Notas iniciais
Essa é a minha primeira fanfic Rizzles, tem muita fanfic boa sobre a Jane e a Maura por isso peguem leve comigo. A minha proposta aqui é ousada, a Maura e a Jane não se conhecem, elas não são amigas e elas vão se conhecer aos poucos, talvez não agrade a muita gente,mas é isso.

Jane conversava com uma mulher através de um site de relacionamento há alguns meses, mas ela não sabia como era essa mulher, nunca a viu, nem por fotos, contudo as conversas eram agradáveis, as duas eram bastante ocupadas e por isso se entendiam muito bem, Jane já perdeu algumas namoradas por conta do trabalho, decidiu dessa vez encontrar alguém que entendesse a importância do que ela faz. As duas querem muito se ver e por isso marcaram um encontro, Jane fez reservas em um restaurante italiano, mas não conseguia conter o nervosismo.

Será que vou gostar dela? Será que ela é bonita? Jane beleza não é o mais importante né.

Ela abriu o guarda roupa e olhou para as suas roupas do trabalho, em um canto escondido havia alguns vestidos que Angela comprou para ela, mesmo Jane não gostando de vestidos a ocasião pedia uma roupa diferente da que ela usava no trabalho. Ela optou por um vestido preto colado, prendeu os cabelos, procurou uma caixinha de joias e pegou um par de brincos, fez uma maquiagem leve, e olhou para seu salto meia pata, não lhe agradava a ideia de se equilibrar naquele salto alto, mas sendo policial Jane sabia que quando se vai a guerra tem que ir armada. Ela pensou em ligar para mãe e perguntar se estava bem vestida, mas sabia que o furacão Angela faria inúmeras perguntas as quais ela não queria responder.

— É isso Jane, se não tiver coragem vai sem coragem mesmo_ Ela disse para si mesma tentando se acalmar.

Longe dali Maura discutia com uma amiga.

— O jantar é hoje?

— Sim.

— E você tem uma viagem de negócios.

—Sim.

— E quer que eu vá no seu lugar, para que a...

—Jane.

— Para que a Jane não jante sozinha.

— Isso Maura, por favor_ A mulher de cabelos castanhos e olhos verdes estava implorando.

— Verônica, porque você não falou com ela? Você poderia ter ligado para ela, com certeza a Jane iria entender.

— Pois é, mas agora não dá mais tempo, ela já deve estar no restaurante. Então Maura?

— Eu não sei.

— Maura é um favor para uma amiga. A Jane é inteligente, engraçada, eu prometo que a noite não será entediante.

— Você sabe que eu não consigo me relacionar bem com as pessoas, e o que eu devo dizer? A Verônica não pôde vir e me mandou como presente.

— Bem... Se fosse verdade você seria um belo presente, veja nem precisa se arrumar, basta retocar a maquiagem você sempre está impecável.

Quando estava na porta do restaurante Maura ligou para Verônica.

— Porque mesmo estou fazendo isso?

— Porque sou sua única amiga? Porque eu vou ficar te devendo uma? Vou doar muito dinheiro para caridade?

— As três coisas.

Maura desligou e perguntou a um funcionário qual era a mesa da Jane Rizzoli, o homem levou-a até a mesa, quando viu Maura se aproximando Jane levantou e a cumprimentou, as duas sentaram e ficaram alguns minutos se encarando, Jane tinha várias perguntas para Verônica, sem saber que a mulher sentada com ela não era Verônica.

— Então..._ Jane começou_ O que irá pedir?

Sério Jane? É isso mesmo? “ Então o que irá pedir”, ela vai pensar que você é idiota, cadê aquele discurso que você preparou? Parece uma adolescente tímida.

Maura pegou o cardápio e abriu.

— Esse Gnocchi me parece muito bom e para beber eu prefiro vinho, o que acha?

— Que escolherei o mesmo que você_ Jane sorriu, mas ela estava mesmo era pensando no preço do vinho, não falou com Verônica sobre dividir a conta nem nada do tipo e não seria deselegante.

— Você gosta de documentários?_ Perguntou Maura tentando ser simpática.

— Aprendi a gostar, quando chego tarde do trabalho e não tenho sono acabo vendo alguns documentários, não posso dizer que fico sempre acordada, mas alguns são interessantes.

Maura estava tentando lembrar qual era o trabalho de Jane, olhou para morena analisando seu porte e seu modo de se comportar, até que lembrou.

— Deve ser exaustivo ser detetive.

— Sim, como eu te disse no meu trabalho sou a única mulher detetive, tive que conquistar meu espaço aos poucos, mas por sorte tenho ótimos amigos _ Uma lágrima quase se fez presente quando ela lembrou de Frost_ Nem sempre conseguimos pegar os caras maus e quando isso acontece me sinto de mãos atadas.

A comida foi servida e elas continuavam a conversar, para surpresa de Maura, Verônica estava certa, Jane era uma ótima pessoa, sua companhia era bastante agradável, mas ainda sim Maura precisava dizer que não era a Verônica caso Jane quisesse terminar a noite com um beijo. As duas haviam acabado de comer e os pratos foram retirados, Maura tomou mais uma taça de vinho para criar coragem.

— Jane eu adorei te conhecer, você com certeza é uma ótima pessoa...

— Mas...

— Mas eu não sou a Verônica, desculpe ela precisou ir a uma viagem de última hora e me pediu para jantar com você, ela não queria te deixar só.

Jane sorriu sem graça_ Bem...Isso é melhor do que levar um fora eu acho, quer saber você também é uma ótima pessoa, eu realmente adorei te conhecer, você não é lésbica é?

— Não_ Maura sorriu_ Acho que a Verônica não iria me mandar aqui se soubesse que eu poderia me apaixonar por você.

Uma mulher da mesa ao lado passou mal e caiu da cadeira, Jane levantou da mesa e gritou.

— Precisamos de um médico! Alguém aqui é médico!?

— Eu sou legista_ Disse Maura.

Um dos homens que estava servindo olhou para Maura e disse_ Volte outra hora talvez ela esteja pronta para você_ Jane olhou para o homem de um jeito que o fez ter medo_ Desculpa eu faço piadas sem graça quando estou nervoso.

Maura ajoelhou e sentiu o pulso da mulher.

— Parada cardíaca_ Maura iniciou as massagens cardíacas, enquanto Jane chamava uma ambulância , Jane afastou os curiosos e estava torcendo para Maura salvar a mulher, os paramédicos chegaram e Maura interrompeu as massagens_ Ela vai ficar bem? _ Maura perguntou a um dos homens.

— Ela tem sorte

de termos uma médica no restaurante, bom trabalho doutora.

Elas dividiram a conta e Jane saiu com Maura do restaurante, a doutora andou até o seu carro, um Lexus preto que fez Jane babar.

— Sério, esse é o primeiro encontro mais emocionante de toda a minha vida! _ Disse Jane empolgada_ Dizem que o meu trabalho é legal, mas o que foi aquilo?

— Eu não fiz nada demais Jane_ Maura sorriu.

— Modéstia não combina com você, claro que você fez, você salvou a vida daquela mulher.

— Um caso a parte, normalmente eu não salvo vidas, os meus pacientes já chegam até mim mortos, o que posso fazer é descobrir o que aconteceu com eles.

— O que não tira a importância do seu trabalho, nós detetives dependemos muito de vocês legistas, apesar de não admitirmos, claro, é como uma pequena guerra interna_ Jane gargalhou.

— Boa noite Jane.

— Boa noite Maura.

— A Verônica vai te ligar quando ela puder, você sabe ela é bastante ocupada, mas ela é uma boa pessoa_ Maura se aproximou de Jane e beijou o rosto da morena.

Aquela noite Jane sentia dificuldades para dormir, deitou de todos os lados, mas não importava Maura sempre lhe vinha à cabeça, ela não sabia se queria continuar conversando com a Verônica, de repente aquilo que elas tinham não parecia certo, nem era um relacionamento real, eram como amigas virtuais, mas Maura sim era real, com Maura ela teve uma noite agradável, eram os sorrisos tímidos de Maura que não saiam da sua cabeça, a voz doce da loira.

— Jane Rizzoli dessa vez você vai enlouquecer_ Jane colocou um travesseiro cobrindo o rosto_ Mulheres hetero não deveriam ter aquela beleza!

Jane dormiu e quando acordou ouviu um barulho na cozinha, ela abriu a gaveta da escrivaninha e pegou a sua arma, com a arma nas mãos ela andou até a cozinha mantendo todo o cuidado para não assustar o possível ladrão, mas não havia ladrão, era apenas Jo Friday que havia rasgado um enorme saco de ração, a ração estava espalhada por toda a cozinha. Jane colocou a arma no balcão e olhou para o animal.

— “ Jane veja esse pobre cadela abandonada, não tenho mais espaço na minha casa para tantos cães, os vizinhos estão me ameaçando, você pode tomar remédio para alergia” _ Jane disse essas palavras imitando a voz do Korsak_ Veja só o que a pobre cadela me causou, terei que limpar toda essa bagunça, eu ia te levar para o parque essa tarde, mas estou pensando em não fazer.

A cadela deitou no chão com olhos tristes, o que fez Jane abaixar e passar a mão na cabeça dela.

— Tudo bem, sua chantagista emocional, nós vamos ao parque, mais nada de repetir esse feito ouviu?

A cadela levantou do chão e latiu.

— É , acho que você entendeu.

Jane limpou toda a bagunça e fez o seu café, quando terminou de tomar o seu celular tocou.

— Rizzoli, sim estou indo, qual o endereço?

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Continuo ou devo parar?