Zieg sumiu após Jeremy cair no chão, sem deixar rastros. Charlotte começa a tremer, seus olhos estavam cheios de lagrimas, não conseguia ver quase nada nítido, se levantou cambaleando, ajoelhou-se junto ao corpo de Jeremy já sem vida no chão, puxou o corpo junto dela, tirou o cabelo de Jeremy do rosto e o limpou, Charlotte era incapaz de dizer qualquer palavra, suas lagrimas escorriam de seu rosto para o rosto de Jeremy.

– Jeremy, fala comigo...

Charlotte verifica a pulsação de Jeremy... Nenhum sinal de vida.

– N-Não consigo acreditar... Você prometeu que não ia se machucar... Jeremy...

Charlotte abraça Jeremy bem forte, suas lagrimas tomavam conta de seus olhos, Charlotte queria gritar, mas o máximo que conseguia era soluçar.

– Àquela hora... Foi a única e ultima vez que senti seu coração batendo? Seu ultimo suspiro ao meu lado?

O corpo de Jeremy continuava sem resposta.

Charlotte continuava a abraçar Jeremy. O corpo de Jeremy começou a esquentar, seu cabelo mexia e voltou a virar brasa. Seu corpo começou a entrar em chamas, Charlotte se afastou, pois estava muito quente. As chamas somem e Jeremy estava de pé. Charlotte pensou que Jeremy estava de volta, corre ao encontro de Jeremy, mas antes que ela pudesse toca-lo, Jeremy começa a soltar fagulhas e logo seu corpo todo some. Últimos resquícios de Jeremy foram levados pelo vento, oque sobrava no chão eram as chaves de Jeremy e seu celular. Charlotte cambaleou até onde Jeremy estava, recolheu as chaves e o celular, limpou as lagrimas em seu rosto, olhou pro céu, o sol saiu de dentro das nuvens e Charlotte pensou “Por que você? Por que se sacrificar por mim...? Custava cumprir uma simples promessa?”.

Os Sons de sirenes começaram a ecoar pelas ruas, Charlotte começou a caminhar de cabeça baixa. “Hora de ir para casa...”.

Jeremy abre os olhos, estava flutuando no vazio, Jeremy se vira e tenta encontrar algo, ao fundo uma luz brilhava, Jeremy foi em direção a ela.

– Como será que Charlotte esta... Chateada provavelmente, não consegui manter minha promessa a ela, provavelmente brava também.

Jeremy chega perto da luz e não conseguia enxergar nada, até que a luz forte some e o cenário era um escritório, moveis antigos, nada era contemporâneo ali, Jeremy se aproxima da mesa e a cadeira se vira, um anão barbudo, calvo, mas com uma barba branca enorme, olhos rígidos e expressão de seriedade.

– Quem é você? – Sua voz era grossa e fina ao mesmo tempo, era irritante.

– Quem é você?

– Esta me imitando?

– Esta me imitando? – Jeremy começa a importunar o anão barbudo.

O anão se exalta e bate com as duas mãos na mesa. – Ta tirando uma com a minha cara pivete?

– Ta tirando uma com a minha cara enfeite de jardim?

– Ah, esta me insultando? Cai pra dentro. – O anão sobe na mesa e começa a balançar os punhos como se lutasse boxe.

A porta de abre e um homem alto, galante, terno preto. – Oque esta havendo? — Sua voz era grossa, impunha medo.

– O crioulo aqui esta tirando uma comigo, vou desce o braço nele. – O anão pula da mesa em direção a Jeremy. – AIAAA!

Antes de atingir Jeremy o anão começa a planar, o homem estava segurando o anão no ar com tele cinese.

– IA! IA! IA! Toma essa seu playboyzinho, vou por no seu lugar!

– Gaylord, pare.

–Tudo bem.

O homem coloca Gaylord no chão, o anão vai em direção à porta, mas antes disso corre em direção a Jeremy e acerta uma cabeçada no saco de Jeremy. Jeremy se ajoelha e Gaylord aponta para Jeremy.

– Eu disse, não disse? Mete mala agora! CAI DENTRO!

Gaylord olha pra trás e vê o homem com um olhar de reprovação.

– To vazando! Se eu te encontrar na rua, prepara pra apanhar. – Gaylord sai da sala.

O homem olha para Jeremy e Jeremy estava rindo.

– Por qual motivo esta rindo?

– Cara, um anão com problemas de raiva, chamado Gaylord ameaçou de me espancar se me trombasse na rua, por que não seria engraçado?

– Tem razão. Tome cuidado, ele leva as coisas a serio. Oque te trouxe aqui?

Jeremy se recupera da dor lancinante que sentiu. – Eu me sacrifiquei por uma pessoa e estava flutuando no vazio até que apareci aqui, o resto o senhor já sabe.

O homem senta em sua cadeira. – Sou um juiz, mas não um como em sua dimensão. Eu decido se você vai para o Inferno ou o Paraíso.

– Como você define isso?

O homem tira um iphone de seu casaco. – Seu nome?

– Jeremy Di Marco.

– Deixe me ver... Parece que você esta apto para ir ao Paraíso.

– Saia por aquela porta e vire a esquerda e siga reto, uma porta te levará ao Paraíso.

– Obrigado por tudo senhor.

– Desponha.

Jeremy sai da sala e olha um corredor enorme, parecido com de um hospital, duas portas em cada extremidade, Jeremy olha uma figura ao lado direito, alta, cabelos azuis claros. Jeremy jurava já ter visto aquela pessoa, quando a figura se vira Jeremy percebe pelas orelhas de raposa que era Charlotte.

– Charlotte?

Charlotte começa a correr em direção a porta da direita.

– Charlotte, me espera!

Charlotte chega até a porta e quando Jeremy esta prestes a alcança-la, ela entra na sala, Jeremy a segue.

– Olá

Quem estava ali não era Charlotte.

– Quem é você?