A nova garota
43 Ações e reações!
Notas iniciais
Eu tentei seguir Kanato pelo corredor, mesmo com pé machucado. Tive que tentar correr mancando já que ele já estava indo longe.
Atenção, nunca corram no escuro, principalmente se tiver um garoto na sua frente.
“Como assim, Thammy?” Bem... Vejam o que aconteceu...
Eu estava tento correr mancando em sua direção, e Kanato se virou para mim falando:
– Venha logo! – Mas então, eu já estava perto. E então eu tropecei e... Cai em cima dele.
E não foi tipo “eu cai e ele me segurou” foi mais tipo “EU VIREI UMA BOLA DE CANHÃO E NÓS DOIS FIZEMOS BUM!” Estou exagerando? Bem... Talvez um pouco...
Enfim... Eu cai com tudo em cima de Kanato, e consequentemente ele acabou caindo no chão também.
Coloquei os braços para frente, tentando amortecer a queda.
O resultado?
Bem... Lá estava eu, em cima de Kanato com os braços ao lado de sua cabeça. Como a autora ama clichês... Sério...
– D-Desculpa... – Eu gaguejei corada.
– Sai de cima de mim – falou meio autoritário. È impressão minha, ou o fato de que eu vou ter que obedecer Kanato por três semanas está deixando-o mais mandão que o normal?
– Claro “mestre” – falei com ironia enquanto tentava sair de cima dele. Meu pé machucado nunca ajuda em uma hora dessas – Mas teria sido bem mais fácil se você me carregasse – murmurei com mal humor enquanto me distanciava dele.
Ele se levantou, tirou a poeira e começou a andar.
Eu, com muita dificuldade, consegui o seguir.
Entramos em seu quarto. Era escuro (claro Thammy, está de noite) e tinha um monte de doces brinquedos e pelúcias.
Coloque a bolsa com minhas roupas em um canto, e em seguida me deitei na cama, pouco me fodendo se Kanato vai reclamar ou não. Só sei que estou morrendo de sono.
Senti o peso da cama mudar, indicando que Kanato se deitou. Por algum motivo, eu sorri. (Tá! É definitivo... eu sou uma masoquista).
Cheguei perto dele, o abracei e encostei minha cabeça em seu peito, usando-o como travesseiro.
Sério, eu tenho que parar de usar Kanato como um travesseiro... Mas ele é tão confortável.
– Thammy... Fique parada – Ele sussurrou roçando os lábios em minha orelha. Eu estremeci. Já estou prevendo o que vai acontecer. Não abri os olhos. Fiquei somente imóvel.
Senti-o puxar a manga de minha camisola, e morder meu ombro. Mordi o lábio tentando contar um gemido de dor.
– K-Kanato... – eu murmurei, mas não tentei empurra-lo. Eu falei que iria lhe servir... Então vou ter que lhe servir... Meu deus... Que inferno! Ele tirou as presas de mim, um segundo rindo.
– È tão engraçado – Ele disse me encarando com um sorriso macabro – Você tão quietinha e obedecendo ao que eu falo, como uma marionete! – disse acariciando meu rosto.
Comprimi os lábios tentando contar a vontade de lhe bater. Kanato me encarou dando uma risada macabra. Ho céus... Se eu soubesse que ia ser assim, eu iria preferir que até o Laito viesse me buscar... Ou melhor, iria preferir fica na companhia dos ratos!
Kanato me mordeu novamente, em minha clavícula. Fechei os olhos com força e mordi o lábio! Nossa! Isso é terrível! Eu estou tendo muita pouca defesa para meu gosto! Não sou assim... Mas... Trato é trato...
E eu queria estar morta!
E eu estou morrendo de sono, queria dormir, mas nãããão! Eu tinha que servir de bolsa de sangue!
– Kanato... – eu murmurei – Eu posso dormir? – perguntei em uma voz fofa – Estou com soninho – murmurei. (Por favor, me matem!).
– Teddy... – Ele murmurou para o urso – A Thammy acha que eu vou ser legal com ela... – Ele deu uma risadinha fofa.
– Eu não acho que você vai ser legal comigo. – murmurei – Mas que eu estou morrendo de sono, e você está me usando como bolsa de sangue, é um fato! – falei. Ele me lançou um olhar venenoso – Er... Por favor, Kanato? – acrescentei com uma voz fofa.
Viu Thammy, onde você foi se meter? Podia muito bem ter saído do quarto sozinha, mas você, a “gênia” decidiu fazer merda, de novo! Repreendi-me mentalmente.
Bem... E a maneira que Kanato me respondeu? Vejamos... Ele chegou bem perto e me mordeu de novo, com ferocidade, no pescoço.
Eu gemi de dor. Droga Kanato! Por quê? Puta que pariu!!!
Senti minha visão começar a ficar turva. Okay... Eu vou desmaiar? Pelo menos se eu desmaiar finalmente vou poder dormir. Né?
Mas não, Kanato decidiu tirar as presas de mim de ultima hora e falou:
– Vai ser chato demais se minha marionete desmaiar – falou fazendo bico. È isso, agora sou a marionete dele?
– M-Marionete? – perguntei perplexa.
– tem sangue escorrendo de seu pescoço – Ele observou, me ignorando. Eu me encarei. Realmente tinha um pouco de sangue escorrendo pelo meu pescoço, pelo meu ombro, e pela minha clavícula.
– Não... È suco de groselha – falei com ironia.
Mas ele me ignorou, e então passou a língua pelo local, limpando o sangue que estava escorrendo. Estremeci, dando sem querer, um suspiro.
Kanato me encarou como se eu fosse doida varrida. Eu corei igual á um tomate.
– B-Bem... – eu comecei a gaguejar – Olha! Meu pijama ficou melado de sangue... E-è melhor eu ir trocar... – Falei.
Fui mancando até minha bolsa com as roupas, onde tirei o primeiro pijama que vi, e entrei no banheiro.
Me olhei no espelho. Esta corada igual á um tomate. O que foi aquilo? Sério... De repente, lá estava eu, normal, tentando não dar um soco na cara dele... E então de repente eu fico excitada? Acho que peguei a peste do Laito... Só pode.
Eu olhei meu pijama. Eu usei como desculpa para me afastar de Kanato, mas realmente estava manchado de sangue. Eu suspirei.
Vi o pijama que eu tinha pegado. Há... Puta que pariu... Era um que Mika tinha me dado.
Era uma camisola curta, e de regatinha.
Não acredito! Dá próxima vez eu mesma quem vou buscar minhas roupas! Eu sai do banheiro, hesitante. Coloquei a cabeça para dentro do quarto, para me certificar que Kanato estava dormindo.
Assim que vi a cena, eu engasguei!
Lá estava ele, acordado, com os olhos bem abertos enquanto abraçava o ursinho dele.
Senti sangue escorrendo de meu nariz. Meu deus do céu... Ele fica tão perfeito desse jeito!
Espera? Perfeito? Thammy! Você precisa de um psicólogo! Pensei enquanto resistia a vontade de bater minha cabeça na parede inúmeras vezes até eu desmaiar, para parar de ficar excitada com Kanato.
– Que roupa é essa? – ele perguntou apontando para mim. Eu corei igual á um tomate.
– Foi você quem pegou, lembra? – falei com raiva. Fui cambaleando até a cama e me deitei ao seu lado, corada.
Tentei resistir o impulso de usar Kanato como um travesseiro. Mas pareceu meio difícil, principalmente quando eu podia sentir suas costas roçando na minha.
Então, a minha parte desinibida venceu! Eu abracei Kanato, e encostei minha cabeça em suas costas (já que ele estava virado para o outro lado).
– O que você está fazendo? – o ouvi perguntar. Planeja alguma desculpa, Thammy!
– E-eu... – engoli um seco – Estava somente lhe deixando mais confortável, mestre! – falei com uma voz fofa. POR FAVOR, ME MATEM!
– Ela deve estar se aproveitando de mim de novo Teddy... – o ouvi falar com o urso, bem baixinho.
– Hey! – falei corada – Não é minha culpa se você é um vampiro confortável... – murmurei escondendo meu rosto em suas costas.
Nossa... Kanato tem um cheiro tão bom! Parece algum tipo de mistura de açúcar algodão e sabão! Um cheirinho tão gostoso...
E... Desde quando eu noto o cheiro dos outros?
– Pare de ficar cheirando! – ordenou Kanato. Eu engoli um seco e estremeci.
– T-Tá... – murmurei. Mas pareceu meio difícil me separar dele. Kanato se virou para me olhar, me lançando um olhar venenoso.
– Eu mandei parar! E é para você obedecer minhas ordens! – disse levantando a voz.
Eu assenti, meio constrangida. Afinal, não posso fazer nada a não ser concordar e ficar quieta.
Como eu realmente acho Kanato confortável (e vivo falando isso) eu me aproximei e ao abracei de novo, deitando minha cabeça em seu ombro.
– Boa noite Kanato – murmurei depositando um beijo em sua bochecha.
Acho que nessa hora ele foi se virar para encarar, e então seu lábio meio que roçou no meu.
Nos encaramos durante um segundo, e eu, por impulso, talvez, me aproximei dele, e o beijei.
E o mais surpreendente... Ele retribuiu, inverteu nossas posições, ficando em cima de mim.
Passei os braços em volta de seu pescoço, trazendo-o para mais perto. Pedi passagem com a língua, e ele cedeu. Nosso beijo estava intenso, com nossas línguas formando uma dança sensual.
Senti sua mão, meio hesitante, entrar em minha camisola e ir subindo, acariciando minha coxa bem lentamente. Eu percebi que ele estava meio tímido.
Enfiei minhas mão dentro de seu pijama, acariciando suas costas magras. Provavelmente isso deve ter servido de incentivo, já que o beijo se tornou cada vez mais selvagem e intenso.
Meio hesitante, coloquei as mãos dentro de sua calça e apertei sua bunda.
Percebi que ele deu um salto no meio do beijo, ao mesmo tempo em que soltou um gemido.
Suas mãos subiram pelo meu pijama até chegar em meus seios, onde ele os apertou.
Soltei um gemido abafado pelo beijo. Ho, doce luxúria... Pensei.
Seus lábios descolaram dos meus, para começar a trilhar um caminho de beijos pelo meu pescoço. Há... Como é possível que ele beije tão bem? Pensei corada enquanto deixava um gemido escapar de meus lábios.
Eu inverti nossas posições, ficando em cima dele. Beijei seu pescoço, deixando alguns chupões no caminho. Eu não sou muito experiente nesse assunto, mas acho que estou fazendo certo...
Eu hesitante, muito hesitante, coloquei a mão dentro de sua cueca, e toquei no local.
Kanato deu um gemido alto. Levei meus lábios aos deles novamente, abafando os seus gemidos.
Comecei a massagear o local, as vezes fazendo um movimento de vai-e-vem... E eu surpreendentemente gostei de fazer isso.
Antes que eu pudesse terminar o "trabalho" Kanato inverteu novamente nossas posições, ficando em cima de mim. Ele tirou minha camisola, e jogou em algum canto.
Eu não coloco sutiã para dormir, por isso meus seio ficaram amostra. Mas por incrível que pareça, no momento eu não me senti constrangida.
Kanato segurou minhas mãos ao lado de minha cabeça, e então abocanhou meu seio direito.
Eu arqueei as costas enquanto dava um alto gemido. Ao mesmo tempo em que ele chupava e lambia um, massageava outro usando uma mão, enquanto a outra segurava meus pulsos em cima da cabeça.
Me pergunto de onde ele tem tanta experiência assim! Mexi minhas mãos meio impaciente, um ato involuntário. Estava em busca de mais contato!
Senti suas presas perfurando meu peito, mas não liguei! Nesse momento estava excitada demais para me incomodar com isso! Ao mesmo tempo em que mordia, lambia e extensão de meu peixo, deixando-me cada vez mais excitada.
– K-K-Kanato... – eu gemi seu nome, bem alto e agudo.
E então...
Ele tirou as presas de mim, me encarou, e eu encarei ele.
Foi como um tapa na cara. De repente, nós percebemos o que estávamos fazendo!
Eu corei igual á um tomate, e Kanato também. Nós dois saltamos um para longa do outro. Corri para pegar minha camisola de volta e a vesti.
Eu e Kanato trocamos um olhar constrangido.
– B-boa noite Kanato – Falei rapidamente me deitando de costas para ele, me deitando o mais longe possível! Que dane-se o travesseiro! Não estou nem um pouco afim de passar por aquilo novamente!
Discretamente eu levei os dedos até os lábios e os toquei. Estavam meio inchados por causa do beijo. Eu nem vou dizer que corei, pois já estou mais que vermelha nesse instante!
Acho que provavelmente não vamos conseguir nos encarar por semanas! Isso resolveria o problema de eu ter feito o “trato”, mas... Eu realmente iria preferir ser uma “marionete” agora...
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