A moça da capa vermelha
1 O início de tudo
Aqui estou eu, deitado na grama olhando para o céu, sem saber o que devo fazer, sem forças para seguir em frente, e com o coração partido. Porque ela me deixou? Ferido ainda por cima, simplesmente me virou as costas, como se eu fosse um inseto e minha vida não vale-se nem o chão que piso. Mas vamos ao início de tudo, onde tudo começou, antes de me apaixonar por ela, Catarine a misteriosa moça da capa vermelha. Tudo começou a 2 anos atrás onde eu Feliciano príncipe de Certiperce, completava meus 20 anos, papai fez um baile em minha homenagem e havia varia moças e rapazes, o reino todo estava la para me prestigiar. Eu adorava a festa e bailava com mamãe feliz com a melodia encantadora que me cativava, era uma noite muito bonita, noite de lua cheia. Papai começou organizar os mínimos detalhes com muito tempo de antecedência para que sai-se tudo em seu conforme, e de fato realmente saiu, a festa estava deslumbrante. Aquela era uma noite importante, um príncipe quando completa seus 20 anos se junta aos guardiões do palácio e exerce aquilo que lhe fora ensinado desde muito pequeno, a arte da esgrima, que para quem não sabe é nada mais nada menos que a luta com espadas. Eu estava muito ansioso para iniciar meu ensinamentos, como papai dizia, a honra de um homem só poderia ser conquistada com suas próprias mãos, e eu queria conquistar logo a minha ja que estava na fase de escolher minha futura esposa e herdar o reino, a coroa de papai. Naquela noite demorei para dormir, e a noite parecia que não acabaria nunca, o dia seguinte era muito importante para mim, seria o dia que eu sairia pela 1° vez como um guardião do palácio. Para explicar melhor, um guardião não somente lutava, mais ajudava as pessoas do reino também, checava os mínimos detalhes e recolhia os impostos. Parti cedo de cavalo com os outros guardiões que eram em média 12 a 18 homens, contando comigo. Eu estava muito orgulhoso de mim mesmo e tenho certeza de que papai também estava. Agora eu havia me tornado um verdadeiro homem, que luta por seu reino. Como de costume demos a volta no reino, olhamos se estava tudo em seus conformes, verificamos as masmorras e recolhemos os impostos, depois cada um foi para a sua casa, e como de costume eu jantei com minha família.
Depois da janta Moly me pediu para a levar para a biblioteca. Moly é a minha irmã mais nova, ela tem 9 anos e é a garota mais sábia que eu ja vi, ela gosta muito de ler e está sempre comprando mais e mais livros. Eu gosto muito dela e somos mais grudados que carrapato, ela me ajuda muito quando eu preciso e seus conselhos são os melhores. Depois de ter comprado os livros nós voltamos para a casa e fomos nos deitar, como esse foi um dia cansativo logo eu adormeci. Quando acordei na manhã seguinte o rei de Forgueste, Fernando de Alcantra estava aqui em casa nos fazendo uma visita. Aqui em Certiperce sempre temos pessoas que vem para visitar a cidade ou até mesmo para morar aqui, e papai sempre recebe amigos aqui no palácio, o problema é que ele fica me jogando para cima de todas as princesas que aparecem por aqui, quando estamos sozinhos ele diz:
– Meu filho quanto antes você arrumar uma esposa, melhor será para você, aproveite que é um moço bonito e case-se com as filhas desse meu amigo que está nos visitando.
Eu odeio quando papai diz isso para mim, eu até intendo que ele diga isso para o meu bem, mais eu ja falei com ele que quero me casar com alguém que eu ame e que me ame também, e eu sinceramente não gosto de nenhuma das filhas dos amigos que ele tem. Quero um amor igual ao de meus pais, verdadeiro. Só pelo olhar dos dois dá para ver que eles se gostam muito, e não importa quanto tempo leve para que eu ache a pessoa que tanto procuro, eu esperarei. Moly concorda comigo, ela diz que se não for por amor o casamento não dá certo, que quando tudo acaba oque resta é o amor e o afeto que um sente pelo outro, e se não tiver isso, oque me restará?
Quando cheguei para tomar o café da manhã la estavam todos a mesa, mamãe, papai, Moly, Fernando, e sua filha Clarice. Ela não era feia, pelo contrário ela era muito bonita e me fez refletir uma coisa, se eu nunca tentar como vou gostar de alguém? Naquele instante tomei uma decisão, quando terminei o café chamei Clarice para dar uma volta comigo pelo jardim do palácio, para conversarmos.
– E então oque está achando da viagem? A hospedagem está boa para você?
– A sim está ótima, a viagem e a hospedagem. Certiperce é uma ótima cidade! Por falar nisso, parabéns por seu aniversário de 20 anos eu não pude estar no baile mas não me esqueci.
– A obrigado, e entendo sua ausência. E então, do que você mais gosta de fazer?
– Eu gosto de pintar
– E oque você costuma pintar?
– A depende, uma paisagem, um animal como o cavalo, ja pintei até pessoas, e vc?
– Eu gosto de cavalgar, as vezes eu pego meu cavalo e saiu sem rumo e hora para voltar, é realmente muito bom.
– Me parece interessante, alteza teria a honra de cavalgar juntamente a você algum dia? Ela disse sorrindo
– Mais é claro que sim, porque não agora mesmo, tem algo para fazer?
– Não
– Hora então vamos avante!
– Avante!
Cavalgamos muito e conversamos também, ela era legal, engraçada, animada, delicada e do nada comecei a reparar qualidade nela que eu não via e que talvés eu nunca veria se não tive-se tomado essa atitude de tentar conhece-la, quem sabe com o passar do tempo eu não passe a gostar dela? Será que finalmente teria achado minha amada? Isso o tempo diria. Quando chegamos eu a ajudei a descer do cavalo e ela com uma voz doce me falou.
– Obrigada pelo convite Feliciano.
– Não tem de que, e você gostou?
– Esta brincando? A tempos eu não me divertia tanto!
– Então precisamos fazer isso mais vezes!
– Vou aceitar isso como um convite — Disse ela se retirando
Ela era encantadora e charmosa, com uma delicadeza em suas mãos, as mais macias que ja vi. No jantar teve algumas troca de olhares e sorrisos na hora de dormir não conseguia parar de pensar nela, e no sorriso dela até que ouço uma batidas na porta.
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