A moça da capa vermelha
2 Um dia um pouco estranho
Rapidamente me levantei da cama e fui atender a porta, poderia ser ela? Clarice? Abri a porta com um grande sorriso, soque não era ela, era Moly, por um momento senti uma certa decepção mais depois voltei ao normal, afinal eu também amava Moly.
- Sorriso bobo, troca de olhares no meio do jantar, passeio repentino, oque tem a me dizer disso, senhor Feliciano?
Eu sorri — É Moly, não tem como esconder nada de você! Eu ia te contar amanhã ja que hoje estava tarde, mais ja que você está aqui eu contarei hoje mesmo.
- Pois então conte, oque rolou entre você e a Clarice hoje pela manhã?
- Bom, você sabe que eu quero me casar com alguém que eu ame, não sabe Moly?
- Sei sim, claro foi até eu que te apoiei nessa decisão.
- Pois então, eu estava pensando na hora do café, a Clarice é bonita — Moly balançou a cabeça dizendo que sim — Educada, e ainda é da realeza, igual papai sempre sonhou, essa para ele seria perfeita. Chegando a essa conclusão eu pensei, ta mais se eu nunca tentar gostar dela, se eu nunca nem conversar com ela, como vou ama-la? Daí eu tive a ideia de dar um passeio com ela pelo jardim do palácio.
- Hum, prossiga...
- Daí agente falou sobre oque gostava e eu comentei que eu gostava de cavalgar, sair sem rumo, e acabou que no final agente foi cavalgar juntos, e passamos a tarde toda conversando, e eu achei ela super legal, descontraida, cheia de energia sabe? Ela me agradou muito, e você oque acha disso tudo?
- Olha maninho, acho que você nunca tomou a decisão mais certa da sua vida, realmente se você não se mover para encontrar a mulher da sua vida, ela não vai vir voando. Isso não quer dizer que seja necessariamente a Clarice, mais cabe a você descobrir quem é a verdadeira dona de seu coração. Quer um conselho?
- Claro, fala ai
- Não vá pelo oque papai gosta ou deixa de gostar, quem vai ficar casado até o último suspiro com a escolhida é você, não ele. E não aposte todas as fichas na Clarice, pois depois você pode acabar se enganando e escolhendo a pessoa errada para você.
- Obrigado Moly, você tem razão, vou centrar mais as coisas, ver se é isso mesmo que eu quero.
- Faz isso sim! — Disse ela sorrindo
- Agora vá ja para cama mocinha, ja esta na hora de bebes estarem dormindo
- E você está acordado porque? — Nos rimos
- Eu não sou criança ta bom? Rum
- Beijos mano, sonhe bem e lembre-se, ouça o seu coração.
- Obrigado meu anjo! — e assim ela se foi e eu tratei de dormir ja que amanhã era meu dia de guardar o reino. Explicando melhor, um dia eu guardava o reino e o outro descansava, no outro eu guardava de novo e no outro dia descansava, "trabalhava" um dia sim e um dia não, e hoje era meu dia, Acordei cedinho e fui tomar o café da manhã. Clarice ainda não tinha acordado, e estava somente eu, Moly e Mamãe tomando café. Terminei rapidamente e me ajuntei aos guardiões para mais um dia. Parecia um dia calma, mas apenas parecia, quando chegamos na cidade logo recebemos a notícia que havia tido um confronto entre bandidos e os moradores de Certiperce.
- Vossa alteza precisamos lhe contar uma coisa, aconteceu uma tragédia pela madrugada de hoje.
- Oque aconteceu?
- Bandidos invadiram o reino e tentaram nos roubar, no intuito de salvar nossos bens lutamos contra eles. Eles foram embora, mais deixaram muitos feridos.
- Onde essas pessoas estão?
- Levamos para o hospital da cidade
- Ok, depois eu em pessoa farei uma visita a todos, e por este motivo, vocês não precisaram pagar impostos mês que vem. — Os impostos eram cobrados de mês em mês aqui em Certiperce.
- Obrigado senhor, nem sei como agradecer-lhe
- Quanto aos bandidos, pedirei a meu pai que reforce a guarda da entrada da cidade, para que isso não aconteça novamente. Até mais
- Até, e mais um vez, muito obrigado.
- Não foi nada. — Como eu havia dito eu fui até o hospital e os outros guardiões foram embora, as pessoas estavam um pouco ferida, soque nada muio grave, fiquei feliz por isso. Na hora de ir embora resolvi passar por outro lugar, sempre passar pelo mesmo lugar e resolvi variar hoje, não estava com pressa de chegar em casa mesmo. Tomei um caminho diferente que eu nunca tinha visto antes, era cheio de árvores, um lugar muito bonito. O sol ja estava se pondo e o anoitecer chegando, só havia eu no caminho e eu andava bem devagar, a brisa leve batia sobre o meu corpo. Não se ouvia barulho algum além dos passos de meu cavalo e o canto do passarinho, com toda aquela paz comecei a pensar em Clarice. — Oque eu farei a respeito de Clarice? Eu acho que estou gostando dela, mais apenas acho, se fosse amor de verdade eu teria certeza não? — e me peguei falando isso em voz alta, como se tivesse conversando com alguém , igual ao um louco e ri de mim mesmo. Andando mais um pouco vi logo a minha frente alguém caido no chão, e percebi que era uma donzela, cuidadosamente desci do meu cavalo e fui ver oque havia acontecido, o porque de uma moça tão bonita estar deitada em um chão de terra como aquele. Fui me aproximando vagarosamente e percebi que ela estava ferida. Rapidamente me ajoelhei no chão e olhei melhor suas feridas, sua barriga estava toda ferida e em um momento achei que ela não estava viva, mais conferi seu pulso e vi que havia batimentos cardíacos ainda, não por muito tempo, pois ela estava perdendo muito sangue, rapidamente a peguei no colo e a coloquei no cavalo, montei e sai em disparado para o hospital. Ela era tão frágio, e linda ao mesmo tempo, seus cabelos eram macios e sedosos e eu sentia uma necessidade enorme de ajudá-la, cheguei rapidamente ao hospital e pedi ao médico que toma-se conta e cuida-se dela como se ela fosse da família real, e ele me garantiu que cuidaria dela e que não deixaria ela morrer, logo após saiu da sala me deixando a sós com ela. Eu olhei para ela e mesmo estando pálida ela era linda, acariciei seu rosto e dei um beijo em sua testa, então me retirei do quarto.
- Te dou minha palavra que salvarei ela vossa alteza.
- Obrigado, virei visitar ela todos os dias, até que ela tenha alta. Posso te pedir um favor?
- Mais é claro, é só me pedir.
- Não conte a ela que eu sou príncipe, e não me chame de vossa alteza na frente dela.
- Tudo bem.
- Obrigado! — Sai do hospital e voltei para casa, como cheguei em casa cansado e tarde, todos ja tinham jantado e ja estavam em seus aposentos, então eu aproveitei e fui me deitar também sem nem jantar, me deitei e só conseguia pensar nela. Ela nem tinha falado comigo mais havia me encantado de um jeito incrível. Agora eu só torcia e pedia aos céus que ela fica-se bem. Tratei de dormir ja que hoje tinha sido um dia cansativo e cheio de surpresas e peguei no sono rapidamente. Quando acordei fui tomar o café da manhã, como acordei muito cedo tomei o café sozinho mesmo e parti para o hospital.
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