A nova garota
44 Algemados
Notas iniciais
Durante uns dias, eu a Kanato não trocamos uma palavra, constrangidos demais para ao menos olhar um para o outro! Provavelmente ele até se esqueceu de que eu devia obedecer ele durante três semanas.
ERRADO!
Tá, nó realmente ficamos muito envergonhados e tal, mas ele não se esqueceu que eu devia ser sua “marionete” (como ele diz)
Ele é totalmente frio, me dando ordens, me mandando fazer aquilo, isso e a tal! E é um INFERNO!!!!!!!!!!
Somente quando ele não está me dando ordens que ocorre o que eu falei lá em cima... Sinceramente, entre ficar em um clima de constrangimento eterno com muita vergonha e virar uma marionete para obedecer ordens, eu prefiro a marionete!
E nesse momento, acho que ele não encontrou nenhuma obrigação para me dar, por isso estava lá, nós dois nos encarando discretamente, extremamente envergonhados.
Eu realmente quero que ele me dê um orem! È bem melhor do que ficar nesse clima pesado. E também acho que é por isso que ele fica toda hora me mandando fazer coisas. Às vezes até meio inúteis!
–Thammy! – Ele chamou com uma voz autoritária, indicando que queria me dar algum tipo de ordem. Eu agradeci mentalmente por quebrar o clima constrangedor.
– O que foi, Kanato? – perguntei.
– Vá buscar pudim para mim – falou sem nem me encarar.
– Pudim? – perguntei.
– Sim! – disse me lançando um olhar de superior – E não coma no meio do caminho! Aliás, eu duvido que alguém como inferior como vê consiga realizar essa simples tarefa. – disse com crueldade.
Tá, isso é malvado? È! È cruel? È! Eu quero dar um tapa na cara dele? Sim! Mas se eu prefiro isso ao ficar com vergonha igual á uma idiota? SIM!
Enfim... Eu revirei os olhos e me levantei do sofá, e tive que seguir um longo caminho até a cozinha, pegar o pudim do Kanato na geladeira e voltar. Eu fiz o caminho mais longo. Realmente prefiro evitar o máximo possível falar com ele!
Assim que voltei, eu lhe entreguei o pudim, sem falar uma palavra se quer, e logo me sentei em um sofá que fica no outro lado da sala.
Sabe... Meu pé já melhorou um pouco, eu já consigo andar normalmente. Só dói um pouco, mas nada revelante.
Nesse momento, entrando na casa, apareceu Mika.
– Oi pessoal! – ela gritou assim que estrou na casa.
– Oi! – murmurei me levantando do sofá – Mika! Eu preciso urgentemente falar com você!
– Porque? – ela perguntou – o que foi?
– Nada! Somente me acompanha! – falei segurando seu pulso, e a levando até o outro lado da casa.
– Calma Thammy! Não corre! – Ela murmurou franzindo a testa.
– È que é algo muito importante – murmurei.
– Fala logo o que é! — Ela disse assim que paramos.
Eu olhei para um lado e para o outro, me certificando que não tinha nenhum vampiro aqui.
– Bem... Como te contar? – Eu murmurei constrangida e corando – Sabe... Esses dias, apareceu um ninho de ratos no meu quarto...
– E...- Ela murmurou animada.
– E então, era tanto, que eu mal podia sair de cima da cama! Então pedi para um dos meninos me tirar de la!
– Hmmmm... Então eles te carregaram no colo? – ela perguntou maliciosamente.
– ESPERA EU TERMINAR DE FALAR! – gritei corada – Enfim... Eles disseram não, é obvio. E então eu disse que seria submissa por uma semana de quem me buscasse.
– Você não fez isso... – murmurou Mika chocada, mas rindo – Você não fez isso Thammy – Ela disse me pegando pelos ombros e me balançando.
– Posso terminar de falar? – murmurei corada;
– Sim! – Ela disse com um gritinho histérico.
– Enfim, acabou que eles vieram todos tentar me pegar, e ficaram toda hora brigando em vez de vir me buscar, e acabou que Kanato me pegou...
– AI MEU DEUS! – Mika gritou, seguido por um enorme grito histérico – Ai meu coraçãozinho shippador!
– MIKA! CALMA! – pedi corada – Posso terminar logo de falar? – perguntei constrangida. Ela assentiu.
– Enfim, ai eu falei para ele pegar minhas roupas no armário, e se ele fizesse o prazo seria de três semanas, e talz... E para de fazer essa cara!
– Não dá! – disse Mika dando uns pulinhos histéricos – Meus shipps está dando certo! Não tem como eu não ficar feliz!
– Então aquieta o cu! A historia vai ficar pior... – murmurei.
– Conta logo!
– Bem... Eu acabei tendo que dormir no quarto dele e...
– O QUE??? – Mika perguntou animada!
– Posso terminar de falar?
– Vai! Continua! – Ela disse mordendo o lábio de animação.
– Enfim... Então aconteceu que eu fui dar um beijo de boa noite na bochecha dele, e então sem querer nossos lábios se encostaram e... – as palavras me faltaram. Ai meu deus! Como eu prossigo agora? Olhei para Mika, que me encarava com um sorriso malicioso.
– Se você fizer essa cara, vai ser mais difícil eu falar – murmurei corada igual á um tomate.
– Tá legal! Vou tentar – Ela disse sorrindo.
– Enfim... – eu suspirei contei até dez... – Acabou que a gente teve um tipo de... Clima...
– Tipo de clima? – Perguntou confusa. Eu realmente sou tão enrolada para explicar que até Mika não entendeu?
– Sim... Bem... Tipo... A gente trocou uns beijos... – Eu abaixei a cabeça corada, e então falei bem baixinho – As coisas ficaram intensas... E-eu... Eu toquei no “coiso” dele... Ele lambeu meu peito – quando terminei de falar, acho que só daria para ouvir se usassem um megafone. Mas por incrível que pareça, Mika escutou.
Ela segurou meus ombros, e de um enorme, agudo e alto grito histérico.
– MEU DEUS THAMMY! – Ela falou pulando de alegria – ESTOU SHIPPANDO! ESTOU SHIPPANDO! ESTOU SHIPPANDO!!!!
– Cala a boca Mika! – falei olhando em volta, corada.
– Espera... Uma pergunta... Vocês usaram camisinha? – Ela perguntou em um sussurro.
– NÃO! – gritei corada – N-não chegou a esse ponto! Nós, percebemos o que estávamos fazendo a tempo, antes de isso acontecer – falei cruzando os braços, corada.
– Hmhmm... Sei – Ela disse com ironia.
– Porque essa gritaria? – Perguntou Ayato, aparecendo de repente.
– Porque a Thammy disse que quase transou com o Kanato – Falou Mika sem nem piscar.
– MIKA! –eu gritei corada – PUTA QUE PARIU!!!!!!! NÃO CONTA!!!! – falei lhe dando um empurrão.
– Não contar o que? – Perguntou Laito aparecendo de repente também. AI MEU DEUS! VIROU A FESTA DA UVA AGORA?
– Que a Thammy e o Kanato transaram – murmurou Ayato rindo.
– NÃO FOI ISSO! – Gritei corada.
– Ora, ora Bitch-chan está ficando safada – murmurou Laito rindo.
– E-eu não... – gaguejei.
– Se bem que eu ouvi uns barulhos vindos do quarto do Kanato esses dias – disse Ayato me lançando um sorriso malicioso.
– GENTE! NÃO FOI O QUE ACONTECEU!!!!
– Kanammy! Kanammy! Kanammy! – cantarolou Mika dando uma dancinha escrota.
– Por favor, calem a boca! – pedi! CÈUS! NINGUÈM ME ESCUTA NESSA CASA??????
– O que está acontecendo? – a voz de Kanato ressoou no corredor. Há! TINHA QUE PIORAR TUDO, NÈ?????
– Bem... – Mika começou a falar – A Thammy me disse algo sobre vocês dois terem quase transado, e então apareceu Ayato perguntando o porque estava gritando, e eu disse que você e a Thammy quase tinham transado, e então apareceu Laito perguntando o que estava acontecendo, e Ayato disse que você e a Thammy tinha transado! – Ela falou tão rápido, que fiquei surpresa ao entender o que ela estava falando.
Só sei que, nesse momento Kanato engasgou, e me encarou perplexo. Eu também fiquei perplexa, sem saber o que falar. Só tem uma coisa que eu posso fazer que é:
– MIKA! – gritei corada – PORRA! EU FUI FALA PARA VOCÊ E TU FICA ESPALHANDO! – Sim, a única coisa que posso fazer é culpar a Mika! Não me olhe assim! ESTOU DESESPERADA! PORRA!
– Bem! – Ela suspirou – Então, eu , a “psicóloga” deduzo que vocês dois estão com problemas de relacionamento, né?
– NÃO! A – Eu e Kanato gritamos ao mesmo tempo, corados. Nós nos encaramos, trocamos um olhar constrangido, e desviamos o olhar.
– Okay! – Mika disse rindo – Tenho uma maneira eficaz para ajuda-los a se relacionarem melhor!
– O que? – Eu e Kanato perguntamos.
– Isso! – Ela disse tirando uma algema da bolsa, e em um ato rápido o suficiente para não desviar, ela prende no meu pulso e no de Kanato.
– VOCÊ ANDA COM UM ALGEMA NA BOLSA? – perguntei perplexa.
– Não – ela disse – É que minha mãe é policial, e ontem ela tinha pegado uma bolsa minha emprestada, e esqueceu essa algema e uma chave aqui dentro! Eu ia devolver a ela quando voltasse a casa, mas... – Ela deu um riso malicioso.
Eu e Kanato nos encaramos. Tentamos puxar a alguma ao mesmo tempo, mas não dá! Estamos presos!
– Mika! Um dia ainda te mato! – falei borbulhando de raiva e vergonha.
– Me agradeça depois! – Ela disse piscando um olho, e então andando pelo corredor e sumindo de vista.
– Boa sorte vocês dois! – murmurou Ayato rindo, e então sumiu.
– Parece ser uma ideia engraçada, Bitch-chan... – disse Laito com um sorriso malicioso, e depois sumiu.
Deixando somente eu e Kanato. Ele puxou a mão, e consequentemente a algema fez com que minha mão fosse puxada junto.
– Nós temos que tirar isso! – falei rapidamente.
– Teddy! Estou acorrentando á Thammy! Socorro! – ele murmurou para o urso.
– Não quer sair! – murmurei puxando minha mão, fazendo com que a mão de Kanato fosse puxada junto também.
Nós nos encaramos meio constrangidos, com raiva, com fúria, com vergonha.
Mas de uma coisa tenho certeza!
NÓS DOIS QUEREMOS MATAR A MIKA!
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