A ordem negra
2 Josh- O monótono fim das ferias.
Notas iniciais
Aos poucos o sol preencheu o aposento escuro. E logo a claridade começou a irritar os olhos de Josh, que quando os abriu foi surpreendido por dois olhos cinzas e muito grandes.
— Bom dia senhor – cumprimentou a criatura animada.
— Ah, bom dia Neely – a Elfa doméstica sorria de orelha a orelha.
Neely tinha no máximo um metro e vinte. Tinha orelhas e nariz compridos e hoje usava um belo (ou nem tanto) par de chinelos rosas que combinavam com seu suéter florido.
— Minha senhora gostaria que se juntasse a mesa – falou ela animada. – Se o senhor quiser é claro – havia um pequeno sinal de receio em sua voz.
Josh levantou. Demorou o máximo possível no banho na esperança de sua mãe ter partido, mas mesmo assim não conseguiu a evitar.
Quando chegou na sala de jantar estavam todos la. Sua mãe em uma ponta, sua irmã na outra – no lugar que pertencia a seu pai, e que ela conquistou após muito tempo de debate – ao lado esquerdo de Chloe estava a sorridente Neely saboreando uma (aparentemente) deliciosa torta de morangos.
O garoto decidiu não começar pedindo favores, então esperou alguém puxar uma conversa.
Depois de alguns minutos sua mãe levantou-se para ir em direção a cozinha, mas algo em cima de um armário chamou a sua atenção.
— Ah, você viu isso filho? – disse ela em tom inocente. Pegando a carta que Josh na noite anterior havia entregado a sua irmã. – Nove NOM’s, é a mesma quantidade que eu tive em meus tempos de escola.
Ela puxou um chapéu preto, que estava combinando perfeitamente com suas vestes negras, com alguns detalhes em amarelo. Hoje, tinha deixado uma pequena ponta do laço amarelo que prendia seus cabelos negros em um coque, aparecendo.
— Espero que tire pelo menos a mesma quantidade que ela – continuou. Enquanto estava a frente do espelho, passando uma espécie de pó em seu queixo fino, e depois um discreto batom. – Sabe, seria ótimo vocês dois juntos comigo no ministério, com certeza com boas notas, conseguiriam uma boa alavancada sendo meus filhos.
(A mãe de Josh era a chefe da seção do Esquadrão de reversão de feitiços acidentais). Um cargo importante.
Josh simplesmente respondeu um costumeiro “com certeza” apesar de parecer que não ouviu nem matade do que ela havia falado.
— Posso pegar Ramsay emprestado? – perguntou esperançoso.
Ela concordou.
Ele Apenas esperou a saída de sua mãe e foi em direção ao seu quarto.
Chegando la, chegou a sua pequena mesa de tarefas (que muito provavelmente nunca tinha usado na vida, para fazer tarefas). Pegou um pedaço de pergaminho, uma pena, e nele escreveu um simples “combinado”.
Colocou algumas moedas de ouro em uma pequena bolsa que achou em sua gaveta, enrolou o pergaminho e saiu porta afora. Em direção a terraço.
Depois de alguns minutos esperando uma coruja voou em sua direção. Era muito bela, e de porte médio. Suas penas eram em uma mistura de penas brancas, cinzas e negras.
Ramsay pousou em seu ombro e deu uma leve bicada carinhosa em sua orelha.
— E ai amigão?
Josh alisou suas penas.
Logo Ramsay entendeu a intenção e esticou a pata para receber a mensagem.
— Leva isso pro Isaac, ok?– a coruja acenou com a cabeça em confirmação, e levantou voo graciosamente.
Os dias seguintes foram extremamente calmos e normais. O único passatempo que Josh encontrou foi dar uma olhada nos seus livros novos. Um passeio pela amazônia tinha criaturas e plantas realmente interessantes, e ele perdeu algumas boas horas diárias folheando-o.
Apenas quando o dia 31 de agosto amanheceu foi que algo mudou.
Josh foi o primeiro e levantar, e quando chegou na sala de estar encontrou, acima da lareira, uma grande e bonita faixa verde. Com os dizeres, “ Feliz aniversario Chloe”
As poltronas tinham sido reorganizadas, E no espaço extra, deixado por elas, havia uma mesa. Com copos, algumas travessas de cristal vazias e garrafas de vários tipos de sucos.
Do outro lado, havia, na pequena escrivaninha, uma pilhas presentes com embalagens multicoloridas, no mínimo vinte presentes.
Ele deixou a sala, e foi para a organizada cozinha. Onde encontrou Neely preparando um bolo de ótima aparência. Era redondo, coberto por um glacê verde-claro, estava muito bem confeitado, e no seu topo estava escrita a mesma mensagem da faixa.
No fogão, haviam várias panelas, com os outros pratos que seriam servidos no almoço.
— Minha senhora lhe deixou uma carta – avisou a elfa. – Está em cima do balcão.
E ele avistou, apenas um bilhete escrito as pressas.
Pegou-o e voltou para a sala para ler.
Fomos para o beco diagonal, e talvez não consigamos voltar a tempo.
Se não voltarmos até as onze horas, vá até a travessa sinistra, receber algumas amigas da Chloe, que ficarão aqui até o embarque.
PS. Não se atrase.
Jé eram cinco para as onze.
Teve que se apressar, e depois de correr dez minutos chegou até uma rua.
Nenhum dos prédios presentes nela tinham janelas apontadas para a rua, e a iluminação era quase nenhuma.
Josh percebeu que estava quase vazia, exceto por duas garotas mais para o meio, em frente a um prédio verde.
Ele se aproximou, e reconheceu-as como Janette e Diana McDonald, sua ex-namorada.
As duas eram parecidas, loiras, olhos verdes, e bonitas. Elas eram primas. Diana ficou realmente vermelha ao ver Josh, que nem ligou muito.
Josh não costumava conversar muito com as amigas da irmã, por isso o único assunto que tiveram até a chegada no edificio Stolbridge foi a volta a escola.
Chegaram ao apartamento por volta de onze e meia.
As garotas ficaram realmente impressionadas com o surgimento da porta. A maioria ficava na primeira vez que via.
E ao ele viu que sua mãe e irmã haviam voltado. E decidiu ir diretamente para o quarto.
O almoço foi servido a uma hora da tarde.
Na mesa, haviam diversos tipos de comida nas travessas, que horas antes estavam vazias.
Mini hot-dogs, tortas de, pelo menos, três tipos. Um belo rosbife e algumas asas de frango. E é claro, o grande bolo.
Ficaram a mesa por no mínimo uma hora. Que Josh passou a quase total silêncio, apenas comendo. Respondia alguns comentários hora ou outra, e também, é claro, as encaradas de Diana.
Finalmente chegou a hora de abrir os presentes, e Josh percebeu que era a hora perfeita para se retirar. Apenas entregou seu presente para Chloe e foi para o quarto. De onde não saiu mais.
Quando a manha do dia seguinte , 01 de setembro aflorou. A casa parecia um campo de guerra, era barulho para todo os lados, objetos metálicos se chocando, livros e sapatos batendo no fundo dos malões. Só quando faltavam poucos minutos para as dez horas da manha foi que a confusão cessou.
Os irmão já tinham organizado tudo, então simplesmente carregaram a bagagem pelo corredor monótono, acompanhados pelas amigas de Chloe e pegaram o elevador. E em alguns minutos estavam na portaria. Ouviram como sempre o “Bom dia” do Gus, e partiram.
Fazia uma manha realmente admirável, o sol iluminava as árvores, as mães passeavam com seus bebes, outros passeavam com seus cachorros – cenas que provocaram grande desaprovação de Todd em sua gaiola – e depois de alguns minutos de caminhadas chegaram na rua onde Josh buscou as garotas no dia anterior.
Depois de se certificar que não havia ninguém observando, Chloë erguer a varinha na altura da cabeça.
Durante alguns segundo nada aconteceu, mas então
BUM…
Um grande ônibus vermelho-vinho apareceu.
Era realmente muito grande, com três andares e uns bons metros de comprimento. Em uma saída traseira um sujeitinho apareceu.
Usava um uniforme de cor e estilo idênticos ao do ônibus. Seu chapeuzinho fazia suas orelhas parecerem tao grandes quanto as de um trasgo. Tinha no máximo uns vinte anos e se apresentou como Josiah Greenstein, e se ofereceu para carregar as malas.
— Vamos para King’s Cross – anunciou Chloë e depois pagou o rapaz.
A viagem deve ter durado no máximo 10 minutos. E logo se depararam com a magnífica construção. Entraram la, o caminho até as plataformas não durou muito tempo, e logo avistaram um mar de pessoas, a maioria indo ate as plataformas nove e dez.
Josh viu alguns rostos conhecidos, e quando se deu conta Chloë já não estava mais ao seu lado, e sim conversando com as outras garotas a uma certa distância.
Haviam pessoas de todos os tipos. Magras, gordas. Altas e extremamente baixas. Pessoas de todas as idades. Josh esperou um pouco mas não viu ninguém conhecido então simplesmente pegou seu carrinho entrou em posição, olhando diretamente para a parede entre a plataforma nove e dez. Certificou-se que ninguém que não deveria visse a cena e então correu em direção a parede, mas no momento em que um impacto deveria acontecer ele simplesmente atravessou, e se viu em uma nova plataforma, essa com ainda mais gente que a anterior. E no alto, uma grande placa com os dizeres.
Plataforma 9³/4
O Expresso de Hogwarts
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