vá criança acorde, pois logo estarei ai com você.
Senti uma forte luz cegar meus olhos, forcei – me a abri os olhos e percebi que encarava a luz florescente do meu quarto.
— Bom dia luz – Disse tentando finalmente acordar, Assim que acordei uns minutos depois estava pronta para ir à casa da Sarah, que deve está pensando em formas de me mata assim que eu chegar lá, mas com força e coragem e fui não demorou a ela vir com seu olhar mortal assim que cheguei.
— Sim eu vou responder todas as suas perguntas – Me antecipei antes que ela falasse.
— Que bom. – Ela disse sentando na cama para começa interrogatório. Entre uma pergunta e outra nem vi a hora passar.
— Você fica com cara de idiota quando fala dele – Ela me disse me oferecendo seu prato de salada.
— Não fico não. São que horas? Perguntei enquanto comia.
— Fica sim, acho que você esta apaixonada por ele, se não estiver esta ficando.
— Para de ser chata, eu não sou garota de se apaixonar. Não tenho tempo para isso – Estava pronta para voar no pescoço dela e enche ela de tapa se ela continuasse com aquele assunto, mas o som do meu celular tocando me distraiu, Assim que olhei a tela não consegui esconder o sorriso ao reconhecer o numero de Cristian. Assim que atendi senti meu batimento cardíaco acelerar ao som da sua voz.
— Te pego que horas?
— Oi para você também
Oi. Você não respondeu minha pergunta
— Depende. Aonde vai me levar? – Pude ver os olhos de Sarah ser transformarem em dois pontos de interrogação.
“Ele ta te chamando para sair?” – Vi-a gesticular com seu rosto e com sua mão. Ri do seu jeito afobado quando me viu gesticula com a cabeça que sim.
— Temos que ir as compras – Ela disse toda animada indo em direção ao ser quarto.
— O que isso? – Cristian perguntou do outro lado da linha
— Nada.
—Você ouviu o que eu disse?
— Sim – Eu disse sem jeito – Você falava sobre o lugar que quer me levar
— Então você vai? — Olhei para Sarah que sorria o seu sorriso mais, maldoso. Vi meu mundo desaba quando ela pegou o telefone da minha mãe e se achou no direito de responder por mim.
— Mas é claro que ela vai – Ela respondeu meio histérica.
— Alo? Ah... Oi Sarah — O ouvi dizer do outro lado da linha enquanto eu corria pela casa atrás de Sarah para pegar o telefone
— Você sabe meu nome?
— Sim ouvi muito sobre você
— Ouviu o que? Ah quer saber, não fala! Mas sobre a saída ela vai sim faço questão de arrumar ela, agora tenho que ir, está encurralada ela vai me pegar, mas você cuida da minha amiga em! – Ela disse quase que berrando enquanto eu a encurralava no banheiro.
— Me dá logo esse celular! – Disse entre os dentes, ela sorriu saindo do banheiro e me entregando o celular
— Alo? – Eu agradeci a mim mesma por ele não ter percebido o medo na minha voz
— Oi... Te pego hoje às 6hs na sua casa ok?
— Ok. Me desculpa pela Sarah
— Que isso não foi nada — Foi como se eu pudesse ouvi e ver seu lindo sorriso se formando, o que fez meu coração disparar
— Ás seis... – Eu disse antes de desligar.
Não demorou muito e lá estava eu dentro de um provador com quinhentas peças na mão para experimentar. Entre vários modelos e estilos de roupas diferentes que Sarah me trouxe eu achei um que no momento em que o olhei parece que ouvi a voz de Cristian no meu ouvido dizendo que era aquele. O vestido era simples, mas assim que reparei nele me assustei, era muito parecido com o vestido da mulher do meu sonho usava com a diferença de que ele não era logo, mas sim solto, leve e mais curto vinha mais ou menos à altura um pouco acima do joelho.
Depois de pagar o vestido e o salto escarpam que Sarah escolheu fui para casa, pois segundo ela, precisaria de muito tempo para ajeitar meu cabelo e minha maquiagem.
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