A mulher certa para mim

15 As estrelas no meu teto


Notas iniciais
Eu ia postar só amanhã, mas vai hoje mesmo. Nesse capítulo alguém que eu não gosto vai aparecer, mas ela é importante. Leiam as notas finais porque tem um spoiler do próximo capítulo.

Maura estava dormindo de bruços, Jane acordou antes dela e olhou para a loira, ela tocou as costas de Maura e seu sorriso se alargou ao comprovar que a noite anterior não havia sido um sonho, ela se aproxima um pouco mais da loira que estava coberta da cintura para baixo e toca a tatuagem em suas costas, morde a nuca da loira e seus dedos passeiam pela lombar de Maura, Jane percebe que acordou sua namorada e beija o rosto dela.

— Desculpa.

— Não, é muito bom acordar assim_ Maura se mexe tentando se virar, mas Jane a impede.

— Ei, não temos trabalho hoje, então vamos dormir ou namorar um pouquinho.

Maura virou e olhou Jane nos olhos, acariciou o rosto dela com a mão e sorriu, depois passeou os dedos pelos lábios da morena, e as duas se beijaram.

— Ontem realmente aconteceu não foi?

Jane assentiu com a cabeça e beijou a loira. Ela envolveu o corpo de Maura em seus braços e a loira descansou a cabeça no ombro da morena, sentindo seu cheiro, as duas adormeceram novamente.

Quando acordaram Jane vestiu uma camisa social de Maura e fez o café da manhã para elas.

— Jane essas panquecas... _ Maura fez uma cara de satisfação.

— Eu sei_ A morena dá um selinho nos lábios de Maura e depois volta a tomar o seu café.

O celular de Jane toca e ela faz uma cara de cansada.

— Rizzoli, oi mãe, sim eu já estou indo_ Jane afasta o celular do ouvido_ Tenho que ir, ela disse que é importante_ Jane desliga o celular, dá um beijo em Maura e vai correndo para o quarto, depois volta e leva a loira consigo, afinal precisaria de uma roupa emprestada, já que, seu vestido estava molhado.

Jane entra em casa e vai até a cozinha, vê a mãe cozinhando e tenta colocar o dedo no molho, mas Angela dá um tapa em sua mão, Jane ri e beija a mãe, Angela olha bem para o rosto da filha e vê um sorriso largo.

— Como foi a noite?

— Quando eu achar uma palavra que possa explicar, eu te digo.

— Jane...

— Antes que diga algo, foi a Maura que me agarrou, eu tenho um charme natural, as mulheres não resistem, para falar a verdade os homens também não.

— Eu acho que eu te ensinei sobre ser modesta.

— Não lembro_ Jane ri e senta em uma banqueta_ Então, porque está cozinhando essas receitas da minha avó e quer modificar a casa?

— Teremos convidados para o almoço_ Angela apaga o fogo e vira para filha olhando-a nos olhos, depois respira fundo_ Jane, faz algum tempo que eu e o seu pai nos divorciamos, ele parece ter refeito a vida dele e acho que mereço refazer a minha, eu quero te apresentar alguém, estou saindo com ele há algum tempo e decidimos namorar, quero que você o conheça antes dos seus irmãos, para que me ajude.

Angela estava claramente nervosa, a opinião dos seus filhos sempre foi importante, principalmente a de Jane que é a sua única filha. Jane solta o ar que estava prendendo.

— Eu não posso dizer nada antes de conhecê-lo, mas prometo me esforçar, você sempre me apoiou, desde que descobriu que sou lésbica até agora com a Maura, então nada mais justo do que eu te apoiar agora, mas também não quero que você sofra.

— Eu sei_ Angela foi até a filha e segurou as mãos delas nas suas_ Agora me ajude na arrumação da casa.

— Eu vou trocar de roupa e depois te ajudo.

Jane subiu as escadas e Angela voltou a cozinhar.

***

Maura está sentada no sofá, usando seu óculos para leitura e concentrada em uma revista cientifica quando alguém toca a campainha, inicialmente ela pensa que é Jane, a morena não gostava de ir entrando, por isso sempre tocava a campainha antes, mas Verônica também tinha esse habito. Maura olha na direção da porta até a pessoa entrar e se surpreende ao ver a amiga entrando, ela corre até ela e a abraça, um abraço apertado e saudoso.

—Quando você chegou?_ Maura deixa Verônica entrar e elas vão até o sofá.

— Ontem a noite, mas você estava “ocupada” por tanto decidi vir hoje_ Verônica abraçou Maura novamente e se distanciou para olhar o rosto da amiga_ Pelo enorme sorriso a tal mulher misteriosa se proporcionou múltiplos orgasmos ontem hein.

— Ela é...Incrível.

— Mas eu sinto uma pontinha de tristeza na sua voz, Maura olhe pra mim, você é uma mulher adulta, independente, dona de si, não precisa se preocupar com o que a sua família vai pensar, ou com o que as outras pessoas vão achar, desde que você esteja feliz, tudo bem eu entendo, é algo novo, até uns seis meses atrás você saia com caras, quando nos conhecemos eu usei de todos os métodos que conhecia para te seduzir e nada, nem um beijinho, porque claro que eu queria te levar pra cama...

— Verônica!

— Maura é verdade, você é linda, gostosa eu não sou cega e nem dormente, o ponto é, se ela conseguiu te conquistar e te fazer sorrir assim, ela deve ser alguém que vale a pena. Agora seja uma boa anfitriã e vá pegar vinho para a sua amiga alcoólatra que não aguenta mais ver gráficos.

Maura sorriu e foi para a cozinha.

— Qual será o melhor momento para contar?_ Maura murmura, depois volta para sala com a garrafa e duas taças.

— Vai beber também?

—Sim, afinal faz um tempo que não bebemos juntas_ Maura sentou no sofá e Verônica deitou a cabeça no colo dela, Maura ligou a TV, estava passando Grey’s Anatomy _ Eu adoro a Yang.

Verônica olha para cima encarando Maura.

— Ei, desde quando você vê Grey’s? Eu sempre tentei de convencer e você dizia que “séries médicas faltam com a verdade”_ Verônica pensou por alguns segundos_ Já sei, foi a mulher misteriosa.

— Nós estamos namorando.

— Estou louca para conhecê-la, alguém que conseguiu todas essas maravilhas com você tem o meu respeito.

Maura sorriu um sorriso sem humo, tomou todo o conteúdo da taça de uma vez e voltou a se concentrar na série.

***

Angela já havia terminado o almoço e Jane estava colocando os pratos na mesa.

— Pode colocar mais um?

— Porque? Pensei que apenas o seu namorado viria.

— Na verdade a filha dele também vem.

Jane pegou outro prato e colocou na mesa do seu lado. Alguns minutos depois elas ouvem o som da campainha e Angela vai abrir a porta, ela abraça a filha do namorado e depois beija ele, Jane estava pegando o suco na geladeira e quase deixa a jarra cair quando viu Louise.

— Louise!?

— Oi Jane.

— O que está fazendo aqui? Quer dizer, desculpe, é só que...

— Tudo bem_ Louise sorriu_ Eu vim com o meu pai, ele está namorando a sua mãe.

Sim, de todos os homens do mundo, a minha mãe tinha que namorar o pai da Louise, a Louise que deu em cima de mim e que a Maura tem ciúmes.

Jane sorriu sem graça e levou a jarra para a mesa, todos sentaram e estavam calados, o único som eram dos talheres, Jane limpa a boca com guardanapo e resolve quebrar o clima pesado.

— Então, onde se conheceram?

— No hospital_ Disse Stephen_ Eu estava levando o almoço para a minha filha, apesar dela não gostar e conheci a Angela, a Louise cuidou do seu braço e sua mãe estava preocupada com você, acabamos conversando e uma coisa levou a outra. Você voltou a trabalhar?

— Sim, há alguns dias.

— Que bom Jane_ Louise sorriu e colocou a mão sobre a de Jane que estava na mesa, a morena retirou a mão aos poucos.

— Sua mãe me contou muito sobre você, inclusive que está morando aqui, por causa de um problema do apartamento, espero que não ache estranho que eu venha morar aqui também.

Jane estava tomando suco nessa hora e se engasgou.

— Jane! Jane você está bem? _ O tom da voz de Angela demonstrava preocupação, ela não havia falado ainda com a filha sobre esse detalhe.

— Deixa eu ver se entendi, em um mesmo dia eu descubro que você tem um namorado, o Stephen que também é pai da Louise e ele vem morar aqui.

Angela assentiu com a cabeça.

— Angela, eu pensei que a Jane já soubesse sobre nós.

— Eu estava tentando contar, mas tive medo do que ela iria pensar.

— Tudo bem, está tudo bem... A casa é sua, eu nem fico muito por aqui, metade do dia estou no departamento e ás vezes durmo na casa da Maura, seja bem-vindo Stephen.

— Você e a Maura são namoradas?_ Perguntou Louise.

— Sim_ Angela respondeu por Jane_ A Jane pediu ela em namoro no restaurante onde se conheceram, depois eu te mostro o vídeo, Maura é uma ótima pessoa, a melhor escolha da Jane.

Depois do almoço Jane estava lavando os pratos e Louise secando.

— Está preocupada com a sua mãe? Não precisa, meu pai é um bom homem, ele me criou sozinha e me apoiou quando contei que era lésbica, como você ouviu ele leva meu almoço para o hospital, ele não vai magoar a Angela.

— Eu sei, só é estranho ter outro homem morando aqui que não seja o meu pai essa casa está cheia de memórias... Mas, como eu disse, eu não passo muito tempo aqui e minha mãe já é velha o suficiente para saber o que quer.

— Ela não é tão velha, Angela tem um charme único, acho que ela passou isso para você.

Jane olhou para Louise e viu que o sorriso nos lábios da médica era malicioso.

— Já terminei, agora vou visitar a minha cadela na casa de um amigo, então até outro dia Louise.

Louise foi até Jane e abraçou a morena, depois deu um beijo no pescoço de Jane e falou próximo ao ouvido da morena.

— Até outro dia Jane.

Quando saiu do abraço Jane pegou suas chaves e saiu, se despedindo de Angela e Stephen. Ela dirigiu até a casa de Korsak e tocou a campainha, o homem abriu e logo em seguida Jane entrou e ao ouvir o som da voz dela Jo Friday veio correndo, Jane se ajoelhou e a cadela deitou de barriga para cima convidando a dona a fazer carinho.

— Parece que a Jo Friday é mais popular que eu, ninguém fala com o Korsak ou pergunta como ele está, passam direto para ver ela_ Korsak apontou para o animal.

— Desculpe Korsak, como você está?

— Eu estou bem, quer uma cerveja?

— Não vou voltar dirigindo, mas você disse “passam direto” alguém mais veio aqui?_ Jane olhou para ele que apontou para a porta que levava para os outros cômodos e Maura estava parada lá.

— Acho que tivemos a mesma ideia_ Maura disse sorrindo e sentando no chão.

— É nessa hora que eu devo mentir sobre ter que fazer algo só para deixar vocês a sós.

Korsak saiu da sala deixando as duas. Jane se inclinou para frente e beijou Maura, colocou a mão no rosto dela e a beijou novamente, as duas ficaram com as testas coladas por um tempo até se afastarem.

— O que achou do namorado da sua mãe?

— Você já sabia!?_ Jane perguntou surpresa.

— Angela me contou, nos tornamos amigas, aliás, desde que eu te conheci fiz vários s amigos.

— Ela te contou que ele é pai da Louise? A Louise ortopedista que cuidou do meu braço? Acabei de almoçar com ela e o pai.

— Não, isso eu não sabia, ela tentou algo?

— Maura...

— Jane.

— Ok, sim, mas eu não dei chance para ela.

— Ela vai frequentar a sua casa, Angela me disse que convidou o Stephen para morar com ela.

— Maura, a Louise não me interessa, você sabe disso, mas você está triste e não me parece ser esse o problema.

— Verônica chegou ontem, hoje pouco tempo depois que você saiu ela esteve na minha casa e eu fico feliz por ela ter voltado, mas eu tenho medo de contar a ela sobre nós, ela...É muito importante para mim e você também, não quero perder nenhuma das duas.

— Não vai perder Maura, eu sempre vou estar aqui e a Verônica é a sua melhor amiga.

Maura beija Jane, um beijo demorado e elas só param quando Korsak chama a tenção delas.

— Alguém quer pizza?

Jane e Maura levantaram as mãos e Jo Friday latiu.

Quando elas voltaram da casa do Korsak Jane convidou Maura para ir até a casa da mãe, Angela não estava em casa.

— Quer conhecer o meu antigo quarto?

Maura sorriu e deu a mão a Jane, elas subiram as escadas e entraram no quarto, havia um guarda roupa, um estante com CDs e livros, uma janela do lado esquerdo e uma cama de casal, antes era uma cama de solteiro, cartazes de bandas nas paredes e fotos de atrizes nuas, essas Jane retirou logo que viu Maura olhou para as fotos pensativa.

—Aposto que já trouxe muitas meninas aqui.

— Não, não muitas.

Maura sentou na cama e Jane sentou do lado dela, as duas deitaram na cama e olharam o teto.

— Quer ver algo interessante? Eu vou apagar a luz.

Jane apagou a luz e voltou para a cama.

— Jane!

O teto estava iluminado por pontinhos brilhantes semelhantes a estrelas.

— É lindo não é? Deu trabalho, mas eu adorava olhar as estrelas e quando não fazia isso lá fora entrava aqui no quarto e olhava para o teto_ Elas passam um tempo olhando para o teto, Jane está levantando da cama quando Maura segura seu braço_ Eu vou acender a luz.

— Não, vem cá.

Maura beija Jane e retira a blusa da morena_ Hum, Doutora Isles!_ Jane leva a mão até a calça de Maura e abre a calça da loira levando a mão até a calcinha dela e tocando o sexo da namorada, assim que os dedos de Jane tocaram a intimidade de Maura a loira gemeu abrindo um pouco a boca, e esse gesto deixou a morena ainda mais excitada, Jane retirou sua mão mesmo com os protestos de Maura e ajudou a loira a tirar a blusa e o sutiã, Jane deu um cuidado especial aos seios da namorada, mordiscando e sugando os mamilos, enquanto Maura mordia o ombro e o pescoço dela, os beijos se tornam mais calorosos, uma sentia necessidade de tocar a outra, Jane colocou seu corpo sobre o de Maura, retirou a calça da loira e sentiu a humildade na calcinha dela, depois retirou e jogou em um canto qualquer, beijou a boca de Maura e foi descendo seus beijos até abocanhar o sexo da loira, movendo sua língua e fazendo Maura gemer e segurar firme o lençol, depois de um tempo Maura gozou e Jane sugou tudo, depois deitou ao lado dela, envolveu a namorada em seus braços e elas ficaram assim de conchinha.

— Me fala mais sobre a sua adolescência, falamos pouco sobre isso_ Maura falava com a voz falha.

— Eu usava aquela janela para sair de casa e também para voltar, entrava debaixo das cobertas e a minha mãe nunca desconfiou, as festas eram muito boas.

Maura virou para ela claramente interessada.

— Eu quero detalhes, nunca estive em uma festa, não uma de verdade, as confraternizações do colégio interno eram... Não tinham semelhança com uma festa.

— Tinha álcool, música, pessoas interessantes, alguns se beijavam na sala outros seguiam para os quartos e haviam jogos também, a gente girava uma garrafa e quando ela parava você deveria beijar a pessoa que a boca da garrafa apontou. Quando parava em um cara eu beijava o rosto. Verdade ou consequência, Stripe Poker, mas esse eu só jogava com garotas. Maura, você esteve em um colégio interno, cheio de garotas, não beijou nenhuma?

— Não, mas algumas meninas faziam, a maior parte do meu tempo eu estudava... Acho que sempre fui entediante.

Jane apertou Maura ainda mais forte e disse no ouvido dela.

— Você não é entediante, só precisa se diverti mais, se permitir, ousar e...

Maura saiu dos braços de Jane e ficou sobre a morena prendendo as mãos dela no alto, Jane sorriu para ela, Maura beijou Jane e levou sua boca para os seios da morena, mordendo sugando, soltou as mãos da morena e usou sua mão para estimular o outro seio, depois levou a boca para o outro, ela passou a mãos pelo abdômen de Jane e chegou a intimidade da morena, depois subiu novamente beijou Jane e colocou seus dedos na boca da morena para que ela chupasse, desceu novamente e penetrou Jane com os dedos molhados, Jane gemia e se contorcia, a morena envolveu Maura com as pernas e massageava os próprios seios, Maura aumentou o ritmo até Jane gozar, a morena respirava pesado, as duas estavam suadas e cada uma exibia um sorriso de satisfação no rosto.

— Tem certeza que nunca fez isso?

— Não até ontem à noite.

Jane beijou Maura e elas conversaram até adormecer.

Notas finais
spoiler: _ Eu levantei para ir no banheiro ontem a noite e passei em frente a um espelho, tenho duas marcas roxas no pescoço e várias de unhas nas costas, eu tenho uma namorada, agora ela irá saber o que aconteceu entre nós e ela é bastante ciumenta _ Disse Jane. _ Você pareceu gostar quando eu estava deixando as marcas. É isso gente, o que vocês acham que a Jane aprontou!!!?