A mulher certa para mim

2 Jane contra o novo legista


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês,esse capítulo já estava pronto, na verdade eu tenho mais dois capítulos prontos, contudo eu estava esperando para saber se vocês gostaram, e sim, vocês gostaram. Vamos lá pessoal me motivem, favoritem, indiquem a fanfic as amigas... Depende de vocês a atualização dessa semana. Quero fazer uma pergunta, para vocês capítulos com mais de duas mil palavras se tornam chatos?

Jane chegou ao local do crime e antes de ver o corpo foi chamada por alguém.

— Ei! Ei Jane!_ O homem tentou ultrapassar a fita amarela colocada pela polícia, mas um dos policiais no local o afastou com as mãos _ Ei Jane diga para esse azulzinho que eu sou seu melhor informante!

Jane se aproximou da fita amarela e pediu para o policial se retirar.

— Então Gregory o que você tem pra mim?

— Meu carro precisa de gasolina...

Jane retirou uma nota do bolso e entregou para ele, que colocou o dinheiro contra o sol tentando ver se era falsa.

Inacreditável isso, ele acha que eu ando por ai com dinheiro falso._ Pensou Jane.

— Talvez esteja faltando cerveja na minha gela...

— Gregory é o seguinte, ou você sabe de algo ou não sabe, ou você fica com esse dinheiro ou não fica.

— Tá bem, tá bem, esse cara estava normal, ele comprou um hambúrguer , comeu e eu vi quando ele saiu da lanchonete, mas ele andava estranho e parecia tonto, eu segui ele e vi quando ele caiu do nada, apareceram uns moleques e roubaram o dinheiro dele.

— Uns moleques, sei... Não sabe de mais nada?

— O que eu sei é que não como mais aqui.

— Tudo bem Gregory, se souber de mais alguma coisa me procure.

Jane entrou na lanchonete, mostrou o distintivo e recolheu o hambúrguer que o homem estava comendo, colocou em um saco para evidências e saiu do lugar. Ela andou até o corpo, o homem estava retorcido e a expressão no seu rosto demonstrava dor, sua boca apresentava uma espuma branca.

— Qual o nome dele?_ Jane perguntou a Frankie.

— Ângelo Rodriguez, ele não é casado, trabalha como corretor de imóveis e não encontramos dinheiro na sua carteira.

— Gregory disse que uns moleques apareceram e o roubaram depois que ele caiu.

— Uns moleques né?

— Eu vou falar com ele depois, já tentei dizer para não pegar o dinheiro das vítimas, mas ele não aprende, terei que prendê-lo da próxima vez_ Ninguém mais viu alguma coisa?

— O dono do restaurante disse que o cara já entrou passando mal, ele suava muito e parecia ter dores no estômago, também não conseguiu dizer o que queria, apenas apontou para o cardápio.

— De qualquer forma pode levar isso para o legista?

— Não temos legista.

— O que? O velho George se demitiu?

— E você nem sabe porque né Jane?_ Disse Frankie insinuando algo.

— Por minha causa é que não foi. E como ficamos?

— Cavanaugh encontrou alguém e a pessoa vai começar a trabalhar hoje mesmo, na verdade ele já havia feito à contratação, George avisou previamente que estava se demitindo, ouvi falar que esse novo legista é estranho.

— Estranho como?

— Prefere os mortos as pessoas vivas.

— E todos não são assim?_ Os dois gargalharam.

— Cuida disso pra mim? Eu não quero esperar esse legista, preciso comprar comida.

Jane já estava longe quando Frankie gritou.

— Cerveja não é comida!

Quando chegou a Divisão de Homicídios, Jane foi diretamente para os dois homens que estavam analisando algumas fotos.

— Jane_ Disse Korsak _ Quer se juntar a nós?

— Agora não, na verdade eu quero conhecer o legista.

— Ela diz “conhecer” e eu entendo “atormentar”_ Korsak riu.

— Haha, quem vem comigo?

Frankie levantou a mão. Eles estavam perto do necrotério, chegaram à parte onde tem vidros e Jane colou o rosto em um dos vidros querendo ver o cara. A legista virou de perfil e Jane não acreditou no que estava vendo, fechou os olhos, respirou e olhou de novo, quando a legista virou-se de frente Jane abaixou.

— Abaixa agora!

Frankie abaixou sem entender nada.

— Você conhece a legista nova?

— Porque ninguém me disse que era uma mulher?

— Você não nos perguntou, então é uma ex-namorada ?

— Não.

— Vocês transaram e ela não gostou?

— Não! E nós dois não falamos sobre isso.

— Você conhece ela?

— Sim, jantamos juntas uma vez_ Jane omitiu o fato que o jantar havia sido ontem.

— Ok, já que estamos aqui abaixados, posso te mostrar o presente que comprei pra minha namorada?

— Sim, vai mostra logo!

Frankie tirou do bolso uma caixinha onde havia dois brincos, Jane pegou o brinco nas mãos, ela não gostava de usar acessórios, mas aprendeu a ter bom gosto com as mulheres que saia.

—Com certeza ela irá gostar são lindos!

Jane ouviu passos e sabia que Maura estava saindo da sala, sem pensar ela jogou um dos brincos no chão e começou a fingir que estava procurando. Quando Maura saiu da sala Jane gritou .

— Achei! Aqui está Frankie- Ela levantou_ Eu disse que você tinha deixado cair por aqui.

— É, eu deixei cair_ Frankie disse com uma expressão de “ eu te mato”.

— E agora pode resolver os seus assuntos.

— Claro, eu já vou.

Jane virou-se para Maura.

— Jane, muito bom te ver novamente.

— Eu digo o mesmo, porque não me disse que era a nova legista da divisão de homicídios?

— Eu não tinha certeza se ficaria em Boston ou se iria para Nova York.

— Entendo, está gostando?

— Bem, eu não pude conhecer muito do lugar, mas me parece agradável. Ouvir falar que o outro legista desistiu por sua causa.

— Já estão fazendo fofoca!? Saiba que isso não é verdade, ele saiu porque já estava na hora de se aposentar, é claro que eu contribui porque não gostava dele, mas não podem colocar a culpa toda em mim.

— Precisa de algo?

— Não, porque?

— Estamos na porta do necrotério, pensei que quisesse saber de algo.

— Ah, tem alguma informação nova?

— Eu mandei as substâncias do estômago, da boca dele e do hambúrguer para analise.

Elas estavam andando agora.

— Como você acha que ele morreu?

— Eu prefiro esperar a analise.

— Sério? Vai Maura, diz um palpite.

— Jane não me peça isso.

Jane usou sua “cara do gato de botas” e convenceu Maura.

— Tudo bem, não é um palpite, eu não estou dizendo que essa é a causa, mas que é bem promissora, talvez ele tenha sido envenenado.

— Eu sabia!

— Jane, o que eu acabei de dizer?

— Que não tem certeza, mas eu tenho, sabe quantos casos já resolvi com palpites ou intuições? Vários casos.

— Eu prefiro ter certeza.

Isso é bonitinho, Maura não gosta de palpites, anotado.

— Quando você tiver certeza quero ser a primeira a saber.

Maura sorriu.

— Eu vou tomar um café você vem?

— Claro.

— Ei Jane! Vem ver isso.

Jane olhou para Korsak e depois para Maura.

— Tudo bem, você tem trabalho a fazer.

Maura andou até o elevador.

— Outra hora? _ Perguntou Jane.

— Claro.

Quando as portas do elevador fecharam Jane andou até Korsak com vontade de mata-lo, Korsak viu a raiva estampada no rosto dela e recuou alguns passos.

— O que eu fiz?

— Korsak quando eu estiver conversando com uma mulher bonita e ambas estivermos rindo, não interrompa, mesmo que o papa entre nesse prédio, mesmo que uma manada de elefantes entre aqui, mesmo que um homem com uma bolsa de dinheiro jogando a grana para todos os lados..._ Jane parou e pensou_ Espera, se um homem jogando dinheiro aparecer me chame, estou precisando de dinheiro. O que você quer me mostrar?

— Mesmo confuso com o que ela havia falado, ele apontou para uma foto, sabe quem é esse?

— Ângelo Rodriguez.

— E esse?

— Eu não conheço.

— E se eu disser que esse também é Ângelo Rodriguez?

— Mesma data de nascimento?

— Sim.

— Quem é o verdadeiro?

— Esse desconhecido que morreu há oito anos.

— Então não sabemos como o nosso cara se chama_ Jane ficou calada por um tempo_ Precisamos saber se a primeira morte está relacionada com essa, ou se o nosso Ângelo Rodriguez II usou o nome falso para fugir de alguém.

— A nova legista deu alguma informação?

— Nada concreto, mas está esperando as analises e me dirá logo que souber de algo.

— E você aceitou sem amedrontar a mulher? Está perdendo o jeito Jane?

Essa eu não quero amedrontar, eu quero beijar.

— Nunca, agora vamos falar com os corretores colegas dele.

Jane e Korsak voltaram exaustos.

— Você ouviu aquela mulher? “ É claro, estão aqui para investigar, pelas roupas eu soube que não eram compradores”, odeio essas pessoas que acham que porque tem dinheiro são melhores que os outros. Eu vou no necrotério.

Jane entrou no lugar e encontrou Maura com dois cafés.

— Estava indo te ver.

— Esse café é meu?

— O outro, esse é o meu, sem muito açúcar.

Jane tomou o café e fez uma cara feia_ Não, esse é o seu, tenho certeza.

Maura riu.

— As analises confirmaram, a vítima foi envenenada com cicuta. O veneno é encontrado em todas as partes da planta, mas é mais concentrado nas raízes, que por sua vez são mais potentes na primavera. Além das convulsões quase imediatas, outros sintomas incluem náuseas, vômitos, dores abdominais, tremores e confusão. A morte geralmente é causada por insuficiência respiratória ou fibrilação ventricular e pode ocorrer poucas horas após a ingestão.

— E o hambúrguer ?

— A substância não foi encontrada no lanche.

— Porcaria! E eu pensando que iria pra casa mais cedo. Maura você já foi apresentada a equipe?

— Não, Cavanaugh fará isso quando resolvermos o caso.

— E se eu te apresentar ao Frankie e ao Kosark?

— Não acho que seja uma boa ideia Jane, as pessoas costumam não gostam de mim.

— Eu gosto de você e eu sou uma pessoa.

Maura olhou estranho para Jane.

— Maura eu sou uma pessoa! Veja mãos normais, sem dedos longos como os ETs_ Quando Jane exibiu as mãos Maura pôde ver as cicatrizes.

O que te aconteceu?_ Perguntou Maura em pensamento.

— Eu ainda não acho que seja uma boa ideia, mas já que você insiste.

Jane puxou o braço de Maura, ela estava bastante empolgada, e Maura se deixou levar pela detetive, ela não sabia o porque, mas tudo que Jane dizia, mesmo sendo apenas uma suposição parecia tão certo.

Notas finais
Abaixem aqui comigo que eu quero dizer uma coisa: Comentem *-*.