A moça da capa vermelha
3 Que paixão é esta?
Quando cheguei a primeira coisa que fui fazer foi ir ao quarto onde ela estava. Ela ainda estava pálida, mas seu semblante estava bem melhor do que quando eu a ví da primeira vez. Pálida ou não ela sempre era linda.
- Ela está bem melhor está manhã — disse o doutor
- Sim, está menos pálida com mais vida!
- Fizemos o possível para que os ferimentos parassem de sangrar, e conseguimos.
- Ela ainda não acordou?
- Não, está dormindo desde ontem, não temos previsão para que dia ela irá acordar.
- Queria tanto conversar com ela.
- Imagino que sim, não se preocupe em breve você irá realizar essa vontade.
- Ela parece um anjo dormindo.
- É uma bela moça. Se me permite perguntar, onde encontrou ela?
- Eu estava voltando para casa e a vi no chão
- Vocês já se conheciam?
- Não, por que?
- Dá para ver pelos seus olhos o amor que sentes por ela.
- É verdade, não sei o porque, mais eu gosto muito desa de verdade sabe?
- Sei.
- Agora eu tenho que ir, mas amanhã eu volto, cuida bem dela certo?
- Como se fosse minha filha senhor!
- Obrigado! — Voltei para casa animado e confiante, tinha que contar para Moly sobre isso tudo. Estava na hora do almoço e estavam todos a mesa, inclusive Clarice, que após o almoço me chamou para dar uma volta no jardim.
- Por onde esteve?
- Por ai — eu disse e sorri
- Esse por ai deve ser muito bom viu, porque desde ontem que eu não te vejo.
- Hum, por acaso senti uma pontada de saudade nessa frase?
- Tenha certe que sim — Disse ela e depois me deu um beijo. O beijo dela era calmo e doce, um beijo bom que me fez querer mais, quando ela parou de me beijar eu fui para outro beijo e rapidamente ela colocou o dedo na minha boca — Não, não vossa alteza, outro beijo só depois — Ela sorriu e se retirou me deixando sozinho.
- Clarice, Clarice você meche comigo, não nego. — Disse eu a mim mesmo. Depois fui falar com minha conselheira preferida, fui até o quarto dela e bati na porta.
- Entra — Disse Moly
- Oi maninha, tem tempo para conversar comigo?
- Ai oque eu não faço por esse meu irmão chato que eu amo muito? Fala ai.
- Preciso da sua ajuda urgentemente
- Estou toda ouvidos, qual seu problema meu jovem — Ela sorriu
- Estou totalmente perdido nas minha emoções.
- Clarice?
- Sim, mas...
- Mas oque Feliciano?
- Eu conheci outra, e acho que eu estou apaixonado pelas duas.
- Conheceu quem? Como? Me explica essa história direito.
- Ta, calma. Foi assim, ontem quando eu voltava para casa vi uma moça muito bonita deitada no meio do caminho.
- Deitada? No meio da estrada? Cai fora, é louca!
- Ela estava ferida Moly...
- O meu Deus — Disse ela com cara de espanto
- Posso continuar?
- Pode, desculpa!
- E eu a ajudei, levei ela para o hospital. Ela estava tão frágil, precisava tanto de mim. Ela é tão bela e eu senti uma vontade tão grande de ajuda-la. Moly, jamais senti oque eu senti por aquela mulher.
- Então pronto é ela que você ama, a Clarice voou da história, fim.
- Bom, eu jamais senti oque eu senti por aquela mulher, até a Clarice me beijar!
- Hum moleque piranha, me conta isso direito garanhão — Disse ela, e nós rimos
- Ai Moly, só você pra me fazer rir viu... Bom ela me chamou para dar uma volta no jardim e me deu um beijo, basicamente foi isso. Oque eu faço?
- Você ja conversou com a moça que você salvou?
- Não, ela ainda não acordou, até hoje.
- Então conversa com ela. Pensa, você gostou dela sem nem conversar.
- Na verdade acho que foi amor a primeira vista.
- Então, dá uma chance para ela, e vê oque acontece, se você ver que seu lance com a Clarice é verdadeiro e ja com a moça foi só uma coisa passageira fique com a Clarice. Se ver que oque você ama mais a moça que a Clarice, fique com a moça. Em fim, fique com a que você mais amar!
– Esta certo, é exatamente oque eu farei, obrigado minha linda!
– Não tem de quê , conta sempre comigo meu bem.
– Você também. — Saí do quarto e resolvi dar uma volta pelo jardim, ficar um pouco sozinho, pensar mais a respeito do que fazer com minha vida. Eu gostava da Clarice sabe? Ela era sedutora, bonita, inteligente e também gostava de mim. Ja aquela moça mexeu comigo sem nem falar nada. Eu realmente estava perdido não sabia oque fazer. Resolvi ir ver como a moça estava. Peguei meu cavalo e fui rumo ao hospital a toda velocidade, estava empolgado para me encontrar com ela, cheguei rapidamente ao hospital e quando ia entrando o doutor veio ao meu encontro.
– Tenho uma notícia muito importante para te dar meu jovem — Ele pôs a mão no me ombro e abaixou a cabeça.
– Oque foi doutor? Oque aconteceu?
– Calma, preciso que você fique calmo filho.
– Por favor doutor me fale a verdade, não me esconda nada!
– Feliciano, sua amada acordou! — Disse ele e sorriu
– Oque? Serio? — Disse eu saltitando de alegria
– Sim, e em breve terá alta
– E eu posso falar com ela?
– Claro filho, vai la!
– Obrigado doutor! — Sai correndo em disparado, tudo oque eu mais queria era conversar com ela, ouvir a sua voz e finalmente esse dia havia chegado, eu não estava nem acreditando. Entrei no quarto e ela estava deitada mais com ar bem melhor, não estava mais pálida, e mais rápido do que nunca comecei a puxar papo com ela. — Olá!
– Oi
– Como está se sentindo?
– Bem, só a minha barriga que está doendo um pouco por causa dos ferimentos.
– Aah, quanto a esses rápido vai sarar.
– E você oque é? Um enfermeiro? — Eu sorri
– Não exatamente, eu que te encontrei e te trouxe aqui para o hospital.
– Oh, obrigada!
– Que isso, não precisa me agradecer.
– Onde me achou?
– Foi na estrada, você estava desmaiada. Como se feriu?
– Eu não sei, não me recordo de nada sobre aquela noite.
– Mas que bom que você está bem!
– E eu, posso saber o nome do meu "salvador"? — Eu ri
– Mais é claro que sim. Prazer, Fe... Fernando
– Prazer Fernando, eu sou Catarine. — Disse ela e abriu um sorriso, o mais bonito que eu ja vi.
– E você, está morando aqui em Certiperce?
– Na verdade eu só estava de passagem, mais agora eu decidi ficar.
– Nossa que bom! Agora podemos nos conhecer melhor não é?
– Claro! Vai ser muito bom! — Sorrimos juntos.
– Vejo que vocês se deram muito bem! — Disse o doutor
– Aah, é verdade. O senhor Fernando é um doce de pessoa.
– Sem o senhor. — Eu disse e sorri
– Realmente o Fernando é uma pessoa ótima — Disse o doutor e me olhou com cara de reprovação.
– Mais você também é muito simpática Catarine. — Disse eu e sorri para ela, e ela me retribuiu o sorriso.
– Obrigada!
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