Não consigo dormir! Como poderia? Tinha visto um homem morrer na minha frente, mas o pior é que não saia da minha cabeça que o culpado do ocorrido era eu. Tentava esquecer, rolava na cama, queria me convencer que era apenas um ladrão e que eu não tinha nada haver com o acidente, afinal, era só um acidente! Mas quando olhava para a estatua, que estava ao meu lado na cama, e sentia uma sensação de que ela era tão culpada quanto eu.

Não aguentava mais ficar na cama, levantei, me arrumei, peguei a estatua e a botei no meu bolso, já deveria ser umas 3:00 da manhã , não tinha nada na rua, exceto por poucas pessoas. Queria testar, mesmo sem saber porquê, sabia que podia repetir o mesmo fenômeno de ontem. Esperei até avistar um alvo, uma mulher que, apesar das poucas roupas, parecia estar mais nua que vestida. A encarei e esperei, nada aconteceu . Mas que besteira! Claro que eu não tinha feito nada ontem, foi um acidente.

Oi amigo, quer um programa? — perguntava ela com suas mãos no meu rosto

Não. – disse olhando em seus olhos.

Sabia que você não tem só a cara de otário! – disse ela dando dois tapinhas na minha cara e rindo.

Ela deu um giro com seu belo corpo, saindo da minha frente, indo na direção oposta. Não gostei nada dela ter me chamado de otário, finalmente senti de volta aquela sensação, e ela era... Boa! Novamente uma onda de impacto saiu de mim e a atingiu, ela se jogou no chão e começou a gritar por socorro, eu não fazia nada além de rir, eu adoro essa sensação de poder, fiquei cego pelo prazer de poder fazer as pessoas me temerem.

Não demorou muito até um homem armado aparecer e perguntar para ela o que estava acontecendo, provavelmente seu chefe, como ela não tinha condições nenhuma de responder ele foi na minha direção perguntando o teria acontecido com sua vadia.

Eu não sei! Ela só caiu gritando do nada! – respondi enquanto tentava repetir ``o grande o susto ´´ com esse homem.

Bora porra, responde ou vai morrer! — falou enquanto destravava a arma.

De repente seus olhos pararam, suas mãos ficaram moles a ponto da arma quase cair, ele empalideceu, olhou para os dois lados, tentou correr mas caiu no chão, pegou arma e atirou na própria cabeça.

Eu não sabia o que fazer, a puta que estava ao lado olhou para mim e começou a gritar ``Foi você! ´´ chorando muito, fazendo escândalo.

Desesperado e sem saber o que fazer usei de novo o "medo" ela já estava tão assustada que desmaiou na hora, convulsionando, talvez um avc.

Corri! Estava enjoado, isso era a prova de que eu era o responsável pela morte do ladrão de ontem, não só dele mas também do cafetão de hoje, como isso pode estar acontecendo, eu matei duas pessoas! Parei num canto, perto de um esgoto, vomitei, chorei de medo, olhei para o alto depois para minhas mãos, mãos agora de um assassino, sangue de três pessoas jazem nessas mãos, o pior era saber que na hora eu estava me divertindo. Tirei a estatua do bolso, sabia que era ela a culpada de tudo isso, eu não sou assim, foi essa coisa, não eu. Olhei para ele e vi novamente o brilho vermelho de seus olhos me chamando, balancei a cabeça "NÃO" e a joguei com toda força no canal . Algo mais bizarro do que tudo até agora aconteceu, uma grande fumaça preta saiu da estatua e envolveu, nela faiscavam vários raios, como se eu estivesse dentro de uma nuvem de tempestade, escutei um rugido, caí no chão, meus ouvidos estava doendo de tão forte que foi o barulho, uma pata saiu da escura fumaça e de repente um rosto de um Dragão surgiu, igual a estatueta.

Você terá meu poder querendo ou não! – disse isso com um poder enorme em sua voz

O que ? — levantei mesmo estando com medo olhei para baixo , não podia olhar diretamente em seus olhos.

Eu não quero, você é uma maldição! — disse tentando olhar para ele.

Garoto, você ficará comigo por que eu escolhi! – disse enquanto seus olhos ardiam em chamas.

Depois das palavras ditas as minhas costas começaram a queimar, sentir uma dor insuportável, não parava de gritar, era como se metal derretido rastejasse pelas minhas costas, me marcando com um desenho.

Quem tem a marca da face do Dragão pode controlar meu poder mas terá um preço e eu irei cobrar. — disse enquanto voltava para fumaça, e do nada a estatua estava de novo em minhas mãos, eu estava ajoelhado na rua, minhas costas doendo como no inferno. Porquê comigo?

Me levantei mesmo sem querer, não controlava mais meu corpo , comecei a caminha sabia que esse era o caminho de minha casa, olhei para um prédio e em um de seus espelhos encarei meu reflexo , olhei para meus olhos estavam avermelhados. Com se não bastece tudo que tinha acontecido meu reflexo se mexeu sozinho aponto para mim e falou .

–aquele que o ``drakay´´ possui só terá um preço a pagar ,terá que matar todas as pessoas que os outros espíritos possuiem – falo enquanto gesticulava

–eu não quero esse preço, não preciso de você – falei com meu reflexo ou melhor com minha estatua

–quem você quer engana? Sabemos que você é louco pelo poder, meu poder por esse preço? não acha justo ? — falou com sua poderosa voz enquanto olhava para suas mãos que do nada pegaram em chamas

Não tinha como negar, o poder me chamava .Com o que eu estou preocupado ? eu deveria está se de novo eu volta-se para aquela vida pacata e de nada que eu tinha ,mas não, com Drakay eu posso ser grande meu nome sera eterno, matar eu já matei dois, talvez três, e todos eles mereciam eu só fiz o bem para sociedade e continuarei fazendo.

– eu quero seu pode! E pagarei o preço- e nesse momento tinha vendido minha alma ao poder