A ordem negra

4 Josh- O banquete e a surpresa.


Os garotos foram em direção, alguns metros antes da porta estava o Prof. Longbottom acompanhado dos assustados primeiranistas, vários cobertos de cinzas e queimados.

O salão principal estava lotado.

Nele haviam quatro mesas enormes, uma para cada uma das quatro casas, os quatro se dirigiram para o canto em que ficava a mesa da Sonserina, e conseguiram achar lugares ao lado de um cara que Josh tinha quase certeza que se chamava Ryan.

A excitação dominava o salão, pessoas conversando, rindo, fazendo brincadeiras. E só foi se acalmar uns dez minutos depois, quando o Prof. Longbottom entrou com os primeiranistas, um banquinho de madeira, e o conhecido chapéu seletor.

Se encaminharam até em frente a mesa dos professores. O banquinho foi posto la, e o chapéu em cima dele. Então por um rasgo na base do chapéu, que imitava uma boca, ele começou a cantar.

Bem, essa parte foi meio chata, então vamos pular para o que interessa.

— Quando eu chamar seus nomes – iniciou o Prof. Longbottom após o término da música do chapéu. –Deem um passo a frente, sentem-se no banco e serão selecionados para suas casas.

Todos os primeiranistas olhavam sem nem ao menos piscar, apavorados.

Josh tinha certeza que não estava assim no seu primeiro ano.

— Elas são – continuou o professor. – Grifinoria, Corvinal, Lufa-lufa e Sonserina.

Ele puxou um pedaço de pergaminho, estudou-o por um momento.

— Vamos ver quais os estragos desse ano. – sussurrou Isaac.

— É, ano passado foi um desastre. – concordou Josh. – Só um bando de trasgos.

Todos concordaram, alguns segundanistas fizeram cara feia. Mas afinal, quem se importa?

— Adams, William.

Um garoto miudinho de cabelos loiros saiu da traz do grupo, pela sua expressão, parecia estar desesperado.

— Hummm, – começou o chapéu – Vejo que está com medo, de que? Você me deixa em uma situação difícil, poderia se dar bem em duas casas mas sinto que Lufa-Lufa fará melhor a você. Isso mesmo, Lufa-Lufa.

Houve uma salva de palmas da mesa da Lufa-Lufa.

— Parece que a Lufa-Lufa vai ficar com os trasgos – brincou Thomas.

— È, acho que voltamos ao normal. – exclamou Isaac, que já parecia estar entediado.

A cerimonia continuou. Simone Audrey foi selecionada para Corvinal, e em seguida os gêmeos Belby foram ambos para a Lufa-Lufa. Um garoto de sobrenome Adenworth foi para a Sonserina e uma sequência de cinco ou seis alunos foram para a Grifinoria.

Isso durou mais no mínimo vinte minutos, e terminou com um Zabini entrando na Sonserina.

E então a diretora se levantou.

A professora Minerva McGonagall era uma mulher magra, e parecia muito frágil. Mas qualquer um que a conhecesse minimamente saberia que é exatamente ao contrário. Usava vestes pretas que terminavam em um grande chapéu pontudo.

Com apenas um aceno fez todo mundo se calar.

— Bom – começou dizendo. – Tenho alguns avisos a fazer.

Todos prestavam a atenção, como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

— A floresta da propriedade é extremamente proibida para um aluno. – ela advertiu, como fazia todos os anos. – Os zeladores, Srs. Alberstein pedem que os novos alunos procurem a lista de regras que está presente em sua sala. Magia não deve ser feita nos corredores, e qualquer tipo de duelo será severamente punido.

— Se eles nos pegarem – riu Jason.

Todos o acompanharam na gargalhada. Menos Josh, que apesar de olhar a diretora concentrado. Com certeza estava pensando em qual seria a melhor azaração para lançar em algum primeiranista no dia seguinte.

— Se vocês descumprirem as regras – continuou a diretora. – Irão perder pontos, que podem ser descontados por professores, a diretora, os monitores-chefe, e os monitores que apenas podem descontar pontos de sua própria casa.

Era impressionante como ninguém nem sequer desviava o olhar.

— Se fizerem algo correto, ganharão pontos. Esses que apenas poderão ser creditados pela diretora e pelos professores – Ela fez um gesto indicando os que sentavam ao seu lado. – No final do ano letivo, a casa que acumular mais pontos, ganhará a taça das casas. Essa é uma grande honra, então peço aos primeiranistas e, a alguns mais experientes – Isaac pode jurar que ela olhou fixamente para ele e os três ao seu lado. – Que não passem o ano todo se comportando como Caiporas, por que isso ira causas prejuízos a sua casa.

Os primeiranistas que já estavam nervosos agora pareciam estar ainda mais.

Jason e Thomas aproveitaram para fazer algumas pequenas ameaças para alguns dos novos alunos que se sentaram ha alguns lugares de distância deles.

— Sei que estão todos famintos – disse ela terminando o seu discurso.

Então bateu palmas duas vezes, e as mesas antes vazias se encheram dos mais variados tipos de comidas. Dês de tortas de carne moída, até alguns doces estranhos que Josh jamais provara antes, mesmo vendo eles todo dia.

Os amigos confiscaram para perto uma bandeja contendo asas de frango, outras com batatas assadas, alguns bolinhos de carne e uma garrafa de suco de maça.

Talheres rangiam, pessoas conversavam e riam. Essa confusão durou cerca de uma hora, ate que as bandejas de sobremesas finalmente sumiram.

Todos voltaram a atenção a mesa dos professores, onde mais uma vez, a diretora se levantou.

—Bem, agora temos alguns assuntos pendentes. – Ela reiniciou o seu discurso. – Primeiro, as mudanças no corpo docente.

Todos olharam a mesa de um lado a outro procurando o rosto desconhecido.

E la estava, um homem na faixa dos sessenta anos, magro, cabelos bancos e uma barba curta e um pouco falhada. Tinha vibrantes olhos azuis.

— Tenho orgulho de receber o novo professor de Defesa contra a arte das trevas Donalld Clivermorne – ela apresentou, e o estranho se levantou. Todos aplaudiram e ele deixou soar um “obrigado, obrigado” e seu sotaque deixou claro que era estrangeiro.– O Prof. Clivermorne que exerce a função de vice-diretor da seção dos aurores norte-americanos, mas que aceitou um acordo para lecionar em nossa escola durante esse ano tão importante.

Suas palavras foram recebidas com muita curiosidade. Um ano importante? Todos queriam ouvir mais.

— Muito bem – recomeçou a diretora. – Tradições. Com certeza são importantes em todo mundo, mas as vezes acabam sendo esquecidas. – Todos olhavam com apreensão, com certeza, coisas interessantes viriam dali.

— E é, com certeza, nossa função mantê-las e adaptá-las para os tempos atuais. O mundo bruxo antigamente tinha uma grande tradição, uma competição lendária, que acabou se perdendo ao longo dos anos. Várias vezes tentamos retomá-las, mas alguns acidentes impossibilitaram continuarmos a praticá-las.

Uma excitação invadiu o salão, com certeza a maioria já havia entendido o que ela queria dizer.

— Para os que ainda não entenderam – disse ela pausadamente enquanto arrumava uma mexa de cabelo particularmente revoltada para dentro do chapéu.– Eu estou falando do Torneio Tribruxo.

E então a falação começou, não houve pessoa alguma que deixou de fazer um comentário.

— Mas como comentei, as tradições devem ser adaptadas para as necessidades – falou ela. – E devido as múltiplas tragédias passadas, as regras foram totalmente mudadas. E a primeira tentativa, ira acontecer aqui, em Hogwarts.

Houve aplausos e gritos por todo o salão, e demoraram alguns bons minutos para o silêncio voltar.

— Esqueçam tudo que sabem sobre o torneio.– disse ela – O torneio tribuxo era uma competição entre três escolas de magia europeias, mas devido a falta de vontade de algumas, isso foi mudado. E os horizontes, expandidos. Por isso foram convidadas para essa nova tentativa, três escolas, de três continentes diferentes. E ambas aceitaram.

Mais vivas ecoaram pelo salão.

A diretora aparentemente se irritou, e aplicou o feitiço “sonorus” para resolver a confusão.

— As escolas convidadas foram, obviamente, Hogwarts – continuou ela entre os vivas. – E as escolas de Magia e Bruxaria de Castelobruxo e Ilvermorny.

Mais vivas ecoaram pelo salão, parecia impossível que um discurso pudesse ser feito.

Depois de no mínimo dez minutos o discurso pode continuar.

— Mas como eu dizia, mudança nas regras – continuou a diretora particularmente animada. – Antigamente o torneio TRIbruxo – ela deu uma boa ênfase no “tri” – Era disputada por um representante de uma das cada três escolas, competindo em três perigosas tarefas. A essência continua a mesma, exceto, que cada escola será representada por três alunos.

Mais vivas.

— O que dará uma perspectiva e dinamismo totalmente diferente. O campeão não estará sozinho, tera companheiros para ajudá-lo. Nos momento difíceis e em situações de vida ou morte – uma pausa para respirar. – Obviamente, as tarefas serão muito mais complexas e talvez até ainda mais perigosas.

— Por hoje é tudo. – ela disse. – As delegações de Castelobruxo e Ilvermorny chegarão no dia vinte e três de setembro, dia em que um funcionário de alto escalão da confederação internacional dos bruxos os colocará a par de todas as novas regras.

— E um último aviso – disse com severidade. – Se Hogwarts não ganhar, juro que tirarei pessoalmente cada ponto de cada estudante dessa escola. – a maioria riu, exceto os primeiranistas, que ainda não conheciam o humor da diretora. – As aulas se iniciarão na segunda-feira, e não há motivo para atrasos. Agora, todos para cama.

Todos levantaram ao mesmo tempo, o grupo decidiu esperar todos saírem antes, pare evitar confusões.

Quando o salão principal estava praticamente vazio, foi que eles levantaram. Foram muito lentamente em direção as masmorras.

O castelo agora, parecia emanar uma aura de excitação, e com certeza, antes do dia vinte e três ocorreriam alguns ataques de nervos.

O monitor chefe da Sonserina estava esperando os alunos na porta da sala comunal, disse a eles a nova senha “esmaguem os gringos” e os deixou passar.

A sala comunal da Sonserina era com certeza o melhor cômodo do castelo. Tinha paredes escuras, repleto de quadros de bruxos importantes que passaram por ali. Haviam algumas mesas e moveis espalhados pela sala, os detalhes em cor prata se destacavam muito na luz ver que emanava da mistura entra luz da lareira e o brilho verde que vinha das janelas da sala, que mostravam o fundo do lago negro.

A lareira, com certeza, era o ponto forte da sala. Era magnífica, toda detalhada em ouro o fogo crepitava lentamente aquecendo toda a sala. Ela era certada de diversas poltronas negras e muito confortáveis, que combinavam perfeitamente com os sofás, dispostos em outros cantos da sala.

Os garotos decidiram ir direto para o dormitório onde aproveitando que teriam os dois próximos dias livres, permaneceram em um papo muito animado, envolvendo torneio tribruxo, o quadribol, e novos feitiços que haviam estudado em casa.

O dormitório mesmo depois de apenas algumas horas sendo ocupado, já estava desorganizado, roupas para todos os lados, embalagens de doces. Ao lado da cama de Josh flutuava sua Firebolt, Josh havia aprendido esse feitiço com o professor de feitiços, um cara baixinho, no segundo ano.

Quando a conversa acabou, Josh puxou seu novíssimo exemplar de Um passeio pela amazônia e começou a folheá-lo.

Logo o sono veio. E ele adormeceu.