A mascara de ouro
1 Começo
Tudo começou mais um vez, não aguento mais, todo dia eu acordo e vejo que nada mudou, que nada se alterou. A única diferença é que hoje é sábado, é o pior dia de todos, hoje visito meu pai, não que eu não goste dele mas aguentar ocheiro de cigarroe de álcool só é para minha irmã. Mas nem sempre foi assim, lembro que ele era meu herói, foi um choque e tanto para ele ser trocado por uma mulher, não só para ele como para toda família. Enfim está na hora de levantar, mas a cama sempre parece melhor que as novidades do dia .
Já indo para o inferno, o atellier de meu pai que já estava condenado afalência, tinha visto na rua duas pessoas suspeitas, provavelmente dois ladrões, hmm... Não posso falar com certeza, para mim todos que me olhavam queriam me assaltar, isso tudo porque tinha sido roubado semana passada, por um drogado magrela que até mesmo uma criança podia derrubar. Chegando no atellier que, mesmo sendo pequeno era bem arrumado, mesmo que quase nunca tivesse clientes sempre tinha uma atendente muito bonita e simpática, minha irmã, ela parecia não ter defeitos, a encontrei tendo uma conversa com dois caras de terno, provavelmente cobradores, cena que se repetia muito só que dessa vez tudo parecia ser mais sério, podia ver nosolhos azuisda minha irmã o desespero, o que era incomum, afinal, ela era a mais equilibrada da família.
Esperei os dois homem saírem e me aproximei ela estava tão aflita que nem percebeu que eu estava ali já um tempo, bem eu entendo o porque, a arte é a vida dela não só dela como a do meu pai.
Oi Camila, cobradores de novo? — perguntei olhando em seus olhos
Tom! Não, eram apenas clientes. — responde enquanto revirava os olhos
sempre que ela mentia fazia isso .
Vamos entrar, pai está te esperando. — disse já entrando na “SoulArt” o nome da lojinha de arte que chamavamde atellier.
Ela entrou na frente, logo em seguida eu entrei, olhei para Camila e percebi que este lugar era pequeno demais para ela, alguém que passou emsegundo lugarno vestibular e terminou afaculdade de direitocomo melhor aluna não deveria perder seu tempo aqui, percebendo que a estava olhando deu um singelo sorriso. Prestei atenção na loja e percebi que nada tinha sido vendido, estava tudo igual à semana passada, exceto pelo fato que existia uma nova peça, uma estatuetaem forma deum dragão, um daqueles que parecia uma cobra ou um cavalo marinho, realmente um obra de arte bizarra, entretanto algo me chamou atenção, quanto mais eu olhava para ela mais eu sentia raiva e atração, podia até jurar que vi em seus olhos um brilho vermelho, quase que me chamando.
Se você gostou pode ficar – disse Camila, aposto que ela queria ser livrar da estátua.
Quem fez isso? – perguntei, mesmo não querendo saber.
Não sei, isso foi encontrado por pescadores perto daqui. Fique, pode ficar, ela não tem valor comercial nenhum, é só um pedaço de lixo – indagou minha irmã indo para um quarto pequeno que se encontrava aos fundos da loja.
Peguei a estatueta e a segui, chegando no quarto que, de longe, ja se se sentia o cheiro de cigarro encontrava-se meu pai, Ferdinand, sempre com a mesma camisa que tinha todas as cores, menos o branco. Ele olhou para mim e logo percebi que ele estava patético como sempre, num pulo ele já estava me abraçando, não consegui abraçá-lo, meus braços não se moviam.
Depois de um dia cheio de absolutamente nada já estava louco para ir para casa. Chegando a hora de ir fiquei esperando até o namorado da minha irmã chegar, ele era o único defeito dela, provavelmente a batia, já tinha visto vários hematomas, todas as vezes que eu perguntava ela sempre mudava de assunto hmm... Se isso for verdade ele é um homem morto. Quando Chris, seu namorado, chegou num captiva branco novinho só pensei em arranhar aquela merda, ele abriu a janela e a chamou.
Tchau Tom ate sábado — Disse ela, me dando um beijo na testa.
Tom! Odiava quando me chamavam assim, afinal eu tenho um nome, e não era esse, disse tchau, esperei uns dez minutos e fui embora. Dali para minha casa não era longe e queria andar, precisava pensar na vida, mesmo que eu estivesse de férias precisava estudar para a faculdade, não estou indo nada bem e minha vida amorosa estava um fracasso, a garota que quero nem olha para mim, nem sei se ela sabe de minha existência, mesmo já tendo falando com ela inúmeras vezes na universidade .
A duas ruas da minha casa um dos homens que me encarava quando estava chegando ao atellier hoje de manhã vem em minha direção, não dava para atravessar a rua, estava cheia de carros, virar de costas não parecia uma boa ideia, ele estava de casaco e percebi um volume por debaixo do tecido, era uma arma. Não era tao ruim ser assaltado duas vezes em duas semanas, nessa eu não tinha nada além de dez reais e a estatueta.
Bora boy passa tudo – disse o homem armado com voz rouca.
Peguei a carteira e dei para ele, quando viu não ficou nada feliz, e disse "passa o resto", que resto? Quando ia entregando o dragão, impaciente, o homem me deu um tapão na cara, nesse momento eu queria matá-lo, quase que imediatamente algo diferente aconteceu... Não consigo explicar bem, mas parecia que uma onda de pequeno impacto saiu de mim e o atingiu, um arco concêntrico de energia vermelha. Ele soltou a arma e começou a tremer, olhar para um lado e para o outro, ele parecia perturbado!
O que são esses olhos! – disse ele correndo, indo para trás.
tendo o que parecia um ataque de pânico, correu apavorado para rua e teve um infeliz encontro com um carro e com a morte.
Fale com o autor