A mulher certa para mim
12 Eu acho que a amo
Notas iniciais
Jane estava dormindo, ela estava vestida apenas com uma calcinha preta e uma camiseta, o lençol lhe cobrindo da cabeça aos pés, ela estava com tanto sono que nem percebeu quando Maura entrou no apartamento, há três dias, quando Maura lhe entregou a chave da casa Jane pensou em fazer o mesmo, no dia seguinte fez uma cópia para a loira e lhe entregou.
Maura bateu na porta do quarto e como não houve resposta empurrou a porta e entrou.
— Jane acorda, está um friozinho lá fora, o dia está lindo, vamos correr!
Maura esperou uma resposta por parte da morena, mas ela nem se mexeu. Maura sentou em um pequeno espaço na cama e balançou os ombros de Jane, dessa vez ela fez uma pequena reclamação sem palavras e nada mais do que isso.
Maura levantou e puxou um lençol que cobria o corpo de Jane, ela tentou se concentrar no rosto da morena, mas não conseguia, a camiseta que Jane estava usando subiu um pouco mostrando seu abdômen sarado, suas pernas bem definidas, o fato dela está usando apenas uma camiseta e uma calcinha não ajudavam, Maura pensou em sair do quarto, mas o comportamento de Jane lhe chamou a atenção, parece que a morena estava tendo um bom sono, primeiro ela sorriu, depois esfregou um pé no outro, Maura pôde ver os seios de Jane ficando rígidos através da camiseta branca, ainda dormindo a morena colocou a mão dentro da calcinha.
Maura saiu do quarto bastante atrapalhada, ela correu para cozinha e tomou um pouco de água, depois olhou para o copo e pensou que seria melhor jogar água no rosto, foi na pia e molhou o rosto, depois de alguns minutos ela voltou para o quarto, bateu na porta e Jane respondeu.
— Maura, eu irei tomar um banho e trocar essa roupa, depois podemos correr.
***
As duas estavam no parque e Maura não havia mentido, esse era realmente um lindo dia, houve um momento em que Jane parou fingindo que estava amarrando o tênis e pediu para Maura continuar correndo, mas a real intenção da detetive era olhar para o corpo da legista, cada músculo se mexendo, a bunda de Maura bem demarcada pela calça justa.
Depois de se esforçar Jane alcançou Maura.
— Espero que o dia hoje não seja agitado_ Maura falou com ansiedade na voz_ Tenho que comprar um vestido para ir no jantar da sua mãe.
— Acredite em mim, um jantar com a minha família não merece que você compre um vestido novo.
— Jane_ repreendeu Maura.
— Estou falando a verdade.
— Você não sabe a sorte que tem tendo uma família grande, ao menos eles se importam com você Jane_ A morena olhou para Maura e percebeu tristeza na sua voz e na sua expressão.
— Se quiser eu te empresto a minha família.
— O que isso quer dizer?
Jane andou até um banco e sentou toda largada, bebendo mais um gole de água, Maura sentou ao seu lado.
— Eu não vejo a hora de voltar a trabalhar, acho que se ficar mais uns dias em casa vou enlouquecer.
Maura entrelaçou seus dedos aos de Jane e as duas ficaram alguns segundos se olhando, no entanto Maura desfez esse contato quando alguém passou por elas e isso não passou despercebido por Jane.
— Como está indo a fisioterapia?
— Aquele homem me dá nos nervos, hoje eu disse para ele que estava meditando e ele me chamou de mentirosa acredita? Disse que eu estava inventando aquilo para que ele me libere.
— Jane conhecendo você eu também pensaria isso_ Disse Maura rindo.
— Eu sei, mas ele não me conhece, então eu comecei a discutir com ele e ele me disse que minha irritação era a prova da mentira, foram necessários dois funcionários para me tirar de cima dele.
Jane olhou para Maura que parecia assustada.
— Ele que começou_ Jane cruzou os braços e fez um biquinho e só esse gesto fez Maura se derreter.
Uma mulher morena, passou por elas correndo, depois passou uma segunda vez, e Maura estranhou, mas deixou para lá, contudo a mulher passou uma terceira vez, mas dessa vez ela parou e olhou para Jane.
— Jane Rizzolli.
— Laura!? Sério?
Jane sorriu e abraçou a mulher forte, o que fez seus pés da outra saírem do chão.
— O que faz aqui? Você não estava na França?
— Sim, eu estava, mas precisei voltar, minha tia está doente_ Ela demonstrou tristeza, mas depois voltou a sorrir_ Como os Rizzolis estão?
— Loucos como sempre, Frankie está namorando, Tommy está casado e tem um filho e a Mãe se separou, mas ela está feliz.
— Quanta novidade! E você? _ A mulher olhou para Maura_ Namorando também?
— Não, essa é a Maura, ela é minha amiga_ Maura levantou e cumprimentou Laura.
— Bem, agora eu tenho que ir, é uma pena, mas estou meio sem tempo, quem sabe nos encontramos depois?
Ela abraçou Jane uma segunda vez e falou em seu ouvido_ Minha prima está vindo e ela vai cuidar da minha tia, então dentro de alguns dias eu estarei voltando para França, se quiser ter uma noite incrível me procura_ Ela colocou um papel dentro da blusa de Jane e ainda apertou a bunda da morena.
Laura saiu correndo e ainda olhou para trás, com um sorriso nos lábios. Jane voltou a sentar no banco, ela não falou nada por alguns segundos.
— Eu não sabia que ela ia fazer isso Maura.
— Quem é ela?
— Um caso que eu tive, ela era a minha vizinha, nos conhecemos na adolescência e ficamos juntas antes dela ir morar na França.
Maura permaneceu calada.
— Ei_ Jane tocou o rosto dela_ Está brava?
— Quem? Eu? De onde tirou essa ideia ?
— Talvez seja porque estou vendo a força que você está esmagando a garrafa de água_ Maura olhou para mão e sim, ela estava esmagando a garrafa.
— Porque todas as mulheres do mundo tem que se interessar por você?_ Jane ficou calada_ Preciso aprender a lhe dar com isso não é?
Jane assentiu com a cabeça.
— Outra hora, agora quem perder a corrida, paga o café_ Maura levantou correndo e Jane apenas a observou, depois levantou do banco rindo e tentou alcança-la, passou em uma lata de lixo e jogou o papel que estava dentro da blusa.
Quem ganhou a corrida foi Maura, elas tomaram um café e Jane comeu alguns bolinhos, depois elas de despediram carinhosamente e foram para casa.
Maura foi chamada para a cena de um crime, depois de analisar previamente o corpo, ela seguiu para o departamento, o dia estava sendo agitado, depois que terminou autopsia do primeiro corpo e entregou os resultados de uma substância que não foi identificada na hora, Maura recebeu outro corpo, quando terminou estava relativamente cansada, depois de higienizar as mãos, ela seguiu para o café.
Angela não estava lá, provavelmente estava ocupada organizando tudo para o jantar que seria daqui a algumas horas, Maura levou o café para sua sala e começou a adiantar os relatórios, porque precisaria sair mais cedo e comprar uma roupa nova, olhou para a mesa e viu Albert seu coala, ela pegou o bichinho de pelúcia e cheirou, como se o cheiro de Jane estivesse nele, um sorriso involuntário iluminou o rosto da loira, ela pensou em ligar para Jane, gostaria de companhia para comprar sua roupa, mas a ideia de surpreender a morena, de ver a expressão no rosto dela, fez Maura desistir, nesses momentos ela sentia falta da Verônica, Maura sempre podia contar com ela, pensar em Verônica fez ela franzir o nariz e desmanchar o sorriso, Maura repetiu baixinho o que Jane lhe falou.
— Se ela gosta mesmo de mim, ficará feliz com a minha felicidade.
Maura saiu do departamento e foi até uma das lojas que costumava comprar, passou um bom tempo e não encontrou nada que lhe agradasse, foi a mais duas lojas e nesse meio tempo se convenceu que o problema não eram as roupas, e sim ela, Maura acabou ligando para Verônica.
“_ Maura?”
“_ Oi, eu não queria te incomodar porque sei que você deve estar muito ocupada_ Maura falava sem pausa e gesticulava as mãos freneticamente, E sei também que os seus negócios não vão bem, deve estar bastante cansada eu nem sei se você já almoçou. Você já almoçou?_ Maura fez uma longa pausa para respirar e iria continuar, se Verônica não a tivesse interrompido.
“_ Ei Maura, é só me dizer_ Verônica deu uma risada sonora.”
“_ Certo, eu vou a um jantar, na casa da... , um jantar de família, mas eu não consigo encontrar uma roupa que me agrade.”
“ _ Um jantar hein_ Verônica riu de forma maliciosa”
“ _ Verônica... Eu e a mãe dela nos tornamos amigas, por isso vou a esse jatar”
“_ Sei, vá provar as roupas e me mande fotos”.
Maura provou um vestido preto, com um belo decote e mandou a foto para Verônica, essa respondeu dizendo que ficou muito lindo, mas não para aquela ocasião, depois vestiu um verde com mangas curtas, e esse também não foi aproado, por último mandou uma foto vestida com uma saia vermelha cintura alta e uma blusa branca de mangas longas as quais ela dobrou até os cotovelos e dessa Verônica gostou. Maura saiu com as sacolas sorrindo.
A noite chegou e Maura seguiu para a casa da Angela, ela parou seu carro e seguiu para a porta, apertou a campainha e esperou alguém abrir a porta e quem abriu foi Jane. Jane estava muito bonita, cabelos presos em um coque, uma maquiagem leve, usava uma causa apertada que demarcava todo o seu corpo e uma blusinha preta com flores rosas, nos pés um salto preto.
Maura ficou algum tempo admirando a morena e Jane percebeu.
— Você também está muito bonita_ Disse Jane sorrindo e tirando Maura do transe.
Jane saiu e fechou a porta.
— OK, antes de você entrar , eu preciso dizer algumas coisas. A tia Antonella acha que eu gosto de homens.
— Ela não sabe que você é lésbica?
— Eu contei, mas ela fingiu que não era verdade e continua fingindo. A prima Giulia não gosta de mim.
— Por casa da caixa de pizza.
— Sim, ela quebrou...coisas. Meu pai também está aqui e a namorada da vez, e sim, ela tem dezoito anos ainda que não pareça, ou ao menos é o que ele diz_ Jane fez uma cara de pensativa_ Tenho a impressão de que esqueci alguém, mas não consigo lembrar. Vamos entrar.
Logo que elas entraram Angela abraçou Maura.
— E eu pensei que você não poderia ficar mais bonita, Jane apresenta a Maura para o resto da família, eu preciso ir à cozinha.
Lucy e Frankie se aproximaram.
— Maura, é um prazer finalmente conhece-la.
— Igualmente.
Frankie chamou Jane para o canto e enquanto eles conversavam algumas coisas, Lucy puxou conversa.
— Eu também sou nova nessa família, estou apreensiva. Você tem sorte da Angela gostar de você, quanto tempo você e a Jane namoram?
— Não, eu e a Jane não namoramos_ Maura exibiu um tímido sorriso_ Ou ao menos não ainda, quer dizer... É complicado.
— Ei, quer um conselho? Eles são meio loucos, a Jane é irritada e ás vezes até escandalosa, mas são as melhores pessoas e pelo que Frankie me contou Jane tinha várias conquistas, mas faz um tempo que ela não sai com ninguém, eu acredito que é porque ela conheceu você.
Maura ouviu todas aquelas palavras e considerou tudo que Lucy lhe falou.
Frankie se aproximou da namorada e os dois saíram de braços dados, Jane levou Maura para conhecer seu pai e o Tommy, Maura ficou encantada com o TJ, Giovanni chegou tarde e trouxe rosas para Angela, abraçou Jane e beijou a mão de Lucy com todo respeito, fez o mesmo com Maura, mas os beijos na mão da legista foram demorados. Maura conheceu a prima Giulia e as duas se deram bem. Antonella abraçou Maura e beliscou suas bochechas.
Quando o jantar foi servido Jane tentou sentar ao lado de Maura, mas Giovanni chegou primeiro e a morena se contentou em sentar de frente para a loira.
—Jane minha querida_ Disse Antonella_ Quando vai se casar e ter filhos?
Todos ficaram calados esperando uma resposta azeda por parte da morena.
— Isso não depende apenas de mim, um casamento é formado por duas pessoas tia Antonella.
— Eu penso em casar e ter filhos_ Giovanni falou, mastigando um pedaço de carne_ Quer dizer, quando se acha a mulher certa é impossível não fazer planos_ Ele olhou para Maura, que limpou a boca com o guardanapo e sorriu.
Se ninguém esconder as facas dessa mesa eu vou matar ele_ Pensou Jane, irritada.
Terminando o jantar todos estavam bebendo e conversando, mas Jane estava sozinha na cozinha tomando uma cerveja, Maura entrou correndo assustada e se escondeu atrás dela.
— Ei, o que aconteceu?
— Aquele seu amigo, tentou lamber meu rosto.
— Agora lembrei o que eu esqueci de te dizer lá na porta, Giovanni não toma jeito mesmo.
— O que está fazendo aqui?_ Perguntou Maura após se recompor.
— Eu precisava respirar, minha família é linda, mas eles fazem muito barulho, também o meu pai está olhando feio para o Korsak, desde que a mãe e ele se separaram ele já teve várias mulheres e a mãe só namorou o chefe.
— Sean!?_ Perguntou Maura surpresa.
— Sim , pena não ter durado muito, agora o meu pai acha que ela está interessada no Korsak e que vai namorar todo o departamento e ele tem razão.
— Jane, como pode pensar isso da sua mãe!?
— Maura, eu estou falando sobre o interesse no Korsak, eu percebi os olhares dos dois, mas quer saber, se ela estiver feliz é o que importa.
As duas se olharam, estavam muito próximas, Maura alternava o olhar entre os olhos de Jane e a sua boca, o clima foi quebrado por Giovanni.
— Ah, vocês estão ai, Maura eu estava te procurando.
Jane decidiu esclarecer a situação antes que Giovanni fizesse algo que a obrigasse a bater nele.
— Giovanni, desista da Maura, temos um acordo lembra?
— Ah não_ Ele estava visivelmente chateado_ Sério? _ Disse olhando para Maura_ Você também?
Maura estava confusa, olhou para Jane pedindo explicações.
— Ele e eu temos um acordo, se ele estiver envolvido com uma mulher eu não posso flertar com ela e vice versa.
— Ow! Então... Sim é verdade, eu estou envolvida com a Jane.
— Quer saber, eu não acredito, você só está dizendo isso para me dispensar.
Jane parecia não está se importando com a situação, pegou sua cerveja e bebeu mais alguns goles.
— Não vai fazer nada?_ Sussurrou Maura.
— Ele precisa de uma prova_ Jane sussurrou de volta.
Maura olhou para o homem a sua frente, que estava com os braços cruzados batendo o pé. Maura teria que afastar ele, ou toda vez que Angela a convidasse para algo em sua casa ela teria que fugir desse Don Juan das lambidas.
Maura puxou a mão de Jane e colocou sobre o seu seio.
— É sempre assim, as mais bonitas são lésbicas_ Giovanni saiu decepcionado.
— Agora você pode tirar a mão_ Jane retirou a mão do seio de Maura , a loira lembrou da manhã no parque e fez uma pergunta a Jane_ Você... Já namorou muitas mulheres?
Jane ficou de frente para Maura e gostou do interesse da loira_ Algumas, mas só tive dois relacionamentos sérios_ Quer beber algo?
— Uma cerveja.
Jane foi até a geladeira e pegou uma cerveja para Maura, entregou para a loira e encostou a barriga no balcão com suas mãos sobre ele, Maura fez o mesmo e apertou a mão da morena.
Jane decidiu se arriscar, aquela situação era torturante, Maura sempre estava por perto, as duas trocavam carinhos, mas nada estava decidido e isso era doloroso, Jane pegou sua mão entrelaçada a de Maura e levou a mão da loira a boca, primeiro beijou as costas da mão, depois mordiscou um dedo e levou-o a boca chupando de leve, ela viu o desejo estampado no rosto da outra, apesar do receio e da cautela.
Segurou o rosto de Maura com as duas mãos e beijou a testa da loira, depois deu um beijinho no nariz, um selinho e por fim um beijo de verdade, Jane encaixou sua mão na nuca de Maura, a loira segurou a cintura da morena, Maura não sabia o que estava sentindo, mas era incrível ter a língua de Jane explorando cada canto da sua boca, quando o beijo acabou as duas arfavam, Jane mordeu levemente os lábios de Maura e a beijou novamente, depois colocou uma mecha do cabelo do cabelo de Maura atrás da orelha e a olhou nos olhos.
— Estava com saudades do seu beijo_ Ela sorriu.
— Eu pedi um tempo.
— Eu sei_ Jane falou desanimada, ela baixou a cabeça e se surpreendeu quando sentiu uma mão em seu queijo levantando o seu rosto.
— Contudo fico feliz que você não tenha me obedecido.
As duas estavam bem próximas, os narizes se tocando, a respiração das duas estavam agitadas, os corações batiam rápido, Maura beijou Jane mais uma vez e a morena passou a mãos pelas suas costas, as duas foram interrompidas por Tommy.
— Ei Jane_ Ele olhou de Jane para Maura, Maura escondeu o rosto parcialmente no ombro da morena e Jane a abraçou_ Desculpe interromper, mas você poderia ficar com o TJ, eu e a Lydia queremos... Você sabe.
— Sei, o que eu não entendo é porque está me pedindo isso, você sempre pede a mãe.
— É, mas... Eu não sei onde ela está, aliás, o seu amigo Korsak também não está aqui, então você pode ficar com ele?
— Sim, eu cuido do TJ, você vai ficar me devendo um favor.
— Espera ai que eu vou pegar o garoto.
— Pronto, ele já foi, pode mostrar o rosto_ Jane sorriu e Maura beijou seu pescoço.
— Vai levar aquele bebê para o seu apartamento?
— Sim, porque não?
— Porque lá é uma bagunça Jane, vamos para a minha casa, vocês poderiam dormir lá.
— Eu não sei o TJ, mas eu adorei a ideia.
Maura deu um selinho na morena.
***
As duas entraram na casa da legista, Jane trazia TJ no colo, ele estava dormindo, por isso ela andava com todo cuidado para ele não acordar.
—Onde ele vai dormir?_ Falou Jane sussurrando.
— Eu tenho um berço, pedi meu berço aos meus pais e ele fica em um quarto próximo ao meu, assim se o TJ chorar eu vou ouvir.
Jane subiu e Maura abriu a porta do quarto, a morena entrou e colocou TJ no berço, ele colocou um dedinho na boca e continuou dormindo, Jane beijou sua testa e saiu pela porta, deixando entre aberta.
As duas ficaram se olhando, pensando qual seria o próximo passo.
— Os nossos beijos na cozinha..._ Jane perguntou receosa_ O seu tempo acabou? Quer dizer, você estava tentando se decidir se teríamos uma relação...
Maura mordeu os lábios de leve_ Eu não queria definir nada no momento, o que posso te dizer é que sim, o tempo acabou não precisa mais esperar que eu me decida_ Jane sorriu_ Eu já me decidi e eu quero você Jane.
Jane prendeu Maura na parede e a beijou, a beijou de uma forma intensa. Tocou o rosto de Maura e percebeu o nervosismo da outra.
— Maura, não precisamos nomear a nossa relação, faremos isso se ou quando você se sentir confortável, eu sei que é mais difícil para você.
Maura tocou o rosto da morena, depois se afastou alguns centímetros.
— Acho melhor pegar um lençol e travesseiro para você, o sofá é bastante confortável , você não terá dor nas costas.
Quando Já estava deitada no sofá, Jane não conseguiu dormir, ela olhava para o teto, passava a mão pelos lábios lembrando dos beijos que deu em Maura aquela noite, quando sentiu os olhos pesarem a morena retirou a calça, dobrou e colocou sobre a mesinha de centro.
No seu quarto Maura virava de um lado para o outro.
Eu nunca me senti assim, nunca, com nenhum homem, isso é tudo inédito, o que sinto pela Jane é... Eu acho que a amo_ Pensou Maura, ela cobriu o rosto com um travesseiro e sorriu.
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