A lenda do Leão das Chamas
5 Renascendo das cinzas
– Nem um pouco cavalheiro, onde esta a educação Jeremy?
– Legal você até sabe meu nome! –Jeremy da um sorriso sarcástico. — Qual seu nome? Quem é você?
– Sou Lilith. A ceifadora do submundo.
– Interessante...
– Não precisa ser sarcástico.
– Eu não fui!
Lilitth era uma garota de estatura media, seus cabelos eram pretos e longos, seu olho era azul, as medidas de seu corpo eram pequenas.
– Você viu uma menina entrando aqui?
– Não...
– Mas, ela entrou!
– Era uma ilusão, criada por mim.
– Por que você fez isso?
– Tenho uma proposta.
– Continue.
– Funciona assim, eu te revivo e você faz trabalhos pra mim em sua dimensão.
– Que tipo de trabalho...?
– Eliminar pessoas.
– C- Como assim?
– Como uma ceifadora eu preciso buscar as pessoas lá em cima, mas só as que são toxicas para o lugar. Todas as pessoas que fazem o mal e morrem, sou eu quem as faz morrer.
– Seria seu assassino de aluguel?
– Mais ou menos, seu pagamento seria eu te deixar vivo.
– Entendo.
– Como você morreu?
– Fui assassinado.
– Você não é normal, com certeza não foi para bandidos, quem te matou?
– Zieg.
– Aquele cara é um mala.
– Eu sei. Ele me acertou com seu poder e meu corpo já não estava com condições de aguentar mais nada, só que ou era eu, ou era a Charlotte.
– Charlotte é a menina que eu criei a ilusão?
– Sim.
– Mas você é especial, como conseguiu perder?
– Eu não me controlava, quando o meu poder adormecido despertou ele tomou conta de mim, não sei por que.
– Qual é sua entidade interior?
– Eu não consegui definir o animal, mas ele é do fogo.
– Caramba, dependendo do animal você vai precisar de um sacrifício.
– Sacrifício?
– Sim, é o sacrifício em sangue. Quando sua entidade representa um poder muito alto, ela não pode simplesmente obedecer qualquer bossal que a tenha. O sacrifício em sangue se baseia literalmente no que o nome diz, você precisa de sangue para provar que alguém.
Jeremy ri. – Vai dizer que vou precisar tomar o sangue de alguém?
– Como você sabia?
– É brincadeira né?
– Não, ou é tomar o sangue de alguém ou matar alguém, mas não pode matar qualquer um, precisa eliminar alguém mais forte que você, só assim sua entidade vai te reconhecer como hospedeiro legitimo.
– Como raios eu vou conseguir chupar o sangue de alguém? Eu não sou um vampiro.
– Eu posso dar um jeito nisso.
Jeremy ri e balança as mãos em tom de deboche. – Há, vai me transformar em um vampiro?
– Exatamente.
– (...) Vampiros existem?
– Apenas no submundo, eles meio que botam ordem quando alguém decide se rebelar, além daqui não existe em mais nenhum lugar.
– Tá, mas, não posso simplesmente sair por ai e tomar o sangue de alguém.
– Poder você pode, mas você não quer.
– Eu tenho princípios, um dele é não sair por ai machucando pessoas.
– Como você é chato.
– Só por que não quero traumatizar uma pessoa?
– Vendo por esse lado... Bom, você quer fazer o acordo?
– Existe opção B?
– Não, você entrou na porta do Inferno e se não aceitar minha proposta vai ficar aqui pra sempre.
– Mas o moço de terno falou que eu podia ir para o Paraíso.
– É, mas você entrou na porta errada, foi tudo meu plano.
– Tá, me reviva logo.
– Ok Senhor Capitão Mandão.
– Como você vai fazer isso?
– Vou te dar um presente antes disso.
– Qual presen. – Jeremy é interrompido com um beijo de Lilith em sua boca.
Lilith agarra o cabelo de Jeremy enquanto o beija e começa a levar a serio. Jeremy corresponde.
Lilith solta Jeremy. – Pronto.
– Isso foi o presente?
– Sim, agora você é um vampiro, temporariamente.
– OQUE?
Lilith cria um espelho em sua mão. – Veja.
Jeremy se olha no espelho e seus olhos negros agora eram vermelho sangue, Jeremy abre a boca e vê seus caninos enormes.
– Pra te transformar em vampiro só precisava de um selinho, mas seria chato.
– Por quanto tempo serei um vampiro?
– Quando você chegar la... Deixar-me ver... Trinta minutos.
– Eu vou ter exatos trinta minutos para encontrar uma pessoa disposta a oferecer o pescoço para que eu tome o sangue do mesmo?
– Bom que você entende rápido.
– Eu vou renascer onde?
– No lugar em que você morreu.
– Mas – Jeremy coloca as mãos no bolso – Eu estou sem meu celular e minhas coisas.
– Você tem um par de pernas.
– Você tem um par de asas.
Lilith olha para suas asas. – Hehe, elas são fodas demais.
– É mais ou menos.
– Por que você não acha?
– Por que não são uteis pra mim, a não ser que você me dê uma carona.
– Por que eu te daria uma carona?
– Por que você é legal...
– Eu sou legal?
–Sim.
– Por quê? Por que eu te beijei?
– Foi um ponto pró.
– É o bastante, vamos.
Lilith estala os dedos e Jeremy caiu na mesma rua em que foi morto, mas com Lilith ao lado. Tudo ainda estava destruído e as extremidades das ruas estavam com fitas de policial. Lilith pega Jeremy no colo e salta para o ar e começa a voar.
– Que lado?
– Aquele.
– Você é leve.
– Só tenho trinta minutos?
– Vinte nove agora.
A brisa no rosto deixa Jeremy pensando em como fazer com que sua entidade o reconhece-se.
– Ali, aquela casa.
Lilith aterrissa no gramado.
– Que dia é hoje?
– Sábado.
– Oh merda.
– (...)?
– Bianca e Charlotte estão em casa.
– Huhu, alguém vai apanhar.
Jeremy toca a campainha
– Ei, é minha casa.
Jeremy gira a maçaneta, estava trancada.
– Merda.
– Quem é? – Jeremy escuta a voz de Bianca
– Eu.
– Ah, claro. Eu quem?
– Jeremy.
– Escuta, isso é alguma brincadeira de mau gosto?
– Não, Bianca abre, sou eu.
– Depois de tudo que aconteceu, vou acreditar em qualquer um que diga ser um morto?
Lilith se estressa e fatia a porta em duas com sua foice.
– Meu deus que menina chata, custava abrir a merda da porta?
– JEREMY!
– Ah meu deus, ele falo que era ele. Vem cá, você tem síndrome de down ou algo do tipo?
Bianca ignora os insultos de Lilith e abraça Jeremy. – Como você esta vivo? Por que seus olhos estão vermelhos? Por que você demorou? Por que se sacrificou pela Charlotte?
– MEU DEUS CALA A BOCA. Eu revivi o Jeremy com algumas condições e agora ele é um vampiro por alguns minutos.
Bianca olha para Lilith. – Er... Quem você pensa que é?
– Eu não queria falar, mas ela é a Ceifadora do Submundo.
Bianca fica vermelha. – M-Mesmo assim não tem o direito! COMO ASSIM VOCÊ É UM VAMPIRO?
– Eu não controlei minha entidade por que eu era virgem.
– É, todos sabemos.
– NÃO ESTOU FALANDO ESSE TIPO DE VIRGEM! Preciso de sangue para que minha entidade me reconheça como hospedeiro.
– V-Você precisa tomar o sangue de alguém...?
– Isso foi a prova definitiva que você é burra.
– Você já tem alguém?
– Na verdade não...
– Sabe oque você tem? 20 minutos.
– Se você quiser eu posso oferecer meu sangue...
– Que merda foi essa? “Se você quiser eu posso oferecer?”.
– Fofa, ele só tem 20 minutos, não tenta da uma de bonitinha, da o sangue pra ele antes que o tempo acabe.
– Verdade – Bianca tira o cabelo do pescoço – Pode ir.
– Onde esta Charlotte?
– Saiu para comprar a janta.
– Ah... Bianca, se não quiser, tudo bem, existem outras formas.
– Tudo bem, pelo seu bem.
Jeremy se aproxima do pescoço de Bianca. Bianca sente o bafo quente em seu pescoço e deixa escapar um gemido.
– Hm, alguém parece estar gostando.
Bianca abre os olhos e os deixa cerrados. – Sem piadinhas.
Jeremy morde o pescoço de Bianca e ela grita, Jeremy tenta tirar a cabeça, mas Lilith empurra de volta.
– Não, continua, já abriu o buraco.
Jeremy começa a sugar o sangue de Bianca e Lilith solta a cabeça de Jeremy.
– Continue...
Jeremy mantem. Jeremy se deixa levar e passa a mão no pescoço de Bianca e agarra seu cabelo.
– Que inveja, está se divertindo sem mim.
Passam-se alguns segundos.
– Pode parar.
Jeremy solta Bianca e ela desmaia em seus braços.
– Cuide dela, ela esta fraca.
– Como sei se funcionou?
Quando Jeremy disse isso, sentiu um calor vindo de dentro e seus cabelos voltaram a fagulhar e entrou em chamas, Jeremy levantou sua cabeça e soltou um rugido que ecoou pelo quarteirão todo.
– Waw que rugido sexy, um Leão. Tomara que seja mesmo... Se é que me entende. – Lilith abre suas asas. – Me desculpe pela porta.
Jeremy volta ao normal. – Tudo bem, obrigado por tudo.
– Meu trabalho aqui acabou, tchau! – Lilith pula pra fora e some nas sombras.
Jeremy olha para Bianca. – Obrigado – e lhe da um beijo em sua testa.
– Jeremy?
–Charlotte?
Charlotte vê a boca de Jeremy com sangue e o pescoço de Bianca com dois buracos escorrendo um pouco de sangue.
Um silêncio toma o local, Charlotte vai até a mesa de centro e coloca as compras, volta e se ajoelha na frente de Jeremy com lagrimas no rosto.
– Fico feliz que você esta vivo, mas... Que merda esta acontecendo?
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